Terça, 09 Abril 2019 10:07

Brincadeira de criança, como é bom

Idealizador do Curumim Cultural  recebeu o investimento social de R$ 50 mil da Fundação BB para a manutenção do projeto

“Foi como ouvir um grito”! Com esta expressão Bruno Lopes, idealizador do projeto voluntário Curumim Cultural, explica como surgiu a proposta de resgatar brincadeiras, jogos e brinquedos artesanais na comunidade da quadra 604 de Samambaia Norte, em Brasília (DF). A ação começou em 2015, quando ele sentiu a necessidade de desenvolver atividades para socializar crianças e jovens, além de transformar espaços coletivos em ambientes de lazer e diversão.

A iniciativa deu certo e três anos depois Bruno foi vencedor do Prêmio Viva Voluntário, realizado pelo Governo Federal com apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O Prêmio é parte do Programa Nacional Viva Voluntário que identifica e incentiva o desenvolvimento da cultura do voluntariado e da educação para a cidadania, com o objetivo de fortalecer as organizações da sociedade civil e promover a participação ativa da sociedade. Bruno foi o vencedor da categoria Líder Voluntário e recebeu o investimento social de R$ 50 mil, da Fundação Banco do Brasil, para a manutenção do projeto.

Bruno explica que a primeira ação foi reaproveitar e confeccionar brinquedos artesanais populares para promover mais interação com a comunidade. “Passamos a pesquisar e estudar os benefícios do brincar como ferramenta fundamental do desenvolvimento desses jovens. Além disso, também convidamos artistas culturais e atores sociais para compor nossa ideia”, explica.

A equipe fixa conta atualmente com cinco pessoas, mas sempre que há incentivos patrocinados o grupo consegue novos voluntários e assim, desenvolver mais ações.
Em média 50 pessoas são atendidas na ação denominada “Rua de Arte e Lazer”, realizada dentro da própria comunidade, ou seja, a ocupação de ruas, quadras de esporte, pontos de encontro comunitário, entre outros. “Já chegamos a atender mais de 600 pessoas em um único dia, quando realizamos eventos em espaços mais amplos”. O projeto atende crianças em situação de vulnerabilidade social que em sua maioria, não conhecem essa velha forma de brincar. “No projeto Caravana Curumim Cultural, visitamos cerca de 20 localidades, selecionadas de acordo com os equipamentos públicos disponíveis”.

O projetista Luciano Campos, 31, é um dos moradores de Samambaia Norte que aprova as atividades na região. Ele é pai de duas meninas, Luyara Helena (10) e Jhúlia Vitória (7) e frequentemente leva as filhas para participarem das brincadeiras. “Muitas vezes também fico como monitor e passo algumas brincadeiras da minha época para as crianças, como jogar biloca e fazer carrinhos de rolimã”, explica. Para ele as atividades ajudam a exercitar a coordenação motora das filhas que, antes do projeto existir, costumavam ficar mais em casa. “Agora elas participam de todas as atividades, montam e pilotam os carrinhos de rolimã e também participam das oficinas com jogos de raciocínio lógico, como jogo da velha e jogo dos pontinhos, que é mais estratégico”, conclui.

Como ajudar
Você pode colaborar com o Curumim Cultural divulgando o projeto, fornecendo materiais para confecção de brinquedos, alimentos e prestação de serviços voluntários.O grupo já começa a receber demandas de outras comunidades e de
escolas para a realização de atividades com as crianças.
Acesse o blog para conhecer mais ou visite o pefil no Facebook

Viva Voluntário
O programa Viva Voluntário também tem a plataforma Viva Voluntário – que funciona em formato de rede social para conectar cidadãos, empresas e membros sociedade civil que buscam ou promovam oportunidades de trabalho voluntário. A plataforma tem abrangência nacional e busca dar visibilidade a ações voluntárias que acontecem em todo o país possibilitando a junção entre organizações e voluntários. Acesse para saber mais https://vivavoluntario.org/pt-BR

Confira aqui os outros vencedores do Prêmio Viva Voluntário:

Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil

Voluntariado no Setor Público

Líder Voluntário

 

Publicado em Notícias


Iniciativa que tem o apoio da Fundação BB formou 120 alunos em empreendedorismo, culinária, corte e costura e estética capilar

O projeto Sustentabilidade em Movimento – que capacita moradores do Varjão (DF) para o mercado de trabalho - realizou um desfile de modas inclusivo, no dia 29, para mostrar o trabalho desenvolvido pelos alunos. Modelos da comunidade desfilaram roupas confeccionadas pelos alunos da oficina de corte e costura, oferecida pelo projeto, no Centro Social Comunitário Tia Angelina.
Outras três oficinas abertas aos moradores do Varjão foram culinária, estética capilar e empreendedorismo. Todas os cursos abordaram princípios de sustentabilidade e preservação ambiental e incentivaram o uso de produtos e conceitos da agroecologia. Os 120 participantes receberam os certificados logo após o desfile.

A iniciativa tem o investimento de R$ 180 mil da Fundação Banco do Brasil e da Brasilcap, com o objetivo de ampliar o campo de trabalho e a geração de renda local.

Além dos cursos na sede da entidade, o projeto realizou oficinas de intercâmbio de economia solidária e ações sociais de prestação de serviços gratuitos, como corte de cabelos e preparação de alimentos, em eventos comunitários na Cidade Estrutural, Paranoá, Brazlândia e no próprio Varjão.

O coordenador do projeto, Elkin Paez, afirma que a iniciativa trouxe vários benefícios: contribuiu no desenvolvimento de autoestima, de talentos e de empreendedorismo, além de ajudar a movimentar a economia local. "Superamos as metas iniciais do projeto na qualificação formativa. Conseguimos que as pessoas saíssem com mais do que o básico, com ferramentas reais para poder trabalhar", afirmou orgulhoso.

Os exemplos são vários, relata Paez. Salões de cabeleireiros do Varjão se comprometeram a empregar participantes da oficina de estética capilar. Três alunos conseguiram empregos em salões da Asa Norte, em Brasília. Outros estão montando um espaço de atendimento em suas próprias casas, e mulheres que trabalham com faxina em residências estão garantindo uma renda extra prestando serviços de cabeleireiros para as patroas.

Dener Alves Pereira, aluno do curso de estética capilar, deixou o trabalho como pedreiro e montou um salão dentro de casa. "É mais uma profissão que eu vou botar em prática. O projeto é muito bom, porque é algo que vai acrescentar na vida das pessoas", afirma Dener.

Os alunos de corte e costura acreditam que o desfile ajudou a  divulgar o trabalho na comunidade e vai ajudar nas vendas.

O projeto também está estimulando iniciativas de crédito comunitário, formando grupos de autopoupança, que iniciaram com a participação de 25 alunos. Eles já mobilizaram o valor de R$ 5 mil na compra de equipamentos para dois alunos de estética capilar. O coordenador faz planos para que os grupos de autopoupança evoluam para a criação de cooperativas no futuro. "O projeto contribuiu na formação de consciência solidária agroecológica e sustentável, em uma comunidade que está em processo de superação de situação de vulnerabilidade", concluiu Paez.
Centro Social

O Varjão, na extremidade norte de Brasília, próximo ao Lago Norte, apresenta índices de vulnerabilidade social, relacionados a desemprego, baixa escolaridade e condições precárias de inclusão social dos cerca de 12 mil moradores. Com mais de 20 anos de atuação, o Centro Social Comunitário Tia Angelina é referência na prestação de serviços sociais e educacionais na localidade. Além de diferentes projetos, a instituição oferece creche, reforço escolar, serviço de convivência, divulga serviços de utilidades gratuitos e vagas de emprego.

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 gerlania e fabricio dener e professora

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

 

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