Projeto de agroindústria cria oportunidades de inclusão social de agricultoras e suas famílias na região do Rio Doce

"Depois que a gente começou a vender para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a prefeitura a gente ficou mais independente. Antes as mulheres não tinham seu próprio dinheiro e agora já podem comprar o que querem", comemora Adriana de Paiva, moradora da comunidade do Barbosa, no município de Sem Peixe (MG), na região do Rio Doce.

Adriana, sua mãe e irmã fazem parte das 16 famílias de agricultores familiares beneficiadas pelo projeto de estruturação de uma cozinha comunitária para fabricação de doces, bolos, pães e biscoitos – conhecidos como quitandas de Minas – além do processamentos de frutas. A agroindústria foi inaugurada no dia 10 de maio pelo Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Barbosa. A iniciativa é uma parceria da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Econômico e Desenvolvimento Social (BNDES), com o investimento social de R$110 mil.

O conselho surgiu há 20 anos com o objetivo de melhorar as condições de vida das mulheres, conforme explica Aparecida das Graças de Paiva, mãe de Adriana, e uma das fundadoras da entidade. Na época, ao planejar a produção de doces para venda, Aparecida deu o pontapé inicial para firmar uma proposta de projeto coletivo. Com a agroindústria, elas pretendem também gerar oportunidades para os jovens. "Muitos saíram de casa e voltaram porque não encontraram condições para viver na cidade. Com o projeto, estou vendo o futuro deles com a conquista da própria renda", afirma Aparecida.

O conselho prevê ainda profissionalizar e ampliar a produção, que atualmente está localizada nas residências, com vendas na feira livre. Os insumos vêm do cultivo das famílias - além de frutas, também há plantação de hortaliças e legumes, que são fornecidos para programas do governo federal e municipal.

Para aprimorar o processamento, eles vão passar por capacitações oferecidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), nas áreas de processamento de doces e quitandas, de custos de produção, confecção do rótulo e tabela nutricional e de boas práticas de fabricação.

Tecnologias sociais e recuperação de nascentes em Barbosa

A comunidade rural de Barbosa também foi beneficiada por outro projeto apoiado pela Fundação BB e o BNDES, para a recuperação de recursos hídricos de efluentes do Rio Doce. O investimento social foi de cerca de R$ 135 mil, em convênio com a Associação da Escola Família Agrícola de Camões.

Foram implantadas 21 unidades de experimentação que tiveram a aplicação de tecnologias sociais para tratar o esgoto doméstico, conter a enxurrada e permitir a penetração mais lenta da água no solo. As tecnologias são fossas sépticas, caixas secas e barraginhas, entre outras. Aliadas ao plantio de mudas, as técnicas ajudaram a recuperar áreas degradadas e nascentes de rios.

"A gente recuperou várias nascentes e a visão das pessoas mudou muito em relação ao cuidado com o uso da terra, de entender que é preciso cuidar da propriedade como um todo. O boi não pode pisar na água diretamente, o uso de agrotóxico é prejudicial, por exemplo", destacou Alessandra de Lima.

Com o recurso do convênio, também houve a implantação de um viveiro de mudas com sistema de irrigação, a contratação de um técnico e a realização de cursos de capacitação para os agricultores em técnicas de recuperação do solo, saneamento rural e produção agroecológica e sistemas agroflorestais. O projeto também conta com as parcerias da Emater e da Universidade Federal de Viçosa.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Com investimento social de R$214 mil da Fundação BB, projeto vai envolver 150 agricultores familiares de Governador Valadares

Gerar renda para cerca de 150 famílias de agricultores de Distrito Córrego dos Bernardos, em Governador Valadares (MG), com a melhoria na qualidade do solo e da água e a ampliação da produção leiteira. Esses são os objetivos do projeto “Implantação de Tecnologias Alternativas de Produção de Água e Renda”, da Associação Comunitária Amigos e Moradores dos Bernardos – ACAMVB, em parceria com a Fundação Banco do Brasil.

As atividades do projeto envolvem a recuperação de áreas degradadas por meio do plantio de 6 mil mudas frutíferas e espécies nativas da Mata Atlântica, além de campanhas de orientação à comunidade para a preservação ambiental. O investimento social da Fundação BB é de cerca de R$ 214 mil.

Para aumentar a produção de leite, será reaplicada a "Tecnologia Social Balde Cheio" , que emprega técnicas para melhoria da qualidade do pasto e da alimentação do gado, aliado ao uso mais racional da área ocupada pelo rebanho.

O vice-presidente da associação, Alisson Vila Real Mattos, acredita que essas técnicas podem aumentar a produção de leite em mais de 60 por cento, dependendo da propriedade. "A situação de cada produtor será avaliada, desde a capacidade da produção como o tamanho da propriedade. A partir desse levantamento, vamos trabalhar para que cada um alcance seus objetivos."

Além das técnicas de pastagem, criação de gado e gestão do empreendimento, os agricultores familiares receberão orientação para o uso mais racional da água na irrigação do pasto e no abastecimento dos animais. A iniciativa atraiu o interesse da Universidade Federal de Minas Gerais, que irá acompanhar a utilização sustentável dos recursos hídricos nas propriedades.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) também é parceiro do projeto. A instituição oferecerá aos participantes dois cursos técnicos sobre recuperação de nascentes e áreas degradadas.

De acordo com Mattos, todas as ações de conscientização e de preservação ambiental vão ajudar a recuperar o ecossistema da região, trazendo muitos benefícios sociais. "Nossa região passou por extrativismo bastante predatório. As novas gerações não tem conseguido produzir na terra suficientemente e acabam migrando para as cidades. Como esse projeto, procuramos evitar o êxodo rural."

Rio Doce - O projeto é uma das iniciativas selecionadas via edital, em 2016, para gerar renda e inclusão social a famílias que foram impactadas pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, que poluiu a Bacia do Rio Doce, em 2015

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Fundação BB vai destinar R$250 mil para implantação de projeto piloto e formação de pescadores em Governador Valadares (MG)

Transformar pescadores extrativistas, responsáveis pela pesca predatória, em piscicultores, que trabalham com a reprodução dos peixes, é um dos principais objetivos do convênio que foi firmado nesta terça-feira (20) entre a Fundação Banco do Brasil e a Associação dos Pescadores e Amigos do Rio Doce (APARD), em Governador Valadares (MG).

A proposta é a implantação de um projeto piloto de piscicultura, por meio da instalação de tanques redes no Rio Corrente, localizado nas proximidades da rodovia BR 381, que liga os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Além disso, oito pescadores da região vão receber treinamentos semanais para a criação de peixes de maneira sustentável, para geração de renda e o aprendizado de um novo exercício da profissão.

O projeto vai beneficiar pessoas que viviam da pesca no Rio Doce, que ficou poluído após o rompimento da Barragem do Fundão, no município de Mariana, melhorar a qualidade da água e promover a recuperação e o desenvolvimento sustentável da vida aquática na região.

O recurso da Fundação BB, em parceria com o BNDES, de cerca de R$ 250 mil vai ser investido na aquisição de motor de popa, barco de alumínio, uma plataforma flutuante, kit de qualidade da água, rolos de corda, contêiner, um computador, impressora, entre outros.

Para o presidente da APARD, José Francisco Abreu, o convênio vai ajudar também a reduzir a pesca predatória. “Nós queremos fazer com que os pescadores nos ajudem a preservar o rio. Com o exercício dessa nova atividade, eles vão poder gerar renda e entender que o peixe silvestre na água vale mais do que na feira. A gente quer ver o Rio Doce com práticas sustentáveis para no futuro ter um rio rico em vida“.

Projetos Bacia do Rio Doce

As ações de inclusão socioprodutiva na região da Bacia do Rio Doce fazem parte de um acordo entre a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, anunciados no início de 2016. Na primeira etapa, a Fundação BB havia previsto destinar R$ 10 milhões para apoio a projetos nas áreas urbanas e rural, sendo que 80% serão direcionados a 36 municípios em Minas Gerais e 20% em quatro municípios do Espírito Santo.

Assim como projeto de Governador Valadares, até o final de 2016, 42 outras propostas já foram aprovadas e devem ter início, com o repasse de cerca de R$8,7 milhões. Outros R$500 mil, estão previstos para o começo de 2017.

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Entidades vão receber da Fundação BB investimento social de mais de R$ 270 mil para iniciativas de inclusão social de moradores do município de Sem Peixe

Com a finalidade de promover a inclusão social de moradores de comunidades da região da Bacia do Rio Doce a Fundação Banco do Brasil firmou convênios com duas entidades do município de Sem Peixe (MG).

Com a Associação da Escola Família Agrícola de Camões, a parceria visa à implantação de atividades produtivas e acesso à água. O investimento social de R$ 135,2 mil vai proporcionar a implantação de 21 Unidades Participativas de Experimentação em Plantio de Água (UPEPAS), para que os moradores saibam usar de forma racional os recursos hídricos; construção de viveiro de mudas nativas; capacitação de agricultores familiares e alunos em tecnologia sociais agroecológicas e saneamento rural; além da compra de veículo utilitário.

O trabalho visa contribuir com a recuperação do Rio Doce e efluentes - que ficaram poluídos após o rompimento da Barragem do Fundão, no município de Mariana - e com o saneamento rural para que a população tenha acesso à água de qualidade e, consequentemente, melhoria na saúde.

A outra parceria firmada foi com o Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Barbosa para a geração de trabalho e renda de um grupo de 15 mulheres, com idades entre 35 e 60 anos, moradoras da comunidade rural de Barbosa. O recurso de R$ 135,2 mil será investido na estruturação de uma agroindústria para fabricação de bolos, roscas, pães caseiros e doces.

De acordo com Maria de Lourdes Cenak, presidente da entidade, a conquista vai permitir que as atividades sejam realizadas em conjunto, com produtos padronizados e com mais qualidade. “Estamos realizando um sonho que vem desde 1998 e que nada, nem mesmo a falta de um espaço adequado, nos fez desistir", disse.

Hoje, toda produção feita na casa de cada mulher é vendida para o programa de merenda escolar do município. Com a nova cozinha industrial elas pretendem expandir o negócio e passar a vender nas feiras e no comércio local. A previsão é de que a cozinha industrial fique pronta até julho de 2017.

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