A edição de 2018 contou com a representação de 51 políticas de 25 países

A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica do Brasil (PNAPO) recebeu o Prêmio Prata no concurso Políticas para o Futuro (Future Policy Award) de 2018, organizada pelo World Future Council, pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela IFOAM – Organics International, com o apoio da Cruz Verde Internacional, DO-IT – (Dutch Organic International Trade) e o Grupo Sekem do Egito.

A iniciativa brasileira disputou a final com outras sete inciativas. O vencedor foi a política “Estado 100% Orgânico”, de Sikkim, na Índia. O Concurso exalta as iniciativas de sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis, fundamentais para o desenvolvimento sustentável e a resiliência climática. Também receberão Prêmios Prata: o Plano de Ação Orgânica da Dinamarca (2011-2020, atualizado em 2015) e Programa Participativo de Agricultura Urbana de Quito (AGRUPAR, 2002).

As melhores práticas do mundo para a promoção de abordagens agroecológicas selecionadas para o prêmio internacional incluiu também políticas do Equador, Dinamarca, Senegal, Filipinas e Estados Unidos, e também a do TEEBAgrifood. Criada há seis anos, a edição de 2018 contou com a representação de 51 políticas de 25 países. Um júri de especialistas internacionais foi convocado para deliberar sobre os principais candidatos.

O PNAPO é uma política estrutural desenvolvida com envolvimento da sociedade civil. Em seu primeiro ciclo de atividades contou com investimentos de 364 milhões de euros. Entre outras conquistas, ajudou 5.300 municípios a investir 30% ou mais de seus orçamentos para alimentação escolar em produtos orgânicos e agroecológicos adquiridos de agricultores familiares.

A partir do PNAPO, em 2014, foi criado o Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia e Produção Orgânica ( Ecoforte), que também integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) para o fortalecimento e a ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

Os recursos do Ecoforte são originários da Fundação Banco do Brasil, do Fundo Amazônia e do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Entre 2014 e 2018 já foram investidos cerca de R$ 50 milhões para estruturar 28 redes de agroecologia e produção orgânica e mais de 30 empreendimentos econômicos coletivos de populações extrativistas beneficiárias de Unidades de Conservação Federais de Uso Sustentável localizadas no Bioma Amazônia para beneficiamento e comercialização de produtos da sociobiodiversidade. Além disso, a FBB está realizando processo de seleção de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, além de empreendimentos econômicos coletivos nessa temática, com previsão de investimento de R$ 25 milhões em 2018/2019.

O prêmio Vision Award foi concedido para o TEEBAgriFood, uma iniciativa da “Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (TEEB)” pela ONU Environment. Já as Menções Honrosas do Prêmio Future Policy Award foram para a Política de Compra de Alimentos de Los Angeles, EUA (2012); para o Programa de Desenvolvimento Agrícola de Ndiob, Senegal (2017); e para o programa Das Armas para as Fazendas, de Kauswagan, ilipinas (2011). A cerimônia da premiação foi realizada na segunda-feira, 15 de outubro, durante a Semana Mundial da Alimentação, em Roma, com a participação de Ministros, tomadores de decisão e imprensa na sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

 

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Iniciativa vai envolver cerca de 200 participantes na capacitação, cultivo e comercialização de orgânicos

Criar oportunidades de renda para pessoas em situação de rua e reintegrá-las à sociedade são os principais objetivos do projeto Horta Social Urbana, realizado em São Paulo, capital. A iniciativa desenvolvida pela Associação de Resgate à Cidadania por Amor à Humanidade (ARCAH) tem a Fundação Banco do Brasil como parceira.

O projeto oferece acompanhamento psicológico e capacitação em agricultura urbana. Durante os cursos, são abordados temas como empreendedorismo, cooperativismo e educação financeira. "Procuramos entender cada indivíduo na sua singularidade e o que ele deseja após o curso. Nosso grande objetivo é promover a autonomia dessas pessoas", afirma Elisa Lauer, engenheira agrônoma e educadora do projeto. A meta é atender pelo menos 200 pessoas em situação de rua.

Os participantes são selecionados nos Centros Temporários de Acolhimento (CTAs) e as aulas práticas acontecem na horta escola construída no centro de convenções Expo SP, em uma área de 3 mil m2, no bairro Jabaquara. Os legumes e verduras cultivados sem agrotóxico e com adubação natural nos canteiros da escola vão servir de alimentação saudável para os próprios alunos.

Após a conclusão das primeiras turmas, prevista para o final de outubro, os participantes vão começar a produzir os alimentos para comercialização. O projeto também prevê o plantio de horta urbana em espaços ociosos na cidade, como terrenos baldios e telhados de condomínios, com o objetivo de melhorar a paisagem urbana e de proporcionar alimentação mais saudável aos moradores vizinhos.

Edson Luiz, 56 anos, vive no centro de acolhimento na região da Barra Funda, onde começou a participar da capacitação. "Isso é uma oportunidade para a gente sair dessa situação. Cuidar da terra é interessante demais”, disse.

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