Comflona graviola

Cooperados receberam capacitação em processamento de frutas, boas práticas de fabricação e comercialização dos produtos. A graviola (foto) é uma das frutas exploradas na região

O extrativismo tradicional já não é a única fonte de renda das famílias que vivem na Floresta Nacional do Tapajós, situada à margem direita do rio Tapajós, no estado do Pará, também conhecida como a Flona Tapajós. A região abriga 24 comunidades e aproximadamente mil famílias.

É neste lugar que fica a comunidade São Domingos, no município de Belterra (PA), onde predomina o cultivo de árvores frutíferas para a fabricação de polpas de frutas, resultante do extrativismo e do plantio em sistemas agroflorestais. Mas a dificuldade de escoamento da produção, de transporte adequado para levar os produtos para serem comercializados são alguns fatores que têm gerado prejuízo para os agricultores familiares.

Diante desse cenário, a Cooperativa Mista da Flona Tapajós (Coomflona), apresentou à Fundação Banco do Brasil um projeto de ampliação e montagem de uma agroindústria de polpa de frutas , com objetivo de incentivar os Sistemas Agroflorestais (SAFs) como uma alternativa de renda, a partir de uma atividade sustentável, absorver a produção das famílias, garantir o fornecimento aos programas sociais do governo federal. O projeto visa, ainda, fazer o resgate das atividades extrativistas e culturais, integrando o manejo tradicional com novas práticas, para desenvolver uma extração adequada dos frutos, aliada à conservação dos recursos florestais. Os SAFs consistem em plantar, de forma integrada, uma diversidade de plantas de porte rasteiro, baixo, médio, intermediário e alto com ciclos de vida diversos intercalados de forma que se possa aproveitar o espaço de plantio tanto na vertical quanto na horizontal em uma escala de tempo previamente planejada.

O projeto foi contemplado no edital de seleção pública Ecoforte Extrativismo, da Fundação BB e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o valor de R$ 581,5 mil. Com o investimento social, a cooperativa adquiriu um caminhão baú refrigerado para a coleta de frutos e transporte de polpas congeladas, uma despolpadeira, uma embaladora, uma seladora, embalagens padronizadas, dez freezers e um gerador de energia elétrica automatizado. Os extrativistas receberam capacitação em processamento de frutas, boas práticas de fabricação e comercialização dos produtos.

No novo empreendimento serão produzidas polpas de frutas da coleta vegetal de frutos como taperebá, cupuaçu nativo e açaí, e outros frutos resultantes da plantação em sistema agroflorestal, como cupuaçu, caju, acerola, abacaxi, goiaba, manga e graviola.

De acordo com Arimar Feitosa Rodrigues, coordenador da Coomflona, a previsão é que a agroindústria seja inaugurada no próximo semestre e, com isso, passe a produzir entre 30 e 40 toneladas de polpas de frutas por mês. Ele explica que tudo já está pronto, faltando apenas a liberação do selo de inspeção sanitário, que vai permitir que o produto seja inserido no mercado. “Nosso sonho é produzir polpa para comercializar e melhorar a renda das famílias sem perder de vista a agricultura familiar, o extrativismo, a agroecologia, o cuidado com o meio ambiente, que já é uma prática rotineira por aqui, porque vivemos dentro de uma unidade de conservação, onde existem regras de exploração dos recursos naturais”, declarou.

Em 2017, a Coomflona também foi contemplada com investimento social do edital Ecoforte no valor R$ 447 mil, para estruturar uma fábrica de móveis. A unidade trabalha com o reaproveitamento da madeira extraída na Unidade de Conservação da Floresta Nacional do Tapajós, visando reduzir o desmatamento, manter a sociobiodiversidade e gerar renda para as populações tradicionais.

Sobre o Ecoforte Extrativismo

O edital Ecoforte Extrativismo foi destinado para o apoio a empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta. O recurso de R$ 12,3 milhões foi aplicado por meio da Fundação BB e do Fundo Amazônia e gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

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Projeto gera renda para agricultores familiares que beneficiam de farinha de mandioca e vão iniciar produção de polpas de fruta

Na margem esquerda do rio Tapajós, bem no meio da floresta amazônica, uma comunidade tradicional usa bicicletas para coletar frutas, energia solar para beneficiar a farinha de mandioca na agroindústria e triciclo para transportar os produtos até os barcos que vão a Santarém (PA).

Essas alternativas sustentáveis de energia e transporte foram encontradas pelos moradores de Surucuá para ampliar a produção de derivados das frutas e de mandioca e a comercialização dos produtos, diante das condições naturais da região. Os moradores das Reservas Extrativistas Tapajós e Arapiuns têm o rio Tapajós como única porta de entrada. Saindo de Santarém, são, em média, seis horas de viagem de barco até lá.

Em convênio firmado com a Fundação Banco do Brasil (FBB), a Associação Comunitária de Moradores Produtores Agroextrativistas de Surucuá (Amprosurt) vai envolver 40 famílias que vivem na reserva. O objetivo é gerar oportunidade de renda para os participantes, principalmente mulheres e jovens. A gestora do projeto, Mayá Schwade, afirma que com o beneficiamento “melhora a apresentação dos produtos, através do uso dos equipamentos, e agrega valor à produção, possibilitando um melhor preço de venda”.

A farinha de mandioca é o primeiro produto que vem sendo beneficiado. Após capacitação, as famílias passaram a seguir padrões de higiene e qualidade na produção e com o ensacamento na agroindústria puderam aumentar o valor de venda de R$ 2 para R$ 3,50 o quilo. Atualmente, 14 famílias produzem cerca de 100 quilos por semana.

“A gente agora consegue vender melhor o produto da gente. Antes trabalhava mais e era menos renda”, afirma Cristiane Almeida, que também trabalha com o marido na produção. Em breve, a comunidade receberá mais equipamentos para beneficiar outros frutos, como maracujá, manga, murici, goiaba, acerola, caju, açaí, coco e cupuaçu.

Outra associada, Eloisa Sousa de Castro, também produz com o marido. Ela explica que o grupo de participantes vai comprar frutas e farinha de mandioca com outras famílias da comunidade, sendo esta uma forma de garantir a matéria-prima para produção e de gerar renda para mais gente. “O nosso projeto é principalmente para fortalecer a renda da comunidade. Os que não estão envolvidos na agroindústria vão fazer um preço mais baixo e em troca terão um preço melhor nos produtos beneficiados”.

As moradoras afirmam que a união para realizar o trabalho trouxe mais confiança e motivação para todos. “Tenho certeza de que todas as mulheres que estão no grupo estão mais confiantes”, disse Eloisa. “Estamos muito empenhadas e unidas e assim a coisa anda”, declarou a participante Maria Assunção Araújo.

Parceria para o desenvolvimento
O projeto na comunidade de Surucuá é um dos 23 habilitados no edital do Ecoforte Extrativismo, realizado em 2017. O edital apoia empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta. O investimento social é de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com recursos da Parceria Fundo Amazônia, o Ecoforte Extrativismo contribui para o cumprimento do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável: “Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”.

 

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Lançada este mês, parceria entre associação e Fundação BB garantirá recursos para melhorias que deverão triplicar a produção e a renda das famílias envolvidas, inclusive com maior participação de jovens e mulheres

Mesmo enfrentando dificuldades, nos últimos dois anos a Reserva Extrativista Federal do Rio Cautário produziu 21 toneladas de borracha natural do tipo Cernambi Virgem Prensado (CVP). Localizada em Costa Marques (RO), a Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé (Aguapé) se prepara para triplicar a produção nos próximos dois anos. A ampliação da safra é uma das metas do convênio assinado com a Fundação Banco do Brasil pelo Programa Ecoforte Extrativismo, no valor de R$ 500 mil, com recursos do Fundo Amazônia – gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES).

A safra extrativista de borracha natural é o principal meio de subsistência de populações tradicionais como as do Vale do Guaporé. O seringalista Romerito Pantoja dos Santos, presidente da Aguapé, explica que, mesmo produzindo açaí, farinha e castanha-do-pará, a comunidade tem na extração do látex sua principal fonte de sustento. Atualmente, o quilo da borracha natural oscila entre R$ 2 e R$ 2,50.

GoogleMaps

Os recursos oriundos da parceria com a Fundação BB “vão mudar muita coisa para melhor”, aposta Santos. O convênio do projeto “RO-39 Fronteira do Cernambi: estimulando a produção de borracha natural no Vale do Guaporé”, foi assinado em 8 de janeiro. Além de estimular a compra de equipamentos para extração, a parceria também possibilitará assessoria técnica e capacitação para pelo menos metade dos 120 seringueiros organizados na associação.

Também está prevista a aquisição de equipamentos e ferramentas para o manejo das árvores e melhorias na casa de farinha, além da estruturação da sede da entidade.

Sustentabilidade
Ainda segundo Santos, com os recursos do convênio será construído um viveiro para ajudar na recuperação de áreas degradadas. “Pretendemos plantar dez mil mudas de seringueiras e de frutas. Isso vai ampliar tanto a oferta de produtos para venda como para o nosso próprio sustento”. O viveiro será mantido e cultivado pela comunidade, em conjunto com a associação e o apoio do técnico contratado com os recursos da parceria. Aumentar a participação das mulheres na economia familiar e estimular o interesse dos jovens na prática do extrativismo são objetivos adicionais do projeto.

 
A divulgação deste assunto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Foram habilitadas 23 entidades que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais no Bioma Amazônia

A Fundação Banco do Brasil anuncia o resultado definitivo da Etapa 3 do Edital Ecoforte Extrativismo, publicado nesta terça (7) no Diário Oficial da União. Foram habilitadas 23 entidades sem fins lucrativos que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais de uso sustentável no Bioma Amazônia. Das habilitadas, oito ficam no estado do Amazonas, cinco no Amapá, quatro no Acre, e três tanto em Roraima quanto no Pará.

O investimento social é de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  O edital apoia empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta.

Para acessar a página do Edital Ecoforte Extrativismo, clique aqui.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Entidades têm até o dia 27 de outubro para entrar com recurso na comissão de seleção

A Fundação Banco do Brasil divulga o resultado da Etapa 3 do Edital Ecoforte Extrativismo, publicado nesta segunda (23) no Diário Oficial da União. Foram selecionadas entidades sem fins lucrativos que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais de uso sustentável no Bioma Amazônia. As entidades participantes têm até o dia 27 para entrar com recurso na Comissão de Seleção.

O investimento social será de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A seleção vai apoiar empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta.

Para acessar o resultado preliminar da Etapa 3, clique aqui

Para acessar o formulário de interposição de recursos da Etapa 3, clique aqui 

Para acessar a página do Edital Ecoforte Extrativismo, clique aqui.

A realização deste projeto contempla quatro Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidascom metas para o ano de 2030

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Convênio possibilitará ações conjuntas de apoio a projetos nas áreas de inovação, pesquisa e produção sustentável

A Natura e a Fundação Banco do Brasil assinam nesta quinta-feira parceria inédita para fortalecer o uso de produtos e serviços da sociobiodiversidade da Amazônia, a partir do apoio a projetos nas áreas de inovação, pesquisa e produção sustentável, atendendo diretamente às comunidades agroextrativistas da região.

O primeiro projeto do convênio, com ênfase na produção sustentável, irá atender mais de 200 famílias de quatro comunidades da região do Baixo Tocantins, no Pará, contribuindo para a capacitação técnica das cooperativas e à adoção de tecnologias sociais adaptadas à agricultura familiar e ao agroextrativismo sustentável.

O investimento inicial no projeto, de R$ 190 mil, será aportado pela Fundação Banco do Brasil para a construção de 10 secadores solares de alta eficiência, que vão melhorar a qualidade da produção de andiroba e murumuru, ingredientes da biodiversidade usados pela Natura em seus produtos. A parceria prevê ainda fornecimento de 40 cadeiras para a coleta de patauá das palmeiras pelas comunidades extrativistas da região.

Em contrapartida a Natura irá fornecer, por meio de sua área de Gestão de Relacionamento e Abastecimento com Comunidades, capacitações e assistência técnica para essas famílias, de forma que consigam melhorar a qualidade dos óleos e tenham maior segurança na coleta do patauá.

A iniciativa será desenvolvida no âmbito do Programa Amazônia, criado pela Natura em 2011, com o objetivo de impulsionar um novo modelo de desenvolvimento, mais inclusivo e sustentável, partindo do princípio de que a floresta pode ter mais valor em pé do que derrubada. Ao longo dos últimos seis anos, a Natura já investiu mais de R$ 1 bilhão na região por meio do programa, beneficiando mais de 2 mil famílias em 28 comunidades.

“O convênio entre Natura e Fundação Banco do Brasil soma esforços; ele é uma sinergia entre empresas que acreditam que os negócios podem estar à serviço da geração de impacto positivo no meio ambiente e na sociedade”, afirma Josie Romero, vice-presidente de Operações e Logística da Natura. “Lado a lado, vamos alavancar a inovação na região amazônica, contribuir com a capacitação técnica de cooperativas e beneficiar a população local”, complementa.

Segundo o diretor de Gestão de Pessoas, Controladoria e Logística da Fundação Banco do Brasil, Valter Coelho de Sá, “a parceria inédita com a Natura agrega esforços para trazer a melhoria de vida das pessoas por meio de iniciativas que promovam a inclusão socioprodutiva e o desenvolvimento sustentável. Além disso, reaplica tecnologias sociais, metodologias simples que têm baixo custo e alta eficiência na solução de problemas sociais. A experiência e a atuação das duas empresas na região possibilitam uma maior transformação social”.

Essa iniciativa destaca a importância de alianças multissetoriais para o fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis do bioma da Amazônia.

As comunidades beneficiadas no Pará pelo primeiro projeto são:

- Cooperativa Mista Agroextrativista de Santo Antônio do Tauá – Camtauá - Santo Antonio do Taúa
- Cooperativa dos Fruticultores de Abaetetuba(Cofruta) - Abaetetuba
- Cooperativa de Resistência de Cametá (CART) – Cametá
- Associação de Moradores e Agricultores de Jauari Caminhando com Cristo – J Mojú

Sobre a Natura

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza. Líder no setor de venda direta no Brasil, registrou R$ 7,9 bilhões de receita líquida em 2016, possui mais de 7 mil colaboradores, 1,8 milhão de consultoras e operações nos EUA, França, Chile, México, Peru, Colômbia e Argentina. Foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação B Corp no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico. Para mais informações sobre a empresa, visite www.natura.com.br e confira os seus perfis nas seguintes redes
sociais: Linkedin, Facebook, Instagram, Twitter e Youtube.

A divulgação deste projeto contempla quatro 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Livros lançados pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) oferecem novos olhares sobre o tema

Articular, qualificar e divulgar iniciativas desenvolvidas junto a grupos de agricultores familiares no âmbito nacional. Foi este o objetivo da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), ao executar o projeto “Promovendo Agroecologia em Rede”. O resultado deste trabalho está em duas publicações desenvolvidas durante o projeto: Olhares Agroecológicos – análise econômico-ecológica de agroecossistemas em sete territórios brasileiros e, Método de análise econômico-ecológica de agroecossistemas.

O projeto, que recebeu o apoio da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi selecionado por meio do edital Ecoforte Redes, que visa o fortalecimento e ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

A proposta das publicações nasceu a partir do 3º Encontro Nacional de Agroecologia, realizado em 2014, na Bahia. Com isso, foram realizados estudos de caso em sete regiões brasileiras: Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Sertão do Araripe, localizado em Pernambuco, Alto do Rio Pardo no Semiárido Mineiro, Sudoeste de Mato Grosso, Mesorregião Leste de Rondônia e Santarém.

Os dois livros foram lançados simultaneamente, no final de março, no Rio de Janeiro, em cerimônia que contou com a presença dos autores. Na ocasião também foi realizado um debate sobre agroecologia.

O processo de elaboração dos estudos gerou intensa mobilização envolvendo organizações e grupos de cada território, e os resultados das pesquisas, que estão sintetizados no livro, trazem à luz a história, a riqueza e os caminhos que as experiências de agroecologia apresentam para a agricultura familiar e o desenvolvimento dos territórios.

Segundo Flávia Londres, membro da Secretaria Executiva da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e coordenadora do projeto “Promovendo Agroecologia em Rede”, a organização social empodera e fortalece a luta das mulheres e contribui para que jovens conquistem espaço nas tomadas de decisões e oportunidades de geração de renda. Ao invés de enriquecer grandes complexos agroindustriais, a riqueza gerada no campo pela agroecologia contribui para o desenvolvimento dos territórios onde vivem as comunidades rurais.

Apesar disso, para a autora existe uma carência de informações quantificadas e sistematizadas para comprová-las. “Os métodos de pesquisa econômica-convencionais não dão conta de evidenciar esses aspectos”, explica.

Flávia ressalta que os resultados das pesquisas elaboradas a partir do Lume, como foi chamado o método, mostram a complexidade da interação entre os componentes que integram o agroecossistema - um tipo de agricultura que não foca apenas na produção agrícola, mas na relação da área cultivada com todos os agentes naturais do entorno, incluindo a fauna, a flora, o solo, a água e até os micro-organismos.

Buscando demonstrar as vantagens para a sociedade em apoiar a Agroecologia, os pesquisadores desenvolveram um Método de Avaliação Econômico-ecológico de Agroecossistemas, em que resgatam informações históricas e a configuração socioeconômica e ambiental do território. O método possibilita a visualização de dados como o valor agregado da produção e do autoconsumo conforme os locais pesquisados, a repartição desse valor agregado por gênero e esfera de trabalho, entre outros dados econômicos. A interação com as políticas públicas e aspectos da sustentabilidade dos agroecossistemas também são evidenciados, como o grau de autonomia e resiliência (capacidade de adaptação a condições adversas), a participação social dos membros da família e a equidade de gênero (protagonismo das mulheres).

A obra proporciona uma análise profunda e oferece um olhar ousado sobre os rumos e os avanços da agroecologia, imprimindo um verdadeiro raio-x dos territórios em estudo, além de documentar toda a metodologia aplicada. Ao mesmo tempo destaca a criatividade e o conhecimento utilizados na agricultura camponesa e dos povos e comunidades tradicionais como importante ferramenta e que se reinventa com o passar dos anos, recursos por vezes, ocultado pelo pensamento econômico convencional, segundo os autores.

Para acessar os livros, clique nos links abaixo:

Olhares Agroecológicos – análise econômico-ecológica de agroecossistemas em sete territórios brasileiros

Método de análise econômico-ecológica de agroecossistemas

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Entidades selecionadas têm até o dia 14 de junho para enviar documentação a ser analisada na etapa 3

A Fundação Banco do Brasil divulga o resultado da Etapa 2 do Edital Ecoforte Extrativismo, publicado nesta quarta (24) no Diário Oficial da União. A seleção é voltada a entidades sem fins lucrativos que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais de uso sustentável no Bioma Amazônia.

Após a análise de recursos, as entidades selecionadas têm até o dia 14 de junho para enviar a documentação da Etapa 3 prevista no item 8.3 do edital. Esta etapa, de caráter eliminatório, consiste na análise dos orçamentos e dos documentos que confirmam a aprovação, por parte das entidades executoras e comunidades envolvidas, das ações previstas no projeto.

Os documentos devem ser entregues pessoalmente ou enviados via postal em um único envelope lacrado, encaminhado para a Comissão de Seleção, no endereço da Fundação BB: SCN Quadra 01, Bloco A, Edifício Number One, 10º andar, Brasília, DF, CEP: 70.711-900, com AR (Aviso de Recebimento).

Investimento
O investimento social será de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A seleção vai apoiar empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta.

Para acessar o resultado definitivo da Etapa 2, clique aqui.
Para acessar a ata de julgamento dos recursos da Etapa 2, clique aqui.
Para acessar a página do Edital Ecoforte Extrativismo, clique aqui.

A realização deste projeto contempla quatro Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidascom metas para o ano de 2030

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Iniciativa já chegou a 1,7 mil famílias, a maior parte ribeirinhas, nos estados do Amazonas, Acre, Amapá e Pará

Uma tecnologia social desenvolvida no Amazonas permite o acesso a água potável e a banheiro dentro de casa para mais de 1,7 mil famílias extrativistas em comunidades no interior do próprio estado e também no Acre, Amapá e Pará. A iniciativa - “Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas” - idealizada pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), foi vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015, na categoria "Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária". O projeto reduziu em 80 por cento a incidência de verminose nas crianças. Até o final de 2018, o sistema deverá atender 3.317 famílias, a maior parte ribeirinhas, em contratos de reaplicação da metodologia firmados com o Governo Federal.

Faça a inscrição para o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017

A tecnologia consiste na instalação nos domicílios de um reservatório para captação de água de chuva com capacidade de mil litros e a construção de um banheiro com fossa que isola a dispersão do esgoto. O processo se completa com a implantação de um reservatório comunitário, o abastecimento de água do subsolo ou de um rio mais próximo, o tratamento recurso hídrico acumulado e a distribuição em rede comunitária em períodos de estiagem. As famílias participantes recebem capacitação para a construção dos reservatórios, o uso racional da água, e a adoção de práticas de higiene, saúde e preservação ambiental.

"A gente ouve das comunidades o quanto muda a vida das pessoas, que antes tinham que andar mais de 100 metros para pegar água, não podiam tomar um banho em privacidade, tendo que fazer as necessidades no mesmo espaço que galinhas e porcos", explicou o presidente associação, Manoel Cosme Siqueira. Com a tecnologia, as famílias passaram a ter água encanada e banheiro próprio, além de os dejetos terem descarte correto, evitando a contaminação do solo e de rios e igarapés.

De acordo com Siqueira, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015 foi um estímulo para vencer novos editais e ampliar o número de moradores atendidos pela metodologia. "O prêmio veio para agregar mais experiência e visibilidade à associação", afirmou.

Com a própria Fundação Banco do Brasil foram assinados dois convênios para a reaplicação de mais 74 unidades da tecnologia social para comunidades dos municípios de Manaus, Jutaí, e Fonte Boa, no Amazonas. O investimento social é de R$ 1,1 milhão, em convênio assinado com o Memorial Chico Mendes, entidade parceira da Asproc.

Política pública

A associação começou a implantação do sistema em 2009, nas comunidades do Médio Juruá, no Amazonas. Em 2014, a metodologia foi adotada como política pública pelo Governo Federal, em contrato com a organização não governamental Memorial Chico Mendes. Além do Amazonas, a reaplicação foi estendida para os estados do Acre, Amapá e Pará, com a colaboração de outras entidades parceiras.

Confira o manual da TS “Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas”

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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