Mostrando itens por marcador: indigenas

Iniciativa prevê uso de minhoca gigante na formação de compostagem para produção de mudas nativas, compra de materiais e equipamentos e capacitações

Situada a 400 quilômetros de Boa Vista (RR), no município de Caroebe, a Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Banana entre Rios – Aprupers prioriza o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável do município.  

A entidade recebeu investimento social da Fundação Banco do Brasil para o projeto “Agroecologia”, que tem como público alvo indígenas da etnia Wai Wai e agricultores familiares não indígenas, que vivem às margens da rodovia BR-210 – Perímetro Norte, e que trabalham na produção de banana.  A iniciativa vai privilegiar a produção agroecológica, com a valorização e cuidado com o meio ambiente.

De acordo com Samuel Carlos de Santana, engenheiro agrônomo e coordenador do projeto, a integração dos indígenas tem grande relevância, devido suas formas tradicionais de organização, de ocupação da terra e de uso dos recursos naturais, e que ao mesmo tempo, eles carecem de apoio para suas atividades.  “Aqui temos a presença dos índios em todos os cantos. Eles são fortes na extração e venda da castanha do Brasil, sabem como ninguém os conceitos da agroecologia e precisamos dessa união entre os povos para que todos sejam beneficiados” declarou.

As famílias já comercializam seus produtos na Feira da Agricultura Familiar, em Caroebe, mas enfrentam dificuldade de retirada de seus lotes em função da falta de transporte para escoamento da produção, levando a grandes perdas e impactando negativamente a renda dos associados.

O recurso no valor de R$ 200 mil será usado na aquisição de um caminhão com carroceria, kits para irrigação, materiais para viveiros de mudas, despolpadoras, carrinhos de mão, trituradores de resíduos, sacos plásticos transparentes, entre outros materiais para adequação de uma estufa de propagação de plantas e enraizamento de partes de vegetais (estacas).

Estão previstas também capacitações para o aprimoramento e empoderamento dos agricultores familiares, em sementes, florestais tropicais, compostagem orgânica e produção de polpas de frutas.

Uma curiosidade do projeto é o uso da minhocuçu ou minhoca gigante na formação da compostagem orgânica. O coordenador explica que as minhocas ainda estão sendo estudadas pelo Departamento de Biologia da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e escolas da rede estadual de ensino, e que chegam a medir um metro de comprimento. O húmus produzido pelas minhocas é usado também na produção de mudas de árvores nativas da região como a castanha do Brasil, andiroba, açaí, patuá, bacaba e a camu camu. 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

01ods 100x100 02ods 100x100 08ods 100x100 010ods 100x100

 

 

Publicado em Notícias

Com apoio da Fundação BB, aldeias vão adquirir máquinas e equipamentos para o cultivo e escoamento de mandioca feijão, banana e amendoim


Mãtsisipatã Nukun Yunu Xarabú Banakin - você conhece o significado dessa frase? Na língua do povo indígena Huni Kui, quer dizer: Desenvolvendo Nossa Agricultura Orgânica. Esse é o nome dado ao projeto da Federação do Povo Huni Kui, do estado do Acre, que tem parceria com a Fundação BB. No Brasil, os Huni Kuis estão concentrados na região amazônica, principalmente no estado do Acre. Eles têm cultura, costumes, valores e língua própria, pertencente ao tronco linguístico Pano, e desenvolvem atividades econômicas, como caça, pesca, coleta e plantio de grande variedade de espécies.

O projeto com a Fundação BB visa melhorar a produção agroecológica, garantindo às famílias uma alimentação nutritiva e saudável por meio do fortalecimento do cultivo de mandioca, feijão, banana e amendoim. A iniciativa vai beneficiar os indígenas das aldeias Txanayá e Nova Mudança - situadas nos municípios de Feijó e Santa Rosa do Purus - com apoio logístico ao escoamento da produção, além da contribuição ao desenvolvimento econômico aliado à preservação do meio ambiente. O investimento social da Fundação Banco do Brasil, no valor de R$ 204 mil, será utilizado na aquisição de máquinas, ferramentas e dois barcos. Também serão realizadas capacitações voltadas para o aperfeiçoamento da produção e comercialização dos produtos.

As aldeias onde as ações serão implementadas ficam distantes dos grandes centros e servirão de unidades de referência para a região. A Txanayá, onde vivem aproximadamente 170 pessoas, fica a oito horas de barco do município de Feijó. Já a Nova Mudança faz parte da primeira aldeia do território Indígena do Alto Purus, é habitada por cerca de 80 indígenas e fica localizada a seis horas de barco do município de Santa Rosa do Purus (AC), 300 quilômetros da capital Rio Branco.

Joana Euda Barbosa é descendente do povo munduruku do Tapajós do Pará e foi escolhida para assessorar o projeto devido à experiência em outros projetos sociais. Ela explica que as mulheres e os jovens terão uma participação ativa na iniciativa. “No dia a dia, todos têm suas obrigações, conforme a distribuição das tarefas nas aldeias. Agora com o projeto, eles passarão a ter ainda mais responsabilidades. Em especial, as mulheres que atuarão nas plantações, colheitas e em breve no ensacamento dos produtos excedentes que serão comercializados”.

 

 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

  01ods 100x100 02ods 100x100 08ods 100x100 010ods 100x100

Publicado em Notícias