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Tecnologia social oferece solução local para o ciclo de uso do vidro

A cidade de Toledo, localizada no oeste paranaense e distante 540 quilômetros  de Curitiba, estava enfrentando sérios problemas com o descarte do vidro. O lixo doméstico no município produz cerca de 30 toneladas do material por mês. Porém, o valor pago de apenas quatro centavos por quilo, gerava pouco interesse das associações de catadores e recicladores de resíduos sólidos.

A solução veio por meio do professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Ricardo Schneider, químico de formação, ao lado da estudante de engenharia civil Isabelle Aparecida da Costa que começaram a desenvolver testes para o reuso do vidro para a geração do pó de vidro. “Como usar este material por meio de uma solução local? Então, após um ano e meio de testes compramos a máquina de moer vidro”, afirma o professor.

O material moído é utilizado para fazer concreto e outros produtos para a construção civil. A iniciativa criada pelo professor foi vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social na categoria Meio Ambiente. O reconhecimento veio no último dia 16 de outubro, durante a cerimônia de Premiação que ocorreu em  Brasília.

“A ideia agora é que esse vidro moído seja um substituto da areia, que é um recurso natural finito”, afirma  Ricardo. Já quanto a parte econômica, a matéria-prima que a gente tem em abundância hoje em dia, que é o resíduo, vai gerar uma renda a mais para os catadores e vai solucionar um problema ambiental. “Na forma de pó, este resíduo pode ser comercializado por um valor até 25 vezes maior que o vidro encontrado no aterro (dependendo do tipo de vidro)”, avalia Ricardo.

Da descoberta pelos fenícios a problema ambiental 

Portal Interno Reuso VitreosO vidro é a embalagem mais antiga conhecida pelo homem. Não se sabe ao certo a data de invenção, mas há registros que por volta de 7000 a.C, os fenícios já utilizavam o material. Os historiadores afirmam que foram os egípcios que difundiram o vidro e sua técnica de fabricação para a Europa, por volta de 1500 a.C.  

Além de ser o material mais antigo, para uso como embalagem, ambientalmente é mais vantajoso, porque pode ser 100% reciclado. O ideal é que o material seja reaproveitado por meio da reciclagem ou reuso, já que são necessários  mais de quatro mil anos para ser decomposto pela natureza.

Porém, na cadeia de reciclagem de resíduos sólidos, o material não tem vantagem competitiva porque pagam muito pouco pelo quilo, principalmente em cidades pequenas, pois estão distantes da indústria de produção.

A tecnologia social de Toledo possibilita todo o ciclo de reuso do vidro seja feito dentro do município, não gerando gastos com transporte destes resíduos. A estudante de engenharia civil Isabelle Aparecida da Costa resume as etapas do processo. “No aterro sanitário ocorre a triagem, onde os vidros são separados por cores, depois passa pela máquina de moer vidros, que chamamos de moagem, que mói o material em três tamanhos diferentes e depois ele é embalado e aplicado em diversas áreas”, conclui. 

Reconhecimento

Além de vencer em primeiro lugar na categoria Meio Ambiente, a tecnologia social Reuso de Resíduos Vítreos, também foi reconhecida pelo júri interno composto pelos funcionários do Banco do Brasil com apoio da Brasilcap. Foram mais de 12 mil funcionários que escolheram, entre três iniciativas, a metodologia que merecia receber o recurso de R$ 10 mil.

A solução recebeu o terceiro prêmio por meio do Anjo Investidor Universitário. Iniciativas relacionadas com universidades, institutos técnicos federais ou instituições de ensino participaram da seleção e os clientes universitários do Banco do Brasil puderam escolher qual melhor metodologia deveria receber o investimento de R$ 10 mil.

Mais de dois mil estudantes universitários votaram e a metodologia  da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) recebeu a premiação que teve apoio da BB Tecnologia e Serviços.

“Foi um momento de felicidade para nós e para o projeto. Ganhar estas três premiações traz um impacto muito grande para gente porque tem vidro em todo lugar. Agora, vamos tentar reaplicar em outras cidades e outros lugares para seguir a proposta do Prêmio da Fundação Banco do Brasil”, finaliza o professor Ricardo.

 

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Portal Interno   Reuso PE

Projeto promovido em parceria com a Fundação BB possibilitou a capacitação de jovens em metareciclagem

“E se diferentemente do modelo em que se descartam os materiais não biodegradáveis, como máquinas de lavar roupa, smartphones, televisores, existisse outro em que esses materiais retornassem ao ciclo de consumo? E se eles fossem levados de volta aos espaços para serem desmontados, otimizados e trazidos de volta para nós? A economia lucraria com a ausência de desperdício e o planeta também!”

É dessa forma que Domingos Sávio França, gestor do Polo de Formação Técnica e Reúso de Eletroeletrônicos, de Recife (PE), apresenta os princípios do núcleo implementado em fevereiro deste ano no estado e que já celebra o balanço positivo de suas atividades.

Fruto da fusão entre o Instituto Intercidadania e o Centro Marista Circuito Jovem do Recife, a nova unidade recebeu investimento social da Fundação Banco do Brasil no valor de R$ 758 mil para ampliação no atendimento aos jovens que vivem em situação de vulnerabilidade social, com oferta de cursos de capacitação profissional e aperfeiçoamento tecnológico. E, agora, colhe os resultados de todos os esforços.

Localizado na área de Tecnologia Social do Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) do Recife, em Apipucos, o novo empreendimento conseguiu instalar 30 ecopontos na região metropolitana do Recife, recolher e processar mais de 60 toneladas de lixo eletrônico, capacitar e formar mais de 400 jovens, sendo uma turma formada exclusivamente com 30 refugiados venezuelanos, além de doar 400 computadores e instalar 30 telecentros. E, para comemorar os seus dez anos de existência, criou também uma nova unidade do CRC na Cidade de Rio Formoso na Mata Sul de Pernambuco.Yngrid

Yngrid Regina da Silva, de 16 anos, foi uma das jovens formadas em três dos cursos oferecidos pelo Polo de Formação - Mídias Sociais, Reúso de Computadores e Similares, e Qualificação Profissional em Recondicionamento de Computadores com Ênfase em Suporte. E a adolescente conta que sua vida mudou completamente depois dessa oportunidade. 

“Depois de formada nos cursos, me tornei voluntária no Polo de Formação. E, nesse período, fiz apresentações de projetos com alguns colegas de curso que me possibilitou um estágio na área de Recursos Humanos, Administração e Logística. Minha rotina de escola-casa mudou muito e hoje sonho em ter meu próprio negócio para aplicar tudo o que venho aprendendo”, conta a jovem.

Para o gestor, este é apenas o começo de um novo ciclo. “Estamos saindo da lógica do pedir um subsídio para a tendência de prestar serviços com alto padrão de qualidade e gerando oportunidade de trabalho e renda. Assim seguimos no desafio de cuidar do meio ambiente em um mundo cada vez mais tecnológico, onde vemos uma grande oportunidade chegando com a assinatura do acordo setorial para a logística reversa de eletroeletrônicos no Brasil”, conta.

Trocas de experiências

Nesses dez anos de funcionamento, o CRC Recife coleciona visitas de várias iniciativas que atuam tanto no território nacional como internacional que vivenciam o mesmo propósito. Entre elas, a Programando o Futuro, tecnologia social certificada pela Fundação BB que atende a região do Valparaíso (GO).

Atualmente, o centro integra a Exchange4Change Brasil (E4CB) - uma rede que tem como objetivo impulsionar a construção de parcerias internacionais, compartilhando conhecimento e desenvolvendo projetos inovadores, através de equipes multidisciplinares com base nos conceitos de simbiose industrial, ciclos reversos, cadeia de valor e o redesign de produtos.

Futuro

Os próximos passos do projeto rumam a novas apostas como a Plataforma Catalisa – Captar, Cooperar e Criar que atuará como um coletivo de negócios de impacto socioambiental, prestando serviços especializados na captação dos eletroeletrônicos de empresas públicas e privadas. Assim como na implantação de uma rede de 60 ecopontos para descarte voluntário desses materiais gerados por pessoas físicas.

Como o próprio nome sugere, a ideia é fazer com que esses materiais passem pela triagem, sejam desfabricados, refabricados e reintroduzidos no mercado, gerando trabalho e renda para as famílias participantes. Além disso, também se espera oferecer formação gratuita em cursos presenciais e à distância para os jovens e adultos, em áreas como tecnologia, meio ambiente e reciclagem, despertando-os para o upcycler (criação e ressignificação dos materiais tecnológicos).


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Fundação BB apoia o desenvolvimento de novas tecnologias para reúso de lixo eletrônico, em Pernambuco

O que você fez com aquele seu celular antigo? E com o notebook que você não usa mais? E aquele monte de carregadores celulares, que já se perdeu pela sua casa? Todo este material, chamado lixo eletrônico, ainda tem muita vida útil e pode ser utilizado na produção de outros produtos.

O Instituto Intercidadania estruturou com investimento social de R$ 758 mil da Fundação Banco do Brasil (FBB), o Pólo de Formação Técnica e Reúso de Eletroeletrônicos. A unidade de capacitação e vivência prática de metarreciclagem e economia circular é considerada referência no campo da logística reversa de equipamentos. A parceria, iniciada em fevereiro de 2018, oferece cursos gratuitos de aperfeiçoamento tecnológico, mídias sociais e web designer que são destinados para pessoas em situação de vulnerabilidade social abrangendo público de jovens e adultos, assim como catadores de material reciclável.

Na lista de materiais recuperados estão computadores, impressoras e celulares. Sávio França, consultor em gestão do Polo, explicou o processo que envolve o recebimento dos equipamentos obsoletos, o reaproveitamento dos materiais destinados à reciclagem, assim como o recondicionamento de máquinas que são direcionadas para entidades sem fins lucrativos. “Doamos as máquinas restauradas para instituições que trabalham com inclusão digital e atividades sócioprodutivas”, afirmou.

O consultor cita a iniciativa Catalisa, estruturada no bairro Alto José do Pinho, em Recife, que proporciona capacitação e práticas na área de inovação e robótica livre. França explicou que estão atuando também no campo de tecnologias assistivas e com sensores que previnem a queda de barreiras físicas em áreas de risco ocupadas na periferia da capital pernambucana. “Nosso trabalho com o catador, a importância da separação dos materiais e o recondicionamento de computadores e equipamentos eletrônicos desencadeia em uma maior geração de renda com valor agregado”, comentou.

França citou por exemplo os televisores com tubos de raios catódicos (CRT), que são constituídos por metais pesados e cujo vidro tem baixa aceitação no mercado local. “Conscientizamos os catadores quanto ao que existe de perigoso e de rentável dentre os resíduos eletrônicos”, afirmou.

O Polo de Formação Técnica e Reúso de Eletroeletrônicos, que é o desdobramento do Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) de Recife, tem a colaboração de pessoas físicas, governo e empresas. O consultor vê no itinerário da metarreciclagem um processo promissor. Ele explicou, por exemplo, que o mecanismo interno das impressoras pode ser aproveitado para a robótica. Já as carcaças das impressoras são trituradas e moídas a partir de equipamentos adquiridos com o apoio da Fundação BB. O material granulado é destinado para a empresa Hewlett Packard (HP) de São Paulo.

Um outro processo realizado com os resíduos eletrônicos é o Upcycling, que consiste em transformar peças eletrônicas obsoletas em objetos de decoração e utensílios domésticos. E quanto aos resultados, o grande desafio é reciclar e recondicionar até 95 % dos materiais dos equipamentos, sendo o restante reconhecido como refugo. “Este processo tem sido realizado por uma de nossas turmas que estão em processo de recuperação de dependência química. Esse trabalho caiu como uma luva para eles, por conciliar reciclagem e arte”, declarou.

Capacitação

No final de setembro foi lançada uma turma de qualificação para o trabalho em tecnologia para jovens e adultos com o propósito de qualificação nas áreas de inclusão digital e empreendedorismo social. Nesta ocasião, foram entregues 60 computadores para Associações Atléticas do Banco do Brasil (AABB) das cidades pernambucanas de Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Gravatá, Garanhuns, Serra Talhada e Arapiraca (AL). Em outubro foram entregues 60 computadores para a AABB Limoeiro e para a cooperativa de catadores de Abreu e Lima (PE). Estas cidades contempladas, com exceção das duas primeiras, são participantes do programa AABB Comunidade.

Atualmente estão sendo recondicionados outras 50 máquinas que serão doadas para cinco instituições. Neste ano foram capacitados 268 alunos e serão formados em novembro outros 61 alunos. Essas novas turmas foram constituídas em parceria com entidades de cidades como Jaboatão dos Guararapes, Igarassu, e no bairro Alto José do Pinho.

E o que é economia circular?

A economia circular tem o objetivo de manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor, reaproveitando-os como matérias-primas na cadeia produtiva. O sistema consiste em um ciclo de desenvolvimento positivo contínuo que preserva e aprimora as fontes de matéria-prima na natureza, otimiza a produção de recursos e minimiza riscos sistêmicos administrando estoques finitos e fluxos renováveis. Ela funciona de forma eficaz em qualquer escala, por ser regenerativa e restaurativa.

E upcycling?

Upcycling é o oposto do downcycling, que é uma outra parte do processo da reciclagem. Enquanto o downcycling converte materiais e produtos em novos materiais de menor qualidade, o upcycling os transforma em materiais com maior valor agregado.

E a Metarreciclagem, sabe o que é?

A Metarreciclagem é uma rede organizada, a partir de filosofia com mesmo nome, que atua no desenvolvimento de ações de apropriação e desconstrução de tecnologia, de maneira descentralizada e aberta, propondo uma transformação social.

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Monday, 01 October 2018 14:09

O que fazer com sobras de tecido?

Portal   reusotextil

Projeto usa tecidos que seriam jogados no lixo para dar uma nova esperança de vida a mulheres em situação de vulnerabilidade social

Duas regiões administrativas do Distrito Federal que estão entre as de menor renda - Estrutural e Recanto das Emas – começam a ter um projeto que abrange a sustentabilidade nos níveis econômico, social e ambiental.

Trata-se do projeto Reuso Têxtil, Panificação e Produção de Alimentos, iniciativa realizada pelo Instituto Proeza com o apoio da Fundação Banco do Brasil (FBB). A ideia do projeto é reutilizar retalhos de tecido e roupas que seriam descartadas para a confecção de novas peças, permitindo gerar ganhos mensais e autonomia para mulheres que moram nessas regiões do DF e vivem em situação de vulnerabilidade social.

A iniciativa oferece, gratuitamente, capacitação em bordado manual, crochê, costura em máquina industrial, tecelagem, tingimento orgânico, panificação, educação financeira e plano de negócios.
No final de julho, o Recanto das Emas recebeu as primeiras oficinas de bordado e crochê. O interesse foi grande, com 90 alunas inscritas, sendo que mais da metade das participantes foi encaminhada pela rede de assistência social por estarem em vulnerabilidade social, segundo a presidente do Instituto Proeza, Kátia Ferreira. Mais importante que a capacitação para o trabalho, as alunas constroem um espaço de amizade e confiança. “Para mim está sendo excelente, porque além da renda, ajuda muito no psicológico da gente, na autoestima", afirma Maria Juliana da Silva, de 43 anos, que já fez aulas de bordado no Instituto e agora está utilizando o projeto para aprimorar a habilidade.

Outro motivo de satisfação para as participantes é que as filhas podem frequentar aulas de balé oferecidas por uma professora voluntária no mesmo horário das oficinas. É uma forma de deixar as mães despreocupadas e estimuladas para o aprendizado. Ana Lídia é uma das alunas da turma de crochê e leva sua filha de 6 anos para as aulas de balé. Ela relata a satisfação de mãe e filha com o projeto. "Ela está gostando muito e eu posso estar perto dela, participar e acompanhar". Em breve, uma nova atividade extra curso promete trazer mais filhos para lá: estudantes voluntários da Universidade de Brasília (UnB) darão aula de reforço escolar de várias disciplinas.

Além disso, o projeto cresce e em breve serão oferecidas oficinas de panificação com a estruturação de uma unidade de produção de pães e confeitaria. Esse é um pedido que veio da própria comunidade, já que muitas mães têm como prática a produção caseira de pães e bolos. A expectativa é que a padaria venda as guloseimas na própria região e abasteça com lanche os eventos relacionados à divulgação dos produtos feitos pelas costureiras.

E tem mais! Para as mulheres aprenderem a gerir as finanças do empreendimento coletivo ou individual que surgirão após as capacitações, o projeto também oferecerá oficina de educação financeira e plano de negócios.

Produção responsável

Para viabilizar a matéria-prima para os novos produtos finalizados pelas futuras costureiras, os idealizadores do projeto articularam parcerias com empresas doadoras de tecidos e de roupas usadas para a customização e confecção de peças novas. "Conseguir resíduos como matéria-prima para o projeto é fácil. As grandes confecções têm tanta necessidade de fazer o descarte, porque não podem levar para o aterro sanitário, que estão doando e ainda oferecendo a logística para entregar", afirma Kátia Ferreira, que também é coordenadora do projeto.

Kátia pesquisou iniciativas de reciclagem de produtos têxteis e disse que a indústria da moda causa bastante impacto ambiental. No segundo lugar no ranking das mais poluentes, perde apenas para a indústria do petróleo. O impacto ocorre em toda a cadeia produtiva têxtil, com a contaminação do solo, consumo de água e de energia, emissões de gases poluentes e geração de resíduos. Em levantamento feito com confecções do DF, Kátia estima que são geradas cerca de 155 toneladas de retalhos por mês na região.

As atividades do projeto são orientadas para o reaproveitamento de materiais, inclusive no tingimento, que vai utilizar matéria-prima natural, como borra de café, sobras de legumes de feiras livres (cenoura, beterraba, cebola) e madeiras descartadas em podas de árvore. Além do baixo custo, os corantes naturais também têm a vantagem de não contaminar a água e o solo. A proposta está de acordo com o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12 , que tem como tema "Consumo e Produção Sustentáveis". O ODS 12 é um dos 17 temas que compõem a Agenda 2030, adotada pelas Nações Unidas (ONU) para orientar os países a tomar medidas pelo desenvolvimento sustentável do planeta.

É do DF e quer ajudar o projeto?
Contato: Kátia Ferreira, presidente do instituto Proeza e coordenadora do projeto, telefone (61) 98209-7000
Endereço: Instituto Proeza - Quadra 200, conjunto 3, lote 5, Recando das Emas
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Box ods 12

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