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Quinta, 24 Março 2022 12:49

A trama do algodão que transforma

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Cooperativa de mulheres é destaque em geração de renda

A Fundação Banco do Brasil está celebrando o mês das mulheres e dando continuidade as iniciativas com protagonismo feminino, hoje trazemos uma matéria especial sobre a cooperativa Justa Trama, que é liderada por Nelsa Nespolo.    

A Justa Trama é responsável por idealizar a tecnologia social A trama do Algodão que Transforma ao facilitar o intercâmbio de experiências entre o campo e a cidade integrando o trabalho da cadeia produtiva do algodão.  A instituição é composta por agricultoras, fiadoras, tecedoras, costureiras, artesãs, coletoras e beneficiadoras de sementes organizadas em empreendimentos da economia solidária. O trabalho inicia no plantio do algodão agroecológico e vai até a comercialização de peças de roupas produzidas pelas mulheres. 

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Nelsa Nespolo - fundadora e atual diretora da Justa Trama

Com a premissa de que é possível realizar um plantio que respeite a natureza e vendas que ajudam a geração de renda de mulheres, a Justa Trama vem transformando a vida de várias cooperadas. “Nossa trajetória que transforma a vida das pessoas em todos os espaços que está, desde o território local até o espaço mais amplo. Acreditamos que podemos ser uma sociedade mais justa, mais limpa, e mais solidária em nossas ações”, afirma Nelsa.  

A entidade começou a atuação no Rio Grande do Sul e hoje atua em cidades das cinco regiões do país. Um destaque, são os encontros com as cooperadas da cidade de Tauá (CE) para estimular o empreendedorismo entre as mulheres. "Sabemos que historicamente a mulher, no meio rural vive uma forte invisibilidade. Então, temos feito no Ceará vários encontros com as agricultoras falando sobre a importância da participação e do protagonismo feminino", declara a coordenadora.

Elos da Justa Trama

⇨ Plantio do algodão: Adec – Tauá (CE), AEFAF de Ponta Porã (MS) e Rede Xique-xique (RN);

⇨ Fiação e tecelagem: Coopertêxtil – Pará de Minas (MG);

⇨ Confecção de botões e adornos: coleta de sementes e cascas de coco da Cooperativa Açaí - Porto Velho (RO);

⇨ Confecção, serigrafia, bordado e tingimento: Univens – Porto Alegre (RS).

O trabalho da Justa Trama tem conquistado resultados importantes como a integração dos setores produtivos e a distribuição justa dos ganhos entre as cooperadas. “Toda esta cadeia tem dado um impacto muito grande sobre as mulheres, que são a maioria na rede. A nossa atuação busca integrar agricultoras, fiadoras, artesãs e costureiras em uma construção na qual as pessoas podem ter um horizonte para toda vida. Grande parte das mulheres participantes são chefes de família e sustentam seus lares”, afirma Nelsa. 

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Rosilene Rodrigues, participante da Justa Trama, destaca os pontos positivos do  trabalho na cooperativa. "Nós temos autonomia e conseguimos manter nosso serviço em dia. E fazer parte da Justa Trama pra mim é um honra porque no sul eu acho que é o único lugar que tem uma roupa diferenciada é a nossa. E quando a gente faz feira e lida com o público a gente vê o quanto eles dão valor para estas peças que a gente faz aqui", declarou. 

Iniciativas reconhecidas pela Fundação BB 

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Nelsa Nesposo (vestido branco) e Patrícia Ribas (vestido marrom) - diretora financeira da Justa Trama.

E toda esta cadeia produtiva do algodão agroecológico desenvolvida pela Justa Trama foi sistematizada na metodologia “A trama do algodão agroecológico que transforma” e encaminhada para participação no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019. E a instituição conquistou o primeiro lugar com esta iniciativa na categoria Geração de Renda.   

Eles receberam R$ 50 mil pelo primeiro lugar, a Tecnologia Social certificada foi cadastrada na Plataforma Transforma! e a metodologia foi registrada também em um documentário. Clique aqui e assista ao vídeo.

A Justa Trama participou do Prêmio com esta Tecnologia Social também na categoria Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico e chegou até a etapa final do Prêmio.  

Clique aqui e assista ao vídeo.  

Publicado em Notícias
Quinta, 10 Março 2022 10:22

Liderança feminina em projetos sociais

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No campo e na cidade, protagonismo e conquista de espaços

A Fundação Banco do Brasil atua com o apoio a projetos sociais que contribuem para a transformação social dos brasileiros e com o desenvolvimento sustentável do país. Embasada em valores e princípios como os da sensibilidade social com respeito à diversidade e do empoderamento social para sustentabilidade, as iniciativas colaboram, a partir de lideranças femininas, com a melhoria da realidade de mulheres nos territórios e comunidades atendidos. Selecionamos alguns exemplos destas iniciativas que abrangem regiões de norte a sul do país.

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Um dos exemplos da região sul vem do trabalho desenvolvido pela Nelsa Nespolo à frente da Justa Trama sediada em Porto Alegre (RS). Sob a coordenação da Nelsa, a Justa Trama é a responsável pela idealização de tecnologias sociais e pela integração em ações do Brasileiros pelo Brasil.  A instituição é composta por agricultores, fiadores, tecedores, costureiras, artesãos, coletores e beneficiadores de sementes organizados em empreendimentos da economia solidária. A Cooperativa Central Justa Trama é uma cadeia produtiva, cujo trabalho inicia no plantio do algodão agroecológico e chega até comercialização de peças de confecção produzidas com este insumo. “Nossa trajetória é a trajetória da resistência, e do protagonismo das mulheres, que transforma a vida das pessoas em todos os espaços que está, desde o território local até o espaço mais amplo. Acreditamos que podemos ser uma sociedade mais justa, mais limpa, sem venenos em nossas roupas e alimentos e mais solidária em nossas ações”, afirmou Nelsa.

DORA

Temos um outro exemplo, desta vez de Fortaleza (CE), que é a iniciativa A Vida É Feminina, uma tecnologia social certificada pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social e contemplada no Desafio Transforma em dezembro de 2020. A iniciativa foi desenvolvida pela Escola de Dança e Integração Social para Criança e Adolescente (EDISCA) que é coordenada pela coreógrafa Dora Andrade. Ela explicou que a Edisca tem como missão promover o desenvolvimento humano de crianças em circunstância de pobreza ou extrema pobreza em ações desenvolvidas há 30 anos. “Os desafios são muitos para garantir proteção e acesso a direitos para essas crianças. O projeto A vida é feminina tem facilitado essa missão quando contribui para melhorar as condições socioeconômicas das mães, responsáveis por essas crianças. Com esse projeto conseguimos promover o empoderamento de mulheres por meio de um percurso formativo profissionalizante e psicoeducativo alinhado aos direitos humanos. Considerando que o público prioritário da Edisca é constituído 95% por meninas, o projeto A Vida é Feminina, ao incluir mulheres, atende ao compromisso ético político para a igualdade de gênero", declarou Dora Andrade.

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No Centro-Oeste, o exemplo é o da Kátia Ferreira, a frente do Instituto Proeza (Recanto das Emas - DF) em projetos que abrangem capacitação, empoderamento, reciclagem de tecidos, bordado e panificação junto as mulheres da comunidade. O Instituto Proeza trabalha desde 2003 com o público feminino, que tem como objetivo apoiar meninas e mulheres da comunidade. Ela destacou que no Recanto das Emas (DF) 19% dos lares são de famílias chefiadas por mulheres.  “Quando nós fizemos a parceria com a Fundação BB foi uma grande oportunidade pra gente conseguir fazer a diferença e transformar a realidade das mulheres do Recanto das Emas (DF) participantes das iniciativas. Parceiros são muito importantes, porque projeto sem apoio é só uma ideia muito boa, mas sem a chance de ser realizado. E com o apoio o projeto se torna uma realidade. Hoje nossa parceria com a Fundação BB tem promovido geração de renda, que é uma atuação muito importante neste momento em que estamos vivendo, onde as pessoas estão precisando de renda e de trabalho", disse Kátia.

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Trabalho sustentável e produção ecológica garantiram à cooperativa o primeiro lugar na categoria Geração de Renda do Prêmio de Tecnologia Social

Peças bonitas, confortáveis, produzidas com amor e sustentabilidade por mãos habilidosas, com matéria-prima que reúne cuidado ambiental e trabalho organizado. É assim que há 14 anos trabalha a Justa Trama, empreendimento da economia solidária, que atua na geração de renda e melhoria na qualidade de vidas de seus cooperados.

A entidade nasceu do sonho coletivo de costureiras motivadas pela produção de bolsas para o Fórum Social Mundial, que aconteceu em Porto Alegre. Naquele ano de 2005, elas se juntaram a outros empreendimentos e parceiros para colocar em prática o plantio do algodão orgânico e a produção das primeiras peças de roupas. A cooperativa é autossustentável e envolve todos os elos da cadeia produtiva do algodão agroecológico - desde o plantio à comercialização das roupas e acessórios. O tingimento é feito por meio de pigmentos naturais e vegetais.

Hoje, a cooperativa beneficia cerca de 500 trabalhadores (as) das cinco regiões do Brasil. Com sede em Porto Alegre, seus produtos estão presentes em vários estados brasileiros e em Montevidéu, capital do Uruguai. A produção também é feita por demanda de produtos corporativos, vendida no site www.justatrama.com.br e por meio de uma loja física situada na própria sede.

A atuação da Justa Trama influi diretamente na definição do valor do algodão orgânico pago no nordeste. E para conscientizar as pessoas sobre consumo consciente e esclarecer sobre o algodão agroecológico e, ainda, para que saibam de onde vem a sua roupa, a entidade promove desfiles e debates. Em 2018, teve o melhor resultado econômico desde a sua fundação, com aumento das vendas e agregação de valores - melhor resultado de distribuição das sobras para cada associado, e a produção de duas toneladas do algodão rubi e cinco toneladas do algodão cru-.

Este ano, a Trama do Algodão que Transforma foi primeira colocada da categoria Geração de Renda do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, premiada com R$ 50 mil. Na disputa estavam a Cloc - Criatividade Lógica/Oportunidade / Crescimento, de Santa Luzia do Itanhy (SE), segunda colocada com premiação de R$ 30 mil, e Turismo de Base Comunitária: melhorando vidas e preservando o meio ambiente, de Tefé (AM), em terceiro lugar, que foi contemplada com R$ 20 mil. Todas as 21 finalistas nacionais e as três finalistas internacionais receberam troféu e um vídeo retratando a iniciativa.

Nelsa Nespolo, diretora-presidente da Justra Trama, conta que todos estão muito felizes e ainda saboreando a vitória no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social. E que vão aproveitar o bom momento para fortalecer o trabalho que vêm desenvolvendo e que vão trabalhar para avançar na comercialização dos produtos. “É muito bacana perceber que as pessoas já estão se apropriando da tecnologia social. Agora, é continuar divulgando esse jeito que a gente tem de trabalhar e que tem o reconhecimento da Fundação Banco do Brasil para poder incentivar e inspirar outras pessoas, e agregar valor a cadeia produtiva do algodão agroecológico”, destacou.

Sobre o Prêmio

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social foi criado em 2001. Este ano, a premiação recebeu 801 inscrições. Dessas, 123 tecnologias sociais passaram a fazer parte do Transforma! Rede de Tecnologias Sociais, plataforma online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras, aptas e disponíveis para reaplicação.

A 10ª edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social teve a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

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