Notícias

Notícias (165)

Cem fossas ecológicas serão instaladas para destinação correta aos dejetos e evitar a contaminação da água

Para recuperar a qualidade da água dos rios que deságuam no Ribeirão Ipanema, o município de Ipatinga (MG) vai adotar um sistema simples no tratamento e reaproveitamento dos dejetos do vaso sanitário. Trata-se da Tecnologia Social “Fossa Ecológica-TEvap” ou Fossa Evapotranspiração. Além de tratar, o sistema dá um destino adequado aos resíduos, evita a contaminação da água e reduz os impactos ambientais e sociais no meio rural. O composto orgânico derivado do processo será usado nas plantações de bananeiras, plantas ornamentais e capim vetiver, apropriado para a recuperação de áreas degradadas.

O projeto intitulado "Sanear Rural” é fruto da parceria da Associação dos Agricultores Familiares de Ipatinga (AAGRIFIPA) com a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vão investir R$ 239 mil na implantação de cem fossas e na limpeza de outras 55 unidades já instaladas. O convênio será assinado nesta quinta-feira (9) e vai atender cem famílias que vivem do trabalho com a fruticultura, plantação de hortaliças, criação de gado leiteiro e turismo. Alguns associados fornecem alimentos para a merenda escolar do município. O projeto conta também com a parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e da Prefeitura Municipal de Ipatinga.

De acordo com Manoel Simões de Barros, extensionista agropecuário da Emater-MG, aproximadamente 95% do município, incluindo a área rural, faz parte da bacia hidrográfica do ribeirão, que deságua no Rio Doce. Ele explica que parte das unidades habitacionais dessa região ainda despejam seus resíduos sanitários diretamente nos cursos d’água. “Preocupamos com a questão da água da região, tanto a qualidade, como a quantidade”, disse. O projeto foi selecionado via edital, em 2016, para gerar renda e inclusão social para as famílias que foram impactadas pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, que poluiu a Bacia do Rio Doce.

Conheça o manual da Tecnologia Social TEvap

Conheça essa e outras tecnologias socias


Sobre a Fossa Ecológica


O sistema TEvap foi criado por Tom Watson, nos Estados Unidos, e adaptado por vários permacultores brasileiros. Nele ocorre a decomposição da matéria orgânica por bactérias, e a transformação em um composto com nutrientes para as plantas. O projeto foi finalista da sétima edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, apresentado pela Emater-MG e é uma das tecnologias certificadas no BTS de 2013.

A realização deste projeto contempla dois Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

  

Projeto Bazar Eco vai gerar renda por meio da inclusão social dos trabalhadores na cadeia produtiva da moda alternativa 

O que para muitos pode ser considerado lixo, para outros 35 catadores de materiais recicláveis da cidade de Mogi Guaçu (SP) é oportunidade de um negócio lucrativo, de onde eles tiram o sustento da família. O projeto “Bazar Eco: Fomento da Economia Criativa” vai transformar resíduos recolhidos em produtos novos - objetos de arte e de decoração, móveis restaurados e roupas que valorizam a moda por meio do upcycling (processo de transformar produtos descartáveis em novos materiais ou objetos de maior valor, uso ou qualidade).

Idealizado pela designer de moda, Maitê Vedovell, o Bazar Eco visa à inclusão social dos catadores na cadeia produtiva da moda alternativa e sustentável e à geração de renda. O projeto vai receber da Fundação Banco do Brasil investimento social de R$ 60 mil. A formalização do convênio com a Associação Cooper 3R's aconteceu no dia 2, às 18 horas. O recurso não reembolsável será destinado à compra de máquinas de costura, equipamentos de marcenaria e de informática.

A catadora, Janete Silva, de 23 anos, é também a atual presidente da Cooper 3R's. Filha de catadores, ela conta que sempre desempenhou a atividade com orgulho e que o projeto vai valorizar ainda mais o trabalho dela e dos associados e dar a eles a oportunidade de transformar os resíduos recolhidos em produtos novos, com qualidade e maior valor agregado.

“A prática de reaproveitamento de resíduos nós já tínhamos, mas faltava capacitação e maquinário. Essa é uma oportunidade que a Fundação BB está nos dando de melhorar o nosso trabalho e a nossa renda, disse Janete.

A coordenadora do projeto, Maria Beatriz Bimbati, explica que os catadores estão participando de três seminários de capacitação sobre os temas economia circular e criativa, negócios sustentáveis e upcycling sustentabilidade, com a presença de costureiras, artistas plásticos, ambientalistas, empresários da moda, arquitetos e estudantes de moda e engenharia ambiental.

“Esse projeto com a Fundação BB vai proporcionar aos catadores oficinas com a intenção de despertar um olhar criativo, para transformar o material recolhido que não tinha valor em objetos de venda. Vamos também envolver a comunidade para que as pessoas tenham um olhar voltado para o reaproveitamento das coisas e a valorização dos catadores”, disse Maria Beatriz.

São parceiros também no projeto o Senac Mogi Guaçu, a Rede de Assistência à Saúde (RAS), o Sistema de Monitoração e Avaliação Social e Ambiental (Simasa), a Secretaria Municipal de Cultura de Mogi Guaçu, a Faculdade Municipal Professor Franco Montoro e o Empório Nutry.

Tecnologia social vai armazenar água da chuva para consumo básico de 45 famílias

Para 135 agricultores familiares dos municípios de Governador Valadares e Periquito, na Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais, ficará mais fácil conviver com os períodos de estiagem graças à construção de 45 unidades da Tecnologia Social Cisternas de Placas Pré-moldadas. As cisternas com capacidade de 16 mil litros permitem a captação de água da chuva e o armazenamento para o consumo básico das famílias.

O convênio assinado neste dia 1º entre a Fundação Banco do Brasil e o Centro Agroecológico Tamanduá (CAT) inclui a capacitação das famílias que vão receber a cisterna sobre o funcionamento e manutenção da unidade e o uso da água de forma mais racional. O recurso total de R$ 212 mil também será utilizado para aquisição de dois veículos utilitários, material de construção e pagamento de pedreiros.

O projeto é uma das iniciativas selecionadas via edital, em 2016, para gerar renda e inclusão social a famílias que foram impactadas pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, que poluiu a Bacia do Rio Doce, em 2015. As ações em 36 municípios de Minas Gerais e quatro do Espírito Santo são realizadas em parceria entre a Fundação BB e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e entidades locais.

Além do rompimento da barragem, outros fatores contribuíram para reduzir a oferta e a qualidade da água para consumo na região de Governador Valadares e Periquito, como a derrubada de matas, a degradação de áreas de mananciais, o uso predatório do solo e o pastoreio intensivo.

O período de estiagem na região, geralmente, vai de maio a setembro. De acordo com o agroecólogo e coordenador executivo do CAT, Filipe Fernandes de Sousa, faz três anos que a crise hídrica afeta a parte leste do estado. Os agricultores estão sentindo dificuldades, mas não sabem como lidar com a situação. "O projeto está vindo para dar início a uma nova discussão sobre a convivência com esse período de estiagem. Isso está deixando a gente otimista", disse. Sousa acrescentou que eles pretendem, no futuro, iniciar novos projetos para reaplicar outras tecnologias sociais a fim de melhorar a disponibilidade de água na região

Apresentação no Recanto das Emas até o dia 4 é resultado de projeto cultural e de capacitação profissional artística

Um espetáculo de percussão corporal, dança e canto, encenado por crianças e jovens do Recando das Emas, e voltado para público da mesma idade, fará o encerramento do projeto "Batucadeiros: Água, Música da Vida". A ação aborda a importância de preservar os recursos hídricos em tempos de escassez de água. As apresentações começaram dia 30 e vão até o dia 4 de fevereiro, às 20h, na sede do Instituto Batucar, realizador do projeto, no Recanto das Emas.

O projeto tem o apoio da Fundação Banco do Brasil, com o investimento social de R$153 mil, utilizados na realização de oficinas de corpo, voz, teatro e dança por seis meses para 80 alunos. Com o recurso também foram adquiridos equipamentos de audiovisual, arquibancada e palco móveis.

O presidente do Instituto Batucar, Ricardo Amorim, afirma que falta diversidade de expressões culturais e artísticas nas comunidades da periferia e o projeto busca suprir isso em parte, além de gerar oportunidade de capacitação profissional aos alunos de 6 a 18 anos. "Temos uma abordagem teórica e prática ao mesmo tempo. Eles passam por todo um processo de formação artística de cena e de aspectos profissionais de uma produção cultural".

Além da importância para a formação dos alunos, há também o aspecto de conscientização ambiental, já que o tema principal é a preservação da água. "As crianças dos batucadeiros podem se expressar de forma artística e dar um recado bonito para sociedade", destaca Amorim, com orgulho.

Serviço:
Espetáculo Batucadeiros: Água, Música da Vida

Data: de 30/1 a 4/2, às 20h
Local: Sede do Instituto Batucar, na Quadra 307 Conjunto 15 Lote 17, Recanto das Emas (DF). Fones: (61) 3082-1014, (61) 99397-6606, (61) 99672-9674

Investimento social da Fundação Banco do Brasil e da Brasilcap vai ampliar o processamento de alimentos


O município de São José do Vale do Rio Preto, localizado na região serrana do Rio de Janeiro, é considerado o maior produtor de hortifrutigranjeiros do estado, e se destaca pela produção de chuchu, caqui, mexerica ponkan e frango.

Dentro desse contexto, o grande desafio da Associação dos Agricultores Familiares de São José de Vale do Rio Preto (Assaf) é fortalecer o trabalho dos 57 agricultores familiares associados, para mantê-los no campo e para que eles sejam capazes de alcançar novos mercados.

O projeto intitulado “Processando alimentos saudáveis” receberá investimento social de R$ 199,5 mil da Fundação Banco do Brasil e da Brasilcap.

O recurso será usado na compra de equipamentos e maquinários - um cortador e processador, um higienizador de ozônio, uma centrífuga, uma seladora a gás, embaladoras a vácuo e geladeiras.

De acordo com o presidente da associação, Aldair Machado, os novos equipamentos vão facilitar o trabalho, contribuir na melhoria da qualidade da produção e, consequentemente, gerar mais trabalho e renda para os agricultores da região. Ele ressalta que a Assaf já fornece alimentos para a merenda escolar de São José do Vale do Rio Preto e de Petrópolis, pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal.“Queremos alçar novos voos e alcançar grandes redes de fast foods,restaurantes e supermercados”, disse.

Machado também explica que os associados cultivam grande variedade de alimentos - como cenoura, beterraba, mandioca, couve e chuchu - que, com os novos equipamentos, podem vender os produtos cortados e embalados a vácuo, prontos para o consumo, por valor três vezes maior.

A formalização do convênio será nessa quarta-feira (1º), às 14 horas, no auditório da câmara municipal da cidade.

Trabalhadores que viviam do lixão contam com apoio da Fundação BB na gestão de empreendimento coletivo


Com o objetivo de melhorar as condições de trabalho, aumentar a renda e resgatar a cidadania dos catadores de materiais recicláveis, a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Mimoso do Sul, no Espírito Santo, e a Fundação Banco do Brasil vão promover curso de capacitação em associativismo e gestão para os trabalhadores associados.

O projeto, apresentado por meio do programa Voluntariado Banco do Brasil, vai receber R$ 40 mil. O investimento social também será empregado na compra de equipamentos – prensa, balança, torno e esmeril – que vão auxiliar o trabalho diário do participantes.

Danieli Ferrari Silva, de 29 anos, é catadora e atual presidente da associação. Antes da formalização da entidade, ela e os outros associados recolhiam o material reciclável no lixão da cidade. Ela conta que, após o fechamento, a prefeitura local ajudou na organização do empreendimento.

A associação iniciou os trabalhos há pouco mais de dois anos, de forma artesanal e sem os equipamentos básicos para a atividade de coleta, seleção e reciclagem de resíduos, o que demandava maiores esforços e tempo dos catadores, reduzindo sua produtividade e sua lucratividade. Diante disso, buscou parcerias para melhorar as condições de trabalho e aumentar a renda dos participantes. Hoje, todo material recolhido pela associação, uma média de 10 toneladas por mês, é separado e vendido para uma empresa da cidade vizinha de Cachoeiro de Itapemirim. Cada catador consegue uma renda mensal de um salário mínimo (R$ 937).

O sonho de Danieli é ver a associação crescer. “Meu maior desejo é ver a cooperativa integrando mais pessoas e ajudando mais famílias. Nós também incentivamos a consciência ecológica da população local”, declarou.

A formalização do convênio aconteceu nessa quinta-feira (26), com a presença dos catadores, representantes do Banco do Brasil e autoridades locais.

Agricultores familiares do município de Ministro Andreazza vão plantar cerca de 30 mil mudas

O uso intensivo da mesma área para pastagem, sem qualquer manejo, e a redução da vegetação têm sido responsáveis pela desagregação do solo e assoreamento dos rios, resultando na morte de nascentes do município de Ministro Andreazza (RO), distante cerca de 500 quilômetros de Porto Velho.

A Fundação Banco do Brasil e a Cooperativa de Produtores Rurais da Agricultura Familiar de Ministro Andreazza (Cooperandreazza) assinaram, nesta quarta-feira (25), um convênio para o projeto Água Viva, no valor de R$ 198,7 mil, que tem como objetivo recuperar as áreas degradadas e o lençol freático. A iniciativa também pretende gerar renda para 25 agricultores familiares que vivem basicamente da produção de café e da criação de gado leiteiro, além do envolvimento indireto de outros 50 agricultores. O projeto tem a parceria da Brasilcap.

A ação prevê o plantio de 30 mil mudas, sendo metade de espécies da flora brasileira e a outra metade de árvores frutíferas - cacau, cupuaçu, açaí, guaraná - sem uso de agrotóxico, uma alternativa a mais de renda no fim do mês.

“Esperamos conscientização em primeiro lugar. Que cada produtor, ao ver a terra recuperada, possa ganhar consciência do que é ter uma área degradada e não poder trabalhar nela. Esperamos também que o projeto possa melhorar a vida não só dos cooperados, mas também dos moradores vizinhos que dependem dos mananciais e rios em bom estado”, declarou Sueli Machado, presidente da cooperativa. A venda das frutas será uma alternativa a mais de renda no fim do mês.

De acordo com o técnico agrícola e assessor do projeto, Marcelo Poggian, o plantio das mudas será feito no período chuvoso, previsto para o final do mês de setembro. Ele explica que na fase atual, anterior ao plantio, os produtores vão preparar e isolar as áreas que irão receber o investimento.

A assinatura do convênio contou com a presença de representantes da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente do Município de Ministro Andreazza; da Emater Rondônia, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Ministro Andreazza e de autoridades municipais.

Certame vai selecionar propostas de até R$ 600 mil realizadas por empreendimentos coletivos que atuam em unidades de conservação federais

A Fundação Banco do Brasil anuncia o resultado preliminar da Etapa I do Edital Ecoforte Extrativismo, voltado a entidades sem fins lucrativos que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais de uso sustentável no Bioma Amazônia.

As entidades candidatas têm até o dia 6 de fevereiro, às 18h (horário de Brasília), para entrar com recursos junto à Comissão de Seleção - conforme prevê o edital, são cinco dias úteis após a publicação no Diário Oficial da União (DOU), que ocorreu na segunda (30). O recurso deve ser enviado por email, utilizando formulário próprio, para o endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., identificado com o seguinte título: “Edital de Seleção Pública nº 2016/007 – ECOFORTE Extrativismo – RECURSOS”.

O investimento social será de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A seleção vai apoiar empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta.

Para acessar o resultado preliminar da Etapa I, clique aqui.

Para acessar o formulário de Interposição de Recursos, clique aqui.

Para acessar a página do Edital Ecoforte Extrativismo, clique aqui.

A seleção de propostas por edital confere maior transparência na concessão dos patrocínios

Estão abertas a partir de hoje, 23 de janeiro, inscrições para a Seleção Pública de Propostas de Patrocínio para eventos em 2017. Poderão participar entidades sem fins lucrativos - exceto clubes e associações de funcionários de empresas públicas e privadas, igrejas ou cultos religiosos. Cada proponente poderá apresentar uma proposta relacionada às áreas de atuação da Fundação BB: agroindústria, agroecologia, água, educação, resíduos sólidos e tecnologia social.

O valor solicitado para patrocínio deve ficar entre R$ 30 mil e R$ 100 mil, para eventos realizados em território nacional no período entre 1º de junho e 31 de dezembro deste ano. As inscrições são gratuitas e abertas até o dia 23 de fevereiro pela internet, no portal www.fbb.org.br. A divulgação do resultado está prevista para o final de março.

Em 2016, foram realizados 12 patrocínios a eventos como seminários, workshops e feiras que tiveram como finalidade dar visibilidade à Fundação, seus programas e tecnologias sociais. A iniciativa visa reforçar a imagem institucional e o relacionamento com entidades parceiras e públicos de interesse.

Clica aqui e conheça o edital. 

 

Fundação Banco do Brasil já implantou cerca de 14,9 mil Barraginhas em sete estados brasileiros e investiu R$ 5,1 milhões

Os agricultores familiares do município de Dionísio (MG) vão contar com uma a alternativa eficiente para recuperar áreas degradadas, conter a erosão, reter a água da chuva no solo e alimentar os rios. Trata-se da implantação de 700 unidades da Tecnologia Social Barraginhas, uma parceria da Fundação Banco do Brasil com a Associação Rural Dionísio. A ação faz parte dos projetos de inclusão socioprodutiva na região da Bacia do Rio Doce.

A parceria foi oficializada nessa quarta-feira (18), com a assinatura de convênio no valor de R$ 244 mil. O recurso também será usado na compra de uma retroescavadeira. O projeto vai atender 100 agricultores familiares que tem como principal atividade a criação de gado de leite.

“As nossas nascentes estão secando e a pouca água que ainda temos é de péssima qualidade”, declarou José Vieira Pena, presidente da Associação. Além de presidente, Pena também é agricultor familiar. Na propriedade de 60 hectares, ele cria 115 cabeças de gado. Hoje, toda a produção de leite é vendida para laticínios da cidade de Ipatinga (MG). “Estamos correndo atrás da documentação, porque em breve queremos fazer também a industrialização do leite. Temos esperança de que tudo vai dar certo”. Além da Fundação Banco do Brasil, são parceiros do projeto, a Emater-MG, a Prefeitura Municipal de Dionísio e o Rotary Clube.

Desde que certificou a tecnologia, a Fundação Banco do Brasil já implantou cerca de 14,9 mil Barraginhas em municípios de Minas Gerais, Piauí, Ceará, Rio de Janeiro, Sergipe, Bahia e Distrito Federal. Cerca de R$ 5,1 milhões já foram investidos na reaplicação da Tecnologia e cada unidade custa em média R$ 342,47.

Sobre as Barraginhas - Desenvolvida pela Embrapa Sorgo e Milho, de Sete Lagoas (MG) e certificada pelo Prêmio Fundação Bando do Brasil de 2003, as barraginhas são pequenos açudes que ajudam na reativação do lençol freático e das nascentes, além de contribuir para a irrigação de culturas. A metodologia encontra-se no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), disponível para todos os interessados. O BTS é o principal instrumento utilizado pela Fundação Banco do Brasil para disseminar, promover e fomentar a reaplicação de Tecnologias Sociais.

Projetos Bacia do Rio Doce - Em 2016, a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES iniciaram o investimento em ações de inclusão socioprodutivas nas áreas urbanas e rural de 36 municípios em Minas Gerais e quatro no Espírito Santo.