Projeto no interior de Sergipe pretende criar duas metodologias de ensino para reaplicação em escolas

Santa Luzia do Itanhy, a 86 quilômetros de Aracaju, precisa de ações de geração de renda para os 14 mil habitantes - 36 por cento das famílias vivem abaixo da linha da pobreza extrema, a maior parte na área rural (dados do IBGE e Ministério do Desenvolvimento Social). Desse desafio, surgiu o projeto do Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação (IPTI) para promover a formação técnica de jovens em várias atividades e ao mesmo tempo prepará-los a disseminar os conhecimentos para outros estudantes.

O projeto em parceria com a Fundação Banco do Brasil, chamado Alba - Academia de Linguagens e Belas Artes, com investimento social de R$ 237 mil, vai desenvolver duas metodologias de ensino com a participação de estudantes a partir de 11 anos. Uma delas será desenvolvida por meio da robótica. Os participantes vão desenvolver linguagem de programação e um robô que auxiliará no aprendizado de português e matemática nos primeiros anos do ensino fundamental. A outra metodologia será destinada ao aprendizado de inglês. A ideia é que elas possam ser reaplicadas pelos participantes em escolas, em suas comunidades ou qualquer outra localidade do Brasil.

Além de atuar com educação, o projeto pretende incentivar a ação empreendedora dos jovens para ampliar oportunidades de renda, trabalhando entre eles os conceitos de economia criativa, conjunto de atividades relacionadas à produção e distribuição de bens e serviços que utilizam a criatividade e as habilidades dos indivíduos ou grupos como elemento principal. "Precisamos fomentar a permanência destes talentos nos seus municípios e para isso estimular o empreendedorismo criativo é a nossa estratégia", explica o coordenador geral do projeto, Saulo Barretto.

Por meio de distintos projetos que envolvem formação técnica, o instituto vem incentivando a economia criativa entre pessoas de 11 a 25 anos. Duas empresas já se formaram entre os participantes das atividades – uma de ilustração e outra de artesanato – e uma terceira está em formação na área de software. Há ainda grupos que trabalham com audiovisual e música eletrônica.

O ensino de inglês será um complemento importante, pois vai permitir aos atendidos pelo instituto ampliar as possibilidades de estudo e de negócios com outros países. "Quem estiver no nível de conversação, poderá falar com jovens e empresas do mundo inteiro."

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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