Geração de Renda

Fundação BB e BNDES fortalecem a pesca artesanal no Vale do Ribeira

Segunda-feira, 23 de Março de 2026 - 12:30

ECOFORTE PESCA ARTESANAL

Iguape (SP) foi palco, na última sexta-feira (20), de um marco importante para o desenvolvimento sustentável da região.

Com apoio da Fundação Banco do Brasil, o Projeto Rede Terra-Mar foi oficialmente apresentado, consolidando um investimento estratégico voltado ao fortalecimento da pesca artesanal e da agricultura familiar no Vale do Ribeira.

A iniciativa, que integra recursos do Projeto Ecoforte — financiado pela Fundação Banco do Brasil em parceria com o BNDES —, representa um avanço concreto na valorização das comunidades tradicionais, promovendo geração de renda, inclusão produtiva e sustentabilidade ambiental.

O evento aconteceu na sede da Cooperpesca, em Iguape, reunindo representantes do governo federal, instituições parceiras e, principalmente, os protagonistas dessa transformação: os pescadores e pescadoras artesanais.

“Mais do que um investimento financeiro, a atuação da Fundação Banco do Brasil evidencia uma aposta em um modelo de desenvolvimento que respeita o território, fortalece identidades locais e cria novas oportunidades para quem vive da pesca”, ressaltou Ana Paula Moreira Lima, gerente de equipe de Suporte Operacional da Fundação BB.

Durante a programação, foi apresentada a proposta da Rede Terra-Mar, que busca integrar a produção pesqueira à agricultura familiar, criando um ciclo sustentável entre mar e terra. A iniciativa inclui a modernização de agroindústrias, o fortalecimento da cooperativa e a implementação de práticas agroecológicas que ampliam o valor dos produtos e reduzem impactos ambientais.

Na prática, o apoio da Fundação BB se traduz em transformação direta na vida das famílias. Para os pescadores da região, o projeto chega como uma resposta concreta a desafios históricos, como a instabilidade de renda, a dificuldade de acesso a mercados e a falta de estrutura produtiva. Agora, com o fortalecimento da cadeia e a ampliação das políticas públicas, a expectativa é de mais segurança, dignidade e de crescimento.

A força das pescadoras

Esse impacto também se reflete no fortalecimento do papel das mulheres na pesca artesanal. Para Vilnes de Paiva, pescadora da região, o reconhecimento atual é, na verdade, a retomada de um protagonismo que sempre existiu. “O papel da mulher na pesca artesanal hoje é ocupar um lugar que ela sempre exerceu. A mulher sempre pescou junto com o marido, fez parte da pesca familiar artesanal e hoje está em um lugar de destaque, exercendo uma profissão que sempre foi sua. Ela vai para o mar, vai para o rio, traz o peixe para a família e contribui diretamente com o orçamento familiar”, destacou.

A Cooperpesca, que há mais de duas décadas organiza a atividade pesqueira no território, ganha ainda mais relevância nesse novo cenário, consolidando-se como um polo estratégico de produção e distribuição.

Além do impacto econômico, o projeto reforça um ponto essencial: o reconhecimento do valor social e ambiental da pesca artesanal. Ao apoiar essa cadeia produtiva, a Fundação Banco do Brasil contribui diretamente para a segurança alimentar e para a preservação de um dos territórios mais ricos da Mata Atlântica.

A presença de autoridades e parceiros institucionais reforçou a importância da articulação entre diferentes setores para que iniciativas como essa avancem e se consolidem. Mas foi na fala dos próprios pescadores que o verdadeiro significado do projeto ficou evidente: esperança. Esperança de dias melhores, de trabalho valorizado e de um futuro em que tradição e desenvolvimento caminham juntos.

 

Voltar ao topo
Esse conteúdo foi útil?

Comentários

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ao publicar, você está concordando com os nossos Termos de Usos

500 caracteres restantes

vw-access
wrapper

Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência. Ler a política de Cookies

Aceitar