Dalva Barbosa de Oliveira

Dalva Barbosa de Oliveira

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Portal Interno   Projeto Mares

A Fundação Banco do Brasil é parceira da Cáritas em projetos destinados aos imigrantes e refugiados em Brasilia e no Rio de Janeiro

Ingressar no mercado de trabalho no Brasil não tem sido fácil para ninguém. E o desafio é ainda maior para aqueles que chegaram ao país em situação de refúgio. Pensando em ajudar os que buscam uma oportunidade, a Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro se uniu à Fundação Banco do Brasil e à Academia Cisco no projeto Mares – Mediação para o Aprendizado de Refugiados e Solicitantes de Refúgio.

O projeto teve início em março deste ano, com capacitação profissional em tecnologia digital, segurança cibernética e empreendedorismo. De início, 107 pessoas de 16 países foram inscritas para as aulas semanais. As turmas foram compostas por alunos da Venezuela, Colômbia, Nicarágua, Cuba, República Democrática do Congo, Serra Leoa, Togo, Benin, Angola, Guiné Equatorial, Nigéria, Uganda, Palestina, Marrocos, Rússia e Paquistão. Dessas, 62 já concluíram os cursos e receberam a certificação da Academia Cisco. Em agosto outras duas turmas com aproximadamente 25 alunos cada, iniciaram as aulas. Para ajudar na reinserção no mercado de trabalho, a Cáritas também oferece aulas de português e de outros idiomas aos imigrantes e refugiados.

Até 2018, o Ministério da Justiça reconheceu 10,5 mil pessoas na condição de refugiados. Um levantamento feito pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur) revelou que os refugiados que vivem no Brasil têm escolaridade acima da média brasileira, mesmo assim, eles têm dificuldade para conseguir emprego, e a maioria não consegue revalidar o diploma no país, fator que impede de serem contratados pela profissão exercida no país de origem.Esaie

Mas para o congolês Esaie Mbamba, de 33 anos, todos esses obstáculos serviram de degraus para o seu crescimento. Formado em Comunicação e há 10 anos morando no Brasil, ele conta que já venceu muitas barreiras. Quando chegou aqui, fugindo da guerra e da repressão, buscava um bom lugar para viver e para trabalhar. Hoje trabalha com gravações e fotografias de eventos, videoclipes, reportagens jornalísticas e documentários, e ainda administra páginas (https://www.radiookapi.net/, congonewsnetworktv: no Facebook, Twitter e no Youtube), que considera instrumentos importantes para ajudar seu povo na comunicação com os brasileiros.

Esaie não perde tempo, sempre que pode abraça toda oportunidade para aperfeiçoar e adquirir novos conhecimentos. Dos cursos oferecidos pelo projeto Mares, ele já fez três: CCNA – Cisco Certified Netwok Associate, que ajuda a compreender melhor a internet, os computadores e as redes sociais; Introdução à Internet de Todas as Coisas, curso que preenche lacunas entre os sistemas operacionais e de tecnologia da informação e de Empreendedorismo, que ajuda a despertar as habilidades necessárias para planejar, abrir uma empresa e fazer gerenciamento financeiro. 

“Conheci o Brasil por meio do Consulado, quando foi instalada a embaixada brasileira na República Democrática do Congo. Na época, foi feito um acordo de intercâmbio entre os países e nós recebíamos incentivos para conhecer mais sobre o Brasil. Nessa época, eles abriram as portas para que nós tivéssemos a chance conhecer a cultura brasileira. Foi quando conheci mais sobre o futebol e as músicas brasileiras, que eram traduzidas para o francês, o que me fez apaixonar pelo país e ter a certeza de que aqui eu teria oportunidades”, relata.

Carmem Ubina e seu esposo Erick Johary Ramos também estão sendo beneficiados pelo projeto Mares. O casal venezuelano chegou ao Brasil há seis meses, fazendo o caminho mais conhecido por seus conterrâneos, por Roraima. Quando deixaram a Venezuela, Carmem estava terminando o curso de Administração de Empresas, faltava apenas o projeto final de conclusão do curso, e Erick trabalhava na área de Tecnologia da Informação, mas tiveram que deixar tudo para trás. Mesmo com todos os desafios, os dois já fizeram alguns cursos oferecidos pelo projeto Mares, além das aulas de português. Em maio deste ano, após dois meses de aulas, Erick conseguiu um emprego como auxiliar técnico em uma empresa de instalação e manutenção de alarmes e câmeras de vigilância interna. “Estou muito feliz com a oportunidade que estamos tendo do Brasil. Agora estou em busca do meu trabalho e espero conseguir logo, porque queremos viver aqui e ter melhor qualidade de vida”, declarou Carmem.

Além da parceria com a Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro no projeto Mares, a Fundação BB também contribui para a melhoria de vida dos migrantes e refugiados que vivem em Brasília e região do entorno, por meio do projeto Educação e Capacitação para Refugiados e Migrantes no Distrito Federal e Cidades do Entorno, com a Cáritas Brasileira.

Agricultores familiares do município de Ministro Andreazza vão plantar cerca de 30 mil mudas

O uso intensivo da mesma área para pastagem, sem qualquer manejo, e a redução da vegetação têm sido responsáveis pela desagregação do solo e assoreamento dos rios, resultando na morte de nascentes do município de Ministro Andreazza (RO), distante cerca de 500 quilômetros de Porto Velho.

A Fundação Banco do Brasil e a Cooperativa de Produtores Rurais da Agricultura Familiar de Ministro Andreazza (Cooperandreazza) assinaram, nesta quarta-feira (25), um convênio para o projeto Água Viva, no valor de R$ 198,7 mil, que tem como objetivo recuperar as áreas degradadas e o lençol freático. A iniciativa também pretende gerar renda para 25 agricultores familiares que vivem basicamente da produção de café e da criação de gado leiteiro, além do envolvimento indireto de outros 50 agricultores. O projeto tem a parceria da Brasilcap.

A ação prevê o plantio de 30 mil mudas, sendo metade de espécies da flora brasileira e a outra metade de árvores frutíferas - cacau, cupuaçu, açaí, guaraná - sem uso de agrotóxico, uma alternativa a mais de renda no fim do mês.

“Esperamos conscientização em primeiro lugar. Que cada produtor, ao ver a terra recuperada, possa ganhar consciência do que é ter uma área degradada e não poder trabalhar nela. Esperamos também que o projeto possa melhorar a vida não só dos cooperados, mas também dos moradores vizinhos que dependem dos mananciais e rios em bom estado”, declarou Sueli Machado, presidente da cooperativa. A venda das frutas será uma alternativa a mais de renda no fim do mês.

De acordo com o técnico agrícola e assessor do projeto, Marcelo Poggian, o plantio das mudas será feito no período chuvoso, previsto para o final do mês de setembro. Ele explica que na fase atual, anterior ao plantio, os produtores vão preparar e isolar as áreas que irão receber o investimento.

A assinatura do convênio contou com a presença de representantes da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente do Município de Ministro Andreazza; da Emater Rondônia, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Ministro Andreazza e de autoridades municipais.