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Fundação BB e GDF assinaram convênio que prevê plantio de mudas nativas, construção de pequenas bacias para evitar assoreamento de rios e capacitação de 90 agricultores para o uso racional da água

Em meio à uma estiagem prolongada e uma das piores crises hídricas já enfrentradas no Distrito Federal, uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o Governo do Distrito Federal irá investir um milhão de reais para a revitalização da bacia hidrográfica do Alto Rio Descoberto, que atende cerca de 70% da demanda de água da população.

Entre as ações previstas estão a revitalização de 224 nascentes com a participação de mutirões das comunidades para o plantio de mudas nativas do Cerrado; a construção de 1,2 mil Barraginhas (pequenas bacias que facilitam a infiltração da água no solo e impede o despejo de sedimentos em nascentes e leitos de rios); e a implantação de 40 unidades demonstrativas de manejo de irrigação.

Outra ação é a capacitação de 90 agricultores familiares para o uso racional da água e para a preservação das áreas de mananciais. "O envolvimento dos agricultores é fundamental para a preservação dos mananciais da Bacia do Descoberto, tanto no uso da água, quanto do solo. Por isso, vamos promover a capacitação e o envolvimento deles no plantio de mudas", afirmou o presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares.

Também faz parte do convênio a aquisição de veículos e equipamentos para readequação de estradas e propriedades rurais a fim de evitar enxurradas que levem ao assoreamento dos rios. A assinatura do convênio ocorreu durante a abertura da Terceira Mostra Tecnológica da Pecuária do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride) – PecBrasília, no Parque de Exposições Agropecuárias Granja do Torto, com a participação de diversas autoridades, inclusive o governador Rodrigo Rollemberg.

Leia também: Fundação BB faz parcerias para recuperação do Cerrado do DF

Foto Dênio SimõesAgência Brasília 1 

Foto: Denio Simões/Agência Brasília

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Iniciativa abrange bacias dos rios Pipiripau e Descoberto (DF), Guariroba (MS) e Peruaçu (MG), e beneficiará 2,4 milhões de pessoas

A Fundação Banco do Brasil e a ONG WWF- Brasil assinaram convênio, nesta segunda-feira (24), em Brasília, para melhorar a oferta de água no Cerrado, região considerada o “berço das águas” do Brasil.

O projeto "Recuperação Florestal e Implantação de Tecnologias Sociais nas Microbacias" vai priorizar ações nas microbacias do Pipiripau e Descoberto (DF), Guariroba (MS) e Peruaçu (MG). As cidades abrangidas são Brasília, Sobradinho e Planaltina, no Distrito Federal, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O projeto pretende contribuir, por meio de diversas ações conjuntas, para segurança hídrica dos moradores e agricultores da região. De forma direta e indireta, o projeto irá beneficiar cerca 2,4 milhões de pessoas, com envolvimento de cerca de 1,3 mil produtores rurais das bacias atingidas.

O Cerrado abriga as nascentes que alimentam seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras: Amazônica; de Tocantins; do Atlântico Norte/Nordeste; do Rio São Francisco; do Atlântico Leste e do Paraná/Paraguai, incluindo as águas que escoam para o Pantanal.
As ações preveem a recuperação de 164 hectares de vegetação nativa, por meio do plantio direto de mudas e implantação de sistemas agroflorestais (SAF); a implantação de 230 cisternas de captação de água da chuva para consumo doméstico; a regularização ambiental de 43 propriedades para receber Pagamentos por Serviços Ambientais; a capacitação de 140 pessoas na condução de projetos de recuperação florestal. Serão investidos R$ 4,8 milhões da Fundação BB e meio milhão de reais do WWF-Brasil, com o total de R$ 5,3 milhões.

O diretor-executivo da WWF-Brasil, Maurício Voidovic, espera que o projeto possa influenciar a agenda ambiental nacional e global. "Nossa proposta para os próximos anos é seguir num aprendizado, aprender a desenvolver tecnologias sociais, aprender com o campo, com o produtor rural, porque esses aprendizados podem influenciar políticas públicas. Estamos de olho na transformação que isso causa no local, mas inserido num contexto maior, seja regional, no Brasil ou até global".

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, acredita que o projeto pode servir de incentivo para outras iniciativas. "Estamos falando da nossa sobrevivência, da preocupação com uma vida digna, e sem água não conseguimos isso. Nós queremos dar o exemplo, para mobilizar outras empresas, outras entidades do terceiro setor, a sociedade."

 Ações previstas

Tabela


Histórico da Parceria

Desde 2010, a Fundação Banco do Brasil e parceiros estão engajados na conservação dos recursos hídricos em sete microbacias hidrográficas brasileiras – Longá (PI), Santa Rosa (AC), Tietê-Jacaré (SP) , Cancã-Moinho (SP), Pipiripau (DF), Guariroba (MS) e Peruaçu (MG).
No período de 2010 a 2015, entre as ações realizadas estão a recuperação de 684 hectares de vegetação nativa, a construção de 897 cisternas para consumo básico e produção de alimentos, a implantação de 370 fossas, o plantio de um milhão de mudas e Pagamentos por Serviços Ambientais a 125 produtores rurais.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Com investimento social de R$ 296 mil da Fundação Banco do Brasil, cerca de 80 produtores participam da iniciativa no município de Jucati

Um projeto para melhorar a alimentação de famílias em Jucati, no sertão de Pernambuco, já implantou 22 sistemas de reaproveitamento de água de uso doméstico para a irrigação de hortas orgânicas nos quintais das casas. A iniciativa beneficia 80 agricultores familiares, 22 contemplados pela tecnologia social Bioágua Familiar e assessoria voltada à agroecologia e 58 com capacitação para educação alimentar e nutricional, além de dois mil alunos de 14 escolas envolvidos com campanhas alimentares e nutricionais.

O projeto "Jucati Sustentável: Bioágua, Agroecologia e Nutrição" é resultado da parceria entre a Associação de Voluntários para o Serviço Internacional - Brasil (AVSI) e a Fundação Banco do Brasil, com o investimento social de R$ 296 mil. 

O objetivo é promover a agroecologia, a educação alimentar e ambiental e de reduzir a pobreza rural. A iniciativa proporciona alimentação saudável para os moradores mesmo no período de seca, além da venda da produção excedente, e permite que a água utilizada nas casas deixe de ser descartada no solo, evitando a poluição ambiental e a proliferação de doenças. 

Nesta quinta, 20, representantes das duas entidades visitaram famílias beneficiadas pelo projeto. "Este Sistema integra e potencializa outras tecnologias sociais já apoiadas pela Fundação Banco do Brasil para o desenvolvimento do Semiárido, como é o caso das cisternas. A integração das tecnologias traz uma infraestrutura básica para a população poder conviver de forma sustentável com o semiárido", afirmou Rogério Biruel, diretor de Desenvolvimento Social da Fundação BB.

Como funciona a tecnologia

A água usada para lavar louças, roupas e para tomar banho é canalizada para um reservatório que contém minhocas, areia, brita e adubo orgânico. A camada de um metro do composto serve para filtrar as gorduras e impurezas do conteúdo armazenado. As minhocas têm o papel de ingerir e remover as gorduras presentes na água. Assim que a filtragem se completa, ocorre o bombeamento para as mangueiras que irrigam a plantação por gotejamento.

A tecnologia social já foi implantada pela AVSI em outras cinco cidades do agreste pernambucano - Calçado, Jupi, Caetés, Lajedo e Garanhuns - em um total de 131 unidades familiares.

Acesse o manual da tecnologia social, clique aqui

A divulgação deste projeto contempla três 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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