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NutriSSan reúne governos, organizações internacionais, instituições de ensino e pesquisa e organizações da sociedade civil com o objetivo de promover a segurança alimentar

O conceito de tecnologia social disseminado pela Fundação Banco do Brasil é adotado como referência pela Rede Global de Instituições de Ensino, Pesquisa e Extensão em Nutrição, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional – NutriSSAN, criada em abril deste ano. A rede reúne governos, organismos internacionais, universidades e sociedade civil com o fim de estimular o intercâmbio e a geração de conhecimento, tecnologias e políticas públicas relacionadas à segurança alimentar e nutricional. O objetivo geral é promover e reforçar os compromissos globais de nutrição.

De acordo com o capítulo "O papel da pesquisa e das tecnologias sociais para a segurança alimentar e nutricional", da primeira publicação da NutriSSAN, "tecnologias sociais abrangem produtos, técnicas e/ou metodologias replicáveis, desenvolvidas em estreita colaboração com uma comunidade, representando, portanto, soluções efetivas para a transformação social". A definição faz parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS) que é mantido pela Fundação BB e mencionado na publicação.

O BTS tem 71 iniciativas relacionadas à alimentação, a maioria voltada à segurança alimentar, que é um dos nove temas em que estão categorizadas as experiências. Um exemplo de metodologia de êxito certificada e voltada para a segurança alimentar é a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável – PAIS.

Uma unidade PAIS consiste em uma horta em formato circular com irrigação por gotejamento e um galinheiro ao centro para a geração de adubo orgânico e proteína alimentar. As famílias recebem assistência técnica e um kit com sementes, sistema de irrigação e outros materiais para a produção orgânica. A Fundação BB e parceiros reaplicaram cerca de 12 mil unidades em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal.

No total, o BTS reúne 850 iniciativas certificadas pela Fundação BB e que se mostraram soluções efetivas para desafios de comunidades em todo o Brasil. Pode ser consultado online, inclusive em plataformas móveis nos sistemas Android e iOS, basta buscar no Google Play e App Store por “Banco de Tecnologias Sociais”. Acesse o portal do Banco de Tecnologias Sociais no seguinte endereço: www.fbb.org.br/tecnologiasocial

Clique aqui para ler a publicação da NutriSSAN

 

Iniciativa foi apresentada durante Fórum Empresarial do Pacto Mundial na América Latina e Caribe

O Programa Água Brasil foi reconhecido como uma das quatro práticas empresariais de referência na linha temática Meio Ambiente, durante o VI Fórum Empresarial do Pacto Mundial na América Latina e Caribe, realizado no dia 8 de setembro em Lima, no Peru. Parceria entre Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, WWF-Brasil e Agência Nacional de Águas (ANA), o Programa foi selecionado dentre 78 projetos inscritos, sendo considerados a relevância e a inovação da iniciativa, bem como seu alinhamento com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O destaque do Água Brasil foi o Eixo 1 – "Projetos Socioambientais", que desenvolve ações no Meio Rural, implementando e disseminando boas práticas agropecuárias e de cobertura da vegetação natural nas bacias hidrográficas, além de ações no Meio Urbano, com a promoção de projetos de capacitação e conscientização sobre consumo e descarte de resíduos, apoiando técnica e financeiramente Cooperativas de Recicladores e desenvolvendo, junto ao Poder Público, os Planos Municipais de Gestão de Resíduos Sólidos (PMGRS) nas cidades apoiadas.

Desde 2011, o Centro Regional para a América Latina e o Caribe, com o apoio do Pacto Global das Nações Unidas, realiza o Fórum de Negócios do Pacto Global na América Latina e no Caribe: Responsabilidade e Sustentabilidade, que visa conhecer o estado da arte da sustentabilidade empresarial na região. A sexta edição do evento é organizada em conjunto com a Confederação Nacional Empresarial do Peru (CONFIEP). O Fórum oferece uma plataforma para o intercâmbio de práticas negociais sustentáveis. As edições anteriores ocorreram no México, Equador, na Colômbia, Argentina e no Chile, respectivamente.

Programa Água Brasil
O Programa Água Brasil, iniciativa do Banco do Brasil, da Fundação Banco do Brasil, WWF-Brasil e Agência Nacional de Águas (ANA), foi criado em 2010. Atua no campo com boas práticas ambientais, como restauro de vegetação próxima a bacias hidrográficas e conscientização sobre consumo e descarte no ambiente urbano.

Em seus primeiros cinco anos, mais de 11 milhões de pessoas foram beneficiadas direta e indiretamente, com o desenvolvimento da produção agroecológica de alimentos, aumento da produção sustentável de cana-de-açúcar e diminuição de até 30% nos custos de recuperação florestal.

A segunda fase do projeto, iniciada em março/2016, envolve o Cerrado, bioma conhecido por ser o “berço das águas” no Brasil. Na região, são abastecidas seis das oito grandes bacias do país, como a Amazônica e a do São Francisco. Dentre as metas do Programa, até 2020, estão o aumento da disponibilidade hídrica e da cobertura de vegetação nativa nas bacias.

 

Evento Belo Horizonte reúne catadores, pesquisadores, acadêmicos, gestores públicos e representantes do terceiro setor e da iniciativa privada


A quarta edição do “Seminário Internacional Rotas Tecnológicas para a Promoção da Reciclagem” termina nessa quarta-feira, 14 de setembro, em Belo Horizonte (MG). O evento, realizado pelo Observatório da Reciclagem Inclusiva – ORIS, reúne pesquisadores, acadêmicos, técnicos e dirigentes do terceiro setor e da iniciativa privada, entidades de apoio e assessoria, lideranças de associações e cooperativas de catadores e gestores públicos.

Durante a programação, debates abordaram soluções tecnológicas para a gestão de resíduos sólidos urbanos e a promoção da cadeia da reciclagem como geradora de trabalho e renda e de soluções ambientais para os municípios brasileiros. O gerente de assessoramento técnico da Fundação Banco do Brasil, Geovane Martins participou da mesa redonda “Estratégias Inclusivas e Financiamento para o Desenvolvimento de Valores na Cadeia produtiva da Reciclagem – tarefas, oportunidades, desafios e inovação da América Latina e Caribe”. O gerente expôs sobre a atuação da Fundação BB e parceiros na cadeia da reciclagem, por meio do Projeto Cartaforte.

Dividido em três fases, o Cataforte I teve início em 2007 e contribuiu para a constituição e fortalecimento de empreendimentos econômicos solidários formados por catadores de materiais recicláveis. Nessa fase, 10,6 mil trabalhadores de 22 estados da Federação e do Distrito Federal receberam capacitação e assistência técnica.

Já o Cataforte II entregou 142 caminhões para o uso compartilhado entre as cooperativas que fazem parte da mesma rede, estruturou redes solidárias de empreendimentos de catadores, totalizando o envolvimento de 34 redes de cooperativas de 14 estados e do Distrito Federal. Além disso, promoveu avanços na cadeia com a prestação de serviços de coleta seletiva para prefeituras e da logística reversa para empresas. No Cataforte I e II foram investidos R$ 37,6 milhões.

Em 2014, o Cataforte III habilitou 33 redes de empreendimentos solidários, formadas por cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis. Contou com recurso de R$ 30,5 milhões, por meio de convênio que integrou a Fundação BB, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o Ministério do Trabalho, com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (MTE/Senaes), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Petrobras, com o apoio do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). Ainda em execução, valor previsto para esta fase é de 200 milhões.

Reconhecimento
No dia 12, a Câmara Municipal de Belo Horizonte realizou uma reunião especial em homenagem aos 15 anos do Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (INSEA). Durante o encontro, a Fundação BB foi reconhecida por seu emprenho e trabalho em prol do fortalecimento do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.

Representantes do país africano e de organizações não governamentais vieram conhecer metodologias de cultivo e trabalho em rede de agricultores familiares

O Sítio Alegria, uma área de 28 hectares localizada em Brazlândia (DF), é um exemplo de recuperação do solo por meio da agricultura familiar, ecológica e integrada a uma rede de produtores e instituições para potencializar a produção e a comercialização.

A experiência chamou a atenção de um grupo de quatro representantes do governo e de entidades não governamentais de Moçambique, em visita na sexta passada (9), acompanhados por assessores da Fundação Banco do Brasil. "Várias iniciativas que aprendemos aqui vão nos ajudar em estratégias de desenvolvimento comunitário", disse empolgado Henrique Caú, funcionário do Ministério da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional do país africano.

O grupo foi recebido pela presidente da Associação de Agricultura Ecológica (AGE), Teresa Correa, que vive na propriedade com o marido, cinco filhos e três netos. Eles ouviram a explicação de que a agricultura com base agroecológica cria uma complementaridade entre as espécies para otimizar a nutrição do solo e dos recursos naturais, com o uso de adubos orgânicos (esterco e restos de folhas e galhos) e sem agrotóxicos.

No sítio, o cultivo é feito em forma de consórcio - as plantas compartilham o mesmo espaço distribuídas conforme a necessidade de luz de cada uma - e com rodízio de culturas, para manter a fertilidade da terra. Há plantação de café à sombra das bananeiras, por exemplo. Batata doce, mandioca, inhame, agrião, espinafre ficam onde há mais sombra. E alface, rabanete, cenoura, onde há mais sol. "Além de manter a nutrição do solo, a diversidade garante a comercialização o ano todo", explica Isabel Fontes, geógrafa e filha de Teresa.

O eucalipto é cultivado em pequena escala para a produção de móveis, cercas e construção de alojamentos e depósitos de materiais. As espécies dotadas de mais raízes foram plantadas à beira das duas nascentes localizadas no sítio para evitar a erosão. As árvores com flores cumprem o papel de atrair insetos para equilibrar o ecossistema; e as plantas espontâneas, conhecidas como pragas na agricultura tradicional, são preservadas para manter a fertilidade da terra.

Ecoforte

A associação presidida por Teresa faz parte da Rede Agroecológica Planalto Central, uma das 28 redes habilitadas pelo edital Ecoforte Redes, voltado a projetos de produção agroecológica e agroextrativista sustentável.

O projeto da Planalto Central envolve diretamente 3.216 pessoas do Distrito Federal e mais três municípios: Cidade Ocidental e Padre Bernardo, em Goiás, e Unaí, em Minas Gerais. Unidos na rede, os produtores familiares passam por capacitação, compartilham equipamentos e veículos adquiridos no projeto, trocam experiências e juntam forças na logística de comercialização e distribuição dos produtos em feiras livres nas cidades.

O Ecoforte conta com R$ 34,6 milhões de investimento social da Fundação Banco do Brasil e de Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Tecnologias

Na manhã do dia 9 o grupo de Moçambique esteve reunido com a diretoria da Fundação BB e assessores para uma roda de conversa sobre tecnologias sociais. Houve apresentação sobre metodologias já reaplicadas pela Fundação BB nos últimos anos e sobre o Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online que hoje conta com 850 iniciativas. "No nosso país existem inovações sociais que não estão organizadas em uma base de dados. O BTS é um exemplo que podemos adotar", afirmou Henrique Caú, representante do governo de Moçambique.

Além dele, estavam na comitiva Kátya Chavel, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional; Sérgio Zimba, da ONG Oxfam; e Rosa Chitunga Malene, da Associação de Desenvolvimento Comunitário de Nampula (Akilizetho).

O prêmio de U$100 milhões poderá ser destinado à construção de cisternas no Semiárido brasileiro


A Fundação Banco do Brasil está inscrita no desafio 100&Change da fundação americana MacArthur, que escolherá uma iniciativa social para investimento de US$ 100 milhões para solucionar um problema crítico atual. Para este concurso, foi apresentada a tecnologia social Cisterna de placas e produção, iniciativa que armazena água pluvial para o consumo das famílias e também para a manutenção de atividades produtivas, como a produção de alimentos e a preservação de rebanhos de pequenos animais, nos períodos de estiagem.

Desde 2012, ao lado da Articulação Semiárido Brasileiro e de outros parceiros, já foram construídas mais de 90 mil tecnologias sociais de captação da água da chuva. A ação beneficiou mais de 400 mil pessoas. Caso seja premiado, o projeto poderá beneficiar mais de 40 mil famílias que ainda sofrem com os efeitos climáticos.

Nós podemos fazer mais.
Nós precisamos fazer mais.

Assista ao vídeo, conheça essa história e entre nessa torcida.

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Fundação BB e parceiros participam da programação com o objetivo de destacar a importância de preservar o bioma


Embora seja o segundo maior bioma brasileiro, um dos mais ricos em biodiversidade, além de possuir as maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo, o Cerrado e suas comunidades tradicionais ainda são pouco valorizados pela população.

Para ampliar a consciência da população sobre a importância do bioma, a Fundação Banco do Brasil e o Programa Água Brasil participarão da segunda edição da Virada do Cerrado, que acontece de 7 a 11 de setembro, com diversas atividades. O objetivo é chamar a atenção das pessoas para o tema na semana em que é celebrado o Dia do Cerrado (11 de setembro). O evento conta com uma extensa programação de debates, mesas redondas, seminários, incluindo as manifestações culturais, feira de produtos típicos do bioma e mostra de filmes (acesse o link e confira lista completa).

Dentro das atividades desenvolvidas pelo Programa Água Brasil, nesta quinta (8), houve uma mostra de filmes para crianças na escola Classe 9, no Gama, com seis vídeos sobre o bioma e o tema de sustentabilidade.

Na sexta-feira, dia 9, será realizada a oficina “Cerrado: conservação, água e produção” que busca transmitir o conhecimento e sensibilizar educadores de escolas públicas sobre uma das regiões mais belas e de grande biodiversidade do país. No fim de semana (10 e 11/09), acontecerá, no jardim do CCBB, a Feira do Cerrado com a comercialização de produtos de agroextrativistas. O público terá a oportunidade de descobrir e conhecer espécies nativas, além de despertar o interesse das crianças para a conservação do bioma, a partir de histórias populares contadas pela Cia Matraka Aberta. A feira também acontecerá no Parque da Cidade, no domingo (11/09), onde haverá uma árvore cenográfica que permitirá a interação do público, com dicas de sustentabilidade.

O Programa Água Brasil (PAB) é fruto de uma parceria entre Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, Agência Nacional de Águas e WWF-Brasil, e atua no Cerrado desde 2010, na recuperação de bacias hidrográficas. Sobre o Programa Água Brasil: bbaguabrasil.com.br

Agroecologia

No próximo sábado (10), às 9h, a Fundação BB participará das atividades com bate-papo sobre a Agroecologia, no Centro de Referência em Tecnologias Sociais (CRATS), localizado na Ceasa-DF no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). O evento inclui também oficina e degustação de sucos detox e Feira da Economia Solidária. As maquetes das Tecnologias Sociais da Fundação BB estarão expostas no local. Está prevista ainda uma rodada de negócios entre agricultores familiares, proprietários de restaurantes e chefes de cozinha com o intuito de aproximar consumidores e produtores. Quem estiver no evento poderá conferir a preparação de pratos especiais no Trailer “Cozinha Show”.

No domingo (11), último dia da Virada, a agenda ficará concentrada no Estacionamento 10 do Parque da Cidade Sarah Kubitschek - Plano Piloto com tendas temáticas, atrações infantis, feira de ecoprodutos do Cerrado e shows. ​A organização não governamental Programando o Futuro, parceira da Fundação BB, vai expor materiais desenvolvidos a partir da reciclagem de lixo eletrônico como robôs, impressora 3D e óculos de realidade virtual em um furgão estacionado no local. Haverá também exibição de vídeos sobre o descarte de resíduos eletrônicos e coleta de aparelhos eletroeletrônicos usados, que serão destinados à usina de metarreciclagem localizada em Valparaíso (GO). Os equipamentos serão recondicionados para doação à bibliotecas, escolas e órgãos públicos ou encaminhados para reciclagem.

Virada do Cerrado

Iniciada desde 2015, a Virada do Cerrado é uma iniciativa que envolve mobilização e educação ambiental com atividades ambientais, educativas, esportivas e culturais. A Virada é realizada a partir da integração entre o poder público com organizações da sociedade civil e do setor privado em um movimento pelo desenvolvimento sustentável no Centro-Oeste.

O evento tem o objetivo de fazer as pessoas valorizarem o bioma, chamado berço das águas. A programação envolve atividades dedicadas à preservação da água, mudanças climáticas, qualidade de vida, tratamento de resíduos sólidos, mobilidade urbana e consumo consciente. ​As ações foram programadas de forma descentralizada abrangendo Vinte e oito regiões ​administrativas do DF e o município de Padre Bernardo, em Goiás.

Mais informações no site http://tonavirada.org/


Comunidades indígenas do Mato Grosso e Pará participam de projetos de geração de renda, segurança alimentar e preservação do meio ambiente


Neste dia 5 de setembro, data em que se comemora o Dia da Amazônia, a Fundação BB homenageia os povos da região destacando a parceria com o Instituto Raoni em projetos que atendem moradores de vinte e uma comunidades das etnias Kayapó (Mebengôkre), Panará, Trumai, Tapajuna e Juruna, situadas no norte do estado do Mato Grosso e no sul do estado do Pará.

A parceria busca garantir a proteção dos direitos desses povos e promover a sustentabilidade, a geração de renda, a segurança alimentar e a preservação do meio ambiente. Todo trabalho leva em consideração o conhecimento, a cultura tradicional e a especificidade de cada território.

O investimento social de R$ 1,1 milhão do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi usado na compra de ferramentas, equipamentos, treinamentos, capacitações, nas cadeias produtivas da copaíba, pequi, mel, cumaru, artesanato, e na reforma das estruturas físicas das casas de beneficiamento.

"A atuação conjunta da Fundação BB e do BNDES na região norte, com recursos do Fundo Amazônia, é extremamente importante para a inclusão socioprodutiva das comunidades tradicionais", afirma o gerente de Parcerias Estratégicas e Modelagem de Programas e Projetos da Fundação Banco do Brasil, João Júnior.

Os 1,5 indígenas atendidos também investem no cultivo de banana e abacaxi. Os frutos in natura, desidratados e o óleo do pequi e da copaíba são vendidos em feiras nacionais e no comércio local. A semente do cumaru e o óleo da copaíba têm despertado também o interesse do mercado internacional.

As peças artesanais – cestaria, arco e flecha, borduna (arma dos Kaiapós), adornos, cerâmicas e utensílios do dia a dia, como panelas, esteiras e redes para dormir - podem ser encontradas no comércio da região, na loja física do Instituto Raoni, ou pela internet.

A participação das mulheres é considerada um diferencial. De acordo com a engenheira florestal e coordenadora do projeto, Karina Paço, inicialmente foi pensada uma forma de incluir e dar empoderamento às indígenas. “Até a chegada do projeto, elas não tinham opção e nem renda, faziam apenas o trabalho normal que é cuidar das crianças, das roças, e da alimentação da família. Hoje elas fazem lindos trabalhos artesanais”.

A coordenadora conta ainda que o trabalho das índias artesãs também motivou os homens. “Hoje existe uma competição saudável entre

Primeiro brasileiro a disputar uma Olimpíada na modalidade treina na Associação Miratus, que atende cerca de 220 pessoas em diversas atividades

O primeiro atleta brasileiro a disputar uma Olimpíada no badminton foi o carioca Ygor Coelho, de 19 anos. Ygor é um dos cerca de 80 atletas de alto rendimento da Associação Miratus de Badminton, na comunidade Chacrinha, Zona Oeste da capital fluminense.

Atualmente, além da modalidade, a entidade oferece diversas atividades a cerca de 220 pessoas de 6 a 20 anos, como aulas de fotografia e informática na Estação Digital, que foi montada com recursos da Fundação Banco do Brasil. O projeto pedagógico inclui também reforço escolar em matemática, português e inglês e aulas de música, artes, desenho, pintura, teatro e gastronomia.

Mesmo sem chegar ao pódio, Ygor é considerado vitorioso na comunidade e na associação. Sebastião Dias de Oliveira, pai do atleta, idealizador da Miratus e atual diretor técnico da entidade, acredita que a participação na Olimpíada serve de exemplo e esperança para as crianças nas comunidades. "Significa o ponto alto do nosso projeto. O Ygor passa a ser uma referência para todas as comunidades do Rio de Janeiro e do Brasil - que as crianças possam se inspirar nele para chegar aonde chegou".

"Nem todos vão chegar no alto rendimento. Não queremos formar atletas, queremos, acima de tudo, formar cidadãos", declarou o diretor administrativo da Miratus, José Ricardo Ramos.

Apesar de não ser o objetivo principal, as conquistas de títulos no badminton são inúmeras. Até hoje, os atletas da entidade ganharam 34 títulos sul-americanos, 23 pan-americanos juniores e três europeus. Nesta Olímpiada também foi a primeira vez que uma brasileira competiu no badminton - a atleta Lohaynny Vicente – e ela já foi aluna na Miratus.

Com o reconhecimento atingido nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, os diretores esperam conseguir mais recursos para manter o projeto pedagógico. "Temos um projeto de R$ 1,2 milhão aprovado no Ministério do Esporte e vamos captar recursos junto às empresas", explicou Oliveira.


Parceria com Fundação BB e BNDES destinou recursos de R$ 1,2 milhão, via edital, para rede de produtores orgânicos


A Associação dos Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (Apoms), da cidade de Glória de Dourados (MS), recebeu da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), investimento social de R$ 1, 2 milhão por meio do Edital Ecoforte Redes.

A entidade promove agricultura sustentável, baseada na agroecologia e no fortalecimento das relações de solidariedade. O recurso do Ecoforte Redes foi usado na construção da Central de Comercialização da Rede Apoms, na compra de um caminhão, dois veículos e equipamentos. O projeto atende 170 famílias que vivem da produção de hortaliças, café e gergelim.

Construída em Dourados, segunda cidade maior do estado, a central será inaugurada no final deste mês. A central vai concentrar toda produção e será responsável pela comercialização. Hoje, tudo que é produzido é vendido para Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nas feiras e comércio da região.

De acordo com o coordenador administrativo da Apoms, Olácio Komori, o projeto trouxe aumento na produção, melhoria na renda do pequeno produtor e autonomia para a Rede. “Com a Central, vamos melhorar a vida dos nossos sócios, a logística e oferecer oportunidade também àqueles que ainda não trabalham conosco”, afirma.

Komori conta que o Ecoforte Redes também abriu portas para outras parcerias, como a da Prefeitura Municipal de Dourados na concessão do terreno para a construção da central, e a do governo do Estado do Mato Grosso do Sul, no fornecimento de combustível para os veículos usados no transporte da colheita.


Sobre o Ecoforte Redes

O Edital Ecoforte Redes tem hoje 28 redes habilitadas e atendidas, em todo o Brasil. O programa visa o fortalecimento da agricultura familiar com base na agroecologia, extrativismo e produção orgânica. A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e parceiros, com investimento social total de R$ 34,6 milhões.

Programa atende crianças e adolescentes da rede pública de ensino com atividades lúdicas e artísticas


Cerca de cem alunos da rede pública de Marília (SP) fazem parte do Programa Integração AABB Comunidade, uma parceria do Centro Comunitário São Judas Tadeu, Fundação Banco do Brasil e da Federação Nacional das Associações Atléticas Banco do Brasil (Fenabb).

No município, crianças e adolescentes com idades entre 6 e 18 anos incompletos são atendidos no contraturno escolar. As ações acontecem nas dependências da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). No local são oferecidas aulas de informática básica, teatro, dança, violão, teclado, flauta doce, futebol, vôlei, natação, entre outros.

“Nos preocupamos com a educação dos jovens do nosso município e acreditamos que juntos podemos criar oportunidades para que eles tenham um futuro promissor. Essa parceria mostra também a preocupação que o Banco do Brasil tem com as causas sociais, por meio da Fundação BB”, disse Jair Marques, presidente da AABB.

O Programa Integração AABB Comunidade é uma tecnologia social em educação que oferece complementação escolar para alunos da rede pública de ensino. Os participantes desenvolvem atividades lúdicas, nas AABBs de todo o país. O trabalho educacional engloba temas como educação ambiental, saúde e higiene, esporte e linguagens artísticas, possibilitando a construção de conhecimentos e o acesso à cidadania.

O trabalho desenvolvido pelo Centro Comunitário com crianças e adolescentes, desde 1995, motivou a escolha da entidade como parceira do Programa. Além do AABB Comunidade, o Centro promove outras oportunidades, como o primeiro emprego para jovens de núcleos familiares com renda de até meio salário mínimo, por meio do Programa Aprendiz BB - PABB, iniciado como Programa Adolescente Trabalhador (PAT).