Notícias

Notícias (171)

Fundação Banco do Brasil firma convênio com Instituto ATÁ para inserção do produto na alta gastronomia e inclusão social e geração de renda na comunidade quilombola

O presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Ramatiz, o Pepe, e o chef e presidente do Instituto ATÁ, Alex Atala, assinaram convênio para manejo e beneficiamento da Baunilha do Cerrado na comunidade quilombola Vão das Almas, próximo à cidade de Cavalcante (GO), região turística a 320 quilômetros de Brasília (DF).

Os kalungas, como são conhecidos os descendentes de quilombolas, irão trocar conhecimentos da biodiversidade local, participar de capacitações e empregar técnicas agroecológicas para beneficiamento do produto com alto teor aromático e grande potencial para a gastronomia. O investimento social de R$ 382 mil tem como finalidade promover o desenvolvimento social na comunidade e a geração de renda para cerca de 200 famílias.

O projeto vai implantar viveiros para produção de mudas e realizar cursos sobre o manejo adequado e beneficiamento da baunilha. A Central do Cerrado, instituição que reúne diversas cooperativas, é parceira da iniciativa e auxiliará na organização social e comercialização.

A cerimônia de assinatura ocorreu nesta terça-feira (20), em Brasília, com a presença de moradores de Vão das Almas. O presidente da Associação Quilombo Kalunga, Vilmar Souza, disse que o projeto é importante para manter os jovens no local e valorizar a cultura deles. "É muito bom a Fundação Banco do Brasil estar desenvolvendo esse projeto porque vai trazer a geração de renda. Porque a gente tem vontade que os nossos jovens não saiam da comunidade. A gente quer permanecer no território, manter nossa cultura e nossas tradições".

Para o presidente da Fundação BB, Asclepius Ramatiz, o projeto busca criar uma identidade entre o consumidor e a melhoria de vida de povos tradicionais. "Para os clientes dos restaurantes do Alex Atala, é um prazer saber que aquilo que eles estão consumindo, está mudando a vida das pessoas para melhor. É isso que nós temos que buscar, essa identidade, é isso que a Fundação Banco do Brasil faz".

O presidente do Instituto ATÁ, Alex Atala, afirmou durante o evento que "a comida é a maior rede social do mundo. Ela tem a capacidade de integrar os mais de 7 bilhões de habitantes da Terra". Segundo ele o projeto vai tornar a baunilha mais acessível. "O primeiro passo fundamental é a ajuda da Fundação Banco do Brasil ao tornar um ideal em realidade. Por mais que esta baunilha fosse conhecida em alguma parte do Brasil, ela não tinha acesso aos mercados."

Saiba mais sobre o projeto Baunilha do Cerrado, clique aqui

 Montagem

 

Entidades vão receber da Fundação BB investimento social de mais de R$ 270 mil para iniciativas de inclusão social de moradores do município de Sem Peixe

Com a finalidade de promover a inclusão social de moradores de comunidades da região da Bacia do Rio Doce a Fundação Banco do Brasil firmou convênios com duas entidades do município de Sem Peixe (MG).

Com a Associação da Escola Família Agrícola de Camões, a parceria visa à implantação de atividades produtivas e acesso à água. O investimento social de R$ 135,2 mil vai proporcionar a implantação de 21 Unidades Participativas de Experimentação em Plantio de Água (UPEPAS), para que os moradores saibam usar de forma racional os recursos hídricos; construção de viveiro de mudas nativas; capacitação de agricultores familiares e alunos em tecnologia sociais agroecológicas e saneamento rural; além da compra de veículo utilitário.

O trabalho visa contribuir com a recuperação do Rio Doce e efluentes - que ficaram poluídos após o rompimento da Barragem do Fundão, no município de Mariana - e com o saneamento rural para que a população tenha acesso à água de qualidade e, consequentemente, melhoria na saúde.

A outra parceria firmada foi com o Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Barbosa para a geração de trabalho e renda de um grupo de 15 mulheres, com idades entre 35 e 60 anos, moradoras da comunidade rural de Barbosa. O recurso de R$ 135,2 mil será investido na estruturação de uma agroindústria para fabricação de bolos, roscas, pães caseiros e doces.

De acordo com Maria de Lourdes Cenak, presidente da entidade, a conquista vai permitir que as atividades sejam realizadas em conjunto, com produtos padronizados e com mais qualidade. “Estamos realizando um sonho que vem desde 1998 e que nada, nem mesmo a falta de um espaço adequado, nos fez desistir", disse.

Hoje, toda produção feita na casa de cada mulher é vendida para o programa de merenda escolar do município. Com a nova cozinha industrial elas pretendem expandir o negócio e passar a vender nas feiras e no comércio local. A previsão é de que a cozinha industrial fique pronta até julho de 2017.

Projeto, que conta com apoio da Fundação BB, incentiva o plantio orgânico de legumes, frutas e verduras ao lado de árvores de grande porte

Na região Noroeste Fluminense o número de produtores orgânicos pode aumentar de 60 a 90, após a assinatura de convênio entre a Fundação Banco do Brasil e a Associação Central dos Produtores de Leite de Pádua (Aceprol). A parceria, conquistada com apoio do Sebrae/RJ, vai beneficiar trinta propriedades rurais, onde serão implantados módulos do Sistema Agroflorestal (SAF), que promove a combinação entre agricultura, pecuária e floresta no mesmo espaço.

O investimento social de R$ 200 mil será destinado à compra de equipamentos e recursos para consultoria agrícola. A modalidade de SAF mais adotada no Noroeste Fluminense é a Horta Floresta, em que legumes, frutas e verduras são cultivados de forma orgânica ao lado de árvores de grande porte. A prática foi introduzida na região depois de oficinas promovidas pela Rede de Agroecologia, articulada pelo Programa Rio Rural, da Secretaria Estadual de Agricultura do Rio de Janeiro.

Além da Aceprol, outras três associações locais receberam equipamentos de uso coletivo, como trituradores de galhos e troncos e motosserras. Os sistemas de irrigação e escadas (necessárias para fazer a poda de árvores maiores) são individuais.

Preservação

O SAF Horta Floresta é importante para a preservação da natureza, tendo em vista que a região apresenta o maior índice de degradação ambiental do estado. Ana Pegorer, consultora do Programa Rio Rural, afirma que o Sistema Agroflorestal é planejado para que os cultivos cresçam em forma de rodízio. Assim, enquanto uma espécie é colhida, outra está em crescimento. O clima ameno criado pela sombra das árvores retém umidade no solo, gerando economia de até 80% na água utilizada na lavoura, além da redução nos gastos com irrigação.

“Os galhos das árvores são triturados e viram adubo. As plantas crescem melhor e com menos irrigação. A paisagem fica bem cuidada. É possível, sim, ter produção diversificada em um local com limitações ambientais”, defende ela.

Novas estratégias

Em um ano, o Noroeste Fluminense ganhou dez SAFs da modalidade Horta Floresta. Agora, com os novos recursos, mais trinta módulos serão implantados.

O crescimento expressivo da produção orgânica requer novas estratégias de comercialização. “Agora, o Programa tem a missão de sensibilizar o mercado consumidor por meio de campanhas de conscientização, bem como trabalhar o aspecto visual dos pontos de venda. É o fechamento do ciclo, desde a produção até o consumidor final”, comenta Sérgio Siciliano, gestor da equipe de disseminação do Rio Rural.

Uma das estratégias a serem adotadas é a venda de cestas de produtos orgânicos, encomendadas ao gosto do consumidor. O agricultor Washignton Oliveira, que também é presidente da Associação de Produtores Orgânicos do Baixo Noroeste Fluminense (APROBAN), já está apostando nisso por conta própria há quase quatro meses. Ele e a esposa fazem entregas semanais de abobrinha, berinjela e hortaliças para os moradores de Miracema. “As pessoas elogiam o sabor, reconhecem o diferencial dos orgânicos. Certamente, vamos ampliar o cultivo”, afirma Oliveira.

A expansão da prática é um dos resultados do trabalho da Rede de Agroecologia. O grupo, coordenado pela Pesagro-Rio, conta com a participação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Embrapa, Sebrae-Rio, Cooperativa de Consultoria, Projetos e Serviços em Desenvolvimento Sustentável (Cedro), Emater-Rio, UFRJ, além de associações de produtores e secretarias municipais de agricultura.

Foto: Aline Proença

Seminário debateu propostas de desenvolvimento humano e sustentável para o país

Foi realizado na última segunda-feira, 12, seminário sobre os Objetivos do Desenvolvimento Social (ODS) no Brasil, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Bolsa de Mercados e Futuro Bovespa – BM&FBOVESPA. O evento debateu propostas de desenvolvimento humano e sustentável para o país no eixo prosperidade, integrante da Agenda 2030. Participaram executivos e técnicos da Fundação Banco do Brasil, do Banco Central do Brasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fundação Getúlio Vargas (FGV), IBM do Brasil, Instituto Votorantim, Movera, Natura e Sebrae Nacional.

O diretor de desenvolvimento social da Fundação BB, Rogério Biruel, participou do painel sobre meios de implementação de projetos, dados e métricas. Ele destacou as tecnologias sociais como soluções para os problemas sociais. Um dos exemplos citados foi a Cisternas de Placas Pré-Moldadas, construídas no semiárido brasileiro e que garantiram a segurança alimentar para milhares de pessoas. A reaplicação dessa tecnologia social contempla alguns dos objetivos de desenvolvimento social, tais como a erradicação da pobreza, fome zero e agricultura sustentável, água potável e saneamento, redução das desigualdades, saúde e bem estar.

Biruel também apresentou o Moradia Urbana com Tecnologia Social (MUTS), projeto que reaplica tecnologias sociais nos empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida, cujo agente operador seja o Banco do Brasil. O objetivo é melhorar a sociabilidade entre os moradores a partir da mobilização comunitária, ampliação do hábito de leitura, gestão de resíduos orgânicos, produção de alimentos agroecológicos e a geração de renda a partir da produção de artesanato.

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável
A Agenda 2030 foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro de 2015 com a finalidade de erradicar a pobreza e promover vida digna de maneira sustentável.

Convênio entre Fundação BB e Prefeitura vai atender 200 pessoas de 20 comunidades com o objetivo de gerar emprego e renda

Um projeto para a produção de roupas e acessórios com identidade cultural de matriz africana vai envolver 20 comunidades de Teresina (PI). O objetivo é gerar trabalho e renda, além de firmar a identidade cultural dessas comunidades. O investimento de aproximadamente R$ 360 mil é da Fundação Banco do Brasil e faz parte de um convênio com a prefeitura da cidade.
Intitulado de "Sustentabilidade de Comunidades Tradicionais de Matriz Africana", o projeto vai envolver cerca de duzentas pessoas na estrutura de ateliês, montados com máquinas, mesas de costura e materiais necessários para a produção. Além disso, esses grupos devem recebem consultorias voltadas para criação de novos produtos e o desenvolvimento de práticas de solidariedade e sustentabilidade.

Para Pai Flávio de Ogum, líder da comunidade no bairro Mafrense, esse é um passo significativo para garantir geração de renda aos povos de terreiros, que já produzem vestimentas e acessórios para uso pessoal. "Já mantemos uma pequena produção dentro das nossas casas, principalmente de roupas e itens usados nas nossas festas. Mas é preciso externar e expandir essa produção, porque existe uma demanda no mercado. Então esse projeto vem para dar uma oportunidade de geração de renda para os integrantes desses comunidades, o que resulta em uma melhor qualidade de vida ", destaca.

"Vemos como uma parceria importante entre o município e a Fundação Banco do Brasil, que vai ajudar a fortalecer esses grupos, tanto no aspecto da produção, qualificação e comercialização. Isso vai contribuir para o crescimento de todos, agregando mais qualidade de vida", explica o Superintendente Estadual do Banco do Brasil, Pio Gomes Júnior, que participou da assinatura do convênio em 22 de novembro.

Segundo o secretário municipal de Economia Solidária (Semest), Olavo Braz, esse projeto integra um conjunto de ações de apoio aos grupos de matriz afro existentes na capital. "Estamos buscando tirar esses terreiros do fundo dos quintais e mostrar para a sociedade que eles existem, que possuem um grande potencial e precisam ser devidamente valorizados e respeitados."

Multiplicadores

A elaboração do projeto foi acompanhada por uma comissão de pais e mães de santo, para dar garantia de que suas demandas e especificidades fossem contempladas. A equipe também contribuiu na seleção das comunidades participantes. Dentre os critérios de escolha dos grupos está a estrutura do local, a fim de garantir que os ateliês sejam implantados em espaços que tenham condições de executar o projeto. O intuito é que sejam criados multiplicadores que possam compartilhar os conhecimentos adquiridos com outras comunidades.

Alto Paraíso de Goiás ganha ecoponto com investimento social de R$ 70 mil da Fundação Banco do Brasil

A cidade que encanta pela beleza das cachoeiras, paredões rochosos, rios cristalinos e piscinas naturais, situada na Chapada dos Veadeiros, em Goíás, também se preocupa com o bem-estar dos moradores e turistas. Alto Paraíso de Goiás, a 230 km de Brasília (DF), e a que mais atrai visitantes na chapada, vai ganhar um ecocentro para realização de cursos e vivências, práticas ecológicas, mobilização comunitária e atividades ligadas a bioconstrução, em parceria com instituições locais.

A parceria com a Fundação Banco do Brasil vai permitir ao Instituto Biorregional do Cerrado (IBC) a construção do novo espaço – composto por cozinha comunitária, sanitários secos, duchas e alojamentos. O investimento social será de cerca de R$ 70 mil.

De acordo com a coordenadora de projetos, Ana Luiza Bretos, a proposta do IBC é promover iniciativas para disseminar a cultura da sustentabilidade, estimular a educação ambiental, práticas ecológicas e atividades ligadas à bioconstrução - uma forma de construir gerando o mínimo possível de impacto ambiental. O Ecocentro será uma referência em permacultura, tecnologia social que trabalha ambientes humanos em equilíbrio com a natureza, otimizando os recursos disponíveis.

Hoje a instituição recebe cerca de 200 pessoas por ano nos cursos, e a intenção é triplicar o número de participantes.

Duas novas unidades de beneficiamento também passam a integrar a Cooperacaju, que conta com investimento social da Fundação BB

A Cooperativa da Cajucultura Familiar do Nordeste da Bahia (Cooperacaju) inaugurou, nesta terça (13), uma central de comercialização de caju no município de Ribeira do Pombal (BA) e duas agroindústrias de beneficiamento da amêndoa no nordeste da Bahia. Agora a rede Cooperacaju passa a ter seis unidades – as outras três já existentes ficam nas cidades de Ribeira do Amparo, Banzaê e Novo Triunfo.

Os empreendimentos contam com o investimento social de R$ 1,13 milhão da Fundação Banco do Brasil, em parceria com o governo da Bahia. As agroindústrias fazem a separação e a classificação das castanhas, com produção de amêndoa in natura e frita. Cada unidade tem a capacidade de produzir uma tonelada ao mês. Já a central fica responsável pelo empacotamento e distribuição para os consumidores, em feiras, mercados, lojas de produtos naturais e para a merenda escolar.

A inauguração das novas unidades contou com a presença do governador da Bahia, Rui Costa, e do assessor da Fundação Banco do Brasil, Amarildo Carvalho. De acordo com Carvalho, o processo que resultou na implantação das unidades de beneficiamento e na central de derivados do caju começou há dez anos. "A cultura do caju é uma das mais populares e a que mais afeta a agricultura familiar. Nosso trabalho inclui apoiar a base produtiva com assistência técnica na base, no plantio e no cultivo. A própria comunidade demandou as fábricas".

Para o diretor presidente da Cooperacaju, Ícaro Rennê, a entrega das novas unidades tem grande importância para fortalecer a produção e aumentar a renda dos agricultores. "Com a central, nós vamos ter a venda garantida, seja para o consumidor urbano como para o mercado institucional, como o Programa de Alimentação Escolar (PAE). Na inauguração, a rede lançou um novo produto, o Mix Bahia, composto por castanha natural, abacaxi desidratado, banana desidratada e uva passa.

Desde 2006, a Fundação BB já investiu R$ 5,3 milhões na Rede Cooperacaju - na organização da cadeia produtiva de caju, com estruturação das cinco minifábricas de castanha, capacitação dos produtores, assessoria técnica e comercialização da produção. Os projetos envolveram 7.145 pessoas. As ações contribuem para a melhoria da qualidade de vida e o incremento de renda dos produtores de castanha de caju, o fortalecimento do associativismo e a inclusão social de cajucultores familiares da região nordeste da Bahia.

Cinco cooperativas compõem a Rede Cooperacaju: Cooperativa regional do Agricultores de Antas, novo Triunfo e Sitio do Quinto (Coopans); Cooperativa dos Cajucultores Familiares da Microrregião de Banzaê, Euclides da Cunha e Quijingue (Cooperbeq); Cooperativa Regional dos Agricultores Familiares de Ribeira do Amparo, Cipó e Ribeira do Pombal (Cooperprac); Cooperativa dos agricultores familiares de Tucano e Araci (Coopatua) e Cooperativa Regional dos Agricultores de Lamarão, Água Fria, Biritinga e Sátiro Dias (Coopralabs).

Integrantes da Associação dos Apicultores do Vale do Jequitinhonha (AAPIVAJE) assinaram no dia (9), em Turmalina (MG), convênio que prevê aquisição de equipamentos para o entreposto de mel da entidade.

O engenheiro agrônomo - Renato Alves, que é secretário e responsável técnico da associação, explicou que os equipamentos do projeto vão fortalecer a cadeia produtiva do mel na região. Ele explicou que a conquista do selo emitido pelo Serviço de Inspeção Federal (S.I.F.) concedido pelo Ministério da Agricultura atesta o padrão de qualidade da AAPIVAJE.

O apoio para a estruturação do entreposto de mel tem o investimento social de R$ 199 mil da Fundação Banco do Brasil e da Brasilcap. “O projeto veio em um momento importante para a associação porque agora nós podemos vender o mel beneficiado e com maior valor agregado”, afirmou Renato. A entidade pretende beneficiar e vender a quantidade de 50 toneladas de mel por ano.

A associação é composta por 120 integrantes - pequenos, médios e grandes produtores. “Temos associados que produzem 50 kg por florada e temos também produtores que ultrapassam uma tonelada”, comentou Renato. O aumento da renda dos integrantes da associação vai depender da variação do preço do mel, atualmente vendido a R$ 11 o quilo, além da quantidade de chuvas para as próximas floradas.


Associados emprestam para plantar e depois devolvem, permitindo a manutenção dos costumes locais e da biodiversidade

Uma rede comunitária de intercâmbio de sementes foi implantada em 12 municípios dos Territórios de Sobral e Vales do Curu e Aracatiaçu, no Ceará. O objetivo é garantir a segurança alimentar de agricultores familiares, por meio da prática agroecológica. O projeto envolve cerca de mil pessoas, em 49 comunidades. A iniciativa da Cáritas Diocesana de Sobral é uma das selecionadas via edital no Programa Ecoforte e conta com o investimento social de R$ 1,1 milhão da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto implantou 20 Casas de Sementes e Mudas e reestruturou outras 15. As casas emprestam as sementes crioulas – utilizadas tradicionalmente pelos antepassados – para os associados. Eles cultivam hortaliças, plantas medicinais e mandioca, entre outros vegetais. Após o crescimento inicial, devolvem as sementes para a casa comunitária, de forma que fique garantida a manutenção do acervo para o uso coletivo.

De acordo com o coordenador do projeto, Erivan Camelo, as casas de intercâmbio ajudam a manter a biodiversidade dos vegetais ao mesmo tempo em que torna os agricultores familiares independentes das grandes indústrias de sementes. "É um movimento de resgate e continuidade da vida, movimento contra-hegemônico das corporações atuais. Preservando as sementes, eles estão preservando a cultura camponesa, a alimentação diversificada e a farmácia viva."
Em regime de mutirão, as famílias também formaram dez roçados comunitários agroecológicos, onde cultivam hortaliças, milho, feijão, melancia, jerimum, plantas nativas, e plantas forrageiras, que são recuperadoras do solo e servem de alimento para os animais. A fim de garantir a irrigação nos períodos de estiagem, foram implantadas dez cisternas para captação e armazenamento de água da chuva.

O projeto vai contar ainda com seis unidades comunitárias de criação de galinha caipira, previstas para iniciar em dezembro. As unidades ficarão sob a responsabilidade de grupos de mulheres, com cerca de 80 participantes.
Os agricultores familiares já realizaram visita a iniciativa similar no município de Ouricuri (PE) e dois encontros de intercâmbio com as doze cidades envolvidas. Nessas oportunidades os participantes trocam conhecimentos e experiências a fim de aprimorar as práticas de manejo das sementes e do solo.
A escolha das soluções foi baseada em um diagnóstico sobre a necessidade das comunidades, segundo a coordenadora do projeto Maria Erlândia Gomes Pereira. O diagnóstico foi realizado com o envolvimento de associações de moradores e sindicatos locais. Os municípios abrangidos são Bela Cruz, Forquilha, Frecheirinha, Irauçuba, Marco, Massapê, Morrinhos, Santana do Acaraú, Sobral, Itapipoca, Trairi e Tururu.

Fundação BB vai destinar R$70 mil para a aquisição de computadores e para formação em tecnologias da informação e em conhecimentos para o primeiro emprego

No norte do Brasil, muitos jovens optam por abandonar os estudos no intuito de se tornarem independentes ou até mesmo para ajudar no orçamento familiar, ficando à mercê da violência e da exploração do mercado de trabalho informal.

Para reduzir a evasão escolar e contribuir com a inclusão social e a empregabilidade de adolescentes em programas que não atrapalhem os estudos, a Associação para o Desenvolvimento Coesivo da Amazônia (ADCAM) desenvolveu a oficina Quero Ser Aprendiz.

O trabalho agora vai ser reforçado com a implantação de uma sala de informática, construída com o investimento social da Fundação Banco do Brasil. O convênio, assinado nesta sexta-feira (09), faz parte do projeto Voluntários BB/FBB 2016 e vai destinar cerca de R$ 70 mil para a aquisição e instalação de computadores e para formação de 80 adolescentes de Manaus (AM).

O projeto tem como objetivo possibilitar o acesso às novas tecnologias da informação, por meio de cursos de informática e capacitações de conhecimentos, habilidades e atitudes exigidos no mercado de trabalho, como preparatório para programas como o Jovem Aprendiz.

Para que os participantes se desenvolvam melhor nas entrevistas de emprego, o projeto oferece ainda outras atividades como acompanhamento psicossocial, testes vocacionais e oficinas de elaboração de currículo.

Para Simone Sodré, coordenadora de projetos da instituição, a ideia é desenvolver o aspecto profissional dos alunos. “Essa fase da vida é muito complicada, então, o projeto vai ajudar a despertar as capacidades dos adolescentes e fazer com que eles entrem no mercado de trabalho mais preparados, porque eles não tem recursos financeiros para fazer essa preparação.”

Francimara Amaral é jovem aprendiz e destaca como a formação foi importante para sua formação profissional. “Participar desse curso foi muito importante, me ajudou a melhorar minha postura nas entrevistas de emprego e a me sair bem no processo do jovem aprendiz.”