Investimento social da Fundação BB possibilitará a qualificação técnica de cafeicultores da região do Circuito das Águas Paulistas

 

Aumentar a produção de café reduzindo o uso de agrotóxicos é um dos principais objetivos da parceria entre a FBB e a Associação de Cafeicultura Orgânica do Brasil (ACOB). Com um projeto orçado em R$ 400 mil, a iniciativa possibilitará formação e compra de equipamentos que beneficiarão diretamente cerca de 250 cafeicultores na região do Circuito das Águas Paulista, a cerca de 150 Km da capital São Paulo - precisamente, nos municípios de Serra Negra e Socorro. Indiretamente, o público impactado será de 1.500 produtores.

O foco do projeto é desenvolver a cafeicultura familiar por meio de práticas agroecológicas que permitam a redução dos custos econômicos e socioambientais, do plantio à pós-colheita, incentivando a produção de café especial. A expectativa é de que cada produtor economize até R$ 40 por saca (60 quilos). O melhoramento do produto, por sua vez, abre a expectativa de elevação do preço da saca em até R$ 40. “Isso traz uma perspectiva muito positiva de aumento da renda dessas famílias, que vivem basicamente da cafeicultura”, aposta o engenheiro agrônomo Cássio Franco Moreira, diretor executivo da associação.

O engenheiro observa que um café “que usa menos veneno ou nenhum veneno” consegue se inserir em muitos mercados que privilegiam produtos limpos. “Embora nosso objetivo primordial não seja transformar toda a produção daquela região em orgânica, disseminar práticas agroecológicas é estratégico para aumentar a lucratividade e a renda daquelas famílias”. Para tanto, a ACOB aplicará a tecnologia social “Disseminação inovadora de tecnologias sustentáveis para pequenos cafeicultores”, certificada pela FBB em 2017.

A parceria também possibilitará a instalação de três unidades de referência em pós-colheita, estrategicamente localizadas no município de Serra Negra. Equipamentos como descascadores, elevadores, módulos de terreiro suspenso e secadores, entre outros, melhorarão não só o trabalho como a qualidade do grão. “É uma iniciativa fantástica. A nossa região é muito carente de informação. Apesar de produzirmos grão de excelente qualidade, muitas vezes o produto final é prejudicado tanto por falta de conhecimento quanto de equipamento adequado, principalmente no processo de secagem”, afirma Sílvia Fonte, produtora de café orgânico. A propriedade dela é uma das que vão sediar as unidades de pós-colheita.

Sílvia produz café há dez anos, mas foi somente após a aposentadoria, em 2016, que buscou melhorar a qualidade da produção. Desde 2017 sua safra é toda orgânica. “Isso deu um ótimo incremento no preço do produto. Hoje, as pessoas estão muito mais conscientes da necessidade de preservar os recursos naturais ao mesmo tempo em que procuram uma alimentação mais saudável”, observa.

A produtora conta que abriu seu sítio para turismo ecológico e desde então a procura pelo seu café tem sido grande. Além de não utilizar nenhum agroquímico, a produção é toda irrigada por gotejamento. “Temos muita consciência da importância da preservação ambiental e isso agrega mais valor ao nosso produto. Quando a gente melhora a qualidade do grão desperta o interesse do comprador final, e isso é muito positivo”, observa Sílvia.

 

Empoderamento de mulheres produtoras

O projeto também tem foco no empoderamento das mulheres produtoras, priorizando esse público nas capacitações e ações previstas. O projeto foi selecionado no âmbito da Chamada Interna Projetos de Inclusão Sócio Produtiva – PIS 01/2018 e terá duração de 18 meses, com início da execução previsto para o fim de julho de 2018.

Café especial x café orgânico

Para ser considerado especial, o café passa por criteriosa avaliação da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês) em dez itens que recebem, cada um, até dez pontos. O grão que atingir um mínimo de 80 pontos já é classificado como especial. Quanto mais próxima de cem for a pontuação, mais valorizado é o produto. Já o café orgânico é aquele produzido agroecologicamente, sem nenhum produto químico. O café pode ser orgânico especial, somente especial ou somente orgânico.

Veja abaixo como é realizado o processo de abanamento do café (vídeo).

 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Associação de Ocauçu recebeu R$ 247 mil para compra de maquinário que vai melhorar as condições de trabalho e a renda dos associados

A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra cafeeira do estado de São Paulo este ano é de 6,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 39,5% em relação ao volume produzido na safra passada.

Situado a 450 quilômetros da capital paulista, Ocauçu não está na lista dos grandes produtores de café, mas tem dado sua contribuição para manter o estado no ranking dos maiores produtores do País.

O município produz uma média de 20 a 25 mil sacas de café Arábica por ano. Nesta semana, a Fundação Banco do Brasil anunciou o investimento social de R$ 247 mil, em parceria com a Associação dos Criadores de Ovinos e Produtores Rurais de Ocauçu e Região (Ascopror) para o projeto “Viva Café”. A entidade é formada por 34 famílias de agricultores.

O recurso será usado na compra de um trator, uma beneficiadora e uma recolhedora de café, para melhorar as condições de trabalho, colheita, beneficiamento e aumentar a renda dos pequenos produtores, facilitando a sua permanência no campo. A expectativa da entidade é aumentar este ano a produção entre 3 e 5% e reduzir os custos brutos com o beneficiamento em até 10%.

“Essa parceria nos deixa muito felizes. Não temos palavras para agradecer à Fundação. O maquinário vai ajudar no trabalho das famílias e na redução dos custos da associação”, declarou Paulo Henrique de Assis Menegucci, presidente da Ascopror.

A ideia do presidente é buscar novos parceiros para dar condições à associação de atuar em toda cadeia produtiva do café - colheita, beneficiamento e comercialização. “Nosso desejo é poder executar todo trabalho aqui mesmo, sem precisar recorrer aos municípios vizinhos para fazer o beneficiamento do nosso café. Irá também afastar a figura do atravessador, com condições de negociar diretamente com as indústrias", disse.

Além do café, a economia do município é predominante da pecuária, produção de mandioca, na fabricação de farinha, melancia e hortaliças.

Café no Brasil
A produção brasileira de café em 2018 deve ficar entre 54 e 58 milhões de sacas de 60 quilos por ano, um aumento entre 21 a 30% em relação a safra de 2017, quando atingiu 44,9 milhões de sacas.

Fonte de pesquisa: Conab

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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