
CCBB Brasília recebe encontro com iniciativas de impacto social, debates e nomes de referência nacional
O primeiro dia do Festival de Soluções Sociais para o Brasil, iniciado em 27/05/2026, foi marcado por debates, apresentação de iniciativas inovadoras e a assinatura de acordos de cooperação com o Governo Federal. O evento, promovido pela Fundação Banco do Brasil e realizado no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, seguiu até 29 de maio e reuniu experiências de todo o país que utilizam tecnologias sociais para enfrentar desafios em áreas como educação, saúde, meio ambiente e geração de renda. As iniciativas também concorreram ao 13º Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, que premiou as experiências de destaque no país.
Na abertura, o presidente da Fundação BB, André Machado, destacou a relevância do evento como um espaço de construção coletiva. “Estou realmente muito feliz de ver esse teatro cheio. Este é um encontro que celebra a capacidade do povo brasileiro de criar respostas coletivas e transformadoras para os grandes desafios do nosso tempo”, afirmou. Ele também ressaltou o papel das tecnologias sociais, que, segundo ele, “são iniciativas construídas com as comunidades, pensadas para serem reaplicadas, sustentáveis e capazes de gerar inclusão, autonomia, renda, dignidade e preservação ambiental, desenvolvidas pelas próprias comunidades e, muitas vezes, em parceria com universidades públicas, institutos federais e centros de pesquisa.”

Em sua fala, a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, reforçou a importância das tecnologias sociais. “Este evento reconhece e valoriza tecnologias sociais, destacando projetos que geram impacto real na vida das pessoas. A Fundação Banco do Brasil é o coração social do nosso grupo e reforça, a cada edição, o compromisso com soluções que transformam realidades em todo o país.”
Durante a programação, foram firmados importantes acordos de cooperação entre a Fundação Banco do Brasil e o Ministério da Educação, Ministério da Cultura – Minc e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, com o objetivo de construir estratégias comuns de atuação nos territórios. Entre eles, está o acordo que prevê a ampliação do acesso e da participação cultural, o fortalecimento de redes do setor, a qualificação de espaços e o incentivo a práticas formativas, com foco na produção local e nas tecnologias sociais.
A parceria foi assinada pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, que destacou a cultura como dimensão estruturante do desenvolvimento humano, social e territorial. “Nós temos o privilégio de viver num país que tem um cardápio imenso de produção artística e cultural. É de nós falando para nós mesmos, e o mundo precisa conhecer essa força desse país e desse povo”, disse a ministra. O Brasil vive, segundo ela, um momento de reconstrução e fortalecimento das políticas culturais, com iniciativas que ampliam o acesso, valorizam a diversidade e reconhecem a potência da produção artística no país.
Na sequência, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou da mesa “Cultura e Educação: Saberes que Transformam Territórios”, mediada pelo secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli) do Minc, Fabiano Piúba. O debate contou ainda com a presença do escritor e educador indígena Daniel Munduruku, do escritor Itamar Vieira Junior e da escritora Socorro Acioli, além de participação especial da subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais do MinC, Cecília Sá.
Vinicius Roda, secretário-executivo adjunto do Ministério da Educação (MEC), ressaltou a importância das parcerias para fortalecer a educação pública e ampliar sua conexão com os territórios. “A educação pública precisa estar conectada aos territórios do Brasil. Esse acordo reforça a integração entre universidades, institutos federais, estudantes, professores, técnicos e organizações sociais, permitindo que o conhecimento produzido nas instituições dialogue com os saberes locais e contribua para soluções concretas para a população.”
A programação seguiu com mesas temáticas que ampliaram o debate sobre desafios e caminhos para o desenvolvimento do país. Com o tema “Finanças, Território e Justiça Social: soluções para um Brasil sustentável”, Nath Finanças, Douglas Belchior e José Alves Cardoso discutiram a importância de uma educação financeira acessível, conectada à realidade das comunidades e voltada ao fortalecimento da autonomia econômica e à redução das desigualdades. Já o debate “Cultura e Educação: saberes que transformam territórios” reuniu Daniel Munduruku, Itamar Vieira Júnior e Socorro Acioli, evidenciando o papel dos saberes locais, das identidades culturais e da educação como bases para promover transformações sociais nos territórios.
Ao longo do evento, também foram realizados debates com representantes das iniciativas finalistas ao Prêmio de Tecnologias Sociais, promovendo a troca de experiências e o aprofundamento das propostas apresentadas. Durante os encontros, cada projeto foi apresentado por meio da exibição de um vídeo de aproximadamente três minutos, permitindo ao público conhecer, de forma dinâmica, os impactos, metodologias e resultados das soluções desenvolvidas nos diferentes territórios do país.
Sobre o festival
Realizado entre os dias 27 e 29 de maio, o festival teve programação diversificada, reunindo especialistas, gestores públicos, representantes da sociedade civil e empreendedores sociais. A proposta é promover trocas, fortalecer redes e impulsionar soluções que contribuam para um Brasil mais justo, democrático e sustentável.
O evento também destacou o 13º Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, que recebeu mais de mil inscrições de todo o país e selecionou 40 iniciativas finalistas. As tecnologias sociais apresentadas ao longo da programação concorreram à premiação, cujos vencedores foram anunciados no encerramento, no dia 29.05.2026.
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