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Portal Interno QuintaisProdutivos

Capacitação em quintais produtivos contribui para mulheres de várias realidades sociais em Minas Gerais

Nilma Pereira, 48 anos, cresceu no meio rural, aprendeu com os pais a plantar e a cuidar dos animais. Aos nove anos foi morar na cidade e teve várias ocupações: babá, cuidadora de idosos, doméstica, catadora de material reciclável. O tempo passou, veio o casamento e chegou um tempo em que Nilma e o companheiro ficaram desempregados. Foram dois anos tentando uma recolocação profissional e sem perspectivas entraram para tráfico de drogas. Autuada pelo crime, em 2018 começou a cumprir a pena no Presídio Feminino de Eugenópolis, localizado na Zona da Mata Mineira.

Foi neste contexto, que ela foi convidada a fazer o curso Quintais Produtivos para mulheres em situação de vulnerabilidade social, para que elas pudessem aprender os conceitos de agroecologia e produzir alimentos. “Eu saí da roça aos nove anos, então fazer este curso significou para mim um retorno a minha infância”, afirma Nilma.

A iniciativa surgiu do Instituto Cultural Boa Esperança, que apresentou a proposta para o edital do Voluntariado da Fundação Banco do Brasil em 2017. O projeto foi executado em municípios da região metropolitana de Belo Horizonte e na cidade de Eugenópolis. Foram quatro capacitações de 80 horas, com a participação máxima de 15 mulheres, e os temas tratados eram relacionados com a construção de canteiros, mandalas, espiral de ervas, mini-viveiros e mudas.

A responsável pelo desenvolvimento do projeto no presídio, Célia da Consolação, avalia que a capacitação superou as expectativas e ajudou a melhorar a autoestima das mulheres. “Uma das mulheres queria plantar morango e teve oportunidade de semear, plantar e colher. Quando surgiram os primeiros frutos ela me disse: eu estou tendo a chance de comer o fruto do meu trabalho. É muito gratificante ouvir isto”, Célia se emociona ao falar.

Estudantes de escolas públicas da cidade também puderam visitar o canteiro, como forma de aprenderem conceitos sobre a agroecologia e de conhecerem a origem dos alimentos que consomem na escola. “Muita coisa que plantamos aqui doamos para creches e escolas, por isso isto estamos em busca de parceiros para continuarmos este projeto e dar oportunidade a outras mulheres que estão cumprindo pena. Das quinze que fizeram o curso, oito já estão em liberdade e queremos que esse projeto tenha vida longa”, explica Célia.

Nilma agora quer terminar de cumprir a pena (2020 ela estará em liberdade) e retomar as atividades da infância. “Eu aprendi plantar brócolis, espinafre, e então quero sair daqui para voltar para roça”, finaliza.

Outras capacitações

Além do presídio feminino, os coordenadores do projeto pelo Instituto Cultural Boa Esperança George Helt e Reny Fonseca montaram as capacitações para mulheres assentadas de São Joaquim das Bicas, para mães de alunos de uma escola pública de Belo Horizonte e para mulheres idosas em Lagoa Santa.

Por serem moradoras de assentamento, já tinham conhecimento de agroecologia, mas foi uma oportunidade para aumentar a produção e comercializar o excedente. “A organização dessas mulheres, contribuiu, após as capacitações dos quintais produtivos, para a construção de uma cisterna para a produção de verduras e legumes, que ajuda na alimentação de suas famílias e para a comercialização em feiras agroecológicas” avalia George.

Em Belo Horizonte, a capacitação em quintais produtivos surgiu para melhorar a nutrição das crianças e adolescentes de uma escola pública. “Elas foram capacitadas, começaram a produzir e os alimentos foram incorporados na merenda dos estudantes para melhorar a qualidade da alimentação”, complementa Reny.

Não bastasse capacitar mulheres assentadas e mães, a última capacitação uniu agroecologia e acessibilidade. O grupo de mulheres da cidade de Lagoa Santa reúne mulheres acima dos 60 anos, que têm dificuldade de ficar descendo e levantando para adubar, semear, plantar e colher. Então, veio a ideia de um quintal produtivo suspenso. “Foi emocionante o resultado, porque este grupo de mulheres já tinha um conhecimento mais aprofundado em agroecologia e a construção do quintal elevado por meio de bombonas plásticas permitiu a elas cultivarem em pé aliando amor a agroecologia com acessibilidade”, finaliza George.

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GIFE Mulheres em Rede

Parceria entre Fundação BB e ONU Mulheres irá impulsionar agricultoras familiares do Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro

“A gente tem que chorar no começo para sorrir no fim”. Foi com esta frase, que a jogadora Marta da Silva sintetizou como deve ser o investimento para que o futebol feminino brasileiro seja vencedor. O desabafo foi após a derrota para o time da França em junho. Marta, além de ser eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), é embaixadora da ONU Mulheres e reivindica os mesmos direitos para homens e mulheres no futebol.

A metáfora “chorar no começo, para sorrir no fim” é uma realidade para várias mulheres, não só no futebol, mas também na agricultura. Ainda há uma realidade no meio rural, da mulher cuidar da casa, dos filhos, da lavoura, mas a decisão sobre os rumos da produção continuam na mão dos homens. Estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que representa a posição da ONU, aponta que as mulheres são responsáveis por 40% da produção de alimentos no Brasil, mas não possuem os mesmos acessos aos recursos de financiamento agrícola, aos serviços e educação. Porém, em países em que as mulheres alcançam as mesmas oportunidades, a produção agrícola aumenta no mínimo um terço. Isto ocorre porque as mulheres tendem a reinvestir o lucro na produção e no bem-estar da família.

Este é um dos diagnósticos levantados pela ONU Mulheres que possibilitou a parceria entre a entidade e a Fundação Banco do Brasil no projeto Mulheres Rurais em Rede. A união de forças, possibilitou o apoio para o Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA), em janeiro deste ano, da Associação de Comercialização Solidária Xique Xique, no Rio Grande do Norte e a mais nova entidade beneficiada é a Cooperativa de Comércio Justo e Consciente GiraSol, com sede em Porto Alegre.

O investimento social é de mais de R$ 849 mil e vai atender 18 empreendimentos de agricultoras familiares, quilombolas e mulheres reassentadas pela reforma agrária dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Serão 180 mulheres atendidas de forma direta e ao todo, 14 municípios contemplados: Teresópolis, Magé e Maricá no estado do Rio de Janeiro; Pitanga, Mallet, e Inácio Martins no estado do Paraná e; Mostardas, Itati, Torres, Viamão, Gravataí, Taquara, Portão, Piratini no estado do Rio Grande do Sul.

A parceria foi assinada no dia 10 de julho, em Porto Alegre com as presenças do presidente da Fundação BB Asclepius Soares, representante da ONU Mulheres do Brasil, Ana Carolina Querino e das representantes de entidades ligadas ao movimento de mulheres do campo, agroecologia e economia solidária.

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil o objetivo da parceria é fortalecer os empreendimentos solidários e econômicos liderados por mulheres e reduzir as desigualdades. “Ao fazer esta parceria com a ONU Mulheres, a Fundação BB contribui ainda mais para a autonomia, geração de renda e protagonismo das mulheres rurais”, avalia.

Capacitação, beneficiamento e comercialização

A Cooperativa GiraSol faz parte da Rede de Economia Solidária e Feminista (Resf) e tem atuação nos três estados que o projeto irá apoiar. Como cada organização está em diferentes estágios no processo de produção e comercialização agroecológica, as ações serão desenvolvidas em três etapas: primeiro a capacitação sobre melhores práticas agroecológicas, fortalecimento dos empreendimentos solidários a partir das realidades locais e beneficiamento e estrutura para comercialização dos produtos.

A coordenadora do projeto Tanara Lucas explica que já há a feira de Teresópolis (RJ) onde as produtoras já comercializam o que produzem, então será fornecido barracas e capacitação para beneficiamento dos produtos para aumentar a renda. Na cidade de Pitanga, no Paraná, a rede de mulheres também tem um espaço de comercialização de produtos agroecológicos, assim, o projeto vai impulsionar a produção de leite, já que a região tem este potencial.

“As mulheres quilombolas aqui do Rio Grande do Sul plantam para a subsistência porque ainda não sabem aproveitar o potencial do solo, então, primeiro faremos as capacitações, depois a estruturação logística e construiremos o armazém por meio da parceria com a Fundação BB. Nossa expectativa é transformar esta dinâmica e estimular estas mulheres quilombolas a produzirem excedente para venda e assim adquirirem autonomia", avalia Tanara. Autonomia que pode ser relacionada com “o sorrir no fim”, como disse a jogadora Marta.

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A plataforma será lançada em julho e irá ampliar a venda de produtores rurais da região. Nos dias atuais, os moradores dos municípios de Bragança Paulista e Atibaia já conseguem comprar os produtos usando o aplicativo de mensagens Whatsapp


A partir de julho, os moradores de Bragança Paulista (SP) e região vão poder comprar produtos orgânicos fresquinhos, por meio da plataforma online “Canteiro Mágico”. O serviço será oferecido pela Cooperativa dos Produtores Rurais Entre Serras e Águas,  e faz parte do projeto Loja Móvel de Orgânicos, que tem a parceria da Fundação Banco do Brasil. 

O projeto foi criado para beneficiar os consumidores com alimentos saudáveis, ampliar as vendas  e modernizar a gestão financeira da cooperativa. A loja móvel está aliada ao e-commerce, a um sistema financeiro integrado e a pontos de venda e entrega pré-determinados. A previsão é que o novo sistema seja inaugurado na primeira quinzena do mês de julho.

Hoje, quem mora nos municípios de Bragança Paulista e Atibaia já consegue comprar verduras, legumes, frutas, laticínios e outros produtos sem agrotóxicos, usando o aplicativo de mensagens Whatsapp. 

Os pagamentos são feitos com cartões de débito e crédito, sem a necessidade do uso de dinheiro em espécie. Quem adquire os produtos pode escolher entre receber em casa ou retirar em um dos pontos conveniados:Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região (Sede Bragança e Sub Sede Atibaia), Igreja Messiânica de Bragança Paulista, ou retirar na feira semanal do Canteiro Mágico que acontece na Associação Bragantina de Combate ao Câncer (ABCC), e ainda com a opção de comprar mais coisas na hora da retirada.  

A cooperativa tem 73 agricultores familiares, 28 possuem certificação de produção orgânica.  Com os R$ 240 mil de investimento social que recebeu da Fundação BB, por meio do Projeto de Inclusão Socioprodutiva (PIS 2018), a entidade adquiriu uma van customizada, máquinas de cartões de crédito, construiu o sistema de gestão e contratou uma agência publicitária  para fazer o layout do portal.

Andréa Ono, gestora administrativa da cooperativa, explica que além de criar  políticas sociais voltadas aos pequenos produtores, o sistema móvel de venda de produtos orgânicos também irá  viabilizar um mercado que não dependa exclusivamente de recursos públicos, que possibilita a cooperativa a entrar no comércio varejista e que ainda irá reduzir os riscos de roubos, custos com logística e melhorar o preço final para o consumidor.

Sobre a cooperativa

A Cooperativa dos Produtores Rurais Entre Serras e Águas foi fundada em 2007 por agricultores familiares, com apoio do Escritório Regional de Desenvolvimento Rural (Cati/EDR Bragança), Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-SP) e  cooperados de Joanópolis, Vargem e Piracaia, com o objetivo de  promover a qualidade de vida no campo e na cidade, por meio  da produção de alimentos saudáveis a preços justos para o agricultores e consumidores.  Na época, apenas um produtor trabalhava com agricultura orgânica certificada.  Ao mesmo tempo, grande parte participava de projetos de preservação ambiental e de articulação para fortalecimento da agricultura familiar. Muitos são publicamente reconhecidos pelo trabalho e preservação dos recursos hídricos.  Em agosto  de 2010 começou a fornecer 31 produtos para a merenda escolar de Atibaia. De lá para cá, vem abastecendo as escolas  de Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Joanópolis, Piracaia, Vargem e Bragança Paulista, além de unidades do Exército e entidades assistenciais. Em todas elas fornece também produtos orgânicos.

Em 2014, iniciou a implantação de unidades de produção baseadas na Agricultura Sintrópica (Agrofloresta).  Atualmente, fazem parte da cooperativa, produtores localizados nos municípios de Bragança Paulista, Vargem, Joanópolis, Socorro, Atibaia, Amparo, Nazaré Paulista, Monte Alegre do Sul, Morungaba, Paraisópolis e Tuiuti, no estado de São Paulo; e de Cambui, Pouso Alegre, Senador Amaral e Gonçalves, em Minas Gerais.

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Projetos vão atender cerca de 7 mil pessoas das cinco regiões do país

Vinte e oito entidades sem fins lucrativos foram habilitadas pela Fundação Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Programa Ecoforte Redes, para investirem em projetos de agroecologia nas cinco regiões do país. As contempladas foram escolhidas nas seleções públicas 2017/030 e 2017/031, que disponibilizam recursos no valor de R$ 25 milhões do Fundo Social e do Fundo Amazônia administrados pelo BNDES. 

A seleção tem como objetivo, apoiar projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, voltados à intensificação das práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. Os projetos vão atender cerca de 7 mil pessoas diretamente.

No Edital 2017/030, que é voltado para atender propostas novas de redes de agroecologia ou à consolidação das atendidas pelo certame de 2014 foram habilitadas 21 entidades..

Enquanto o Regulamento número 2017/031, uma chamada direta para melhoria de organizações de agroecologia conveniadas pelo edital de 2014, vai atender sete entidades.

Conheça aqui as vencedoras.

Programa Ecoforte
Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes

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Coletivo agroecológico investiu em irrigação no cultivo de alimentos e apicultura

“Lugar de mulher do campo é na cozinha.” Esta frase é ultrapassada para boa parte das alunas da Escola Familia Agrícola de Goiás, na região da antiga capital do estado. As mulheres agora desempenham papeis no cultivo da plantação e na administração da propriedade e conseguem financiamento para seus projetos.

Elas são a maioria num grupo de 22 jovens que formaram um coletivo agroecológico vinculado à Associação de Pais e Alunos da Escola da Família Agrícola de Goiás (EFAGO). A proposta para formar o coletivo foi selecionada no edital do Programa de Juventude Rural. Cada integrante entrou com um projeto de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos agrícolas, com base em agroecologia. O recurso de R$ 200 mil reais distribuídos entre os participantes foi investido principalmente em irrigação e apicultura.

Nayara Rodrigues, de 22 anos, disse que o investimento foi um estímulo para as mulheres se voltarem para a produção. “Com o projeto, a gente conseguiu ter mais iniciativa e tomar a frente.” Ela usou a verba para plantar milho e maracujá. “Esse investimento foi bom porque possibilitou ter lucro com aquilo que gostamos de fazer. A gente teve a oportunidade de escolher o que queria”, explica.

“Ficamos mais independentes, não dependendo tanto dos homens, do marido e dos pais. Foi um incentivo para os jovens continuarem no campo”, afirma Ana Paula Ferreira, de 29 anos, que mantém um apiário no mesmo lote onde fica a casa em que vive com a família. 

A participante Jéssica Souza, de 24 anos, diz que a mentalidade em relação aos papeis de mulheres e homens no campo vem mudando. “A gente começa a perceber que é capaz de fazer as duas coisas, tanto ficar em casa, como também participar na roça, como o homem também começa a perceber que ele pode fazer as duas coisas”.

Junto com o marido Édipo Santana, Jéssica cultiva milho, quiabo e jiló, com a ajuda dos pais dela, em uma área de um hectare e meio. De acordo com eles, as capacitações oferecidas dentro do Juventude Rural ajudaram a perceber novas possibilidades de produção, comercialização e divulgação, como o uso de redes sociais, por exemplo. O resultado tem sido positivo e eles até pensam em ampliar o empreendimento. “A gente tá pensando em aumentar mais a produção e buscar mais comércio, talvez tenha que empregar mais pessoas para ajudar”, afirma Édipo.

“Grande parte da juventude que participou desse projeto está no campo, voltou pra trabalhar com as famílias e tem hoje um trabalho específico dentro da propriedade”, destacou Iracélia Ferreira, professora e ex-presidente da Efago.

Assista ao vídeo sobre o projeto do Coletivo Agroecológico:

 

 

O que é agroecologia
A agroecologia é uma forma de cultivo que integra diversas espécies no mesmo ecossistema, respeita os ciclos da natureza, otimiza o uso dos recursos (água, incidência de luz solar, ocupação do solo) e dispensa o uso de agrotóxicos. O combate às pragas é feito por meio de predadores naturais, como os insetos.

Juventude Rural
O edital Juventude Rural é uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil em parceria com o BNDES e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ/SGPR). O objetivo é gerar oportunidades de emprego e renda para pessoas de 15 a 29 anos permanecerem no campo. Foram selecionadas 49 propostas, apresentadas por entidades de agricultores familiares ou de extrativistas, pescadores artesanais e povos tradicionais. 

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Entidades podem entrar com recurso até 7 de novembro, cinco dias úteis após a publicação no DOU

A Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgam o resultado da Etapa II das duas seleções públicas em andamento do Programa Ecoforte Redes. No Edital número 2017/030 – voltado a novas propostas de redes de agroecologia ou à consolidação das já atendidas pelo certame de 2014 – foram habilitadas 13 entidades.
Acesse aqui o resultado preliminar da etapa II do Edital.

Já no Regulamento número 2017/031, uma chamada direta para melhoria de organizações de agroecologia já conveniadas pelo edital de 2014, foram habilitadas cinco entidades.
Acesse aqui o resultado preliminar da etapa II do Regulamento.

As redes inscritas têm até o dia 7 de novembro para entrar com recursos – data em que completa cinco dias úteis após a publicação no DOU, em 30 de outubro, conforme o edital. Após a análise dos recursos, será divulgado o resultado final dos processos seletivos.
Confira mais informações sobre o edital em fbb.org.br/ecoforte2017.

Programa Ecoforte
Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

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Thursday, 18 October 2018 09:06

Alimentação saudável e boa convivência

Com a implantação de 40 canteiros, as famílias residentes no conjunto habitacional já colhem verduras em abundância

Em 2017, os cerca de 6 mil moradores dos conjuntos habitacionais Veneza I e II, que fica na cidade de Balsas (MA), foram contemplados no projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (MUTS) , promovido pela Fundação Banco do Brasil (FBB). Em um primeiro momento, os moradores das mais de mil moradias do residencial receberam a tecnologia social Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária, que buscou promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

A ação resultou em ganhos tão positivos para a comunidade que, com o apoio recebido, foi possível investir em uma alimentação mais saudável e na comercialização do excedente da produção. A Produção Agroecológica em Meio Urbano – Horta Urbana foi a segunda tecnologia social escolhida pelos moradores das mais de mil moradias do residencial. E o resultado é ainda melhor.

A Associação de Apoio ao Desenvolvimento Social Sustentável – Mandacaru foi a entidade responsável pela reaplicação das iniciativas na região de Balsas. De acordo com Carlos Augusto Rodrigues, diretor da Mandacaru, todo trabalho de viabilização da horta foi feito em sistema de mutirão – cercamento da área, que tem 6,5 mil², plantio das culturas (implantação da horta) e construção do viveiro de mudas. Para essa etapa, os moradores contaram com a colaboração da prefeitura local, que cedeu um trator para os serviços de roçagem (limpeza) e gradeamento (descompactação da terra da área).

Após quatro meses da implantação dos 40 canteiros, as famílias residentes já colhem verduras em abundância. Lucilene Barros Leal é moradora do Veneza II e faz parte do projeto desde a concepção. Mãe de três filhos, ela vive com uma renda pequena e conta que, apesar de sentir muitas dores no corpo, consegue participar na mobilização dos moradores. “Como sou falante, bem conhecida aqui no condomínio e não consigo trabalhar no sol e tarefas pesadas, fico na parte de mobilização e de organização. O projeto vem transformando a vida e o dia a dia de todos por aqui. Os canteiros já fornecem verduras em grande quantidade, principalmente folhagens. No início, as pessoas não acreditavam que daria tão certo e hoje não estamos dando conta de todas as pessoas interessadas, tem fila de espera para participar”, declarou.

Engenheiro agrônomo do projeto, Givanildo Silva, esclarece que toda produção é orgânica, com adubação natural, sem defensivos químicos. “O projeto, além de ajudar a melhorar a questão nutricional, tirou muita gente da ociosidade, trouxe mais entrosamento entre as famílias, porque muitas delas nem se conheciam e hoje convivem em harmonia, sem contar que tem morador que consegue tirar R$ 120,00 mensais com a venda do excedente”, disse.

Com o MUTS, também foi elaborado um regimento de convivência da horta e estatuto para formalização da associação comunitária, que será registrado em breve, por meio da assessoria da Mandacaru e do engenheiro agrônomo contratado. Além disso, foram formalizadas demandas junto ao poder público local para resolução de problemas, como por exemplo, o mau cheiro da estação de tratamento de resíduos, a constante falta de água e a coleta de lixo.

Mas você sabe o que é o MUTS?
O MUTS foi criado para mobilizar moradores por meio da convivência social e da reaplicação de tecnologias sociais em empreendimentos de baixa renda, permitindo o protagonismo social e a geração de renda. É voltado para população com renda familiar de até R$1,8 mil mensais que vivem em residenciais financiados pelo Banco do Brasil. O projeto hoje contempla 124 empreendimentos em 84 municípios, distribuídos em 22 estados, num total de 83.284 Unidades Habitacionais (U.H), atingindo cerca de 330.000 pessoas. Em junho desse ano, esse projeto promovido pela FBB foi premiado no concurso “Práticas Inspiradoras, a Vivência no Centro da Nova Agenda Urbana”, promovido pelo Fórum Latinoamericano e Caribeño de Habitação, realizado na República Dominicana.

 

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 A edição de 2018 contou com a representação de 51 políticas de 25 países

A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica do Brasil (PNAPO) recebeu o Prêmio Prata no concurso Políticas para o Futuro (Future Policy Award) de 2018, organizada pelo World Future Council, pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela IFOAM – Organics International, com o apoio da Cruz Verde Internacional, DO-IT – (Dutch Organic International Trade) e o Grupo Sekem do Egito.

A iniciativa brasileira disputou a final com outras sete inciativas. O vencedor foi a política “Estado 100% Orgânico”, de Sikkim, na Índia. O Concurso exalta as iniciativas de sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis, fundamentais para o desenvolvimento sustentável e a resiliência climática. Também receberão Prêmios Prata: o Plano de Ação Orgânica da Dinamarca (2011-2020, atualizado em 2015) e Programa Participativo de Agricultura Urbana de Quito (AGRUPAR, 2002).

As melhores práticas do mundo para a promoção de abordagens agroecológicas selecionadas para o prêmio internacional incluiu também políticas do Equador, Dinamarca, Senegal, Filipinas e Estados Unidos, e também a do TEEBAgrifood. Criada há seis anos, a edição de 2018 contou com a representação de 51 políticas de 25 países. Um júri de especialistas internacionais foi convocado para deliberar sobre os principais candidatos.

O PNAPO é uma política estrutural desenvolvida com envolvimento da sociedade civil. Em seu primeiro ciclo de atividades contou com investimentos de 364 milhões de euros. Entre outras conquistas, ajudou 5.300 municípios a investir 30% ou mais de seus orçamentos para alimentação escolar em produtos orgânicos e agroecológicos adquiridos de agricultores familiares.

A partir do PNAPO, em 2014, foi criado o Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia e Produção Orgânica ( Ecoforte), que também integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) para o fortalecimento e a ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

Os recursos do Ecoforte são originários da Fundação Banco do Brasil, do Fundo Amazônia e do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Entre 2014 e 2018 já foram investidos cerca de R$ 50 milhões para estruturar 28 redes de agroecologia e produção orgânica e mais de 30 empreendimentos econômicos coletivos de populações extrativistas beneficiárias de Unidades de Conservação Federais de Uso Sustentável localizadas no Bioma Amazônia para beneficiamento e comercialização de produtos da sociobiodiversidade. Além disso, a FBB está realizando processo de seleção de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, além de empreendimentos econômicos coletivos nessa temática, com previsão de investimento de R$ 25 milhões em 2018/2019.

O prêmio Vision Award foi concedido para o TEEBAgriFood, uma iniciativa da “Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (TEEB)” pela ONU Environment. Já as Menções Honrosas do Prêmio Future Policy Award foram para a Política de Compra de Alimentos de Los Angeles, EUA (2012); para o Programa de Desenvolvimento Agrícola de Ndiob, Senegal (2017); e para o programa Das Armas para as Fazendas, de Kauswagan, ilipinas (2011). A cerimônia da premiação foi realizada na segunda-feira, 15 de outubro, durante a Semana Mundial da Alimentação, em Roma, com a participação de Ministros, tomadores de decisão e imprensa na sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

 

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Entidades habilitadas na Etapa I têm até dia 5 de outubro para enviar documentos

A Fundação Banco do Brasil prorrogou o prazo para a entrega de documentos das entidades habilitadas na Etapa I dos dois últimos processos seletivos do Ecoforte Redes – o Edital e o Regulamento. Agora a data limite vai até 5 de outubro. Os envelopes contendo os documentos exigidos na ETAPA II, devem ser entregues pessoalmente ou postados pelos Correios, conforme o item 10.2 do Edital e do Regulamento.

Os certames são destinados a organizações sem fins lucrativos de extrativismo ou produção orgânica com base na agroecologia. Após a apresentação de recursos na Etapa I dos processos, foram habilitadas 42 entidades candidatas.

O Edital número 2017/030 é voltado para novas propostas de redes ou à consolidação das já atendidas pelo certame do Ecoforte realizado em 2014, desde que integrem novos grupos ou organizações produtivas.

A outra seleção que teve o resultado preliminar final da Etapa I divulgado é o Regulamento de número 2017/031, uma chamada pública direta que visa à implantação e melhoria de empreendimentos econômicos coletivos de organizações já conveniadas pelo edital de 2014.

A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Amazônia. Confira o resultado final da etapa I.

Confira a divulgação da prorrogação para entrega de documentos

Encontre mais informações na seguinte página: fbb.org.br/ecoforte2017

Programa Ecoforte

Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

 

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Thursday, 05 July 2018 10:16

Moinho de possibilidades

Estrutura construída com apoio da Fundação BB irá possibilitar a diversificação de produtos do milho

Uma das especialidades da Associação Agricultores Guardiões da Agrodiversidade (Agabio), sediada em Tenente Portela, município na região noroeste do Rio Grande do Sul, é o plantio agroecológico do milho - sem o uso de agrotóxicos e com sementes crioulas -, e a produção de derivados do cereal. Mesmo com uma gama diversificada de produtos, faltava ainda uma infraestrutura adequada para o beneficiamento de insumos.

O grande sonho da associação era ter o próprio moinho, pois utilizam estrutura de terceiros para produzir farinha, com custo de R$ 30 por balde de milho. Essa despesa tinha alto impacto para os agricultores, cuja a renda média varia entre R$ 500 e 600.

Em 2015, a partir de seleção no edital Juventude Rural, o moinho foi edificado com o investimento de R$ 200 mil. Foram dois anos de obras, concluídas recentemente com a instalação elétrica para operação das máquinas. Agora, um novo projeto da Fundação, com o investimento de R$ 205 mil, possibilitará também a aquisição de veículo, insumos agroecológicos, capacitação, construção de fornos à lenha e kits para a construção de canteiros. "Com o novo projeto, acreditamos que a nossa renda irá aumentar” afirma a presidente da entidade Marivone Schepp.

A agricultora Luciane Ritter conta que chegou a mudar para a cidade por três anos após se casar. “Meu pai trabalha há mais de 50 anos com agricultura, criou minhas irmãs na roça. Sempre gostei desse trabalho, voltei para ajudá-los”. Ela acredita que, assim como o moinho, as capacitações serão muito importantes para ampliar e aperfeiçoar a produção. “Agora teremos como produzir a nossa farinha e desenvolver novos produtos”, conclui.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável - ODS 2

A Agabio se destaca por oferecer alimentos saudáveis por meio de práticas sustentáveis. Ela também preserva as tradições no manejo com a terra por meio do cultivo sementes crioulas como forma de garantir a soberania alimentar e erradicação da fome. Além do milho, as 19 famílias que participam da associação também plantam hortaliças, legumes e frutas.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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