Tecnologias Sociais

Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social revela vencedores da 13ª edição

Segunda-feira, 08 de Junho de 2026 - 11:36

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Evento reuniu iniciativas de todo o Brasil e premiou experiências que utilizam tecnologias sociais para enfrentar desafios sociais, ambientais e econômicos

A cerimônia de premiação da 13ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social marcou o encerramento do Festival de Soluções Sociais para o Brasil, no dia 29.05, no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília. Ao todo, sete iniciativas foram premiadas entre as 40 finalistas selecionadas de um universo de 1.107 projetos inscritos de todas as regiões do país.

Realizado há mais de duas décadas, o prêmio é uma das principais iniciativas de reconhecimento e fortalecimento das tecnologias sociais no Brasil. Ao longo de sua trajetória, já destinou mais de R$ 22 milhões em investimentos para apoiar soluções capazes de promover inclusão social, geração de renda, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida em diferentes territórios.

“A tecnologia social das cisternas é um dos exemplos que mais nos orgulham. O que começou como uma iniciativa apoiada pela Fundação BB tornou-se uma política pública de alcance nacional. Quando uma solução dos territórios ganha escala, ela transforma realidades e gera desenvolvimento sustentável”, afirmou o vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron.

O presidente da Fundação Banco do Brasil, André Machado, destacou a relevância das tecnologias sociais como ferramentas de transformação social e desenvolvimento sustentável. “Este prêmio tem a cara do Brasil. É plural, diverso e reúne iniciativas que demonstram a capacidade das comunidades de criar respostas inovadoras para os desafios sociais. Todas as experiências que chegaram até aqui já são vencedoras por promoverem transformações concretas na vida das pessoas”, afirmou.

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, participou da cerimônia e ressaltou a importância de valorizar iniciativas construídas nos territórios e nas comunidades. “As tecnologias sociais valorizam os saberes dos territórios, a força das comunidades e a riqueza da nossa cultura e ancestralidade. Reconhecer essas iniciativas é fortalecer experiências que ajudam a construir um país mais justo, sustentável e inclusivo”, destacou.

Conheça os vencedores

Na 13ª edição do prêmio, a Fundação Banco do Brasil destinou até R$ 6 milhões em premiação e certificação para fortalecer iniciativas de impacto social em todo o país. Foram cinco vencedores na categoria Novas Tecnologias Sociais: Afroteca, Dicionário Multimídia de Línguas Indígenas, Óleo no Ponto, Projeto Fitoterápicos e Oficina Locomover; e dois na categoria Desafio Fundação Banco do Brasil 40 anos: Oca um lugar para se ouvir e Centro Indígena de Aprendizagem do Rio Negro.

A seleção recebeu 1.107 inscrições, das quais 40 chegaram à etapa final e participaram do Festival de Soluções Sociais para o Brasil. As 148 iniciativas certificadas nesta edição passam a integrar a rede Transforma!, plataforma que reúne mais de 900 tecnologias sociais reconhecidas por suas contribuições para o desenvolvimento sustentável e a transformação social.

Ao receber a premiação, o coordenador da Afroteca, Luiz Fernando França, destacou a trajetória coletiva que deu origem ao projeto. “Esse prêmio é coletivo e representa muito para todos nós. A Afroteca é uma tecnologia educacional antirracista, amazônica, negra e quilombola, construída por muitas mãos. Nosso desejo é “afrotecar” o Brasil a partir da Amazônia”, afirmou.

Outro destaque da premiação foi a Oficina Locomover, da Casa da Criança Paralítica de Campinas, que atua na promoção da mobilidade e da inclusão de pessoas com deficiência. Ao receber o prêmio, representantes da iniciativa ressaltaram que o reconhecimento permitirá ampliar o alcance do projeto e beneficiar ainda mais pessoas.

Também premiado na categoria, o projeto Óleo no Ponto, da Associação Saber e Socializar (RJ), destacou o impacto do reconhecimento para as comunidades atendidas. A coordenadora Adriana Moura afirmou que a premiação fortalece o trabalho desenvolvido nos territórios. “Estar aqui já é uma vitória. Levar esse prêmio para o nosso território e para as mulheres que constroem esse projeto é ainda mais especial”, disse.

Lucilene Silva, coordenadora da Oca Escola Cultural, dedicou a premiação às mulheres e mestras que preservam os saberes tradicionais. “Este prêmio reconhece quem mantém vivas essas tradições e garante sua continuidade para as novas gerações”, destacou.

A conquista também foi celebrada por Arlindo Baré, idealizador do Centro de Aprendizagem Indígena do Rio Negro. “Em nome dos 23 povos indígenas do Rio Negro, recebemos este prêmio com muita gratidão. Mais do que um reconhecimento, ele representa a oportunidade de dar continuidade ao nosso trabalho e fortalecer iniciativas construídas coletivamente em nossos territórios”, comentou.

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