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imagem do site Enel Green Power

Iniciativa conecta o cuidado ambiental com a geração de renda

A Fundação Banco do Brasil e a Enel Green Power Brasil (EGP) se uniram para viabilizar a instalação de tecnologias sociais que irão conectar o cuidado com o meio ambiente e a geração de renda, promovendo o acesso à água de qualidade para 120 famílias que vivem no semiárido baiano. As comunidades participantes do projeto residem na área de influência do parque eólico Delfina, construído e operado pela EGP desde 2017.

Por meio do projeto Semiárido Sustentável - Desenvolvimento do Salitre, famílias de nove comunidades rurais de Juazeiro (BA) e Campo Formoso (BA) serão beneficiadas com a instalação de cisternas para armazenamento de água potável, fossas sépticas ecológicas e sistemas para reaproveitamento de água cinza, além de capacitação para melhor uso dessas metodologias.

A iniciativa reaplicará Tecnologias Sociais certificadas pela Fundação BB para a estocagem de água da chuva para consumo humano, especialmente para beber e cozinhar, limpeza das casas, produção de alimentos e criação de animais para consumo próprio e comercialização.

Tecnologias Sociais

55 cisternas com capacidade de 16 mil litros cada;
25 fossas sépticas ecológicas para a melhoria do saneamento básico na área rural e implementados;
60 sistemas de Bioágua para o reuso de águas cinzas (chuveiros e pias) que, após processo de filtragem, podem ser utilizadas para irrigar alimentos como tubérculos, frutíferas e forrageiras;
Público: 120 famílias de 9 comunidades rurais, 5 escolas públicas;
Cidades: Juazeiro (BA) e Campo Formoso (BA).

 Fernando Lassalvia   dir CIB 150 por 210

Na área negocial, o Banco do Brasil tem uma relação muito sólida com a Enel, que é a maior empresa privada do setor elétrico brasileiro, com atividades nas áreas de geração, distribuição, transmissão e comercialização de energia. “Nosso relacionamento com a Enel é forte e estreito. Somos o banco centralizador da cobrança do grupo, com mais de 6 milhões de boletos por mês. Além disso, temos arrecadação, débito automático, fiança internacional de mais de R$ 50 milhões e uma margem de contribuição que alcança R$ 2,5 milhões por mês. Um relacionamento bastante robusto que nos abre portas para fechar parcerias como esta com a Fundação BB”, ressalta Francisco Lassalvia, diretor de Corporate and Investment Bank no BB.

Manejo sustentável da terra e das águas

 Leonardo caso   ger contas Large Corporate 150 por 192

O escopo do projeto realizado pela EGP e pela Fundação Banco do Brasil será executado pela  AVSI Brasil, uma organização brasileira dedicada a melhoria das condições de vida de pessoas que vivem em situações de vulnerabilidade com a qual tanto a Fundação BB como a Enel já tinham uma parceria. “Ao conectarmos o BB, Enel, Fundação BB e AVSI, juntamos forças para tirar do papel esse belo projeto em que o BB apoia um grande cliente extrapolando o escopo das soluções financeiras”, conta o gerente de relacionamento Leonardo Caso, responsável pela conta da Enel no escritório Large Corporate Rio de Janeiro.

A partir da implementação do projeto, também será realizado durante um ano o monitoramento das etapas de plantio, manejo e colheita em três unidades micro produtivas agropecuárias da região, com orientação para que as famílias façam uso adequado do solo e das águas.

 Rogério Biruel   dir Fundação BB 150 por 195

Rogério Biruel, diretor de Desenvolvimento Social da Fundação Banco do Brasil, destaca que “as tecnologias sociais reaplicadas irão transformar a realidade das famílias beneficiadas. Esta parceria com a Enel é muito importante para a Fundação BB, uma vez que promove o desenvolvimento sustentável da região onde a empresa atua, cuidando do meio ambiente, gerando trabalho e renda e melhorando a da qualidade de vida das comunidades".

Sobre a Fundação Banco do Brasil

A Fundação BB é o braço social do Banco do Brasil. Há 36 anos, contribui para a transformação social dos brasileiros e com o desenvolvimento sustentável do país. Por meio da parceria com instituições privadas, públicas e do terceiro setor, são apoiados projetos e ações em 5 programas estruturados - Educação para o Futuro, Meio Ambiente e Renda, Voluntariado, Tecnologia Social e Ajuda Humanitária - que promovem a geração de trabalho e renda em todas as regiões do Brasil. Clique aqui e acesse as principais realizações da instituição em 2021.

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Wednesday, 18 December 2019 16:48

Óleo e água não se misturam

Portal Interno Oleo se mistura

Com apoio da Fundação Banco do Brasil e BNDES, o Instituto Lixo e Cidadania cria campanha para beneficiar óleo vegetal

Há um fenômeno químico que afirma: óleo e água não se misturam. Isto ocorre porque um elemento possui moléculas negativas e o outro positivas, o que resulta em uma repulsão o que gera uma não mistura entre os elementos. A partir deste princípio, o Instituto Lixo e Cidadania, de Curitiba, lançou uma campanha para coleta de óleo de cozinha usado em restaurantes, bares e condomínios. Todo material coletado beneficia 1.200 catadores e catadoras de materiais recicláveis de 40 associações que fazem parte da Rede Cataparaná.

A iniciativa foi contemplada no edital de Reaplicação de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil, que tem apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Social – BNDES – por meio de investimento social de quase R$ 1 milhão. O valor será utilizado para a aquisição de máquinas e equipamentos na construção de uma Unidade de Beneficiamento de óleos e gorduras, além de lavadoras industriais, veículo adaptado, mesa e tanques de decantação e de polipropileno, galões e bombonas.

O Brasil produz 9 bilhões de litros de óleos vegetais por ano, menos de 1% é destinado à reciclagem e 200 milhões de litros são descartados de maneira incorreta, contaminando rios e lagos. Segundo Rejane Paredes, coordenadora do projeto, a ideia de criar uma campanha para conscientização surgiu para estimular as pessoas a separarem o óleo de cozinha em suas casas, contribuir para a implementação da lei estadual 19.260/2017 que regulamenta a coleta e a reciclagem do material em todo o estado do Paraná e aumentar a renda dos catadores de materiais recicláveis na região metropolitana de Curitiba.

“Por cada litro de óleo coletado os catadores recebem em torno de R$ 0,80 a R$ 1,00. Após a filtragem, as usinas de biodiesel pagam até R$ 2,00. No estado de Minas Gerais há cooperativas que comercializam o litro por R$ 3,00, ou seja, aumenta a renda do catador além de evitar a contaminação das águas do país”, avalia Rejane.

Nas redes sociais, a campanha teve inicio em julho deste ano e até o momento mais de 37 mil pessoas seguem a página Óleo não se mistura. A mobilização possibilitou que 13 condomínios firmassem parceria para repasse do óleo coletado para a Rede Cataparaná. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Paraná também assinou acordo para destinar pelo menos 60 mil litros de óleo para os catadores.

“A ideia é estruturar a unidade de beneficiamento de óleo para termos a nossa própria usina de biodiesel e quem sabe reaplicarmos a metodologia para outras partes do país” diz Rejane.

Clique aqui e conheça o vídeo da campanha.

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Portal Interno   Georgia University

Alunos de mestrado e graduação da universidade americana aprofundam conhecimento sobre tecnologias sociais e políticas públicas

“Acredito que o que a Fundação Banco do Brasil faz com as Tecnologias Sociais deva ser amplamente disseminado”. Essa é a conclusão que o professor de sociologia e estudos internacionais da Georgia Southern University, Matthew Flynn, chegou após uma visita técnica à sede da Fundação BB, em Brasília e à Estação de Metarreciclagem Programando o Futuro, em Valparaíso/GO, no dia 8 de julho.

A visita faz parte do programa de cooperação “Sustainable Technologies in the Americas” mantido entre a universidade americana e a Universidade de Brasília (UnB), com o objetivo de apresentar aos estudantes de graduação e mestrado um retrato das políticas públicas e das iniciativas tecnológicas nacionais para lidar com os desafios da proteção da sociobiodiversidade brasileira.

Para o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Fundação Banco do Brasil, Rogério Biruel, receber essa comitiva da Georgia Southern University foi uma oportunidade ímpar. “É importante poder apresentar o trabalho que desenvolvemos na Fundação tanto no aspecto da governança e transparência quanto no do impacto e resultados dos projetos. São iniciativas como essa que aumentam a nossa visibilidade e credibilidade no exterior e nos impulsionam a querer fazer mais, incluindo possíveis parcerias com instituições internacionais”, disse.

Por se tratar majoritariamente de alunos de graduação e mestrado nas áreas de sociologia, química e negócios internacionais, o projeto “Tratamento e destinação correta de lixo eletrônico,” da Programando o Futuro foi o mais apropriado para a realização da visita técnica. A iniciativa certificada e reconhecida pela Fundação BB como tecnologia social em 2017 e compõe o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil (BTS). Ela está intimamente ligada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8, 12 e 13 (Trabalho decente e crescimento econômico; Consumo e produção sustentáveis; e Ação contra a mudança global do clima; respectivamente).

A organização Programando o Futuro recebe o descarte de equipamentos eletrônicos e de informática do governo federal e de outras empresas. “Apesar de já termos doado mais de 40 mil máquinas para bibliotecas e escolas públicas, nem todos os equipamentos que recebemos aqui podem ser recondicionados, reformatados e reaproveitados. Os que não seguem esse ciclo são desmontados, triados, separados e tanto os plásticos quanto os componentes eletrônicos são comercializados”, explica o coordenador geral da entidade Vilmar Simion. “Dos 17 materiais pesados que conseguimos separar e destinar corretamente, conseguimos vender para os Estados Unidos, Canadá, Alemanha e outros países”, continua.

Para Zakiya Daniel, de 20 anos e estudante de Estudos Internacionais, a experiência é exemplar. “É algo único que você não encontra em muitos lugares. Além de ser extremamente importante pois essa iniciativa fornece muitas oportunidades tanto de capacitação quanto de geração de trabalho e renda para as comunidades vulneráveis”, revela.

Saiba mais


Conheça o Departamento de Sociologia e Antropologia da Georgia Southern University

Conheça as iniciativas da Programando o Futuro.

Conheça mais sobre o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil.

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Monday, 08 July 2019 14:51

Sabor & Som: uma oportunidade de vida

Portal Interno   Sabor e Som

Com apoio da Fundação BB, Instituto Reciclando Sons inaugura cozinha industrial para atender comunidade carente com cursos e capacitações no DF

 

Islam

"Quando minha filha conheceu o Instituto Reciclando Sons estava sofrendo bullying na escola. Não tinha amigos e vivia isolada. Um dia, passando em frente ao instituto, viu que estavam abertas inscrições para o curso de violino e me pediu para matriculá-la. Após quatro meses, tudo mudou na vida dela: fez amizades, aumentou a autoestima e descobriu a paixão pela música. Como o instituto havia feito a diferença na vida da minha filha, eu decidi vir aqui e oferecer meu trabalho como voluntária. Fiquei por muitos anos trabalhando com artesanato, ministrando aulas de reforço para as crianças e há quatro anos fui convidada pela Rejane para ser funcionária da entidade. O instituto mudou a vida da minha família". Esta é a história de Islam do Nascimento Lourenço, de 45 anos, moradora da Cidade Estrutural e atual diretora de logística do Instituto Reciclando Sons (IRS). Islam também é uma das participantes do curso de panificação, do projeto Sabor & Som, promovido pela entidade.

Há 18 anos o IRS se dedica à inclusão social de crianças, adolescentes e jovens carentes da Cidade Estrutural, por meio da música. Pensando na capacitação de profissionais para o mercado de trabalho, com conhecimento prático e teórico em atividades de panificação e confeitaria, a instituição inaugurou nesta sexta-feira (5), uma cozinha industrial.

O novo empreendimento é fruto do projeto Sabor & Som, uma parceria da organização não-governamental com a Fundação Banco do Brasil. A iniciativa é uma ampliação das atividades socioeducacionais, resultado de reivindicação de educandos, educadores, gestores e da Associação de Pais e Mestres do Programa Educacional IRS. Principalmente é um pedido do núcleo de mulheres que são chefes de família e que se encontram em situação de maior vulnerabilidade financeira.

O IRS fica em uma das regiões mais carentes do Distrito Federal, erguida sobre o maior depósito de lixo da América Latina: o lixão da Estrutural, desativado em 2018. A cozinha fica dentro do galpão de tecnologia social, onde está localizada a sede do instituto. O projeto recebeu investimento social da Fundação BB no valor de R$ 112 mil para estruturar o espaço e a atender cerca de 60 jovens e mulheres, prioritariamente, com idade a partir de 16 anos, para capacitação profissional em panificação e confeitaria. Os cursos foram ministrados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Na oportunidade, 26 alunos receberam certificados referentes aos cursos de técnicas de produção de tortas doces e salgadas; produção de salgados, biscoitos diversos, pães caseiros e artesanais. Os produtos confeccionados durante as capacitações são usados na alimentação dos alunos atendidos na entidade e comercializados, colaborando com a sustentabilidade do projeto.

“Emoção a flor da pele, do corpo e da consciência. É muita emoção. Este projeto só aconteceu porque muita gente acreditou na causa, que é possível transformar e inovar. Desejo que este projeto seja autossustentável e atenda as mulheres que sofrem violência doméstica, e que alimente não só o corpo, mas a alma de todos que participam”, declarou a maestrina e idealizadora do projeto, Rejane Pacheco.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares conta que a demanda dos pais dos alunos o comoveu. "Quando a Rejane me procurou para mostrar o projeto, ela já tinha pensado em tudo para atender o pedido da comunidade. E hoje, nesta inauguração, ver que a gente ajudou nesta empreitada me deixa muito feliz. Mas, o mais importante é ver vocês capacitados. Vocês se declarando felizes, com entusiasmo, percebo que é de coração. Que é algo verdadeiro. Este projeto está permitindo que vocês trabalhem e gerem renda e cumpre também o propósito da Fundação BB que é valorizar vidas, para transformar realidades".

Enfoque na música

As oficinas socioeducativas oferecidas à população pelo Instituto Reciclando Sons têm sido um diferencial na região e já revelou ser extremamente eficiente no combate à violência e à desigualdade social. Na lista estão: canto coral; orquestra; teoria musical; musicalização infantil; instrumentos como ferramenta para educação, geração de renda e democratização da cultura. A metodologia de educação musical modular, usada pela entidade foi uma das vencedoras no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social de 2013, na categoria Juventude.

Em 2018, a entidade inaugurou o galpão de tecnologia social na Cidade Estrutural, onde fica a sede, com o apoio de diversas entidades voltadas para o financiamento social e da sociedade civil, um espaço para a inclusão, protagonismo social e desenvolvimento de alternativas socioeducacionais que contribuam para a superação da vulnerabilidade social dos atendidos. A entidade vem participando dos editais públicos da Fundação BB e desde 2014 recebeu mais de R$ 300 mil em investimento social. O grupo de Cônjuges dos Chefes de Missão também é parceiro do projeto Sabor & Som.

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Portal Maior Algodão  
 Foto: Tatiane Cardeal                                                                                                                                                                                                                                                                                           

Categoria especial conta com o apoio do Instituto C&A, um dos parceiros do Prêmio de Tecnologias Sociais 2019

Que o algodão é um produto popular no Brasil e no mundo, muita gente sabe, afinal ele representa uma das principais cadeias produtivas por ser a matéria-prima de produtos têxteis como roupas, tecidos, toalhas e tapeçaria. As sementes do algodão também são utilizadas para a produção de óleos e farinhas. O que muita gente não sabe é que o cultivo do algodão convencional pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente – uso excessivo de recursos hídricos e contaminação do solo - além de trazer prejuízos à saúde de agricultoras e agricultores.

Para mudar este cenário, muitas ações e pesquisas estão enfatizando o cultivo do algodão agroecológico nos últimos anos. O termo, ainda desconhecido por muitas pessoas, refere-se ao uso de práticas que envolvem uma produção consorciada (algodão e alimento), proporcionando uma vida digna para as trabalhadoras e trabalhadores rurais, além de reduzir o impacto socioambiental na produção do algodão. Tudo isso por meio de ações integradas e independentes das comunidades, envolvendo técnicas de gestão e trabalho coletivo.

Para valorizar esta prática sustentável do cultivo do algodão, a Fundação Banco do Brasil, que realiza o Prêmio de Tecnologias Sociais, abriu uma categoria especial na edição deste ano: “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico”. O objetivo é identificar tecnologias sociais de modelos de gestão e governança de organizações e comunidades na produção agroecológica do algodão. A proposta veio por meio do Instituto C&A, um dos parceiros da premiação em 2019 e que atua na transformação da moda para uma atividade mais justa e sustentável.

Luciana Pereira, gerente de matérias-primas sustentáveis do Instituto, explica que o cultivo do algodão agroecológico envolve técnicas que causam impacto mínimo ao meio ambiente, consorciando o plantio do algodão com outras culturas agrícolas. “No processo de produção do algodão agroecológico são empregadas práticas de conservação do solo e de água, além de ser incentivada a organização comunitária”, diz. Ela também destaca que a forma de cultivo garante uma produção agrícola com qualidade, amplia a renda de pequenos produtores e reduz os riscos de contaminação química. “Esse incentivo traz não só ganhos ambientais, mas também de saúde ao reduzir a aplicação de químicos na lavoura”, conclui.

A premiação

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social reconhece e certifica iniciativas como boas práticas e que podem ser reaplicadas em todas as localidades do país. Para isso a Fundação BB desenvolveu o Banco de Tecnologias Sociais (BTS), que hoje conta com 986 projetos certificados durante os 18 anos em que organiza o Prêmio.

As inscrições para o Prêmio estarão abertas até o dia 21 de abril. Para ler o regulamento os interessados devem acessar o site fbb.org.br/premio. Podem participar da premiação entidades sem fins lucrativos como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da Sociedade Civil e órgãos governamentais, de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil e nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Além da premiação especial da Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico, o Prêmio também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Mulheres na Agroecologia” e “Primeira Infância,” totalizando R$ 700 mil reais em premiações. Além disso, também há a categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente”. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Publicações sobre o algodão agroecológico

Quer conhecer mais sobre o Algodão Agroecológico? A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) também é uma das parceiras do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social e tem se dedicado ao apoio de iniciativas e boas práticas na agricultura familiar do setor algodoeiro nos países da América Latina e do Caribe. Você pode conferir abaixo algumas publicações disponibilizadas pela organização sobre o tema. Confira os links abaixo para fazer o download:

http://www.fao.org/3/a-i6958o.pdf

http://www.fao.org/3/a-i6956o.pdf

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Portal Maior  camarao

As inscrições para a décima edição do Prêmio estão abertas até 21 de abril

Em 2005, a experiência Manejo Comunitário de Camarão de Água Doce, apresentada pela Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (ATAIC) recebeu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, como vencedora da Região Norte. A metodologia paraense foi criada com o objetivo de proporcionar às famílias ribeirinhas, condições de exploração sustentável dos recursos pesqueiros (camarão), com melhoria da qualidade do produto e da renda dos pescadores, sem prejudicar o meio ambiente.

Antes de vencer o Prêmio da Fundação BB, a pesca do camarão, uma das principais fontes de renda dos moradores da Ilha das Cinzas, teve que passar por melhorias. Na época a prática apresentava baixa produtividade, preços ruins para venda, prática predatória e desperdício de insumos. Um levantamento de campo identificou que os camarões comercializados tinham um tamanho muito pequeno (média de 4,5 cm) e que as armadilhas usadas pelas famílias para capturar os camarões, tinham em média de 140, consideradas armadilhas predatórias, além do preço muito baixo pago pelo quilo do crustáceo.

E para contornar a situação, Josineide Malheiros, coordenadora do ATAIC, se uniu aos pescadores na busca por melhorias. Participaram de seminários, quando foi definido um plano econômico sobre a a estocagem dos camarões vivos capturados no final da safra (dezembro), para comercialização na entressafra. Fizeram também o aprimoramento do matapi, equipamento feito de fibras vegetais, utilizado para pegar os camarões, e próprio para reter apenas camarões grandes, liberando aqueles ainda não aptos ao consumo, permitindo que os estoques naturais da espécie continuassem.

De acordo com Josineide, vencer o Prêmio da Fundação BB foi um marco histórico. “Aqui na região do Marajó e Baixo Amazonas a tecnologia social é reconhecida, e pessoas de diversos níveis nos procuram para obter informações sobre a nossa metodologia”. A coordenadora também explica que houve um avanço muito grande nesses quase 14 anos após o Prêmio. “Um exemplo é a Embrapa Amapá, com a parceria da ATAIC, que deu continuidade a buscas de melhoria da tecnologia de captura de camarão, com o uso do matapi”, disse.

“A pesca do camarão sempre existiu, mas com o Prêmio, ela saiu da invisibilidade. Continuamos nos organizando, só que agora temos vários meios de nos mobilizar. Também já deixamos um registro de que existimos, de que somos uma tecnologia social conhecida e reconhecida, e que tem gente que reaplica a nossa ideia, declarou Josi.

Essa iniciativa e outras 985 estão disponíveis para consultas gratuitas no Banco de Tecnologias Sociais (BTS)BTS) da Fundação BB. Este ano, novas experiências passarão a fazer parte do BTS, com a 10ª edição do Prêmio que está com inscrições abertas até 21 de abril.

Além da premiação especial Mulheres na Agroecologia, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social também irá reconhecer iniciativas em outras quatro categorias nacionais: "Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; “Educação”; “Geração de Renda" e "Meio Ambiente”, outras duas premiações especiais: “Primeira Infância” e “Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico,” e uma categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital”; "Educação", “Geração de Renda” e “Meio Ambiente.”

Os três primeiros lugares de cada categoria nacional e especial serão premiados com R$ 50 mil, 30 mil e 20 mil respectivamente. Todas as instituições finalistas irão receber um troféu e um vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberão um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

As inscrições podem ser feitas no site www.fbb.org.br/premio e estão abertas para entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil ou nos demais países da América Latina ou do Caribe.

Nesta edição, o Prêmio conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Confira aqui as outras matérias da série Retrospectiva:

2001: Prêmio da Fundação BB de Tecnologia Social valoriza soluções desde 2001

2003: Tecnologia social: o saber popular ao alcance de todos

2005: Projeto da Ilha das Cinzas (PA) foi vencedor do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2005

2007: Colostro: um produto nobre

2009: Vida ativa na terceira idade

2011: Uma voz de liberdade para detentos e deficientes visuais

2013: Gueroba: a riqueza do Cerrado

2015: Librário: tecnologia social com efeito multipliador

2017: Prêmio de Tecnologias Sociais: países da América Latina e Caribe participam desde 2017

 

 

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Friday, 23 November 2018 11:03

Educação política e divertida

Promover o debate de um tema polêmico de forma alegre e saudável, sem criar inimizade, é a proposta do Fast Food da Política

Em uma época em que a propagação de notícias falsas tornou o debate eleitoral mais confuso e a polaridade de posições chegou ao extremo, uma iniciativa oferece uma forma mais leve de debater o assunto, sem acabar em briga entre amigos e familiares. A ONG Fast Fast Food da Política, de São Paulo, se propõe a levar as pessoas a aprenderem na prática, por meio de jogos de tabuleiro e online, como funciona a política no Brasil.

“A vantagem dos jogos é proporcionar a capacidade de conversar coisas que são difíceis sem ficar inimigo do outro. Um espaço seguro, onde as pessoas se deparam com o próprio preconceito e refletem sobre o posicionamento político que têm”, explica Júlia Carvalho, a designer que idealizou a metodologia.

Em três anos de existência, a equipe já elaborou 90 jogos, incluindo os protótipos criados em oficinas. No site da entidade, há 18 jogos disponíveis para baixar gratuitamente. Também é possível receber jogos de tabuleiro mediante doação em dinheiro à organização, em valores que variam de R$ 80 a R$ 150. A proposta deu tão certo que há um ano a iniciativa venceu o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social, na categoria Educação, e ficou entre as seis finalistas, entre 160 inscritos, no Prêmio Empreendedor Social 2018Prêmio Empreendedor Social 2018.

Após a conquista do Prêmio de Tecnologia Social e com o aumento de interesse por 2018 ser ano eleitoral, a equipe recebeu muitos convites para aplicar jogos, dar cursos e participar de eventos. As atividades ocorreram em universidades, espaços públicos, escolas e organizações sociais, envolvendo mais de 1.200 pessoas. “Tivemos muita solicitação de educadores, de pessoas de ONGs, que trabalham com educação, e de muita gente querendo comprar jogos. Acredito que muitos desses convites aconteceram por causa da visibilidade que recebemos pela premiação e certificação da Fundação BB’, afirma Lays Harumi Morimoto, a vice-presidente da ONG.

Uma das ações realizadas foi a arrecadação virtual, lançada em maio, para o projeto Jogo e Eleições. O projeto reuniu cinco jogos, cada um com um tema: a história do voto no Brasil e suas implicações sociais; como é a competição no sistema proporcional; o que pode ou não ser prometido por cada candidatura; a discussão dos planos de governo ou a falta deles; e a desigualdade entre gêneros na disputa eleitoral.

A entidade conseguiu mobilizar 420 doadores e arrecadou R$ 55 mil reais, o suficiente para imprimir 250 kits. Os materiais chegaram a 11 estados do Brasil e foram baixados mais de 250 vezes no site da Fast Food. Além disso, foram doados para 16 escolas públicas de São Paulo – um kit para cada unidade - e para participantes de oficinas.

Uma das formações, batizada de Descomplicadores da Política, aconteceu na capital paulista, em agosto e setembro, em que 20 jovens foram capacitados como multiplicadores para aplicarem os jogos nos seus contextos sociais. Para saber mais sobre os jogos deste projeto, clique aqui http://juntos.com.vc/pt/jogosdeeleicoes2018

Para quem tem várias conquistas em tão pouco tempo de existência, a expectativa para os próximos anos não poderia ser tímida. “Queremos formalizar uma rede de educação política a ponto de influenciar as políticas públicas brasileiras”, destaca Júlia.

Uma das ideias é formatar uma formação cívica de maior profundidade, também com metodologia lúdica, chamada “Slow Food da Política, voltada para a compreensão da política no Brasil, da colonização até os dias de hoje.

A iniciativa está inserida no  Banco de Tecnologias Sociais da FundaçãoBB para reaplicação em outras localidades. 

Serviço:
Contato: e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. e telefone (11) 95107-3842, com Lays.

 

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Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos para promover organização comunitária e educação financeira em conjuntos habitacionais populares

A Fundação Banco do Brasil divulgou o resultado final do edital de credenciamento do Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (Muts).

Foram habilitadas 42 entidades sem fins lucrativos das cinco regiões do país. As credenciadas vão realizar trabalho de mobilização comunitária com moradores de empreendimentos habitacionais financiados pelo Banco do Brasil e destinados à população com renda familiar abaixo de R$1.800.

O trabalho consistirá na reaplicação de tecnologia social chamada “Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária” que busca promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

A princípio, a reaplicação será iniciada em 15 empreendimentos. Nos estados com mais de uma habilitada, haverá sorteio para a escolha da entidade que fará o trabalho de mobilização, conforme o edital.

Acesse o resultado final do Edital do Muts

Acesse a página do edital e anexos aqui

 
Diagnóstico

A reaplicação da metodologia em cada residencial prevê várias atividades: autorrecenseamento (dados demográficos, socioeconômicos e outros desejados pelos moradores); oficinas de educação financeira, educacão ambiental e conservação dos espaços comuns; e intercâmbio de experiências com outras comunidades que tenham realidades semelhantes.

Ao final, será feito um diagnóstico junto com os participantes para identificar as principais demandas de cada condomínio e escolher uma tecnologia social que atenda as necessidades observadas. A escolha será feita dentre as cerca de mil metodologias disponíveis no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), mantido pela Fundação BB. O BTS é um acervo online e gratuito com soluções para os diversos desafios enfrentados por comunidades, nos temas alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

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Tecnologia social utiliza a música e a arte para promover a inclusão social; além do DF, metodologia será reaplicada no Maranhão

João Gabriel é um garoto lindo, alegre, mas que depende de orientações para tudo que vai fazer, até mesmo executar as tarefas mais simples, como escovar os dentes e tomar banho.

Aos 2 anos e 6 meses de idade, foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista-TEA, isso após seus pais, o bancário Sérgio Rocha e a professora Érika Dinato, perceberem que ele não respondia às suas solicitações quando era chamado. Mais tarde, vieram as estereotipias (movimentos repetitivos) nas mãos que aos poucos foram se intensificando, e foi aí que eles começaram a peregrinação para descobrir o que o filho tinha. Já com o diagnóstico, o desafio era buscar formas de inclusão e de ampliar as possibilidades de socialização.

Prestes a completar 12 anos, João Gabriel é um dos 22 atendidos pela tecnologia social “Uma Sinfonia Diferente - musical para pessoas com autismo”, do Instituto Steinkopf, de Brasília (DF). Vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de 2017, na Categoria Saúde e Bem-Estar, a metodologia foi idealizada pela musicoterapeuta, Ana Carolina Steinkopf, em 2015, e utiliza a música e seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) no acompanhamento do autista.

A iniciativa envolve pessoas com autismo verbal e não-verbal e, no caso de João Gabriel, o foco é na atividade motora fina e estímulo à socialização. "Ele adora comer e ter contato com água, no caso piscina, rio, mar e chuveiro; gosta de cama elástica, de se balançar e ficar deitado em superfícies planas. Quando estimulado, adora dançar.Vejo muito progresso após fazer parte do Sintonia. Ele já desenvolveu a noção de espaço; gosta de rodopiar e quando é estimulado, dança e maneja os instrumentos musicais. Hoje já percebe que existem outros como ele", conta o pai, chamado de Serginho.

Nesse final de semana, o grupo fez duas apresentações do musical “Todas as formas de amor e de amar”, na Sala Plínio Marcos da Funarte. A primeira, para os parceiros do projeto; e a segunda foi aberta ao público em geral. O espetáculo contou um repertório diversificado voltado para o universo infantil como – Peixe Vivo, Tumbalacatumba, Se Você está Feliz - e com muitas brincadeiras no palco. Para que tudo fosse acontecesse foram realizados ensaios semanais, durante seis meses, com objetivo terapêutico e de aprendizagem das músicas e coreografias.

De acordo com Ana Carolina, o espetáculo deste ano foi todo produzido pelas pessoas com autismo. Os mais velhos do grupo foram os responsáveis pela a escolha do nome do espetáculo, roteiro, luz, cenário e figurinos. Tudo foi pensado neles, para que fosse um momento de diversão, em que eles pudessem mostrar seus potenciais e que a sociedade veja que as pessoas com autismo são muito mais do que só ficarem num cantinho, elas conseguem ser protagonistas de suas próprias histórias”, declarou Carol.

Da turma também participa o João Lucas, de nove anos, que está na projeto há três e não perde um ensaio. “O João Lucas já se desenvolveu muito. Aqui é onde nos encontramos com outras mães de autistas. O projeto tem feito muito bem para meu filho, e acredito que para todos que participam. A Carol é um amor de pessoa, sempre pronta a ajudar”, disse Lena Silva, mãe do João Lucas.

E o que falar de Daniel Cavalcanti? Jovem esperto e muito inteligente, que se envolveu em todas as fases do musical. Veja o que ele diz.


Desmistificação

Amar, cuidar e tratar de uma pessoa com autismo não é uma tarefa fácil. Os pais precisam de uma rede de apoio que vai do aspecto econômico ao psicossocial. Se informar sobre os direitos do filho, buscar tratamento especializado e ter tempo para se dedicar às tarefas cotidianas, muitas vezes, gera ansiedade e tristeza

Serginho diz que esta crença de que pais e mães de pessoas com autismo são especiais não ajuda, pelo contrário, esconde os desafios diários. “Não somos super-heróis; precisamos de ajuda dos familiares, da sociedade, do poder público. Não é porque somos 'especiais' que não temos cansaço, raiva, tristeza e frustração”, afirma.

Para ele, desmistificar estas crenças mostra que há grandes desafios no cuidado de um autista e precisa ser discutido de forma ampla. Além disso, em uma sociedade cada vez mais competitiva, o conceito de ser bem sucedido também precisa ser questionado. “Num mundo onde o sucesso é um valor, é preciso que ressignifiquem o que é sucesso para pessoas com dificuldades”, avalia.


Reaplicabilidade

Após ser vencedor do Prêmio de Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, a metodologia ganhou mais visibilidade, aumentou o número de crianças e jovens atendidos e criou mais uma turma em Brasília. Nos próximos dias, o método começará a ser reaplicado na cidade de São Luís (MA). A TS também foi vencedora do Edital do Fundo de Apoio à Cultura de Porto Alegre. A iniciativa e outras 985 formam o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB, um acervo online com todas as metodologias certificadas pela organização desde 2001.

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Thursday, 18 October 2018 09:06

Alimentação saudável e boa convivência

Com a implantação de 40 canteiros, as famílias residentes no conjunto habitacional já colhem verduras em abundância

Em 2017, os cerca de 6 mil moradores dos conjuntos habitacionais Veneza I e II, que fica na cidade de Balsas (MA), foram contemplados no projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (MUTS) , promovido pela Fundação Banco do Brasil (FBB). Em um primeiro momento, os moradores das mais de mil moradias do residencial receberam a tecnologia social Transformando realidades por meio da mobilização e organização comunitária, que buscou promover a cidadania, os laços entre os moradores e a organização coletiva para buscarem soluções dos problemas no condomínio.

A ação resultou em ganhos tão positivos para a comunidade que, com o apoio recebido, foi possível investir em uma alimentação mais saudável e na comercialização do excedente da produção. A Produção Agroecológica em Meio Urbano – Horta Urbana foi a segunda tecnologia social escolhida pelos moradores das mais de mil moradias do residencial. E o resultado é ainda melhor.

A Associação de Apoio ao Desenvolvimento Social Sustentável – Mandacaru foi a entidade responsável pela reaplicação das iniciativas na região de Balsas. De acordo com Carlos Augusto Rodrigues, diretor da Mandacaru, todo trabalho de viabilização da horta foi feito em sistema de mutirão – cercamento da área, que tem 6,5 mil², plantio das culturas (implantação da horta) e construção do viveiro de mudas. Para essa etapa, os moradores contaram com a colaboração da prefeitura local, que cedeu um trator para os serviços de roçagem (limpeza) e gradeamento (descompactação da terra da área).

Após quatro meses da implantação dos 40 canteiros, as famílias residentes já colhem verduras em abundância. Lucilene Barros Leal é moradora do Veneza II e faz parte do projeto desde a concepção. Mãe de três filhos, ela vive com uma renda pequena e conta que, apesar de sentir muitas dores no corpo, consegue participar na mobilização dos moradores. “Como sou falante, bem conhecida aqui no condomínio e não consigo trabalhar no sol e tarefas pesadas, fico na parte de mobilização e de organização. O projeto vem transformando a vida e o dia a dia de todos por aqui. Os canteiros já fornecem verduras em grande quantidade, principalmente folhagens. No início, as pessoas não acreditavam que daria tão certo e hoje não estamos dando conta de todas as pessoas interessadas, tem fila de espera para participar”, declarou.

Engenheiro agrônomo do projeto, Givanildo Silva, esclarece que toda produção é orgânica, com adubação natural, sem defensivos químicos. “O projeto, além de ajudar a melhorar a questão nutricional, tirou muita gente da ociosidade, trouxe mais entrosamento entre as famílias, porque muitas delas nem se conheciam e hoje convivem em harmonia, sem contar que tem morador que consegue tirar R$ 120,00 mensais com a venda do excedente”, disse.

Com o MUTS, também foi elaborado um regimento de convivência da horta e estatuto para formalização da associação comunitária, que será registrado em breve, por meio da assessoria da Mandacaru e do engenheiro agrônomo contratado. Além disso, foram formalizadas demandas junto ao poder público local para resolução de problemas, como por exemplo, o mau cheiro da estação de tratamento de resíduos, a constante falta de água e a coleta de lixo.

Mas você sabe o que é o MUTS?
O MUTS foi criado para mobilizar moradores por meio da convivência social e da reaplicação de tecnologias sociais em empreendimentos de baixa renda, permitindo o protagonismo social e a geração de renda. É voltado para população com renda familiar de até R$1,8 mil mensais que vivem em residenciais financiados pelo Banco do Brasil. O projeto hoje contempla 124 empreendimentos em 84 municípios, distribuídos em 22 estados, num total de 83.284 Unidades Habitacionais (U.H), atingindo cerca de 330.000 pessoas. Em junho desse ano, esse projeto promovido pela FBB foi premiado no concurso “Práticas Inspiradoras, a Vivência no Centro da Nova Agenda Urbana”, promovido pelo Fórum Latinoamericano e Caribeño de Habitação, realizado na República Dominicana.

 

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