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Municípios de Borba, Nova Olinda e Itacoatiara receberão tecnologias sociais de saneamento básico, tratamento de água e saúde

Nesta sexta-feira (10), a Fundação Banco do Brasil e o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – IDIS lançaram, na superintendência do Banco do Brasil, em Manaus, o projeto “Tecnologias Sociais no Amazonas, que tem o apoio da Universidade do Estado do Amazonas – UEA e da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas – SUSAM.

Os municípios de Borba, Nova Olinda do Norte e Itacoatiara vão receber metodologias para o combate e prevenção de problemas nas áreas de saneamento básico, tratamento de água e saúde. Com investimento social de mais de R$ 1 milhão, a ação vai beneficiar duas mil famílias ribeirinhas e rurais, com foco especial na primeira infância.

“A reaplicação dessas tecnologias sociais possibilitará melhorias significativas na qualidade de vidas das populações atendidas. A efetividade da reaplicação poderá ampliar a atuação da Fundação BB para outros municípios com características semelhantes”, declarou João Júnior, gerente de Parcerias Estratégicas, Modelagem de Programas e Projeto da Fundação BB.

A comunidade de Axinim, que fica no município de Borba vai começar a receber, entre os dias 20 a 24 deste mês a Tecnologia Social HB, um método que ajuda na rápida identificação e tratamento da anemia ferropriva (deficiência de ferro no organismo) em alunos das escolas da rede pública de municípios brasileiros.

A diretora-presidente do IDIS, Paula Fabiani ressalta que o projeto vem para diminuir carências muito profundas dessas populações, como os casos de diarreia, anemia e necessidade de tratamento da água e de saneamento. "São pontos fundamentais que precisam ser sanados para a melhoria de vida das famílias e para o bom desenvolvimento das crianças. Assim, teremos uma geração mais saudável e indivíduos mais preparados para enfrentar os desafios da região, para manter a floresta de pé e essa riqueza que temos aqui que precisa ser cuidada por essa populações", disse.

As tecnologias sociais são soluções desenvolvidas com comunidades locais e que resolvem um determinado problema social. Com o sucesso da iniciativa, outras regiões também poderão ser beneficiadas. A escolha das tecnologias foi feita a partir de diagnóstico preliminar, realizado com a participação das populações locais, que auxiliaram na identificação das demandas e carências dessas comunidades. As práticas escolhidas já integram o Banco de Tecnologias Sociais (BTS), da Fundação BB, que reúne 850 experiências, capazes de gerar efetiva transformação social.

O IDIS já trabalha com as comunidades ribeirinhas do Amazonas desde 2011, quando junto com outros parceiros criou o PIR – Primeira Infância Ribeirinha. O PIR foi um projeto piloto que teve como objetivo final o estabelecimento de uma política pública para a primeira infância no estado. O projeto capacitou Agentes Comunitários de Saúde para que, durante as visitas domiciliares, orientassem as famílias sobre cuidados básicos de saúde para gestantes e crianças pequenas.

Os resultados foram positivos e o governo criou, no ano passado, o Programa Primeira Infância Amazonense (PIA) – lei 4.312, aprovada em 11 de março de 2016 –, que expande esse atendimento para todos os municípios do Amazonas. 

O evento de lançamento contou também com a presença do superintendente estadual do Banco do Brasil na Amazônia, Dermilson Garcia, da coordenadora estadual de Saúde da Criança (SUSAN), Katherine Benevides, da médica pediatra, especialista e infectologista, docente da Escola Superior de Ciências da Saúde da UEA, Ana Luisa Pacheco, do secretário de saúde de Itacoatiara, Braz Rodrigues e do secretário de Meio Ambiente de Itacoatiara, Lúcio Barros.

Conheça as iniciativas escolhidas pelo projeto “Tecnologias Sociais no Amazonas”:

HB: Tecnologia Social de Combate à Anemia Ferropriva
Trata-se de um método que ajuda na rápida identificação e tratamento da anemia ferropriva em alunos das escolas da rede pública de municípios brasileiros.

SODIS: Desinfecção solar da água
Por meio de mecanismos sinergéticos [simplificar] de radiação UV-A solar e temperatura, esta técnica trata a água para o consumo neutralizando os microorganismos/ bactérias elementos patogênicos causadores de diarreia e doenças relacionadas.

Banheiro Ecológico: saneamento descentralizado para comunidades ribeirinhas
Tem como objetivo, reduzir a contaminação de recursos hídricos, oferecendo solução de saneamento.

Saiba mais sobre o Banco de Tecnologias Sociais: fbb.org.br/tecnologiasocial

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A realização deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Atividades futuras serão voltadas para a redução da pobreza, a promoção da inclusão socioprodutiva e do desenvolvimento sustentável do Brasil

Reduzir a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável no País são as expectativas do memorando de entendimento firmado na terça-feira, 7, entre a Fundação BB e o CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina. A atuação conjunta viabilizará projetos de inclusão socioprodutiva, relacionados aos temas Agroecologia, Agroindústria, Água, Educação e Resíduos Sólidos e voltados à adaptação ou mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

O acordo prevê a realização de atividades que amplifiquem a atuação das instituições, tais como estudos e pesquisas, capacitações, intercâmbio de informações, elaboração de publicações e disponibilização de recursos para apoio a projetos conjuntos. “Para nós, esta cooperação é muito valiosa, uma vez que possibilita ao CAF e à Fundação um trabalho conjunto na valorização da inovação social voltada para a melhoria da qualidade de vida e do desenvolvimento sustentável", declarou Victor Rico, diretor-representante do banco no País.

O primeiro fruto da parceria será o apoio do CAF na realização do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, reconhecimento bienal que identifica, certifica e promove as tecnologias sociais efetivas na resolução de problemas sociais. O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, explicou que neste ano a certificação de tecnologias sociais contará com uma categoria internacional e que a expertise e o respaldo do CAF podem fortalecer o prêmio. "Esse ano é importantíssimo que o CAF esteja conosco porque  vamos identificar tecnologias da América Latina e Caribe que possam ser reaplicadas no Brasil", afirmou.

Fundado em 1970, o CAF é um banco de desenvolvimento formado por 19 países – 17 da América Latina, além da Espanha e Portugal – e 14 bancos privados da América Latina. A instituição promove um modelo de desenvolvimento sustentável por meio de operações de crédito, recursos não reembolsáveis e apoio em estruturação técnica e financeira de projetos aos setores público e privado.

A realização deste projeto contempla seis Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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No mês da mulher, projetos serão selecionados para receber assessoria gratuita de empreendedorismo durante dois anos com metodologia certificada pela Fundação BB

No Brasil, cerca de 53% dos empreendimentos informais são liderados por mulheres, segundo pesquisa  da  GEM/Global Entrepreneurship Monitor (2013). Neste universo, grande parte trabalha diretamente na produção de alimentos para comercialização. Esta prática, utilizada para garantir o próprio sustento ou ajudar no rendimento familiar, é muito comum em diversas faixas etárias e classes sociais. Frente a essa realidade, o Consulado da Mulher abriu a seleção Empreendedoras 2017. A entidade é gerida pela empresa Cônsul e presta serviços para o empoderamento e capacitação de mulheres de baixa renda ou da área rural.

A proposta consiste em oferecer um treinamento especializado e gratuito durante dois anos em diversas áreas como gestão administrativa, financeira, vendas, marketing, gestão da produção, recursos humanos, sustentabilidade e gênero. A metodologia aplicada é certificada pela Fundação Banco do Brasil desde 2009, sendo uma das finalistas no Prêmio de Tecnologias Sociais de 2015.

O curso será oferecido preferencialmente para mulheres acima de 18 anos, que produzem alimentos para vender (ou que já tenham vendido alguma vez) e que tenham renda máxima de um salário mínimo por pessoa da família. Para as inscrições serão válidos projetos de mulheres que residem nas regiões de São Miguel Paulista e Vila Prudente (na grande São Paulo), e cidades de Rio Claro (SP), Joinville (SC) e Manaus (AM), localidades onde já existem os escritórios do Consulado da Mulher e onde serão aplicados os cursos presencialmente. As inscrições devem ser realizadas no portal do Consulado da Mulher no endereço eletrônico http://consuladodamulher.org.br/inscricoes/ ou presencialmente nos escritórios de cada região até o dia 31 de março.

Segundo o Consulado da Mulher após o término das inscrições, será realizada a primeira seletiva onde serão analisados o perfil empreendedor e socioeconômico das mulheres inscritas. Em seguida, são realizados cursos de formações básicas de empreendedorismo para a construção de um plano de negócios simplificado. A terceira fase do processo é a construção e apresentação do plano para uma banca empreendedora, que dará avaliação e ideias sobre o negócio.

Aquelas que chegarem até o final destas etapas, receberão assessoria gratuita do Consulado da Mulher por dois anos, com base no plano de negócios e na Metodologia de Gestão de Empreendimentos Solidários. Esta Tecnologia Social é um conjunto de ferramentas desenvolvidas para atuação com grupos populares e que estão fundamentadas nos princípios de Educação Popular e no Trabalho em Rede.

A assessoria prestada será realizada quinzenalmente, em grupos e alguns encontros individuais, geralmente no escritório local do Consulado da Mulher ou em organizações parceiras nas comunidades onde vivem, e no próprio espaço de produção das selecionadas.

Luciane Gonçalves é de São Paulo e foi uma das selecionadas da edição Empreendedoras no ano passado. Ela produz salgadinhos para vender e afirma que após receber a assessoria técnica sua vida melhorou muito. Ela explica que há três anos resolveu comprar uma máquina de crepe e abriu um bufê de salgados para ajudar nas despesas da casa, já que o marido estava desempregado e precisava sustentar os quatro filhos que moram com o casal. A partir da inicialização no curso de empreendedorismo, passou a compreender melhor o próprio negócio. “No início a gente não sabe nada, nem sabe cobrar direito pelos produtos. Eu não tinha visão de empreendedora. Só queria pagar meu aluguel. Hoje isso mudou muito. Eu consegui ampliar a minha cozinha, atendo festas de casamento e até vou ter uma logomarca proporcionada pelos parceiros do Consulado”, afirma.

Para a coordenadora do projeto Erica Sacchi Zanotti, o processo de mobilização nas comunidades e seleção de mulheres é muito importante. “Muitas dessas pessoas acessadas não se veem como empreendedoras. O contato com as educadoras sociais do Consulado, a troca de saberes sobre empreendedorismo popular e a construção do modelo de negócios faz com que elas entendam que são capazes".

Somente em 2014, 108 empreendimentos foram assessorados, dos quais 59 diretamente pelo Consulado da Mulher e outros 49 por meio de entidades sociais parceiras. Estes empreendimentos propiciaram a geração de renda para 1.570 pessoas, com um total de 6.314 beneficiários incluindo filhos e familiares que dependem economicamente da renda destas mulheres. A elevação média da renda foi de 21% entre o início e o final do ano. Os 108 empreendimentos beneficiados faturaram em 2014 o equivalente a R$ 5 milhões, movimentando a economia e gerando riquezas em suas comunidades.

Serviço:

Baixe o formulário de inscrição: www.consuladodamulher.org.br/inscricoes.

Basta fazer o download, imprimí-lo, preenchê-lo e enviá-lo via e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Ou envie pelos Correios para o endereço Rua Dona Francisca, 7.173, Zona Industrial Norte – CEP 89219-600.

 

A realização deste projeto contempla três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Recurso de R$ 17 milhões permitirá acesso à água potável a cerca de 14,3 mil pessoas em nove estados do semiárido brasileiro

Em tempos de grave seca no Nordeste e no norte de Minas Gerais, a Fundação Banco do Brasil anuncia novo investimento social para garantir o acesso à água potável no Semiárido brasileiro. Serão destinados RS 17,3 milhões para a implantação de 3.588 cisternas para captação e armazenamento de água em nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. A iniciativa, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), beneficiará 14,3 mil pessoas da área rural.

Nesta quarta-feira (22), em Brasília, foi celebrado o convênio com a Articulação do Semiárido (ASA), rede formada por mais de três mil organizações da sociedade civil, que ficará responsável pela identificação e mobilização dos beneficiados, assim como a construção dos reservatórios e a assessoria técnica.

O casal de agricultores familiares Augusto da Silva, 45 anos, e Enir dos Santos, 37 anos, vieram de Montezuma (MG), para participar do evento. Eles contam com duas cisternas, uma para o consumo básico, desde 2012, e a outra voltada para a produção de alimentos e criação de pequenos animais.

"Antes a gente buscava água com balde no córrego e, às vezes, estava barrenta. Agora guardamos água da chuva para usar durante a seca." Ela destacou a importância da cisterna para produção. “A caixa ajuda muita gente porque muitos gostam de plantar hortaliças. Lá em casa, plantamos mandioca, quiabo, abóbora, laranja, limão, banana, cebolinha e alface. Cultivamos tudo o que gostamos. Temos uma alimentação saudável e não precisamos ir à feira”.

A vice-presidente da Asa, Valquíria Lima, afirmou que a parceria com a Fundação BB é muito importante para as famílias do semiárido. "Hoje celebramos não apenas valores, investimentos financeiros. É dia de celebrar vidas que serão valorizadas, resgatadas, salvas e fortalecidas."

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares (Pepe), afirmou que o investimento democratiza o acesso à água. "Importante ressaltar que a cisterna é construída com o envolvimento da comunidade com insumos da região. É a comunidade que constrói, e ela adquire insumos lá na região. Ou seja, além da reaplicação da tecnologia social, o investimento ativa a economia do Semiárido."

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, comentou que a parceria entre os vários entes gera um resultado importante. "O projeto influencia a vida das pessoas. Quando há uma orquestração entre o Banco do Brasil, o Governo Federal e as entidades, nós conseguimos desenvolver um belíssimo trabalho para que as pessoas possam ter uma vida melhor."

O evento também contou com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e do Ministério da integração Nacional.

Água de Beber e de Produção

As cisternas reaplicadas serão divididas em dois tipos: 3.198 voltados para o consumo básico – Água de Beber, conhecido como Cisterna de Placas, que serão reaplicadas em Alagoas, Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte; e 390 relacionadas à produção de alimentos e criação de pequenos animais – Água de Produção, as Cisterna Enxurrada e Calçadão, destinadas à Bahia, Pernambuco e Sergipe. Durante o projeto, haverá capacitação de pedreiros da própria comunidade e das famílias, a fim de obterem maior aproveitamento da água potável.

Nos últimos quatro anos, a Fundação BB já implantou 80 mil unidades de consumo básico e 12 mil de produção, em parceria com a ASA. Estudos sobre os impactos positivos gerados por essa tecnologia social indicaram a redução na incidência de doenças e aumento na frequência escolar entre as crianças e os jovens.

Com a construção do novo lote a Fundação BB completará a entrega de 95,6 mil unidades, alinhadas à política pública de acesso à água do Governo Federal, correspondendo a investimento de R$ 327 milhões, nos últimos cinco anos, conforme quadro abaixo:
• R$ 191 milhões para a construção de 83,2 mil cisternas de placas - água de beber;
• R$ 136 milhões para a construção de 12,4 mil cisternas calçadão e enxurrada - água de produção, em parceria com o BNDES.

Todas as cisternas são georreferenciadas, o que garante a transparência da implantação. Além disso, são soluções efetivas e de baixo custo, cuja construção envolve a participação das comunidades e já beneficiaram cerca de 350 mil pessoas.

Tecnologia social

As Cisternas de Placas foram certificadas como tecnologia social em 2001 pela Fundação BB, com a finalidade de captar e armazenar água da chuva. Para o consumo das famílias, o sistema utilizado permite o acúmulo de até 16 mil litros, que atende a necessidade de uma família de cinco pessoas pelo período de até oito meses. O equipamento é composto por encanamento simples para recolher água da chuva nos telhados das casas e reservatório no subsolo revestido com placas.

Já para as atividades produtivas, as cisternas são de dois modelos: Calçadão e Enxurrada. As duas possuem capacidade de até 52 mil litros de água. Elas são construídas próximas as residências das famílias. A diferença é que a Enxurrada é instalada no caminho por onde passa o fluxo pluvial e a Calçadão capta de áreas em declive.

Entrega de cisternas no Semiárido brasileiro
2012 – 2016

Água de beber
R$ 180 milhões investimento social
80 mil cisternas construídas
133 municípios participantes
300 mil pessoas beneficiadas
1,28 bilhão de litros de água

Água de produção
R$ 130 milhões Investimento social
12 mil cisternas construídas
121 municípios participantes
48 mil pessoas beneficiadas
624 milhões de litros de água


Previsto para 2017

Água de beber

R$ 11,4 milhões investimento social
3.198 cisternas a construir
17 municípios participantes
12.792 pessoas beneficiadas
51,1 milhões de litros de água

Água de produção
R$ 5,9 milhões investimento social
390 cisternas a construir
6 municípios participantes
1.560 pessoas beneficiadas
20,2 milhões de litros de água


Serviço:
Assinatura de convênio entre a Fundação BB e a Articulação do Semiárido (ASA)
Data: 22/2, 14h
Local: Auditório do Edifício Banco do Brasil, 14º andar, Brasília.

A realização deste projeto contempla dois Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Técnicas vão tratar resíduos sanitários e apoiar práticas agroecológicas para evitar a contaminação de recursos naturais

Diagnóstico realizado pelo Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM) apontou a diminuição da quantidade e qualidade da água em propriedades rurais de Viçosa, cidade da Zona da Mata mineira. O impacto ambiental também foi detectado em áreas vizinhas a parques estaduais e nacionais.

A justificativa para degradação dos solos e da água na região é atribuída à monocultura do café, principal atividade agrícola local, que faz uso de grandes quantidades de adubos químicos sintéticos e agrotóxicos.

Como forma de solucionar o problema, foi elaborado o projeto "Na Sombra das Minhas Árvores: Ampliando as Bases para Agroecologia", que incentiva a práticas agroecológicas na região, por meio do plantio de alimentos em ciclos naturais sem a utilização de fertilizantes químicos e agrotóxicos.

Com o investimento social da Fundação Banco do Brasil, no valor de R$ 200 mil, o projeto pretende ampliar a segurança alimentar da população, além de permitir a produção para comercialização. Os participantes, incluindo jovens, mulheres e técnicos serão capacitados em diversas práticas e em tecnologias sociais para conservação da água e do solo. Aproximadamente cem famílias de pequenos agricultores serão beneficiadas.

Além dos cursos, a iniciativa irá promover a reaplicação da tecnologia social Fossas Sépticas e Fossas Biodigestoras (Tevap). Serão 30 unidades que farão o destino adequado de dejetos sanitários, evitando a contaminação do solo.

Também serão implantadas dez Unidades Participativas em Plantio de Água (UPPAs) – técnica que utiliza buracos cavados no solo para a água penetrar lentamente, evitando a erosão. Os recursos contemplam ainda aquisição de equipamentos, serviços e materiais de consumo.

De acordo com o técnico do projeto, Eugênio Resende, a implantação das tecnologias será desenvolvida em sistema de mutirão, durante as oficinas de capacitação. A partir do desenvolvimento das ações, pretende-se ampliar o número de famílias atendidas. Resende destacou a atuação da Fundação BB no desenvolvimento sustentável. “A Fundação BB já é considerada uma das nossas principais parceiras. Nos últimos anos, ela vem se destacando no apoio à agroecologia e a ações voltadas para a geração de renda”, concluiu.

Centro de capacitação é utilizado para encontros de intercâmbio e oficinas voltadas para o cultivo

O Centro de Capacitação Agrícola de Palmeiras, inaugurado em 2015, é o orgulho da Associação de Moradores de Palmeiras, na zona rural de Mimoso do Sul (ES). Com 25 anos de existência e o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos 35 agricultores familiares associados, a entidade percebeu a necessidade de ter um espaço para realização de cursos, palestras e encontros de trocas de experiências entre os agricultores.

Cerca de 400 pessoas já passaram pelo centro, inclusive de comunidades vizinhas, para frequentar cursos diversos - de operação de roçadeira a culinária e pintura em tela. O espaço é usado inclusive para as aulas de uma turma de quarta série do ensino fundamental, formada por alunos da comunidade.

O centro foi construído e climatizado com aparelhos de ar condicionado com investimento social da Fundação Banco do Brasil. O apoio da Fundação BB à associação totaliza R$ 478 mil, incluindo outros dois projetos. O primeiro, realizado entre 2010 e 2012, para a instalação de 220 Fossas Sépticas Biodigestoras em propriedades de cafeicultores, para eliminar o descarte de esgoto a céu aberto ou em fossas que contaminavam o lençol freático.

A Fossa Séptica Biodigestora é uma tecnologia social que consiste num sistema doméstico de tratamento de dejetos que evita a contaminação do solo e produz adubo líquido orgânico. O Instituto Capixaba de Pesquisa e Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) assumiu o papel de implantar as fossas sépticas e prestar orientações e assistência técnica para promoção da melhor utilização da tecnologia.

O descarte correto do esgoto foi uma das exigências para que os produtores familiares de café conilon conseguissem a certificação das propriedades para comercialização do produto no Mercado Justo Europeu (Selo Fairtrade).

O outro projeto apoiado pela Fundação BB permitiu a compra de um caminhão baú refrigerado. O veículo é usado no transporte dos vegetais cultivados para pontos de venda em feiras livres ou para fornecimento aos programas de aquisição de alimentos do governo municipal ou federal - merenda escolar ou instituições sociais.

De acordo com o associado José Cláudio, que já foi presidente da entidade, a melhoria de vida dos moradores começou com o trabalho iniciado há 25 anos, quando o índice de analfabetismo era de 25%. "A comunidade quis sair do estado em que se encontrava, e a educação foi fundamental. Atribuímos o desenvolvimento também a um conjunto de parcerias." Além da Fundação BB, a associação conta com parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Cooperativa da Agricultura Familiar de Mimoso do Sul e a Cooperativa da Agricultura Familiar de Mimoso do Sul.

Investimentos no estado
A Fundação Banco do Brasil apoiou 152 projetos no Espírito Santo entre 2006 e setembro de 2016, envolvendo 27 mil participantes em 29 municípios. O investimento social foi de R$ 18,6 milhões.

Cem fossas ecológicas serão instaladas para destinação correta aos dejetos e evitar a contaminação da água

Para recuperar a qualidade da água dos rios que deságuam no Ribeirão Ipanema, o município de Ipatinga (MG) vai adotar um sistema simples no tratamento e reaproveitamento dos dejetos do vaso sanitário. Trata-se da Tecnologia Social “Fossa Ecológica-TEvap” ou Fossa Evapotranspiração. Além de tratar, o sistema dá um destino adequado aos resíduos, evita a contaminação da água e reduz os impactos ambientais e sociais no meio rural. O composto orgânico derivado do processo será usado nas plantações de bananeiras, plantas ornamentais e capim vetiver, apropriado para a recuperação de áreas degradadas.

O projeto intitulado "Sanear Rural” é fruto da parceria da Associação dos Agricultores Familiares de Ipatinga (AAGRIFIPA) com a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vão investir R$ 239 mil na implantação de cem fossas e na limpeza de outras 55 unidades já instaladas. O convênio será assinado nesta quinta-feira (9) e vai atender cem famílias que vivem do trabalho com a fruticultura, plantação de hortaliças, criação de gado leiteiro e turismo. Alguns associados fornecem alimentos para a merenda escolar do município. O projeto conta também com a parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e da Prefeitura Municipal de Ipatinga.

De acordo com Manoel Simões de Barros, extensionista agropecuário da Emater-MG, aproximadamente 95% do município, incluindo a área rural, faz parte da bacia hidrográfica do ribeirão, que deságua no Rio Doce. Ele explica que parte das unidades habitacionais dessa região ainda despejam seus resíduos sanitários diretamente nos cursos d’água. “Preocupamos com a questão da água da região, tanto a qualidade, como a quantidade”, disse. O projeto foi selecionado via edital, em 2016, para gerar renda e inclusão social para as famílias que foram impactadas pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, que poluiu a Bacia do Rio Doce.

Conheça o manual da Tecnologia Social TEvap

Conheça essa e outras tecnologias socias


Sobre a Fossa Ecológica


O sistema TEvap foi criado por Tom Watson, nos Estados Unidos, e adaptado por vários permacultores brasileiros. Nele ocorre a decomposição da matéria orgânica por bactérias, e a transformação em um composto com nutrientes para as plantas. O projeto foi finalista da sétima edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, apresentado pela Emater-MG e é uma das tecnologias certificadas no BTS de 2013.

A realização deste projeto contempla dois Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

  

Projeto Bazar Eco vai gerar renda por meio da inclusão social dos trabalhadores na cadeia produtiva da moda alternativa 

O que para muitos pode ser considerado lixo, para 35 catadores de materiais recicláveis da cidade de Mogi Guaçu (SP) é oportunidade de um negócio lucrativo, de onde eles tiram o sustento da família. O projeto “Bazar Eco: Fomento da Economia Criativa” vai transformar resíduos recolhidos em produtos novos - objetos de arte e de decoração, móveis restaurados e roupas que valorizam a moda por meio do upcycling (processo de transformar produtos descartáveis em novos materiais ou objetos de maior valor, uso ou qualidade).

Idealizado pela designer de moda, Maitê Vedovell, o Bazar Eco visa à inclusão social dos catadores na cadeia produtiva da moda alternativa e sustentável e à geração de renda. O projeto vai receber da Fundação Banco do Brasil investimento social de R$ 60 mil. A formalização do convênio com a Associação Cooper 3R's aconteceu no dia 2, às 18 horas. O recurso não reembolsável será destinado à compra de máquinas de costura, equipamentos de marcenaria e de informática.

A catadora, Janete Silva, de 23 anos, é também a atual presidente da Cooper 3R's. Filha de catadores, ela conta que sempre desempenhou a atividade com orgulho e que o projeto vai valorizar ainda mais o trabalho dela e dos associados e dar a eles a oportunidade de transformar os resíduos recolhidos em produtos novos, com qualidade e maior valor agregado.

“A prática de reaproveitamento de resíduos nós já tínhamos, mas faltava capacitação e maquinário. Essa é uma oportunidade que a Fundação BB está nos dando de melhorar o nosso trabalho e a nossa renda, disse Janete.

A coordenadora do projeto, Maria Beatriz Bimbati, explica que os catadores estão participando de três seminários de capacitação sobre os temas economia circular e criativa, negócios sustentáveis e upcycling sustentabilidade, com a presença de costureiras, artistas plásticos, ambientalistas, empresários da moda, arquitetos e estudantes de moda e engenharia ambiental.

“Esse projeto com a Fundação BB vai proporcionar aos catadores oficinas com a intenção de despertar um olhar criativo, para transformar o material recolhido que não tinha valor em objetos de venda. Vamos também envolver a comunidade para que as pessoas tenham um olhar voltado para o reaproveitamento das coisas e a valorização dos catadores”, disse Maria Beatriz.

São parceiros também no projeto o Senac Mogi Guaçu, a Rede de Assistência à Saúde (RAS), o Sistema de Monitoração e Avaliação Social e Ambiental (Simasa), a Secretaria Municipal de Cultura de Mogi Guaçu, a Faculdade Municipal Professor Franco Montoro e o Empório Nutry.

Tecnologia social vai armazenar água da chuva para consumo básico de 45 famílias

Para 135 agricultores familiares dos municípios de Governador Valadares e Periquito, na Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais, ficará mais fácil conviver com os períodos de estiagem graças à construção de 45 unidades da Tecnologia Social Cisternas de Placas Pré-moldadas. As cisternas com capacidade de 16 mil litros permitem a captação de água da chuva e o armazenamento para o consumo básico das famílias.

O convênio assinado neste dia 1º entre a Fundação Banco do Brasil e o Centro Agroecológico Tamanduá (CAT) inclui a capacitação das famílias que vão receber a cisterna sobre o funcionamento e manutenção da unidade e o uso da água de forma mais racional. O recurso total de R$ 212 mil também será utilizado para aquisição de dois veículos utilitários, material de construção e pagamento de pedreiros.

O projeto é uma das iniciativas selecionadas via edital, em 2016, para gerar renda e inclusão social a famílias que foram impactadas pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, que poluiu a Bacia do Rio Doce, em 2015. As ações em 36 municípios de Minas Gerais e quatro do Espírito Santo são realizadas em parceria entre a Fundação BB e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e entidades locais.

Além do rompimento da barragem, outros fatores contribuíram para reduzir a oferta e a qualidade da água para consumo na região de Governador Valadares e Periquito, como a derrubada de matas, a degradação de áreas de mananciais, o uso predatório do solo e o pastoreio intensivo.

O período de estiagem na região, geralmente, vai de maio a setembro. De acordo com o agroecólogo e coordenador executivo do CAT, Filipe Fernandes de Sousa, faz três anos que a crise hídrica afeta a parte leste do estado. Os agricultores estão sentindo dificuldades, mas não sabem como lidar com a situação. "O projeto está vindo para dar início a uma nova discussão sobre a convivência com esse período de estiagem. Isso está deixando a gente otimista", disse. Sousa acrescentou que eles pretendem, no futuro, iniciar novos projetos para reaplicar outras tecnologias sociais a fim de melhorar a disponibilidade de água na região

Apresentação no Recanto das Emas até o dia 4 é resultado de projeto cultural e de capacitação profissional artística

Um espetáculo de percussão corporal, dança e canto, encenado por crianças e jovens do Recando das Emas, e voltado para público da mesma idade, fará o encerramento do projeto "Batucadeiros: Água, Música da Vida". A ação aborda a importância de preservar os recursos hídricos em tempos de escassez de água. As apresentações começaram dia 30 e vão até o dia 4 de fevereiro, às 20h, na sede do Instituto Batucar, realizador do projeto, no Recanto das Emas.

O projeto tem o apoio da Fundação Banco do Brasil, com o investimento social de R$153 mil, utilizados na realização de oficinas de corpo, voz, teatro e dança por seis meses para 80 alunos. Com o recurso também foram adquiridos equipamentos de audiovisual, arquibancada e palco móveis.

O presidente do Instituto Batucar, Ricardo Amorim, afirma que falta diversidade de expressões culturais e artísticas nas comunidades da periferia e o projeto busca suprir isso em parte, além de gerar oportunidade de capacitação profissional aos alunos de 6 a 18 anos. "Temos uma abordagem teórica e prática ao mesmo tempo. Eles passam por todo um processo de formação artística de cena e de aspectos profissionais de uma produção cultural".

Além da importância para a formação dos alunos, há também o aspecto de conscientização ambiental, já que o tema principal é a preservação da água. "As crianças dos batucadeiros podem se expressar de forma artística e dar um recado bonito para sociedade", destaca Amorim, com orgulho.

Serviço:
Espetáculo Batucadeiros: Água, Música da Vida

Data: de 30/1 a 4/2, às 20h
Local: Sede do Instituto Batucar, na Quadra 307 Conjunto 15 Lote 17, Recanto das Emas (DF). Fones: (61) 3082-1014, (61) 99397-6606, (61) 99672-9674