Quinta, 05 Julho 2018 10:16

Moinho de possibilidades

Estrutura construída com apoio da Fundação BB irá possibilitar a diversificação de produtos do milho

Uma das especialidades da Associação Agricultores Guardiões da Agrodiversidade (Agabio), sediada em Tenente Portela, município na região noroeste do Rio Grande do Sul, é o plantio agroecológico do milho - sem o uso de agrotóxicos e com sementes crioulas -, e a produção de derivados do cereal. Mesmo com uma gama diversificada de produtos, faltava ainda uma infraestrutura adequada para o beneficiamento de insumos.

O grande sonho da associação era ter o próprio moinho, pois utilizam estrutura de terceiros para produzir farinha, com custo de R$ 30 por balde de milho. Essa despesa tinha alto impacto para os agricultores, cuja a renda média varia entre R$ 500 e 600.

Em 2015, a partir de seleção no edital Juventude Rural, o moinho foi edificado com o investimento de R$ 200 mil. Foram dois anos de obras, concluídas recentemente com a instalação elétrica para operação das máquinas. Agora, um novo projeto da Fundação, com o investimento de R$ 205 mil, possibilitará também a aquisição de veículo, insumos agroecológicos, capacitação, construção de fornos à lenha e kits para a construção de canteiros. "Com o novo projeto, acreditamos que a nossa renda irá aumentar” afirma a presidente da entidade Marivone Schepp.

A agricultora Luciane Ritter conta que chegou a mudar para a cidade por três anos após se casar. “Meu pai trabalha há mais de 50 anos com agricultura, criou minhas irmãs na roça. Sempre gostei desse trabalho, voltei para ajudá-los”. Ela acredita que, assim como o moinho, as capacitações serão muito importantes para ampliar e aperfeiçoar a produção. “Agora teremos como produzir a nossa farinha e desenvolver novos produtos”, conclui.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável - ODS 2

A Agabio se destaca por oferecer alimentos saudáveis por meio de práticas sustentáveis. Ela também preserva as tradições no manejo com a terra por meio do cultivo sementes crioulas como forma de garantir a soberania alimentar e erradicação da fome. Além do milho, as 19 famílias que participam da associação também plantam hortaliças, legumes e frutas.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Iniciativa prevê uso de minhoca gigante na formação de compostagem para produção de mudas nativas, compra de materiais e equipamentos e capacitações

Situada a 400 quilômetros de Boa Vista (RR), no município de Caroebe, a Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Banana entre Rios – Aprupers prioriza o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável do município.  

A entidade recebeu investimento social da Fundação Banco do Brasil para o projeto “Agroecologia”, que tem como público alvo indígenas da etnia Wai Wai e agricultores familiares não indígenas, que vivem às margens da rodovia BR-210 – Perímetro Norte, e que trabalham na produção de banana.  A iniciativa vai privilegiar a produção agroecológica, com a valorização e cuidado com o meio ambiente.

De acordo com Samuel Carlos de Santana, engenheiro agrônomo e coordenador do projeto, a integração dos indígenas tem grande relevância, devido suas formas tradicionais de organização, de ocupação da terra e de uso dos recursos naturais, e que ao mesmo tempo, eles carecem de apoio para suas atividades.  “Aqui temos a presença dos índios em todos os cantos. Eles são fortes na extração e venda da castanha do Brasil, sabem como ninguém os conceitos da agroecologia e precisamos dessa união entre os povos para que todos sejam beneficiados” declarou.

As famílias já comercializam seus produtos na Feira da Agricultura Familiar, em Caroebe, mas enfrentam dificuldade de retirada de seus lotes em função da falta de transporte para escoamento da produção, levando a grandes perdas e impactando negativamente a renda dos associados.

O recurso no valor de R$ 200 mil será usado na aquisição de um caminhão com carroceria, kits para irrigação, materiais para viveiros de mudas, despolpadoras, carrinhos de mão, trituradores de resíduos, sacos plásticos transparentes, entre outros materiais para adequação de uma estufa de propagação de plantas e enraizamento de partes de vegetais (estacas).

Estão previstas também capacitações para o aprimoramento e empoderamento dos agricultores familiares, em sementes, florestais tropicais, compostagem orgânica e produção de polpas de frutas.

Uma curiosidade do projeto é o uso da minhocuçu ou minhoca gigante na formação da compostagem orgânica. O coordenador explica que as minhocas ainda estão sendo estudadas pelo Departamento de Biologia da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e escolas da rede estadual de ensino, e que chegam a medir um metro de comprimento. O húmus produzido pelas minhocas é usado também na produção de mudas de árvores nativas da região como a castanha do Brasil, andiroba, açaí, patuá, bacaba e a camu camu. 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Produção em comunidade de Paço do Lumiar (MA) poderá dobrar com as novas máquinas

“Este projeto foi uma oportunidade muito boa porque podemos aumentar a nossa produção. Para nós, foi uma benção e estamos muito felizes”. O depoimento do presidente da Associação de Agricultores e Agricultoras Familiar da Vila Residencial Nova Canaã, Raimundo Silva, traduz a satisfação do agricultor com a recém parceria firmada entre a Fundação BB e a entidade de Paço de Lumiar, cidade localizada na região metropolitana de São Luís (MA).

O projeto “Produção Agroecológica HortCanaã” tem como objetivo melhorar a capacidade produtiva e logística das 95 famílias participantes. Por meio da iniciativa, será adquirido maquinário que irá agilizar a produção das famílias. Atualmente, o trabalho manual em um canteiro de aproximadamente 30 metros quadrados leva quatro semanas para ser concluído. Com os equipamentos, a mesma tarefa poderá ser realizada em apenas duas horas.

“O trator, a roçadeira, o arado e a enxada rotativa eram máquinas que há muito tempo precisávamos, assim como um veículo para transportar a produção, porque usávamos o da prefeitura”, avalia o coordenador do projeto Vinicius Morais.

As principais culturas produzidas pelos agricultores da HortCanaã são alface, rúcula, couve, tomate e pepino. Com as máquinas agrícolas, os agricultores pretendem cultivar novos produtos, como mamão, cebola, banana, macaxeira, melancia. Também devem ser agregadas as culturas de milho, acerola, limão e quiabo. A produção será realizada por um coletivo de 25 pessoas no lote onde a associação está instalada.

“As máquinas aumentam a nossa produção em 200%. Com o trabalho manual, não conseguíamos atender todas as demandas. Já recebemos pedidos de um grande supermercado de São Luís, que não pudemos atender”, afirma Morais.

Feiras Orgânicas
Os produtos dos agricultores familiares da HortCanaã abastecem escolas, restaurantes populares e entidades assistenciais. Desde 2013, a associação é parceria dos programas governamentais: Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Com o aumento da plantação, a associação já planeja a participação em feiras livres itinerantes. O projeto, inclusive, oferece suporte com barracas, caixas e balanças. “Com os programas que somos parceiros, temos uma renda entre R$ 900 e R$ 1200. Quando começarmos a trabalhar nos lotes da associação, esperamos que a nossa renda aumente para R$ 2000 a R$ 2500. Pretendemos vender os orgânicos em feiras livres itinerantes e em condomínios fechados da região”, explica o presidente da associação.

A divulgação deste assunto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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