Iniciativa já chegou a 1,7 mil famílias, a maior parte ribeirinhas, nos estados do Amazonas, Acre, Amapá e Pará

Uma tecnologia social desenvolvida no Amazonas permite o acesso a água potável e a banheiro dentro de casa para mais de 1,7 mil famílias extrativistas em comunidades no interior do próprio estado e também no Acre, Amapá e Pará. A iniciativa - “Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas” - idealizada pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), foi vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015, na categoria "Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária". O projeto reduziu em 80 por cento a incidência de verminose nas crianças. Até o final de 2018, o sistema deverá atender 3.317 famílias, a maior parte ribeirinhas, em contratos de reaplicação da metodologia firmados com o Governo Federal.

Faça a inscrição para o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017

A tecnologia consiste na instalação nos domicílios de um reservatório para captação de água de chuva com capacidade de mil litros e a construção de um banheiro com fossa que isola a dispersão do esgoto. O processo se completa com a implantação de um reservatório comunitário, o abastecimento de água do subsolo ou de um rio mais próximo, o tratamento recurso hídrico acumulado e a distribuição em rede comunitária em períodos de estiagem. As famílias participantes recebem capacitação para a construção dos reservatórios, o uso racional da água, e a adoção de práticas de higiene, saúde e preservação ambiental.

"A gente ouve das comunidades o quanto muda a vida das pessoas, que antes tinham que andar mais de 100 metros para pegar água, não podiam tomar um banho em privacidade, tendo que fazer as necessidades no mesmo espaço que galinhas e porcos", explicou o presidente associação, Manoel Cosme Siqueira. Com a tecnologia, as famílias passaram a ter água encanada e banheiro próprio, além de os dejetos terem descarte correto, evitando a contaminação do solo e de rios e igarapés.

De acordo com Siqueira, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015 foi um estímulo para vencer novos editais e ampliar o número de moradores atendidos pela metodologia. "O prêmio veio para agregar mais experiência e visibilidade à associação", afirmou.

Com a própria Fundação Banco do Brasil foram assinados dois convênios para a reaplicação de mais 74 unidades da tecnologia social para comunidades dos municípios de Manaus, Jutaí, e Fonte Boa, no Amazonas. O investimento social é de R$ 1,1 milhão, em convênio assinado com o Memorial Chico Mendes, entidade parceira da Asproc.

Política pública

A associação começou a implantação do sistema em 2009, nas comunidades do Médio Juruá, no Amazonas. Em 2014, a metodologia foi adotada como política pública pelo Governo Federal, em contrato com a organização não governamental Memorial Chico Mendes. Além do Amazonas, a reaplicação foi estendida para os estados do Acre, Amapá e Pará, com a colaboração de outras entidades parceiras.

Confira o manual da TS “Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas”

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Censo Maré, uma das vencedoras em 2015, aumentou a participação popular nos debates de questões sociais. Inscrições deste ano estão abertas até 31 deste mês

Aumento na mobilização dos moradores e na visibilidade do conjunto de favelas da Maré são as principais conquistas apontadas pela Associação Redes de Desenvolvimento da Maré e o Observatório de Favelas após o reconhecimento de sua tecnologia social na última edição do Prêmio de Tecnologia Social em 2015.

O projeto Censo Maré venceu na categoria Meio Urbano. Segundo o coordenador do projeto, Dalcio Marinho Gonçalves, “a certificação teve um impacto extraordinário na motivação e na autoestima dos colaboradores do Censo Maré e da associação. O Prêmio significou um reconhecimento do esforço e da dedicação de todos os colaboradores - ou tecedores da instituição, como preferimos chamar”, disse.

O projeto iniciou em 2012 a partir de pesquisa sobre as condições de habitação, lazer e oferta de serviços públicos da comunidade. Quase totalidade dos domicílios da região – 92% de aproximadamente 48 mil casas - foi visitada na ocasião. O produto final foi a publicação do Guia de Ruas da Maré. As ações foram realizadas por meio de mobilização comunitária e seguiu procedimentos técnicos adotados por órgãos oficiais, como o IBGE.

Gonçalves destaca alguns dos principais avanços posteriores ao reconhecimento: inauguração de espaço próprio para a mobilização e formação de mulheres em torno de questões comunitárias, geração de renda e trabalho e estabelecimento de fórum de debate para propor medidas de ampliação da segurança pública.

Tanto os dados do Censo Maré quanto a qualificação dos moradores para atuar no levantamento contribuíram para subsidiar novos projetos sociais na comunidade e para construir parcerias com o SEBRAE, a Fundação Getúlio Vargas e a ONG francesa Positive Planet. O coordenador acrescenta que a metodologia também permitiu o apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Queen Mary University of London e o Newton Fund na pesquisa sobre a violência a partir a perspectiva das mulheres.

Inscrições abertas

A edição 2017 do Prêmio está com inscrições abertas até 31 deste mês. São seis categorias nacionais: "Água e Meio Ambiente"; "Agroecologia"; "Economia Solidária"; "Educação"; "Saúde e Bem-Estar" e "Cidades Sustentáveis e Inovação Digital" e uma categoria internacional "Água e Meio Ambiente, Agroecologia ou Cidades Sustentáveis". A categoria internacional é destinada a iniciativas realizadas em um ou mais países da América Latina e do Caribe, e que possam ser reaplicadas no Brasil. A participação é aberta a instituições sem fins lucrativos, como fundações, organizações da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa.

O primeiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil e as 18 instituições finalistas vão receber troféu e vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem o protagonismo e o empoderamento feminino vão receber um bônus de cinco por cento na pontuação total obtida.

O concurso tem a cooperação da UNESCO no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Os resultados de cada etapa do Prêmio serão divulgados no site da Fundação Banco do Brasil (www.fbb.org.br) e no BTS (tecnologiasocial.fbb.org.br ).

A leitura do regulamento e o procedimento de inscrição podem ser feitos no site: www.fbb.org.br/premio

A divulgação deste prêmio contempla todos osObjetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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O prêmio de U$100 milhões poderá ser destinado à construção de cisternas no Semiárido brasileiro


A Fundação Banco do Brasil está inscrita no desafio 100&Change da fundação americana MacArthur, que escolherá uma iniciativa social para investimento de US$ 100 milhões para solucionar um problema crítico atual. Para este concurso, foi apresentada a tecnologia social Cisterna de placas e produção, iniciativa que armazena água pluvial para o consumo das famílias e também para a manutenção de atividades produtivas, como a produção de alimentos e a preservação de rebanhos de pequenos animais, nos períodos de estiagem.

Desde 2012, ao lado da Articulação Semiárido Brasileiro e de outros parceiros, já foram construídas mais de 90 mil tecnologias sociais de captação da água da chuva. A ação beneficiou mais de 400 mil pessoas. Caso seja premiado, o projeto poderá beneficiar mais de 40 mil famílias que ainda sofrem com os efeitos climáticos.

Nós podemos fazer mais.
Nós precisamos fazer mais.

Assista ao vídeo, conheça essa história e entre nessa torcida.

Vem transformar o Brasil com a gente!

 

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Evento contou com a participação da Fundação BB e reuniu educadores e comunidade escolar de Campo Grande (MS)

O envolvimento da comunidade escolar no desenvolvimento local por meio das tecnologias sociais foi o tema central de evento realizado na Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande, na última segunda-feira (29). O seminário "Interação das Tecnologias Sociais com Comunidades Escolares, Perspectivas de Desenvolvimento Local" contou com a participação do gerente de Parcerias Estratégicas e Modelagem de Programas e Projetos da Fundação Banco do Brasil, João Júnior.

Júnior explicou aos participantes que a implementação de tecnologias sociais geram formas criativas de aprendizagem e estimulam o protagonismo da comunidade para a transformação social. O destaque foi para a importância do professor nesse processo. "O educador tem papel fundamental em estimular a criatividade dos alunos para que eles mesmos identifiquem soluções para os problemas locais", disse.

O gerente da Fundação BB também apresentou no evento o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação BB, uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras.

Atualmente, o BTS reúne 850 iniciativas. As tecnologias sociais desenvolvidas por instituições de todo o País podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, UF, dentre outros parâmetros de pesquisa. Na página de cada iniciativa, há os dados dos responsáveis, possibilitando que organizações interessadas em reaplicar ou conhecer detalhes sobre o processo possam entrar em contato direto com as instituições que desenvolveram as tecnologias sociais.

O seminário teve também uma palestra com o professor doutor Paulo Roberto Padilha, do Instituto Paulo Freire-SP, e a exibição de um vídeo sobre o trabalho desenvolvido pela Escola Municipal Professor Fauze Scaff Gattas Filho, de Campo Grande. A unidade de ensino fundamental ganhou o primeiro lugar da Região Centro Oeste no Prêmio Finep 2010 em Tecnologia Social, com o projeto "Amigos da Cidadania da Cultura e do Meio Ambiente". A realização do seminário fez parte das ações desenvolvidas pelo projeto na escola.

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Convênio com Fundação BB permitirá ampliar produção de hortaliças e mudas nativas na iniciativa que envolve cerca de 250 jovens

A Fundação Banco do Brasil e a Associação de Educação do Homem do Amanhã (Aehda) assinaram convênio para incrementar a produção de hortaliças e mudas nativas para recomposição florestal do Centro Ambiental Sérgio Ieda, em Araras (SP). O projeto prevê a aquisição de implementos agrícolas de pequeno porte como um novo sistema de irrigação, um sulcador sem adubadora e uma enxada rotativa. O investimento social da Fundação BB é de R$ 13 mil e o projeto envolve diretamente 250 participantes.

Com área de 28 hectares, o Centro Ambiental Sérgio Ieda da Aehda promove educação ambiental para jovens em situação de vulnerabilidade social. O Centro desenvolve cerca de 200 espécies de mudas, com capacidade de produção de até 500 mil ao ano. Os jovens são capacitados em conhecimentos ambientais com ênfase em operação e manutenção de viveiros para produção de mudas.

Apresentado pelo aposentado Pedro Donizetti de Souza, o projeto foi selecionado no edital do Voluntariado Integração BB. Educador corporativo da UNIBB em áreas como finanças e negociação, Pedro colocou à disposição da instituição seus conhecimentos e expertise. “Na Aehda, atuei como voluntário na área de educação diversas vezes e, com certeza, atuarei mais ainda. É uma entidade do bem", elogia.

Tecnologia social

Em 2001, o Programa Homem do Amanhã, da Aehda, foi certificado como tecnologia social pela Fundação BB. A iniciativa objetiva contribuir para a ascensão social de jovens de famílias de baixa renda e desenvolver neles a autoestima, o espírito de solidariedade e a consciência de cidadania. A tecnologia social Homem do Amanhã oferece cursos de capacitação profissional para inserção no primeiro emprego. Com isso aumenta as oportunidades desses jovens de acesso a uma boa formação e contato com novas tecnologias.

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O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, criado em 2001, é o principal instrumento de identificação e certificação de tecnologias sociais que compõem o Banco de Tecnologias Sociais – BTS, disponível neste site.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio tem por objetivo identificar, certificar, premiar e difundir tecnologias sociais já aplicadas, implementadas em âmbito local, regional ou nacional, que sejam efetivas na solução de questões relativas a alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

A participação no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social é aberta às instituições legalmente constituídas no País, de direito público ou privado, sem finalidades lucrativas.

As inscrições passam por um processo de triagem que inclui as fases de certificação, seleção das finalistas, julgamento das vencedoras e premiação, observados os critérios e parâmetros estabelecidos no Regulamento do Prêmio.

Em 8 (oito) edições realizadas, de 2001 a 2015, foram recebidas 6285 inscrições e concedidos mais de R$ 3,8 milhões em premiações destinadas ao aprimoramento das tecnologias sociais vencedoras por meio de projetos apresentados à Fundação Banco do Brasil.

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