Fabiana A. Vieira

Fabiana A. Vieira

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Portal Juventude Rural
Programa de incentivo ao protagonismo do jovem no campo fortalece práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade em Arinos

 

Quando a gente fala de vida na roça, naturalmente nos vem à cabeça um lugar calmo, sem muita tecnologia e onde a gente pode ver a vida passar um pouco mais devagar, sem aquela correria dos grandes centros urbanos. Certo? Bem, a realidade no campo mudou. O que antes era visto como um lugar pacato, que não atraía a atenção dos jovens para a garantia de um bom emprego e de permanência na área rural, hoje pode ser visto com uma terra de oportunidades. Pelo menos essa é a opinião de jovens que vivem na cidade de Arinos, interior de Minas Gerais.

A cidade tem a agricultura e a pecuária como pilares da economia local. Por meio da Copabase (Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com base na Economia Solidária), jovens que atuam na área rural, desenvolvem atividades que oportunizaram renda. Com a implantação do Programa Juventude Rural, a cooperativa passou a oferecer também oportunidade de especialização no processamento e venda de baru (fruto típico do Cerrado) e seus derivados; produção de mel; produção de hortaliças e um núcleo de produção de fungicidas e repelentes biológicos para manejar pragas e doenças. Essas atividades mudaram completamente a visão de mercado desses jovens, que agora veem na área rural um lugar para aprimorar conhecimentos e investir no futuro com o apoio de novas tecnologias, estudos e a garantia de uma profissão que assegure sua sobrevivência. Abaixo, conheça algumas dessas histórias:

 

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O programa

O programa Juventude rural foi desenvolvido por meio de uma parceria entre Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Secretaria Nacional de Juventude (SNJ/SGPR) para apoiar projetos de cooperativas e associações que buscam estruturar empreendimentos econômicos de grupos de jovens rurais de 15 a 29 anos. para estimular seu protagonismo no campo, além de fortalecer práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade. Ao todo, foram apoiados 48 projetos em todo país, selecionados via edital.

 

Assista ao vídeo sobre o Juventude Rural de Arinos:

 

 

 

 

A realização deste projeto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Evento transmitido pela TV Folha fará parte de minidocumentário no canal “Diálogos Transformadores”

Representantes da ONU, governo federal e do terceiro setor estiveram reunidos nesta quarta-feira (23) para debater as transformações promovidas pelas tecnologias sociais no Brasil. Sob o tema Diálogos Transformadores: soluções que mudam realidades, o evento também contou com a participação de empreendedores sociais que já desenvolvem projetos reconhecidos no país, como o Fast Food da Política, Grupo nÓs, Coletivo Reciclagem e Saladorama. O conteúdo do debate servirá como matéria-prima do minidocumentário no canal Diálogos Transformadores. O encontro foi organizado pela Folha de S. Paulo e contou com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil. Veja alguns destaques:

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Com a palavra: metodologias que já transformam realidades

Representando a tecnologia social Fast Food da Política, Júlia Carvalho, explicou que a iniciativa tem o propósito de ensinar conceitos ligados ao funcionamento do estado, gestão pública e cidadania de forma lúdica. “O jogo é uma ferramenta que propõe a construção da democracia de um jeito plural. Planejamos uma atividade na qual os participantes escolhem políticas públicas que atendam diferentes setores da sociedade”, comentou. A Fast Food da Política foi a vencedora do Prêmio de Tecnologias Sociais, da Fundação BB em 2017.

Cláudia Vidigal, idealizadora do Instituto Fazendo História e da tecnologia social Grupo nÓs: trabalho de preparação para a vida autônoma, relatou que o Instituto está em busca constante da troca de experiências com entidades de outras localidades e países. “Tudo o que se faz é do mundo. Nosso jeito: o que a gente faz é do mundo”, afirmou. A iniciativa foi uma das finalistas do Prêmio de Tecnologia Social, da Fundação BB, em 2017.

Roberto Rocha, integrante do Movimento Nacional dos Coletores de Recicláveis (MNCR), da Associação Nacional dos Carroceiros e Catadores de Recicláveis (ANCAT) e do Coletivo Reciclagem, disse que há o entendimento de que o melhor coletor das garrafas é o catador, que realiza um serviço para a sociedade. "Hoje somos um milhão de catadores no Brasil. Trabalhamos com o que para a sociedade é lixo e pra gente é matéria prima”, afirmou. O Coletivo Reciclagem é uma tecnologia social articulada em parceria com o Instituto Coca-Cola e Ambev e foi certificada pela Fundação BB em 2015, quando ficou entre as finalistas, na categoria Tecnologias Sociais para o Meio Urbano.

Hamilton da Silva, do Saladorama, foi vencedor da categoria Escolha do Leitor do Prêmio Empreendedor Social 2017 por levar comida saudável para as favelas de São Paulo. Hamilton reconheceu que apesar do começo difícil teve muitas portas abertas. “O que vem acontecendo muito no meio social é que muita gente vai com muita sede ao pote. A gente passou a pedir apoio e consultoria, e não somente dinheiro”, afirmou .

Plateia atuante no debate

Empreendedores das rede Folha e Ashoka, líderes de iniciativas e negócios sociais, corporativo e poder público foram convidados para assistir ao evento no auditório da Folha de São Paulo. Regina Amuri Varga era uma delas. Ela é coordenadora de uma casa de apoio que atende crianças cardíacas e transplantadas do coração. Para ela o debate foi interessante pois abordou um olhar multifacetado entre diversas realidades. "Você tem que olhar além do problema que você vivencia, ou seja, através de diferentes experiencias. Estou gostando muito", aprovou a convidada.

 

Conheça as tecnologias sociais convidadas

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Assista aqui : Diálogos Transformadores na íntegra: 

 

A realização deste projeto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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A Ong Litro de Luz já instalou mais de 400 postes com iluminação gratuita, por meio de energia solar

 

“Pode levar, não preciso mais desta lanterna. Agora tenho luz em frente a minha casa”. Foi com este gesto que Pedrinho*, menino da comunidade de Ferraz de Vasconcelos, no interior de São Paulo, agradeceu ao voluntário da Ong Litro de Luz, quando viu pela primeira vez, um poste de luz iluminando a sua rua.

O agradecimento não foi em vão. Pelo menos três comunidades da cidade viviam completamente no escuro, sem a previsão de energia elétrica: Vila Santa Margarida, Brejo e Cidade de Deus. Agora eles contam com postes e lampiões que geram luz através de energia solar. Uma solução eficiente, barata e que agora concorre ao Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social.

No Brasil desde 2014, a Litro de Luz desenvolve soluções ecológicas e economicamente sustentáveis para combater a falta de iluminação nas cinco regiões do país e já impactou diretamente mais de cinco mil pessoas. Foi por meio de uma solução acessível criada pelo brasileiro Alfredo Moser, em 2002 - que usou garrafas pet abastecidas com água e alvejante para solucionar o problema da falta de luz dentro de casa – que o movimento global Liter of Light foi criado nas Filipinas, em 2011.

Segundo Laís Higashi, presidente da Litro de Luz, a Ong conta atualmente com cerca de  150 voluntários entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campina Grande, Manaus e Florianópolis. A sede fica em Vila Prudente, em São Paulo. “Uma equipe é responsável pelas demandas e análises das comunidades que serão atendidas. Depois disso, há o contato e o treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto”, explica.

A estrutura do poste é toda montada com canos de PVC para facilitar a colocação de cimento e fixação no solo, e possibilitar a passagem de fiação elétrica. Dentro de uma caixa hermética fixada ao corpo do poste, coloca-se a bateria e o circuito responsável pelo acionamento da lâmpada e pela transferência da energia que é captada pela placa solar para recarga da bateria. Finalmente, a placa solar é presa no topo e, para a proteção do led, é utilizada uma garrafa pet. Para arcar com os custos de material a Litro de Luz trabalha com iniciativas como workshops, voluntariado corporativo e ações específicas patrocinadas por parceiras. As garrafas plásticas especificamente são recolhidas por voluntários antes das ações.

Desde o início do projeto a Ong já levou luz para 15 comunidades de sete cidades. E os planos não param por aí. Para 2017 estão previstas instalações em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e para a comunidade Kalunga, maior comunidade quilombola do Brasil, localizada na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Além dos postes solares, que serão colocados nas áreas públicas, serão entregues também lampiões para iluminar ambientes internos e que são fáceis de transportar, permitindo que os moradores os levem de um lugar ao outro. Todas as soluções serão construídas em conjunto, pelos voluntários da Litro de Luz e pelos moradores, que aprendem todo o processo, incluindo a montagem, instalação e manutenção dos postes e dos lampiões.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Finalista do Prêmio de Tecnologia Social

Foi através da internet que os voluntários da Litro de Luz souberam das inscrições e resolveram participar  do Prêmio. A instituição foi selecionada entre 735 propostas e recebeu a certificação de tecnologia social. Agora é uma das finalistas na categoria “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital” e concorre ao prêmio principal de R$ 50 mil, que será entregue ao primeiro colocado de cada categoria do prêmio, em novembro. “Todos os voluntários estão extremamente animados e sentiram-se reconhecidos com a certificação na primeira fase do Prêmio”, diz Higashi.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir a iniciativa Poste de Luz Solar: Litro de Luz Brasil no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB acessando https://goo.gl/v4k6bD


(*) Pedrinho é um nome fictício.

 A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

 

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No mês da mulher, projetos serão selecionados para receber assessoria gratuita de empreendedorismo durante dois anos com metodologia certificada pela Fundação BB

No Brasil, cerca de 53% dos empreendimentos informais são liderados por mulheres, segundo pesquisa  da  GEM/Global Entrepreneurship Monitor (2013). Neste universo, grande parte trabalha diretamente na produção de alimentos para comercialização. Esta prática, utilizada para garantir o próprio sustento ou ajudar no rendimento familiar, é muito comum em diversas faixas etárias e classes sociais. Frente a essa realidade, o Consulado da Mulher abriu a seleção Empreendedoras 2017. A entidade é gerida pela empresa Cônsul e presta serviços para o empoderamento e capacitação de mulheres de baixa renda ou da área rural.

A proposta consiste em oferecer um treinamento especializado e gratuito durante dois anos em diversas áreas como gestão administrativa, financeira, vendas, marketing, gestão da produção, recursos humanos, sustentabilidade e gênero. A metodologia aplicada é certificada pela Fundação Banco do Brasil desde 2009, sendo uma das finalistas no Prêmio de Tecnologias Sociais de 2015.

O curso será oferecido preferencialmente para mulheres acima de 18 anos, que produzem alimentos para vender (ou que já tenham vendido alguma vez) e que tenham renda máxima de um salário mínimo por pessoa da família. Para as inscrições serão válidos projetos de mulheres que residem nas regiões de São Miguel Paulista e Vila Prudente (na grande São Paulo), e cidades de Rio Claro (SP), Joinville (SC) e Manaus (AM), localidades onde já existem os escritórios do Consulado da Mulher e onde serão aplicados os cursos presencialmente. As inscrições devem ser realizadas no portal do Consulado da Mulher no endereço eletrônico http://consuladodamulher.org.br/inscricoes/ ou presencialmente nos escritórios de cada região até o dia 31 de março.

Segundo o Consulado da Mulher após o término das inscrições, será realizada a primeira seletiva onde serão analisados o perfil empreendedor e socioeconômico das mulheres inscritas. Em seguida, são realizados cursos de formações básicas de empreendedorismo para a construção de um plano de negócios simplificado. A terceira fase do processo é a construção e apresentação do plano para uma banca empreendedora, que dará avaliação e ideias sobre o negócio.

Aquelas que chegarem até o final destas etapas, receberão assessoria gratuita do Consulado da Mulher por dois anos, com base no plano de negócios e na Metodologia de Gestão de Empreendimentos Solidários. Esta Tecnologia Social é um conjunto de ferramentas desenvolvidas para atuação com grupos populares e que estão fundamentadas nos princípios de Educação Popular e no Trabalho em Rede.

A assessoria prestada será realizada quinzenalmente, em grupos e alguns encontros individuais, geralmente no escritório local do Consulado da Mulher ou em organizações parceiras nas comunidades onde vivem, e no próprio espaço de produção das selecionadas.

Luciane Gonçalves é de São Paulo e foi uma das selecionadas da edição Empreendedoras no ano passado. Ela produz salgadinhos para vender e afirma que após receber a assessoria técnica sua vida melhorou muito. Ela explica que há três anos resolveu comprar uma máquina de crepe e abriu um bufê de salgados para ajudar nas despesas da casa, já que o marido estava desempregado e precisava sustentar os quatro filhos que moram com o casal. A partir da inicialização no curso de empreendedorismo, passou a compreender melhor o próprio negócio. “No início a gente não sabe nada, nem sabe cobrar direito pelos produtos. Eu não tinha visão de empreendedora. Só queria pagar meu aluguel. Hoje isso mudou muito. Eu consegui ampliar a minha cozinha, atendo festas de casamento e até vou ter uma logomarca proporcionada pelos parceiros do Consulado”, afirma.

Para a coordenadora do projeto Erica Sacchi Zanotti, o processo de mobilização nas comunidades e seleção de mulheres é muito importante. “Muitas dessas pessoas acessadas não se veem como empreendedoras. O contato com as educadoras sociais do Consulado, a troca de saberes sobre empreendedorismo popular e a construção do modelo de negócios faz com que elas entendam que são capazes".

Somente em 2014, 108 empreendimentos foram assessorados, dos quais 59 diretamente pelo Consulado da Mulher e outros 49 por meio de entidades sociais parceiras. Estes empreendimentos propiciaram a geração de renda para 1.570 pessoas, com um total de 6.314 beneficiários incluindo filhos e familiares que dependem economicamente da renda destas mulheres. A elevação média da renda foi de 21% entre o início e o final do ano. Os 108 empreendimentos beneficiados faturaram em 2014 o equivalente a R$ 5 milhões, movimentando a economia e gerando riquezas em suas comunidades.

Serviço:

Baixe o formulário de inscrição: www.consuladodamulher.org.br/inscricoes.

Basta fazer o download, imprimí-lo, preenchê-lo e enviá-lo via e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Ou envie pelos Correios para o endereço Rua Dona Francisca, 7.173, Zona Industrial Norte – CEP 89219-600.

 

A realização deste projeto contempla três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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