Portal Interno TS Cine

Iniciativa tem foco na formação audiovisual e experimentação tecnológica com cursos para jovens e crianças no Rio de Janeiro

Luz, câmera e ação! Esta é a premissa do Cinema Nosso, metodologia que nasceu no Rio de Janeiro com a formalização de um projeto político pedagógico que prima pela educação na prática. Por meio de ferramentas que possibilitam um ensino libertador, a partir das premissas do educador Paulo Freire, o projeto amplia o repertório cultural e senso crítico de crianças e jovens através do audiovisual e das novas tecnologias.

O Cinema Nosso foi fundado em 2000, a partir da seleção de elenco para o filme Cidade de Deus, dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, e sua relação com a comunidade e periferia, estimulando a formação e produção para o cinema e implementação de outras ferramentas tecnológicas para o desenvolvimento de narrativas.

Desde então, ao longo dessa trajetória, a iniciativa expandiu e se tornou referência em formação audiovisual para jovens no Rio de Janeiro e também na América Latina, com participação em eventos e palestras em universidades e festivais de filmes em diversos países do mundo.

Reconhecimento
Certificada no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019, a metodologia possui resultados expressivos. Formou aproximadamente quatro mil jovens em cursos regulares, mais de duas mil crianças passaram pelos projetos, e no último ano teve mais de mil pessoas impactadas pelas ações. A diretora do Cinema Nosso, Mércia Britto celebra a certificação. “Para nós, é o reconhecimento de anos de trabalho gerando impacto e transformação social na vida de crianças e jovens, bem como nos capacita a buscar mais parceiros importantes para a realização dos nossos projetos”, comemora.

Formação
Entre os projetos de capacitação oferecidos estão o Anima Aqui e o Super Hacka Kids, voltados para o público infantil, desde a primeira infância até a adolescência, o Empoderamento e Cinema – Jovens Negras no Audiovisual, o Cinematik VR, formação em realidade virtual para jovens de periferia e a Produtora Escola que oferece um programa de gestão de carreiras no audiovisual para jovens que já fazem cinema, além de outros cursos e oficinas de linguagem audiovisual, animação, youtuber mirim, jogos analógicos e digitais, todos visando a ampliação do senso crítico e universo cultural por meio da tecnologia. 04

Em todos os projetos adotam a mesma metodologia de ensino prezando pela prática, pelo foco em narrativas e ampliação da visão de mundo, potencializando também competências e habilidades. “Alguns dos nossos alunos acabam se tornando educadores do projeto, replicando nosso método e criando seus próprios cursos e produtoras a partir do aprendizado adquirido”, destaca Mércia Britto. As produções feitas pelo Cinema Nosso podem ser conferidas neste canal do Youtube.

Cursos da iniciativa foram aplicados em escolas públicas de Paraty, Rio de Janeiro, no semiárido nordestino na Paraíba e na Floresta Amazônica em Juruena, no Mato Grosso.

Metodologia
Ao longo de 20 anos de existência, o Cinema Nosso construiu um sistema reconhecido de formação em audiovisual. Nos últimos anos, desde a elaboração de mais atividades e projetos focados em tecnologia, foi iniciada implementação da metodologia Steam (Science, Technology, Engineering, Arts e Mathematics) nos cursos oferecidos. As premissas do Steam tem como objetivo produzir uma metodologia integrada e que forma pessoas com valores, conhecimentos e habilidades para os desafios do futuro. Se baseia nas seguintes ações: investigar, descobrir, conectar, criar e refletir.

“No campo do audiovisual e novas tecnologias, empregamos a Steam no processo de aprendizagem do curso, através das temáticas trabalhadas, bem como da própria apreensão sobre linguagem e narrativas audiovisuais. Esta metodologia também prevê sempre o pensamento sobre solução de problemas, criando propostas e protótipos”, explica a diretora.

Ao final dos cursos, os filmes produzidos são baseados em temáticas acerca de problemáticas sociais. “Podemos dizer que a base da metodologia são três premissas: o ensino na prática, o movimento Steam, o qual prevemos sempre fazer a conexão com uma problemática social ou com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para criar protótipos ou produtos audiovisuais e tecnológicos, e também os parâmetros da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, detalha Mércia.

Mês da Educação
Neste mês, a Fundação BB está realizando uma série de matérias e conteúdos em suas redes sociais para falar da importância da educação. A ação tem a parceria do Canal Futura e do Instituto Ayrton Senna. Acompanhe nossos canais e fique por dentro dos nossos conteúdos!

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Segunda, 06 Abril 2020 17:03

Leitura reconstrói sonhos de crianças

Portal Interno Empreendeler

Debates, oficinas de construção de escritas e de criatividade melhoram a autoestima e o empoderamento social de crianças que vivem em vulnerabilidade social em Recife (PE)

Foi, entre 2010 e 2014, quando atuavam em ações de voluntariado em outra instituição que Ana Carla Albuquerque e Marcopolo Marinho perceberam o que uma boa contação de histórias podia fazer pelas crianças, jovens e adolescentes que estavam internados em hospitais de Recife (PE). Uma boa volta pelo mundo da imaginação e as esperanças eram reavivadas. E, foi durante um desses encontros, que a história de um jovem de 16 anos os inspirou a criar o EmpreendeLer – Metodologia de Empoderamento Social.

“Em 2014, após uma contação de histórias para um adolescente que tinha todas as características de vítima da marginalização social e que estava internado na enfermaria, nós vimos que poderíamos ir além, que poderíamos atuar de forma mais continuada dentro das comunidades vulneráveis pernambucanas. Naquela ocasião, enquanto eu contava histórias para esse jovem, refletia como ele teve vários momentos roubados de sua vida, como, por exemplo, sua infância, seus sonhos e uma série de potencialidades na vida”, relata Ana Carla.

Diante deste contexto, Ana e Marcopolo uniram suas habilidades de empreendedores, docentes e contadores de histórias, para desenvolverem uma metodologia que entrasse nas periferias através de parcerias com outras unidades de atendimentos sociais e servisse como uma nova tecnologia de educação social dentro das comunidades.

A iniciativa

Atualmente, o EmpreendeLer atende de forma contínua cerca de 90 crianças, todas em situação de vulnerabilidade social, e anualmente impactam em torno de 400 a 500 em ações e programas pontuais, como: circuitos de histórias itinerantes, caravanas e exposições artísticas culturais.

Além disso, todo final do ano, a iniciativa também realiza uma de suas maiores ações: a entrega de livros infantis. A mobilização ajuda, em média, 4500 a 5000 crianças que também vivem na mesma situação.

A metodologia, que foi certificada no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019, envolve cerca de 100 voluntários e hoje atua em quatro unidades na região metropolitana do Recife, com a presença em Olinda e Jaboatão dos Guararapes. E tem o apoio de três Centros Sociais e um Lar de Acolhimento.

Motivo de alegria

Apesar dos desafios, Ana Carla conta que nos últimos anos o retorno positivo dos depoimentos dos responsáveis legais das crianças é uma das principais razões para ela continuar se dedicando ao EmpreendeLer.

“Temos visto um número enorme de crianças sonhando com caminhos bons, diferentes dos sonhos de antes. Vimos várias vezes a vontade de ser um policial, pois os personagens das histórias transmitem novas formas de ver o mundo. Temos a alegria de ver crianças mais amorosas, que nos enchem de abraços e beijos carinhosos... São muitos os resultados e impactos emocionantes e reais das nossas ações”, finaliza.

Mês da Educação

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Portal Interno 2 Reuso Vitreos

Tecnologia social oferece solução local para o ciclo de uso do vidro

A cidade de Toledo, localizada no oeste paranaense e distante 540 quilômetros  de Curitiba, estava enfrentando sérios problemas com o descarte do vidro. O lixo doméstico no município produz cerca de 30 toneladas do material por mês. Porém, o valor pago de apenas quatro centavos por quilo, gerava pouco interesse das associações de catadores e recicladores de resíduos sólidos.

A solução veio por meio do professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Ricardo Schneider, químico de formação, ao lado da estudante de engenharia civil Isabelle Aparecida da Costa que começaram a desenvolver testes para o reuso do vidro para a geração do pó de vidro. “Como usar este material por meio de uma solução local? Então, após um ano e meio de testes compramos a máquina de moer vidro”, afirma o professor.

O material moído é utilizado para fazer concreto e outros produtos para a construção civil. A iniciativa criada pelo professor foi vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social na categoria Meio Ambiente. O reconhecimento veio no último dia 16 de outubro, durante a cerimônia de Premiação que ocorreu em  Brasília.

“A ideia agora é que esse vidro moído seja um substituto da areia, que é um recurso natural finito”, afirma  Ricardo. Já quanto a parte econômica, a matéria-prima que a gente tem em abundância hoje em dia, que é o resíduo, vai gerar uma renda a mais para os catadores e vai solucionar um problema ambiental. “Na forma de pó, este resíduo pode ser comercializado por um valor até 25 vezes maior que o vidro encontrado no aterro (dependendo do tipo de vidro)”, avalia Ricardo.

Da descoberta pelos fenícios a problema ambiental 

Portal Interno Reuso VitreosO vidro é a embalagem mais antiga conhecida pelo homem. Não se sabe ao certo a data de invenção, mas há registros que por volta de 7000 a.C, os fenícios já utilizavam o material. Os historiadores afirmam que foram os egípcios que difundiram o vidro e sua técnica de fabricação para a Europa, por volta de 1500 a.C.  

Além de ser o material mais antigo, para uso como embalagem, ambientalmente é mais vantajoso, porque pode ser 100% reciclado. O ideal é que o material seja reaproveitado por meio da reciclagem ou reuso, já que são necessários  mais de quatro mil anos para ser decomposto pela natureza.

Porém, na cadeia de reciclagem de resíduos sólidos, o material não tem vantagem competitiva porque pagam muito pouco pelo quilo, principalmente em cidades pequenas, pois estão distantes da indústria de produção.

A tecnologia social de Toledo possibilita todo o ciclo de reuso do vidro seja feito dentro do município, não gerando gastos com transporte destes resíduos. A estudante de engenharia civil Isabelle Aparecida da Costa resume as etapas do processo. “No aterro sanitário ocorre a triagem, onde os vidros são separados por cores, depois passa pela máquina de moer vidros, que chamamos de moagem, que mói o material em três tamanhos diferentes e depois ele é embalado e aplicado em diversas áreas”, conclui. 

Reconhecimento

Além de vencer em primeiro lugar na categoria Meio Ambiente, a tecnologia social Reuso de Resíduos Vítreos, também foi reconhecida pelo júri interno composto pelos funcionários do Banco do Brasil com apoio da Brasilcap. Foram mais de 12 mil funcionários que escolheram, entre três iniciativas, a metodologia que merecia receber o recurso de R$ 10 mil.

A solução recebeu o terceiro prêmio por meio do Anjo Investidor Universitário. Iniciativas relacionadas com universidades, institutos técnicos federais ou instituições de ensino participaram da seleção e os clientes universitários do Banco do Brasil puderam escolher qual melhor metodologia deveria receber o investimento de R$ 10 mil.

Mais de dois mil estudantes universitários votaram e a metodologia  da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) recebeu a premiação que teve apoio da BB Tecnologia e Serviços.

“Foi um momento de felicidade para nós e para o projeto. Ganhar estas três premiações traz um impacto muito grande para gente porque tem vidro em todo lugar. Agora, vamos tentar reaplicar em outras cidades e outros lugares para seguir a proposta do Prêmio da Fundação Banco do Brasil”, finaliza o professor Ricardo.

 

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Quarta, 18 Dezembro 2019 17:48

Óleo e água não se misturam

Portal Interno Oleo se mistura

Com apoio da Fundação Banco do Brasil e BNDES, o Instituto Lixo e Cidadania cria campanha para beneficiar óleo vegetal

Há um fenômeno químico que afirma: óleo e água não se misturam. Isto ocorre porque um elemento possui moléculas negativas e o outro positivas, o que resulta em uma repulsão o que gera uma não mistura entre os elementos. A partir deste princípio, o Instituto Lixo e Cidadania, de Curitiba, lançou uma campanha para coleta de óleo de cozinha usado em restaurantes, bares e condomínios. Todo material coletado beneficia 1.200 catadores e catadoras de materiais recicláveis de 40 associações que fazem parte da Rede Cataparaná.

A iniciativa foi contemplada no edital de Reaplicação de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil, que tem apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Social – BNDES – por meio de investimento social de quase R$ 1 milhão. O valor será utilizado para a aquisição de máquinas e equipamentos na construção de uma Unidade de Beneficiamento de óleos e gorduras, além de lavadoras industriais, veículo adaptado, mesa e tanques de decantação e de polipropileno, galões e bombonas.

O Brasil produz 9 bilhões de litros de óleos vegetais por ano, menos de 1% é destinado à reciclagem e 200 milhões de litros são descartados de maneira incorreta, contaminando rios e lagos. Segundo Rejane Paredes, coordenadora do projeto, a ideia de criar uma campanha para conscientização surgiu para estimular as pessoas a separarem o óleo de cozinha em suas casas, contribuir para a implementação da lei estadual 19.260/2017 que regulamenta a coleta e a reciclagem do material em todo o estado do Paraná e aumentar a renda dos catadores de materiais recicláveis na região metropolitana de Curitiba.

“Por cada litro de óleo coletado os catadores recebem em torno de R$ 0,80 a R$ 1,00. Após a filtragem, as usinas de biodiesel pagam até R$ 2,00. No estado de Minas Gerais há cooperativas que comercializam o litro por R$ 3,00, ou seja, aumenta a renda do catador além de evitar a contaminação das águas do país”, avalia Rejane.

Nas redes sociais, a campanha teve inicio em julho deste ano e até o momento mais de 37 mil pessoas seguem a página Óleo não se mistura. A mobilização possibilitou que 13 condomínios firmassem parceria para repasse do óleo coletado para a Rede Cataparaná. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Paraná também assinou acordo para destinar pelo menos 60 mil litros de óleo para os catadores.

“A ideia é estruturar a unidade de beneficiamento de óleo para termos a nossa própria usina de biodiesel e quem sabe reaplicarmos a metodologia para outras partes do país” diz Rejane.

Clique aqui e conheça o vídeo da campanha.

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Terça, 17 Dezembro 2019 11:37

Aula, luz, câmera e ação

Portal Interno2 VamosEncurtar

Iniciativa transforma a vida de estudantes por meio do cinema

O cinema ultrapassa barreiras e possui linguagem universal. Tem o poder de conectar pessoas, entreter e ao mesmo tempo transmitir conhecimento. Pensando nisso, o professor de artes Jayse Ferreira deu um novo sentindo às suas aulas, transformou a sala em set de filmagem e seus alunos se tornaram estrelas dos próprios filmes.

Tudo começou em 2017, quando Jayse uniu o mundo geek - tecnologia, jogos eletrônicos ou de tabuleiro, HQs, livros, filmes, animes e séries – interesse de seus alunos à escola. Assim nasceu a tecnologia social Vamos enCURTAr essa história?, que estimula estudantes a escreverem e produzirem narrativas que viram curtas-metragens baseados em assuntos do seu universo.

Tecnologia Social
A metodologia é aplicada na Escola de Referência em Ensino Médio Frei Orlando (Erem), em Itambé (PE). Os alunos são responsáveis por todas as etapas dos curtas: tema, roteiro, captação de som, cenários, gravações, efeitos especiais e montagem e edição. As aulas ganharam um novo olhar e carinho especial principalmente dos alunos. “Senti a mudança na participação, saí da aula tradicional para a mão na massa onde eles criam, tem interesse. No começo do ano letivo sempre me perguntam o que vai ter de novidade. Hoje, temos uma baixa evasão, nos tornamos uma escola diferenciada”, comemora Jayse Ferreira.

Portal Interno VamosEncurtarVencedora na categoria Educação da 10ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, a iniciativa celebra a conquista com orgulho e planos para o recurso recebido. “Pela primeira vez vamos trabalhar com verba, tudo era no improviso. Antes só captávamos o som com celular, agora com equipamento profissional as coisas irão mudar. A ideia é expandir para outras escolas, além de comprar câmeras, queremos também projetores para exibir os filmes para a comunidade”, conta.

A iniciativa fez sucesso também entre os professores, que decidiram se unir e mostrar que o cinema vai além da arte, e é possível trabalhar outras disciplinas por meio dos filmes. Atualmente, a turma tem três curtas produzidos que foram exibidos na praça central do município para cerca de 250 pessoas.

Um ano de conquistas
Outra conquista celebrada pelo professor é o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação 2019. Ele recebeu diploma de menção honrosa e outorga de medalha com a efígie de Darcy Ribeiro concedido pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. “A menção honrosa tem um grande impacto para a minha carreira profissional e mostra que a educação está funcionando”, finaliza. O professor Jayse ficou entre os 50 finalistas do Global Teacher Prize, prêmio internacional criado para valorizar o trabalho de professores no mundo.

Premiação 2019
Com a conquista da primeira colocação, a tecnologia social receberá R$ 50 mil, destinados à expansão, aperfeiçoamento e reaplicação da tecnologia social. Outras duas iniciativas também foram premiadas na modalidade. Em segundo lugar, Escola Ativa – do Instituto Esporte & Educação - São Paulo (SP), receberá R$ 30 mil pela metodologia. E em terceiro lugar, Tecnologias Sociais e Formação em Ciências da Natureza de Educadores do Campo – da Universidade Federal de Viçosa – Viçosa (MG) receberá R$ 20 mil pela tecnologia.

A premiação deste ano teve a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Portal Interno Copasa

A reaplicação das tecnologias sociais dará continuidade ao Pró-Mananciais em 112 municípios mineiros

A Fundação Banco do Brasil e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) publicaram nesta terça-feira (03/12), a ordem de chamada das entidades que reaplicarão tecnologias sociais no estado de Minas Gerais. O edital tem investimento social de cerca de R$ 2 milhões e dará continuidade ao Programa de Proteção e Conservação de Mananciais - Pró-Mananciais, estratégia da Copasa  para abastecimento de água para rede pública. Serão atendidos 112 municípios mineiros com quatro tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB e que integram o Transforma! Rede de Tecnologias Sociais.

Sobre o Pró-Mananciais

O Pró-Mananciais foi desenvolvido pelo governo de Minas Gerais por meio da Copasa. Entre as diversas atividades desenvolvidas, estão o cercamento de nascentes, plantio de mudas nativas em mata ciliar e implantação de bacias de contenção de enxurradas. A iniciativa vai além do cumprimento dos requisitos legais e regulamentares, pois estimula a pró-atividade, a responsabilidade social, a criatividade e o protagonismo a partir da formação de agentes locais transformadores, cujo trabalho integrado às políticas públicas locais amplia os resultados do Programa.

Clique aqui e conheça as entidades.

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Portal Interno AuditoriaCivicaSaude

Iniciativa existe há oito anos e tem dois mil auditores cívicos espalhados por 58 cidades e oito estados

Vencedora  na categoria Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital da 10ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, a  Auditoria Cívica na Saúde, do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), é uma iniciativa que capacita o cidadão para que haja uma aproximação entre a população e o sistema de saúde pública. O objetivo é que  os moradores acompanhem o funcionamento dos postos de saúde locais, elaborando relatórios para envio às  autoridades competentes, como Secretaria de Saúde e Ministério Público.

“É um privilégio conquistar este prêmio e com muita alegria saímos da cerimônia cheios de planos para usar o recurso que recebemos. Vamos elaborar um EAD (educação à distância) e aperfeiçoar o projeto no segmento tecnológico. O ensino à distância capacitará mais pessoas para usarem a auditoria para melhorias. É importante disponibilizar a ferramenta para que mais pessoas possam aplicar essa metodologia”, destaca Everton Kischlat vice-presidente do IFC.

O começo

A Auditoria Cívica de Saúde nasceu há oito anos, entre viagens do Instituto de Fiscalização e Controle de forma voluntária a diversos estados ouvindo as demandas da população. “O projeto se materializou como um instrumento para qualificar a visão do cidadão e revelar o que de fato não funciona, além de gerar um relatório", explica Everton.

Impacto em números

A metodologia está presente em 58 cidades e oito estados brasileiros. E contabiliza dois mil auditores cívicos mobilizados em todo o país, com 13 mil notificações de auditoria. No total, foram auditadas 650 unidades básicas de saúde, com o alcance de 29,6% de retorno, e a taxa média de 27,85% de resolução. “Existe uma grande demanda por todo o país”, conta.

Tecnologia aliada ao voluntariado

O grupo modernizou o formato de auditoria e criou o aplicativo Adote Um Postinho, que estabelece uma relação de compromisso para que o cidadão participe, acompanhe o processo de resolução e garanta o seu direito de ter acesso à saúde pública de qualidade. 

Com a conquista da primeira colocação, a tecnologia social receberá R$ 50 mil, destinados à expansão, aperfeiçoamento e reaplicação da tecnologia social. Outras duas iniciativas também foram premiadas na modalidade. Em segundo lugar, a Arquitetura na Periferia, do Instituto de Assessoria a Mulheres e Inovação - IAMÍ, de Belo Horizonte (MG), receberá R$ 30 mil pela metodologia. E em terceiro lugar, Origens do Brasil, do Instituto Manejo e Certificação Florestal Agrícola – Imaflora, de Piracicaba (SP) receberá R$ 20 mil pela tecnologia.

A premiação deste ano teve a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

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Portal Interno Copasa

Ação  dará  continuidade ao Pró-Mananciais em 112 municípios mineiros

A Fundação Banco do Brasil e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) divulgam, nesta quarta-feira (27/11), as entidades credenciadas no edital de reaplicação de tecnologias sociais em Minas Gerais. 

Em tempo, anunciam também, data e horário do sorteio que será realizado para a escolha das instituições vencedoras dentre as que se inscreveram para atuar nos mesmos Lotes/Grupos do edital.  Para esses casos, o item 5.11 do Edital prevê que a Comissão de Credenciamento deverá realizar sorteio em definição da ordem de chamada para a formalização dos contratos. 

O edital tem investimento social de cerca de R$ 2 milhões para dar continuidade ao Programa de Proteção e Conservação de Mananciais - Pró-Mananciais, estratégia da Copasa para abastecimento de água da rede pública. Ao todo serão atendidos 112 municípios mineiros.  Estão previstas no edital as reaplicações de quatro tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB e que integram a plataforma Transforma! Rede de Tecnologias Sociais

Sobre o Pró-Mananciais 

O Pró-Mananciais foi desenvolvido pelo governo de Minas Gerais por meio da Copasa. Entre as diversas atividades desenvolvidas, estão o cercamento de nascentes, plantio de mudas nativas em mata ciliar e implantação de bacias de contenção de enxurradas. A iniciativa vai além do cumprimento dos requisitos legais e regulamentares, ele estimula a pró-atividade, a responsabilidade social, a criatividade e o protagonismo a partir da formação de agentes locais transformadores, cujo trabalho integrado às políticas públicas locais amplia os resultados do Programa. 

 Confira as informações AQUI

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Ao lado de iniciativas da Guatemala e Colômbia, metodologia da República Dominicana é vencedora internacional no Prêmio de Tecnologia Social

Há muitos laços que conectam os latino-americanos: as línguas de origem latina, a diversidade cultural e social além de uma desigualdade socioeconômica, herança de um passado colonial. Apesar da vulnerabilidade política e econômica da região, há luta, resistência, solidariedade e amor tão bem descritos por autores como o colombiano Gabriel García Márquez, o guatemalteco Miguel Ángel Astúrias (ambos ganhadores do Nobel de Literatura) e o dominicano Juan Bosch em suas obras Cem Anos de Solidão, Homens de Milho e O Ouro e a Paz, respectivamente.

As soluções apresentadas por instituições da Colômbia, Guatemala e República Dominicana, poderiam ser alegorias do realismo mágico de alguns destes autores latinos, porém são iniciativas reais que foram criadas para resolverem de forma simples questões relacionadas ao ensino de ciência nas escolas, comercialização de produtos agroecológicos em território indígena e a conscientização de estudantes sobre gestão de resíduos sólidos.

Na disputa entre República Dominicana, Guatemala e Colômbia, a tecnologia social Escuelas Ambientalmente Sostenibles y Cultura 3R da República Dominicana, foi a grande vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019, na categoria Internacional.

O Instituto Nacional de Bienestar Estudantil (INABIE) criou um programa para conscientização ambiental baseado nos 3R’s - reduzir, reutilizar e reciclar, que consiste na conscientização ambiental dos estudantes que passaram a integrar ações de consumo consciente e de reciclagem de materiais utilizados nas rotinas escolares tal qual as caixas de sucos e leites entregues aos estudantes na merenda.

Para solucionar o problema do lixo gerado, o programa foi estruturado em três eixos: Reduzir: capacitação dos estudantes para serem soldados ambientais por meio de oficinas, seminários e conferências para diminuir a geração de resíduos sólidos. Reutilizar: promoção de ações para explorar a criatividade dos estudantes para encontrar alternativas de uso do material gerado para a manutenção saudável do ambiente; e Reciclar: parte do programa que recupera os resíduos oriundos da alimentação escolar, por meio da lavagem, secagem e separação das caixas que são armazenadas e retiradas pelos fornecedores dos alimentos escolares que reintegra este material na indústria.

Joselyn Gutierrez do Departamento de Cooperação Internacional do INABIE afirma que a premiação é um reconhecimento do trabalho realizado na República Dominicana. “É uma oportunidade de mostrarmos o que estamos fazendo nas escolas. Estamos transformando a vida das crianças,  criando novos paradigmas por meio de responsabilidade ecológica e cultural, além de  novos precedentes para criarmos uma cultura sustentável para o meio ambiente”.

Na categoria Internacional, as tecnologias sociais Compras Públicas no Território Indígenas Maias-Ch-orti, da Guatemala, e o Programa Ondas Atlântico para Geração Inicial de Vocações Cientificas, da Colômbia, ficaram na segunda e terceira colocação, respectivamente.

Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social foi criado em 2001 e neste ano chegou a sua 10ª edição certificando 118 iniciativas brasileiras e cinco da América Latina. As tecnologias sociais certificadas na categoria internacional foram da República Dominicana (1), Guatemala (2), Colômbia (1) e da Argentina (1). Em 2017, foi criada a categoria internacional e a vencedora daquela edição foi a tecnologia Caminos de La Villa, da Asociación Civil por la Igualdad y la Justicia, de Buenos Aires.

A 10ª edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social teve a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Reaplicação de tecnologias sociais amplia a coleta de frutos

O projeto Rede de Agroextrativismo Sustentável no Cerrado: reaplicação de Tecnologias Sociais Geradoras de Renda, iniciado em junho de 2019, está promovendo a geração de renda de famílias agroextrativistas. A iniciativa está proporcionando a organização das cadeias socioprodutivas de espécies nativas do Cerrado - amburana, babaçu, baru, faveira, macaúba e pequi a partir da reaplicação das metodologias Agroextrativismo Sustentável da Favela e Rede de Agroecologia Povos da Mata, certificadas em 2007 e 2017 respectivamente.

A engenheira agrônoma Alessandra Karla - coordenadora do projeto, explicou que 26 propriedades receberam visitas técnicas para certificação orgânica em municípios do nordeste de Goiás. “Realizamos nessas unidades produtivas planos de manejo do extrativismo orgânico, sendo que em 16 unidades a produção foi certificada”, afirmou Alessandra.

O projeto, com investimento social de R$ 1 milhão da Fundação BB e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, promove a organização do agroextrativismo sustentável de espécies nativas do Cerrado a partir da sensibilização, formação, manejo, certificação orgânica participativa, beneficiamento e comercialização solidária. “A certificação é um reconhecimento da comunidade agroextrativista que participa como sujeito do processo de avaliação, realizando visitas, plano de manejo orgânico e acompanhamento da propriedade familiar de forma participativa até a coleta, com o objetivo de agregar valor aos produtos e oferecer a sociedade alimentos livres de agrotóxicos’, declarou a agrônoma.

O Sistema Participativo de Garantia - SPG, realizado pelo Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado - Cedac, que é um Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade Orgânica - OPAC, foi credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento – MAPA em 2014.

O manejo sustentável das unidades produtivas obteve seis toneladas de faveira orgânica e 20 toneladas de baru orgânico. “A faveira, também conhecida como favela ou fava d’anta ou falso-barbatimão, é um fruto do Cerrado que fornece uma rutina, um bioflavonóide, também conhecido como vitamina P com diversas propriedades medicinais”, explicou Alessandra. A safra do baru ainda está sendo processada pela Cooperativa dos Produtores do Cerrado - Coopcerrado, parceira do projeto e responsável pelo beneficiamento e comercialização. O fruto é vendido para uma rede de varejo de São Paulo.

O recurso do edital proporcionou a compra de dois caminhões para o transporte da colheita, além de uma empilhadeira e outros equipamentos para o cultivo. Neste fim de ano, o Cedac será visitado por empresas compradoras de São Paulo, e os representantes da entidade visitarão potenciais compradores nas capitais paulista e paranaense.

Reaplica TS
O Edital Reaplicação de Tecnologias Sociais foi lançado em março de 2018 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o propósito de apoiar a reaplicação de iniciativas de geração de trabalho e renda referenciadas na rede Transforma. As entidades foram contempladas com valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. “Esta Chamada Pública teve o propósito de atender uma necessidade de apoio específico para a disseminação de iniciativas. Foi um esforço para a implementação de metodologias até então pouco difundidas no país”, declarou o gerente de Parcerias Estratégicas e Modelagem de Programas e Projetos da Fundação Banco do Brasil Rogério Miziara.

Projetos apoiados em Goiás
Em 2018, a Fundação BB apoiou 12 projetos em 15 municípios goianos com o investimento social de R$ 986 mil e a participação direta de 3.559 pessoas. Nos últimos cinco anos, o investimento social de R$ 13,5 milhões em 79 iniciativas abrangeu a participação de 16 mil pessoas de 46 municípios do estado.

Entenda o bioma do projeto
O Cerrado, segundo maior bioma da América do Sul, ocupa uma área de 2 milhões de km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua abrange GO, TO, MT, MS, MG, BA, MA, PI, RO, PR, SP e DF, além de pequenas áreas no AP, RR e AM. Nesse espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade. Fonte: Ministério do Meio Ambiente.

Que tal uma receita com frutos do Cerrado?
Acesse no livro Gastronomia do Cerrado da Rita Medeiros, a partir da midiateca do portal www.fbb.org.br receitas deliciosas feitas com frutos do cerrado.

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