Debate faz parte da programação da décima edição do Encontro de Jornalistas da Fundação BB

Na tarde do segundo dia de evento, os participantes do 10º Encontro de Jornalistas puderam conhecer um pouco mais sobre os projetos que receberam investimento social da Fundação BB. Houve uma roda de conversa com três entidades envolvidas com a produção e comercialização de alimentos da agricultura familiar com base na agroecologia.

O secretário-executivo da Central do Cerrado, Luis Carrazza falou sobre a cooperativa formada por 19 organizações comunitárias de sete estados brasileiros (GO, MT, MS, MG, TO, MA e PA) e os desafios que a entidade tem que enfrentar para colocar os produtos nos diferentes mercados.

“A Central procura incentivar as pessoas a ter um consumo mais crítico e solidário, entendendo a origem, os ganhos e os impactos sociais que cada alimento traz. O alimento que você põe à mesa financia o modelo de produção utilizado para chegar até o consumidor. Nossos produtos já são vendidos no mercado de Pinheiros, em São Paulo, e com essa comercialização a gente consegue mostrar um pouco mais do Brasil aos brasileiros”, explicou.

A Fundação BB já investiu socialmente cerca de R$ 550 mil na cooperativa e contemplou cinco mil produtores. O trabalho das famílias organizadas fortalece a agricultura familiar e insere os produtos de uso sustentável do Cerrado nos mercados nacionais e internacionais, a exemplo do pequi, mel, licuri, castanha babaçu e artesanato.

O Centro Sabiá, apresentado pelo assessor de comercialização e coordenador da produção orgânica no estado de Pernambuco, Davi Fantuzzi, foi uma das entidades selecionadas na região Nordeste para receber o investimento social de R$ 1,2 milhão da Fundação BB e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do projeto Ecoforte Redes.

As ações são desenvolvidas nos municípios pernambucanos Vitória de Santo Antão, Gravatá, Abreu e Lima, Igarassu, Chã Grande, Bom Jardim, Lagoa de Itaenga e da capital e atendem 210 produtores familiares. “O Ecoforte potencializou o apoio à rede de agricultores e o aporte financeiro que recebemos nos permitiu construir estruturas para as famílias. O projeto nos proporcionou a construção de cozinhas especiais, compra de veículos e ações estruturadas voltadas à juventude e às mulheres”, declarou.

Paulo Petersen falou sobre a atuação da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) - entidade que reúne movimentos, redes e organizações que atuam na promoção da agroecologia, no fortalecimento da produção familiar e na construção de alternativas sustentáveis de desenvolvimento rural.

“É preciso mudar o modelo padrão de produção e consumo. A agricultura é uma atividade econômica feita a partir de trocas com a natureza, e a lógica de desenvolvimento da natureza é deixa-la se reproduzir. Existe a necessidade de mudar os sistemas alimentares, aproximando a produção do consumo, repensando o conceito de território, valorizando as culturas da biodiversidade e construindo um valor econômico e social”, comentou o coordenador executivo.

O projeto da ANA foi habilitado no edital Ecoforte Redes e recebeu R$ 1,8 millhão da Fundação BB, em parceria com o Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Fundação BB participa de celebração que dá início à revitalização de Biblioteca Lúdica e Interativa no Centro de Educação Amiguinho Feliz


“A gente acha que para ser voluntário precisa mover meio mundo. Mas, não. Às vezes é mais simples do que a gente imagina”. Foi assim que o funcionário da agência do Banco do Brasil em Blumenau (SC), Guilherme Piske definiu como é ser voluntário.

A 500 metros do seu local de trabalho há uma entidade que cuida de crianças e adolescentes enquanto os pais trabalham, o Centro de Educação Amiguinho Feliz. A entidade vive de doações e oferece educação infantil em período integral para crianças de até 6 anos de idade, e apoio escolar no contra turno das aulas para as de 6 a 12 anos. Ao todo, o centro atende 180 alunos e desenvolve atividades de educação, saúde, lazer, arte e cultura enquanto os pais trabalham e geram renda familiar. O acolhimento reduz a situação de vulnerabilidade social e promove melhoria na qualidade de vida dessas famílias.

Foi ali que Guilherme e mais 13 colegas, reunidos em equipe, encontraram uma oportunidade de desenvolver um trabalho voluntário. “A história deles mexeu com a gente”, destacou outra integrante da equipe Marineusa Sutter.

Além das doações pessoais que os funcionários já faziam à entidade, eles desenvolveram uma ação maior, concretizada com o Projeto Voluntários BB/FBB. O projeto prevê a revitalização de um antigo espaço de leitura. Com investimento social de cerca de R$44 mil da Fundação Banco do Brasil, o local vai ser reformado e vai receber instalação de piso, pintura, móveis e cerca de 120 livros novos. A intenção é promover o enriquecimento pedagógico e cultural das crianças e estimular o hábito da leitura.

“Esse espaço vai ser importante para o desenvolvimento das atividades que desenvolvemos na entidade. É lá que procuramos estimular o repertório cultural das crianças, com a promoção da criatividade, estímulo à leitura e a interação com a literatura”, destacou Josiane Carvalho, orientadora pedagógica do Centro de Educação Amiguinho Feliz.

Graças a essa iniciativa, nesta sexta-feira (26), nas vésperas do Dia Nacional do Voluntariado, a Fundação BB assina e oficializa o convênio que vai dar início às obras para a reestruturação da Biblioteca Lúdica e Interativa no Centro de Educação Amiguinho Feliz. A data comemorativa do próximo domingo, dia 28, nos relembra a importância de desenvolvermos uma atividade em prol do próximo.

"Ser voluntário e desenvolver essa ação nos trouxe o espirito de coletividade. A equipe passou a pensar diferente depois do Amiguinho Feliz. Ele nos trouxe uma sensação de familiaridade entre os colegas de trabalho”, concluiu o funcionário do BB Carlos Eduardo Pitz.

O projeto Voluntários BB/FBB tem como objetivo apoiar ações sociais e ambientais desenvolvidas por instituições sem fins lucrativos, com iniciativas de inclusão socioprodutiva, geração de trabalho e renda, cuidado ambiental e educação.

 

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