Dalva Barbosa de Oliveira

Dalva Barbosa de Oliveira

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Portal Interno   premioTS

Em sua décima edição, Prêmio da Fundação BB teve a participação da primeira dama, Michelle Bolsonaro e contemplou soluções de transformação social

A Fundação Banco do Brasil e os parceiros do Prêmio de Tecnologia Social 2019 anunciaram nesta quarta-feira, 16, as iniciativas vencedoras deste ano. A cerimônia foi realizada em Brasília (DF) com a presença de 600 convidados - representantes da diretoria executiva do Banco do Brasil, entidades parceiras, finalistas do prêmio, representantes do governo federal, embaixadas e organismos internacionais e demais convidados. O resultado final significou o reconhecimento e a conclusão de meses de muita expectativa, principalmente às iniciativas participantes.

As tecnologias sociais foram desenvolvidas por organizações sociais, instituições de ensino e prefeituras, com a participação da comunidade e com grande potencial de promover transformações sociais.

Presente no evento, a primeira dama do Brasil e presidente do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado - Pátria Voluntária, Michelle Bolsonaro, saudou a Orquestra Arte Jovem, de Ceilândia (DF) pela apresentação durante a premiação, e parabenizou a Fundação BB pelo evento. “É uma alegria participar dessa cerimônia. Que honra estar entre tantas pessoas empenhadas em contribuir com um Brasil mais justo, solidário e inclusivo. Sabemos que a transformação que todos queremos só será possível com a união de todos os setores de nossa sociedade. A prática do voluntariado é um ato de humanidade, civilidade e amor. Esse tipo de trabalho gera impactos benéficos para toda a sociedade”, disse.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, agradeceu pela parceria na premiação especial Primeira Infância. “Estar aqui na companhia de todos vocês é muito importante. E quero dizer que a Fundação BB cumpre um papel importantíssimo, não só porque patrocina e premia tecnologias sociais, mas por ser um pivô de articulação das outras instituições que fazem um trabalho maravilhoso na área social. Aqui é uma celebração da solidariedade humana, da compaixão. E nós ainda temos uma longa trajetória para superar as dificuldades, a recessão, o desemprego, para chegar a um lugar melhor para todos", declarou.

"Acredito que todos aqui conhecem o Banco do Brasil. Não somos um banco social, mas somos um banco que tem metade do seu capital pertencente a acionistas privados, mas nem por isso ele deixa de observar a sua responsabilidade social. E essa responsabilidade se materializa em dois canais: os Centros Culturais (CCBB) e a Fundação BB. Por meio de um, nós promovemos a cultura de diversas formas e com a Fundação BB, a nossa preocupação principal é com a inclusão social”, destacou Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil.

O anfitrião do evento e presidente da Fundação BB, Asclepius Soares (Pepe), enfatizou como o prêmio tem sido importante para o desenvolvimento do país. “Hoje é uma data especial, porque estamos na décima edição do Prêmio Fundação BB. Esse que talvez seja o maior do terceiro setor. E por que ele persiste há tanto tempo? Há mais de 18 anos? Porque a temática é importante. As tecnologias sociais têm seu valor. Elas provam que existem muitas maneiras de resolver problemas complexos, de maneiras simples, e um exemplo é o soro caseiro, as cisternas de placas implementadas no semiárido brasileiro. E é por isso que a tecnologia social é apaixonante”, disse Pepe.

Estiveram presentes também na cerimônia, Gabriela Rocha, gerente de comunicação do Instituto C&A, Gerson Wlaudimir Falcucci, diretor-presidente da Ativos S.A., João Vagnes de Moura Silva, presidente da BB Tecnologia e Serviços, Daniela Arantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNNDES), Maria Claudia Ferrari Castro, diretora do Departamento de Tecnologias e Programas de Desenvolvimento Sustentável e Sociais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Carlos Arboleda, residente adjunto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD), Márlova Jovchelovitch Noleto, representante da Unesco no Brasil e Gustavo Chianca, representando a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Sobre o Prêmio

Desde 2001, a cada dois anos, a Fundação BB realiza a premiação, que é considerada um dos principais eventos que certifica e premia tecnologias sociais. Em dez edições, o Prêmio de Tecnologia Social recebeu mais de 7.800 inscrições, elegeu 69 vencedoras e possibilitou R$ 4,8 milhões em premiações. A premiação deste ano recebeu 801 inscrições. Dessas, 123 tecnologias sociais passaram a fazer parte da plataforma digital Transforma (transforma.fbb.org.br), que abriga as iniciativas certificadas nas dez edições do Prêmio de Tecnologia Social da Fundação BB. A Transforma foi remodelada a partir do antigo Banco de Tecnologias Sociais (BTS).


Veja a classificação


Premiação especial: Mulheres na Agroecologia

1º lugar

Mulheres Protagonistas no Beneficiamento de Produtos Agroecológicos, da Cooperativa Agropecuária de Alagoas – Flexeiras (AL)

2º lugar
Pitanga Rosa: agroecologia, saúde e qualidade de vida, da Associação Pitanga Rosa - Chapecó (SC)

3º lugar
Programa Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável - PEADS , do Serviço de Tecnologia Alternativa - Ibimirim (PE)

Premiação especial: Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico

1º lugar
O Algodão Agroecológico Gerando Renda e Conhecimento no Curimataú Paraibano, Associação de Apoio a Políticas de Melhoria da Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Verticalização da Produção Familiar – Remígio (PB)

2º lugar
Algodão Agroecológico no Fortalecimento da Agricultura Familiar e Associativismo, da Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá – Tauá (CE)

3º lugar
A trama do algodão que transforma, da Cooperativa Central Justa Trama - Porto Alegre (RS)

Premiação especial: Primeira Infância

1º lugar
Visitação domiciliar na primeira infância – da Secretaria da Saúde - Porto Alegre (RS)

2º lugar
Programa Primeira Infância Ribeirinha (PIR) – da Fundação Amazonas Sustentável - Manaus (AM)

3º lugar
Programa Municipal de Aleitamento Materno - PRÓ-MAMÁ - da Prefeitura Municipal de Osório RS - Osório (RS)

Categoria Internacional
1º lugar
Escuelas Ambientalmente Sostenibles y Cultura 3 R - Instituto Nacional de Bienestar Estudiantil (INABIE) - Santo Domingo - República Dominicana

2º lugar
Las compras públicas para un modelo territorial de comunidades indígenas MayaCh´orti´, da Asociación para el desarrollo integral de productores del Área Ch´orti´ - Chiquimula – Guatemala

3º lugar
Programa Ondas Atlántico para la generación temprana de vocaciones cientificas, da Universidad Simón Bolívar – Barranquilla – Colômbia

Categoria nacional: Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital

1º lugar
Auditoria Cívica na Saúde – do Instituto de Fiscalizacão e Controle - Brasília (DF)

2º lugar
Arquitetura na Periferia - do Instituto de Assessoria a Mulheres e Inovação – IAMÍ - Belo Horizonte (MG)

3º lugar
Origens Brasil – do Instituto Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – Imaflora - Piracicaba (SP)

Categoria nacional: Educação

1º lugar
Vamos enCURTAr essa história? – do Erem Frei Orlando – Itambé (PE)

2º lugar
Escola Ativa - do Instituto Esporte & Educação - São Paulo (SP)

3º lugar
Tecnologias Sociais e Formação em Ciências da Natureza de Educadores do Campo – da Universidade Federal de Viçosa – Viçosa (MG)

Categoria nacional: Geração de Renda

1º lugar
A trama do algodão que transforma – da Cooperativa Central Justa Trama - Porto Alegre (RS)

2º lugar
CLOC (Criatividade – Lógica – Oportunidade – Crescimento) – do Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação - Santa Luzia do Itanhy - (SE)

3º lugar
Turismo de Base Comunitária: melhorando vidas e preservando o meio ambiente – do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) – Tefé (AM)

Categoria nacional: Meio Ambiente

1º lugar

Reuso de resíduos vítreos de aterros sanitários: meio ambiente e renda - da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Campus Toledo - Toledo (PR)

2º lugar
Plantando Águas – do The Green Initiative - São Paulo (SP)

3º lugar
Sistema Miyawaki de restauração de ecossistemas na Amazônia - do Instituto Amigos da Floresta Amazônica - ASFLORA - Benevides (PA). 

 

Portal Interno   Projeto Mares

A Fundação Banco do Brasil é parceira da Cáritas em projetos destinados aos imigrantes e refugiados em Brasilia e no Rio de Janeiro

Ingressar no mercado de trabalho no Brasil não tem sido fácil para ninguém. E o desafio é ainda maior para aqueles que chegaram ao país em situação de refúgio. Pensando em ajudar os que buscam uma oportunidade, a Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro se uniu à Fundação Banco do Brasil e à Academia Cisco no projeto Mares – Mediação para o Aprendizado de Refugiados e Solicitantes de Refúgio.

O projeto teve início em março deste ano, com capacitação profissional em tecnologia digital, segurança cibernética e empreendedorismo. De início, 107 pessoas de 16 países foram inscritas para as aulas semanais. As turmas foram compostas por alunos da Venezuela, Colômbia, Nicarágua, Cuba, República Democrática do Congo, Serra Leoa, Togo, Benin, Angola, Guiné Equatorial, Nigéria, Uganda, Palestina, Marrocos, Rússia e Paquistão. Dessas, 62 já concluíram os cursos e receberam a certificação da Academia Cisco. Em agosto outras duas turmas com aproximadamente 25 alunos cada, iniciaram as aulas. Para ajudar na reinserção no mercado de trabalho, a Cáritas também oferece aulas de português e de outros idiomas aos imigrantes e refugiados.

Até 2018, o Ministério da Justiça reconheceu 10,5 mil pessoas na condição de refugiados. Um levantamento feito pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur) revelou que os refugiados que vivem no Brasil têm escolaridade acima da média brasileira, mesmo assim, eles têm dificuldade para conseguir emprego, e a maioria não consegue revalidar o diploma no país, fator que impede de serem contratados pela profissão exercida no país de origem.Esaie

Mas para o congolês Esaie Mbamba, de 33 anos, todos esses obstáculos serviram de degraus para o seu crescimento. Formado em Comunicação e há 10 anos morando no Brasil, ele conta que já venceu muitas barreiras. Quando chegou aqui, fugindo da guerra e da repressão, buscava um bom lugar para viver e para trabalhar. Hoje trabalha com gravações e fotografias de eventos, videoclipes, reportagens jornalísticas e documentários, e ainda administra páginas (https://www.radiookapi.net/, congonewsnetworktv: no Facebook, Twitter e no Youtube), que considera instrumentos importantes para ajudar seu povo na comunicação com os brasileiros.

Esaie não perde tempo, sempre que pode abraça toda oportunidade para aperfeiçoar e adquirir novos conhecimentos. Dos cursos oferecidos pelo projeto Mares, ele já fez três: CCNA – Cisco Certified Netwok Associate, que ajuda a compreender melhor a internet, os computadores e as redes sociais; Introdução à Internet de Todas as Coisas, curso que preenche lacunas entre os sistemas operacionais e de tecnologia da informação e de Empreendedorismo, que ajuda a despertar as habilidades necessárias para planejar, abrir uma empresa e fazer gerenciamento financeiro. 

“Conheci o Brasil por meio do Consulado, quando foi instalada a embaixada brasileira na República Democrática do Congo. Na época, foi feito um acordo de intercâmbio entre os países e nós recebíamos incentivos para conhecer mais sobre o Brasil. Nessa época, eles abriram as portas para que nós tivéssemos a chance conhecer a cultura brasileira. Foi quando conheci mais sobre o futebol e as músicas brasileiras, que eram traduzidas para o francês, o que me fez apaixonar pelo país e ter a certeza de que aqui eu teria oportunidades”, relata.

Carmem Ubina e seu esposo Erick Johary Ramos também estão sendo beneficiados pelo projeto Mares. O casal venezuelano chegou ao Brasil há seis meses, fazendo o caminho mais conhecido por seus conterrâneos, por Roraima. Quando deixaram a Venezuela, Carmem estava terminando o curso de Administração de Empresas, faltava apenas o projeto final de conclusão do curso, e Erick trabalhava na área de Tecnologia da Informação, mas tiveram que deixar tudo para trás. Mesmo com todos os desafios, os dois já fizeram alguns cursos oferecidos pelo projeto Mares, além das aulas de português. Em maio deste ano, após dois meses de aulas, Erick conseguiu um emprego como auxiliar técnico em uma empresa de instalação e manutenção de alarmes e câmeras de vigilância interna. “Estou muito feliz com a oportunidade que estamos tendo do Brasil. Agora estou em busca do meu trabalho e espero conseguir logo, porque queremos viver aqui e ter melhor qualidade de vida”, declarou Carmem.

Além da parceria com a Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro no projeto Mares, a Fundação BB também contribui para a melhoria de vida dos migrantes e refugiados que vivem em Brasília e região do entorno, por meio do projeto Educação e Capacitação para Refugiados e Migrantes no Distrito Federal e Cidades do Entorno, com a Cáritas Brasileira.

Agricultores familiares do município de Ministro Andreazza vão plantar cerca de 30 mil mudas

O uso intensivo da mesma área para pastagem, sem qualquer manejo, e a redução da vegetação têm sido responsáveis pela desagregação do solo e assoreamento dos rios, resultando na morte de nascentes do município de Ministro Andreazza (RO), distante cerca de 500 quilômetros de Porto Velho.

A Fundação Banco do Brasil e a Cooperativa de Produtores Rurais da Agricultura Familiar de Ministro Andreazza (Cooperandreazza) assinaram, nesta quarta-feira (25), um convênio para o projeto Água Viva, no valor de R$ 198,7 mil, que tem como objetivo recuperar as áreas degradadas e o lençol freático. A iniciativa também pretende gerar renda para 25 agricultores familiares que vivem basicamente da produção de café e da criação de gado leiteiro, além do envolvimento indireto de outros 50 agricultores. O projeto tem a parceria da Brasilcap.

A ação prevê o plantio de 30 mil mudas, sendo metade de espécies da flora brasileira e a outra metade de árvores frutíferas - cacau, cupuaçu, açaí, guaraná - sem uso de agrotóxico, uma alternativa a mais de renda no fim do mês.

“Esperamos conscientização em primeiro lugar. Que cada produtor, ao ver a terra recuperada, possa ganhar consciência do que é ter uma área degradada e não poder trabalhar nela. Esperamos também que o projeto possa melhorar a vida não só dos cooperados, mas também dos moradores vizinhos que dependem dos mananciais e rios em bom estado”, declarou Sueli Machado, presidente da cooperativa. A venda das frutas será uma alternativa a mais de renda no fim do mês.

De acordo com o técnico agrícola e assessor do projeto, Marcelo Poggian, o plantio das mudas será feito no período chuvoso, previsto para o final do mês de setembro. Ele explica que na fase atual, anterior ao plantio, os produtores vão preparar e isolar as áreas que irão receber o investimento.

A assinatura do convênio contou com a presença de representantes da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente do Município de Ministro Andreazza; da Emater Rondônia, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Ministro Andreazza e de autoridades municipais.