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Displaying items by tag: Rio Grande do Sul

Thursday, 24 March 2022 12:49

A trama do algodão que transforma

Portal Justa Trama 1157 por 605 clara

Cooperativa de mulheres é destaque em geração de renda

A Fundação Banco do Brasil está celebrando o mês das mulheres e dando continuidade as iniciativas com protagonismo feminino, hoje trazemos uma matéria especial sobre a cooperativa Justa Trama, que é liderada por Nelsa Nespolo.    

A Justa Trama é responsável por idealizar a tecnologia social A trama do Algodão que Transforma ao facilitar o intercâmbio de experiências entre o campo e a cidade integrando o trabalho da cadeia produtiva do algodão.  A instituição é composta por agricultoras, fiadoras, tecedoras, costureiras, artesãs, coletoras e beneficiadoras de sementes organizadas em empreendimentos da economia solidária. O trabalho inicia no plantio do algodão agroecológico e vai até a comercialização de peças de roupas produzidas pelas mulheres. 

Portal Justa Trama   Nelsa Nespolo 1157 por 638

Nelsa Nespolo - fundadora e atual diretora da Justa Trama

Com a premissa de que é possível realizar um plantio que respeite a natureza e vendas que ajudam a geração de renda de mulheres, a Justa Trama vem transformando a vida de várias cooperadas. “Nossa trajetória que transforma a vida das pessoas em todos os espaços que está, desde o território local até o espaço mais amplo. Acreditamos que podemos ser uma sociedade mais justa, mais limpa, e mais solidária em nossas ações”, afirma Nelsa.  

A entidade começou a atuação no Rio Grande do Sul e hoje atua em cidades das cinco regiões do país. Um destaque, são os encontros com as cooperadas da cidade de Tauá (CE) para estimular o empreendedorismo entre as mulheres. "Sabemos que historicamente a mulher, no meio rural vive uma forte invisibilidade. Então, temos feito no Ceará vários encontros com as agricultoras falando sobre a importância da participação e do protagonismo feminino", declara a coordenadora.

Elos da Justa Trama

⇨ Plantio do algodão: Adec – Tauá (CE), AEFAF de Ponta Porã (MS) e Rede Xique-xique (RN);

⇨ Fiação e tecelagem: Coopertêxtil – Pará de Minas (MG);

⇨ Confecção de botões e adornos: coleta de sementes e cascas de coco da Cooperativa Açaí - Porto Velho (RO);

⇨ Confecção, serigrafia, bordado e tingimento: Univens – Porto Alegre (RS).

O trabalho da Justa Trama tem conquistado resultados importantes como a integração dos setores produtivos e a distribuição justa dos ganhos entre as cooperadas. “Toda esta cadeia tem dado um impacto muito grande sobre as mulheres, que são a maioria na rede. A nossa atuação busca integrar agricultoras, fiadoras, artesãs e costureiras em uma construção na qual as pessoas podem ter um horizonte para toda vida. Grande parte das mulheres participantes são chefes de família e sustentam seus lares”, afirma Nelsa. 

AGN Justa trama Rosilene Rodrigues 180 por 270

Rosilene Rodrigues, participante da Justa Trama, destaca os pontos positivos do  trabalho na cooperativa. "Nós temos autonomia e conseguimos manter nosso serviço em dia. E fazer parte da Justa Trama pra mim é um honra porque no sul eu acho que é o único lugar que tem uma roupa diferenciada é a nossa. E quando a gente faz feira e lida com o público a gente vê o quanto eles dão valor para estas peças que a gente faz aqui", declarou. 

Iniciativas reconhecidas pela Fundação BB 

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Nelsa Nesposo (vestido branco) e Patrícia Ribas (vestido marrom) - diretora financeira da Justa Trama.

E toda esta cadeia produtiva do algodão agroecológico desenvolvida pela Justa Trama foi sistematizada na metodologia “A trama do algodão agroecológico que transforma” e encaminhada para participação no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019. E a instituição conquistou o primeiro lugar com esta iniciativa na categoria Geração de Renda.   

Eles receberam R$ 50 mil pelo primeiro lugar, a Tecnologia Social certificada foi cadastrada na Plataforma Transforma! e a metodologia foi registrada também em um documentário. Clique aqui e assista ao vídeo.

A Justa Trama participou do Prêmio com esta Tecnologia Social também na categoria Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico e chegou até a etapa final do Prêmio.  

Clique aqui e assista ao vídeo.  

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Monday, 14 February 2022 12:31

Você sabe o que são Tecnologias Sociais?

portal Silagem intena 1157 x 605

Tecnologias Sociais são soluções que conectam o saber popular e o conhecimento científico e que trazem respostas a problemas das comunidades de forma simples, a baixo custo e de fácil reaplicação.

Uma das iniciativas premiadas e certificadas pela Fundação Banco do Brasil é a Silagem de Colostro. A Tecnologia Social, desenvolvida pela EMATER-RS/ASCAR, gera trabalho e renda a milhares de produtores de leite de vários estados do Brasil, uma vez que o produto é um substituto natural e de excelente qualidade para o aleitamento de bezerras leiteiras e demais mamíferos. A iniciativa Uso Da Silagem De Colostro Como Substituto Do Leite Na Alimentação De Animais participou do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2021 e foi vencedora na Categoria Especial 20 Anos. A cerimônia, realizada em 02/12/2021 foi transmitida no YouTube

Na plataforma Transforma! Rede de Tecnologias Sociais, estão disponíveis mais de 600 iniciativas que podem ser adaptadas à realidade de cada comunidade. Tem Tecnologia Social para tudo o que você imaginar: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Geração de Renda e Saúde.

É a Fundação BB promovendo soluções que transformam realidades!

Conheça mais a Silagem de Colostro

Confira a entrevista concedida pela Mara Helena Saalfeld, médica veterinária da EMATER RS, doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e idealizadora da Tecnologia Social da Silagem de Colostro.

 Mara Helena Saalfeld

O Uso Da Silagem De Colostro Como Substituto Do Leite Na Alimentação De Animais venceu na categoria Especial 20 anos no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2021.  O que este reconhecimento e destaque vão agregar?

Ser ganhadora do Prêmio TS da Fundação Banco do Brasil em 2007 deu visibilidade nacional a Silagem de Colostro, e ser ganhadora do Prêmio Especial 20 anos vai tornar possível divulgar a tecnologia mundialmente. Vai agregar muito para a difusão da TS Silagem de Colostro. Ter o título de campeã da Categoria Especial 20 Anos qualifica mais ainda a Tecnologia que já tem ampla aceitação nacional. E já tem adoção em países da América Latina e Central. Estar associada a Fundação Banco do Brasil qualifica nosso trabalho.

- Vencer na categoria Especial 20 anos tem um gostinho a mais?

Muito mais. Saber que somos vencedores numa categoria que foi escolhida por votação popular é muito significativo. Concorremos com excelentes projetos e termos ganho mostrou que a adoção e apoio a TS Silagem de Colostro é muito grande. Sei que tivemos votação de muitos estados do Brasil, Costa Rica, San Salvador, Mexico e Portugal entre outros.

- Quais os planos para utilizar o recurso em dinheiro?

Os planos são utilizar o recurso para divulgar a silagem de colostro nacionalmente e mundialmente. Vamos produzir material de divulgação da tecnologia como folders e um site. Vamos produzir dois livretos sobre a criação correta da bezerra com o uso da Silagem de Colostro e um sobre a importância do leite na alimentação. Também vamos divulgar a tecnologia em congressos nacionais e internacionais bem como em reuniões e dias de campo com técnicos e produtores de leite. Vamos adquirir equipamentos para qualificar o trabalho de Extensão Rural.

- Qual o impacto que a TS causa até este momento em seu local?

O maior impacto é a economia que o produtor de leite tem por bezerra criada com a Silagem de Colostro. De cada litro de silagem de colostro o produtor adiciona água e tem dois litros de alimento. O produtor economiza o equivalente a venda de 1000 litros de leite e ainda proporciona um correto desenvolvimento aos animais. Esta tecnologia além de gerar renda ao produtor tira do ambiente as garrafas pets e o colostro que anteriormente era jogado no lixo. Além de gerar renda proporciona economia, pois a Silagem é armazenada no ambiente sem precisar de energia elétrica para refrigeração ou congelamento. Com a premiação foi possível fazer um doutorado e provar que a Silagem de Colostro mantém os nutrientes iniciais do colostro, elimina bactérias patogênicas ficando apenas bactérias probióticas e ainda mantem os anticorpos podendo ser usada como primeiro alimento da bezerra. A Silagem de Colostro é uma tecnologia adotada por centenas de produtores de leite em todo Brasil. Hoje a TS Silagem de Colostro é ensinada em escoltas técnico agrícolas e faculdades ligadas à agricultura familiar e ao agronegócio. Outro grande impacto é termos conseguido mudado uma legislação nacional de 1952 que proibia o uso de colostro por seres humanos. Com duas audiências públicas e escrevendo a Proposta Técnica foi possível em 29 de março de 2017 retirar esta proibição do RIISPOA (regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal).

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Monday, 18 November 2019 10:43

Um olhar diferenciado para a Primeira Infância

Portal Interno VencedoraPrimeiraInfancia

Tecnologia Social implementada no Rio Grande do Sul é premiada como referência em atendimentos a gestantes e crianças de até seis anos

Orientar as famílias a partir da cultura e experiência para que promovam o desenvolvimento integral de crianças de zero aos seis anos. Esta é a ação que resume a iniciativa Primeira Infância Melhor (PIM), vencedora da modalidade Primeira Infância, concedida por meio do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social neste ano. A metodologia implantada pela Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, em 2003, na capital Porto Alegre, atende hoje 237 cidades do estado (50% dos municípios gaúchos) e cerca de 31 mil famílias por ano.

Nas visitas são propostas orientações ou brincadeiras que contemplam as fases do desenvolvimento infantil ou o período gestacional de cada beneficiário. Um exemplo é a construção da “caixa de sentimentos”, onde a gestante e sua família são convidadas a registrar, por meio de desenhos, palavras ou recortes de revistas, suas expectativas e emoções a respeito da gestação. Outra atividade é o “diário da gestante”, realizado em diferentes municípios , em particular, para as mulheres privadas de liberdade, que podem ali registrar, com fotos e relatos, todo o contexto da gestação no cárcere; a confecção de brinquedos/brincadeiras com materiais disponíveis nas próprias residências, além da construção da “caixa do brinquedo” que insere o brincar na rotina das famílias; a prática da shantala - massagem de origem indiana que ajuda no relaxamento do bebê, fortalecendo o vínculo cuidador/ bebê; a revitalização de cantigas de roda, como estímulo à linguagem e à socialização; entre outras.

Priscila do Rosário é uma das pessoas atendidas pelo programa. “O PIM me acompanha em tudo. Os visitadores me ajudaram a ter mais contato e a brincar com minha filha, e me ajudaram também a reservar horários só para nossos compromissos. Como seria bom se cada família pudesse receber a visita do PIM em suas casas. Tenho certeza que ia transformar a vida dessas pessoas, como transformou a minha”, revela.

A metodologia

A trajetória do PIM resultou em seu reconhecimento enquanto uma das tecnologias de desenvolvimento e transformação social mais importantes da América Latina. Para além dos resultados quantitativos das avaliações apresentadas, são as histórias de vida e os relatos das famílias no dia a dia que comprovam a qualidade do Programa e a força que tal política tem para promover a vida, transformar histórias, empoderar as famílias e provavelmente romper ciclos de vulnerabilidade. À medida que o PIM foi se estruturando e se fortalecendo, seus resultados abrangem não apenas as famílias beneficiárias, mas também a sociedade como um todo.

Expectativas

Segundo a coordenadora da tecnologia social, Gisele Mariuse da Silva, após a premiação recebida em Brasília, a expectativa é de que a metodologia possa ser expandida para outros municípios do estado e, numa visão mais ousada, garantir a cobertura completa. “Para nós, ser reconhecida como uma tecnologia exitosa nos possibilita mais visibilidade e abre muitas portas, inclusive com apoiadores para captação de recursos. Agora nossa meta é atingir os outros 50% dos municípios do Rio Grande do Sul”, explica.


Premiação geral

Classificada em primeiro lugar, a tecnologia social Primeira Infância Melhor receberá R$ 50 mil, que serão destinados à expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da metodologia. Outras duas tecnologias sociais também foram premiadas na modalidade Primeira Infância. Em segundo lugar a Fundação Amazonas Sustentável, de Manaus (AM), receberá R$ 30 mil pela metodologia Programa Primeira Infância Ribeirinha (PIR). Já o terceiro lugar ficou para a Prefeitura de Osório (RS), que receberá R$ 20 mil pela tecnologia Programa Municipal de Aleitamento Materno - PRÓ-MAMÁ.

A premiação deste ano teve a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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Portal Interno   Ger Renda

Três tecnologias sociais foram selecionadas por contribuirem com soluções alternativas em produção agroecológica, empreendedorismo e ecoturismo

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019 selecionou três iniciativas na categoria Geração de Renda, um tema importante e que contribui com soluções alternativas para melhoria da qualidade de vida, principalmente em comunidades vulneráveis. A categoria tem como objetivo destacar oportunidades de trabalho e renda por meio de empreendimentos econômicos solidários, como associações e cooperativas que exercem a autogestão e na alocação dos recursos que geram trabalho e renda. Cada tecnologia social foi avaliada pelo seu nível de interação junto à comunidade, transformação social proporcionada, inovação e facilidade na reaplicação.

As finalistas “A Trama do Algodão que Transforma”, do Rio Grande do Sul, “CLOC (Criatividade – Lógica – Oportunidade – Crescimento)”, de Sergipe, e “Turismo de Base Comunitária: melhorando vidas e preservando o meio ambiente”, do Amazonas, concorrem à premiação de R$ 700 mil com outras 21 tecnologias sociais. O prêmio será de R$ 50 mil para a primeira colocada, R$ 30 mil para a segunda e R$ 20 mil para a terceira de cada uma das quatro categorias e das três premiações especiais nesta edição.

Além de participarem da cerimônia de premiação, que acontecerá em 10 de outubro em Brasília (DF), os representantes de cada entidade finalista estarão presentes no Encontro de Tecnologia Social, que será realizado na véspera do evento. As iniciativas selecionadas já integram o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) – uma base de dados on-line que reúne atualmente 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda e Saúde.


Conheça as finalistas 

A Trama do Algodão que Transforma” é uma tecnologia social localizada em Porto Alegre (RS) que promove a integração dos trabalhadores de vários elos de produção do algodão agroecológico, desde o plantio, transformação, produção das roupas e tingimento, com base na preservação do meio ambiente, promovendo inclusão, desenvolvimento local e criação de bancos comunitários liderados por mulheres. De acordo com a costureira Nelsa Nespolo, presidente da Cooperativa Central Justa Trama e idealizadora da metodologia, “incentivar o cultivo agroecológico do algodão é cuidar da terra, das águas e das pessoas. O algodão está na ponta da cadeia de produção e o produto final deve estar livre de agrotóxicos", explica.

CLOC (Criatividade – Lógica – Oportunidade - Crescimento)” , a iniciativa inclui aulas de programação e empreendedorismo na rede pública de ensino de Santa Luzia do Itanhy (SE), seleciona alunos que tenham aptidão para a programação computacional e os capacita para serem monitores. A ideia é promover contato dos jovens com as tecnologias da informação e incentivar a criatividade empreendedora. Para o coordenador da iniciativa, Ruanceli do Nascimento Santos, “existe um paradigma a ser rompido de que somente nos grandes centros urbanos há a capacidade de absorção de mão de obra especializada em tecnologia. O interessante em investir na capacitação em pequenos municípios é a possibilidade de surgirem soluções inovadoras e diferentes do modelo urbano tradicional. Além disso, evita-se o desperdício de talentos pela falta de valorização da mão de obra no interior”, explica.

Turismo de Base Comunitária: melhorando vidas e preservando o meio ambiente” é uma tecnologia social de gestão compartilhada entre o Instituto Mamirauá e a Associação de Auxiliares e Guias de Ecoturismo do Mamirauá (Aagemam) com base no modelo da Pousada Uacari, na cidade de Tefé (AM). Ao longo dos últimos 20 anos, a pousada se tornou uma importante fonte de renda de forma sustentável. As comunidades irão assumir a propriedade e gestão em poucos anos. O coordenador do programa, Pedro Meloni Nassar, explica que os benefícios da gestão participativa vão muito além dos financeiros. “A simples inclusão de jovens e mulheres nos processos decisórios trazem empoderamento e independência. Além disso, promovemos capacitações que impactam na educação e renda”, afirma.

Para o diretor executivo de Gestão de Pessoas, Controladoria e Logística da Fundação Banco do Brasil, Roberto Luiz Benkenstein, o Prêmio de Tecnologia Social ajuda a disseminar iniciativas para transformar a vida das pessoas. “Quando compartilhamos soluções como essas, sobre geração de renda, também estamos colaborando para o desenvolvimento de muitas comunidades, que podem encontrar referências que já deram certo em uma cidade, para reaplicarem a iniciativa na sua localidade”, disse.

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

Confira as finalistas de todas as categorias aqui

 

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Projeto para qualificação do queijo artesanal nos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul recebeu R$ 150 mil da Fundação BB

Produzido artesanalmente com leite cru, de gado criado em pastagens nativas, o queijo serrano é uma das iguarias mais conhecidas no Rio Grande do Sul, uma tradição mantida por gerações. Para garantir a continuidade do trabalho e a produção das famílias pecuaristas, a Fundação Banco do Brasil investiu R$ 150 mil na construção de nove mini queijarias nos municípios de Bom Jesus e São José dos Ausentes, situados na região de Campos de Cima da Serra. A parceria com a Associação dos Produtores de Queijo e Derivados do Leite dos Campos de Cima da Serra – Aprocampos permitiu a criação de negócios sustentáveis com geração de renda para as famílias.

A propriedade de Adler Antônio Pinto Nunes e Daiane Hoffman, no município de Bom Jesus (RS), foi uma das contempladas com uma agroindústria. Casados há 12 anos e pais de uma menina de 11, eles criam gado de corte e leiteiro (cerca de 40 cabeças) e transferiram a fabricação do queijo que era feita em casa para o novo ponto. Na Fazenda do Tigre, como é chamada, as tarefas são realizadas conjuntamente – o cuidado com o rebanho, as duas ordenhas diárias, o manuseio do leite, a fabricação dos queijos e a comercialização. “Aprendi a fazer queijos com meu marido, e ele já sabia quando casamos, porque aprendeu com os pais. Hoje produzimos 26 quilos de queijo e vendemos no comércio local e para os turistas que passam aqui na BR 285", disse Daiane. A peça custa R$ 22, e o mais maturado, R$ 30.  

Com 24 metros quadrados, cada queijaria tem capacidade de produzir 40 quilos de queijo artesanal por dia e são comercializados no município. As estruturas servem também como unidades demonstrativas e de referência não apenas para os 46 associados da Aprocampos, mas também para os demais pecuaristas que têm a fabricação de queijos artesanais como fonte de trabalho e renda.

Apoio técnico
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater/RS e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina - Epagri são parceiras do projeto nas capacitações dos produtores, qualificação e certificação do queijo.

De acordo com Juruema Batista Velho, técnica social da Emater-RS/Ascar, a caminhada foi longa até deixar os empreendimentos de acordo com as  exigências sanitárias, ambientais e tributárias. "Tivemos que nos preocupar com todas as etapas - em não descaracterizar ou alterar a receita tradicional; atender a legislação e até adequar a rotina diária. A qualificação do queijo começa com a sanidade do rebanho, com isenção de qualquer doença, o cuidado com a ordenha e o manuseio adequado do leite, uma vez que trabalhamos com o leite cru”, declarou.

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A divulgação deste assunto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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