Plantio de hortas nas escolas e nas casas das famílias e complementação da merenda com produtos da agricultura familiar local melhoram a qualidade na nutrição

Uma experiência na cidade de Atiquizaya, em El Salvador, a 83 quilômetros ao norte da capital San Salvador, está ajudando a combater a desnutrição infantil nas camadas mais pobres da população, ao mesmo tempo em que garante mercado consumidor para os agricultores familiares locais. A Tecnologia Social Escolas Sustentáveis, organizada pela prefeitura da cidade, promove a educação alimentar e nutricional por meio do plantio de hortas nas escolas e nas casas das famílias.

Além de ser enriquecida com os vegetais colhidos na horta, a merenda é complementada com a aquisição da produção dos agricultores familiares da região, movimentando a economia local. A iniciativa que concorre ao Prêmio Fundação Banco do Brasil, na Categoria Internacional, tem o apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A metodologia mobiliza professores, pais e alunos, assim como instituições do governo e da sociedade civil em torno de um planejamento e execução integrados para que a iniciativa tenha êxito. "O projeto permitiu que muitos atores se juntassem para promover o desenvolvimento da economia local, com a compra de produtos da agricultura familiar, e assegurou uma alimentação completa para crianças em idade escolar, assim como contribuiu para a mudança cultural na alimentação das famílias", comenta o chefe da Unidade de Segurança Alimentar e Nutricional de Atiquizaya. Outro benefício foi a melhoria na infraestrutura de cozinhas, cantinas e dispensas dos estabelecimentos de ensino.

De 2013 a 2017, foram implantadas hortas escolares em 22 unidades de ensino em Atiquizaya; 17 pomares são mantidos pelo município. Diariamente, cerca de 30.400 alunos recebem alimentos, incluindo frutas e verduras, além de educação alimentar e nutricional, e 147 associações de produtores fornecem frutas, legumes e ovos para as escolas. O projeto foi reaplicado em outros dois municípios - Izalco e Jiquilisco – abrangendo três escolas em cada.

Saiba mais sobre a Tecnologia Social Escolas Sustentáveis

Prêmio
Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As finalistas internacionais vão receber troféu e vídeo retratando a iniciativa e também serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, programado para os dias 21 e  22 de novembro em Brasília (DF), véspera da cerimônia de entrega.

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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Foram habilitadas 23 entidades que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais no Bioma Amazônia

A Fundação Banco do Brasil anuncia o resultado definitivo da Etapa 3 do Edital Ecoforte Extrativismo, publicado nesta terça (7) no Diário Oficial da União. Foram habilitadas 23 entidades sem fins lucrativos que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais de uso sustentável no Bioma Amazônia. Das habilitadas, oito ficam no estado do Amazonas, cinco no Amapá, quatro no Acre, e três tanto em Roraima quanto no Pará.

O investimento social é de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  O edital apoia empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta.

Para acessar a página do Edital Ecoforte Extrativismo, clique aqui.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Fundação BB e GDF assinaram convênio que prevê plantio de mudas nativas, construção de pequenas bacias para evitar assoreamento de rios e capacitação de 90 agricultores para o uso racional da água

Em meio à uma estiagem prolongada e uma das piores crises hídricas já enfrentradas no Distrito Federal, uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o Governo do Distrito Federal irá investir um milhão de reais para a revitalização da bacia hidrográfica do Alto Rio Descoberto, que atende cerca de 70% da demanda de água da população.

Entre as ações previstas estão a revitalização de 224 nascentes com a participação de mutirões das comunidades para o plantio de mudas nativas do Cerrado; a construção de 1,2 mil Barraginhas (pequenas bacias que facilitam a infiltração da água no solo e impede o despejo de sedimentos em nascentes e leitos de rios); e a implantação de 40 unidades demonstrativas de manejo de irrigação.

Outra ação é a capacitação de 90 agricultores familiares para o uso racional da água e para a preservação das áreas de mananciais. "O envolvimento dos agricultores é fundamental para a preservação dos mananciais da Bacia do Descoberto, tanto no uso da água, quanto do solo. Por isso, vamos promover a capacitação e o envolvimento deles no plantio de mudas", afirmou o presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares.

Também faz parte do convênio a aquisição de veículos e equipamentos para readequação de estradas e propriedades rurais a fim de evitar enxurradas que levem ao assoreamento dos rios. A assinatura do convênio ocorreu durante a abertura da Terceira Mostra Tecnológica da Pecuária do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride) – PecBrasília, no Parque de Exposições Agropecuárias Granja do Torto, com a participação de diversas autoridades, inclusive o governador Rodrigo Rollemberg.

Leia também: Fundação BB faz parcerias para recuperação do Cerrado do DF

Foto Dênio SimõesAgência Brasília 1 

Foto: Denio Simões/Agência Brasília

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Produções em fotografia, desenho, história em quadrinhos (HQs) e vídeo serão premiadas

A Fundação BB e a Federação Nacional das AABB (FENABB) divulgaram o resultado do Concurso Agenda 2018, do Programa Integração AABB Comunidade, que tem como tema “Tecnologias Sociais”. Neste ano, foram selecionadas produções originais e inéditas em fotografia, desenho e história em quadrinhos (HQs) para compor a agenda anual de 2018, além de um vídeo que será divulgado no site do Programa. O concurso contou com a participação de 60 AABBs e teve 123 fotos, 137 desenhos, 79 histórias em quadrinhos e 17 vídeos inscritos.

As dez primeiras AABBs classificadas em cada categoria vão ganhar troféu. Já a premiação varia conforme a categoria. Entre os prêmios para os educandos há smartphones, tablets e viagem turística a Brasília, com participação na cerimônia do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, prevista para 23 de novembro deste ano.

Confira o resultado do Concurso Agenda 2018 
Consulte o regulamento do Concurso Agenda 2018

Categoria Foto

Categoria Desenho

Categoria História em Quadrinhos

Categoria Vídeo, clique aqui

30 anos de AABB Comunidade

O Programa AABB Comunidade – que completa 30 anos em 2017 - é uma tecnologia social que oferece complementação escolar para crianças e adolescentes da rede pública de ensino, com idades entre 6 e 18 anos incompletos. A iniciativa é fruto de parceria entre a Fundação BB e a FENABB, e desenvolve atividades nas AABBs de todo o País. De 2007 a 2017, o investimento social da Fundação BB no programa foi de R$ 172,6 milhões, com atendimento a 592 mil participantes de 478 municípios de todo país.

Assista ao vídeo sobre o programa, clique aqui

 

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Caminhos da Favela, de Buenos Aires, e Programa Minha Horta, implantado por todo o país, concorrem na categoria internacional

A Argentina tem duas representantes entre as finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Internacional: Caminhos da Favela" e o "Programa Minha Horta". A premiação, reconhecida com uma das principais do terceiro setor, tem o objetivo de identificar e reconhecer soluções para desafios sociais das comunidades onde são implantadas.

Caminhos da Favela
Caminhos da Favela é uma ferramenta multimídia online que mostra um diagnóstico comunitário das diferentes prestações de serviços e obras públicas realizadas pelo governo nas 20 favelas e assentamentos de Buenos Aires.

A plataforma permite que os usuários vejam por obra e bairro os orçamentos previstos e o status de execução já realizado. Também há uma seção para os moradores fazerem pedidos de informação às autoridades sobre o andamento das obras. Em outro espaço é possível postar comentários, apontar irregularidades e publicar imagens e vídeos para documentar as reclamações. Devido ao monitoramento dos gastos públicos, a plataforma se tornou uma ferramenta de participação cidadã.

A iniciativa é da Associação Civil pela Igualdade e Justiça (ACIJ), sediada em Buenos Aires. De acordo com a entidade, as condições dos serviços públicos nas favelas são críticas e o reconhecimento oficial foi decisivo para a realidade começar a mudar. "A ferramenta foi fundamental para exigir do governo da cidade a incorporação das moradias nos mapas oficiais".

A iniciativa tem amplo reconhecimento da cidade e se tornou uma política pública. A partir de 2015, o governo fez anúncios ambiciosos sobre o início dos processos de integração socioeconômica de quatro das principais favelas, uma reivindicação histórica da população", explica Pablo Vitale, um dos coordenadores da associação.

Saiba mais sobre Caminhos da Favela, clique aqui

Minha Horta
Uma em cada quatro crianças que moram na zona rural na Argentina têm apenas uma refeição por dia – a que é oferecida na escola – de acordo com o Observatório da Dívida Social Argentina. Além disso, a alimentação dos mais pobres é rica em carboidratos e deficitária em fibras, vitaminas e minerais. Para minimizar o problema de subnutrição, a Fundação Horta Niño passou a capacitar os moradores em diferentes comunidades para autoprodução de alimentos em hortas comunitárias agroecológicas, plantio sem o uso de agrotóxicos, integrado ao ecossistema.

Em cada comunidade, o Programa Minha Horta começa com o levantamento da realidade socioeconômica, condições ambientais, recursos e necessidades locais. Após a articulação com lideranças, professores, pais, alunos e moradores, é definida a quantidade de canteiros e os materiais necessários. Os materiais são adquiridos com fornecedores locais para facilitar o deslocamento e reduzir a emissão de gases do efeito estufa no transporte.

A preparação dos canteiros é feita em regime de mutirão pela comunidade – com participação de pais, vizinhos e até de voluntários de empresas. Eles fazem o cercamento e instalação de sistema de irrigação e de estufas, dependendo do clima local.

Saiba mais sobre Minha Horta, clique aqui

Prêmio
Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As finalistas internacionais vão receber troféu e vídeo retratando a iniciativa e também serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, programado para 21 e 22 de novembro em Brasília (DF), véspera da cerimônia de entrega.

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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Fundação BB participa do evento, que tem o objetivo de contribuir para o fortalecimento da filantropia no Brasil

O tema "Sucesso" foi o escolhido deste ano para o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), no dia 5, em São Paulo. Na programação, casos de empreendedores sociais e investidores que querem, ou não, atingir escala; conversas sobre as diferenças de abordagem para investidores familiares e corporativos; mecanismos de sustentabilidade de longo prazo para organizações da sociedade civil; e a avaliação de impacto na construção de agendas de sucesso.

O diretor executivo de Desenvolvimento Social da Fundação Banco do Brasil, Rogério Biruel, participou do painel "Escala é fundamental para o sucesso?", juntamente com representante da Fundação Roberto Marinho e da Arcah.

As tecnologias sociais implantadas no Amazonas em parceria entre Fundação BB e Idis, também foram abordadas durante o evento. As metodologias visam reduzir a incidência de anemia entre as crianças e levar água potável e banheiro ecológico para as comunidades.

O caso destacado na palestra foi o da cidade de Borba, onde a incidência de anemia ferropriva (falta de ferro na alimentação) teve uma redução de 60% para 3% dos alunos de uma escola municipal na comunidade de Axinim. A Tecnologia Social “HB – Combate à anemia ferropriva” faz o diagnóstico e aplica o tratamento com acompanhamento médico, suplementação de sulfato ferroso e vermífugo.

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Ações beneficiam catadores de materiais recicláveis, pessoas em situação de rua, educadores das escolas municipais e moradores de empreendimento habitacional; recurso total será de R$ 4 milhões

A Fundação Banco do Brasil vai realizar cinco projetos no município de São Paulo, voltados para a ampliação da reciclagem de resíduos, a melhora na qualidade da alimentação dos alunos da rede municipal e a capacitação de pessoas em situação de rua para o mercado de trabalho. Os convênios, no valor de R$ 4 milhões, serão assinados com organizações da sociedade civil e a Prefeitura de São Paulo. O investimento da Fundação BB é de R$ 3,5 milhões, beneficiando cerca de 4,5 mil participantes. Para falar sobre os projetos, representantes da Fundação BB e da prefeitura concederam entrevista coletiva de imprensa, na sede da prefeitura.

O projeto com a Associação Nacional dos Catadores (ANCAT) prevê a inclusão social e geração de renda para 1.130 catadores de materiais recicláveis, por meio da regularização de 50 cooperativas que hoje não prestam o serviço de coleta e triagem para a Prefeitura Municipal. Atualmente somente 28 cooperativas conseguem atender as exigências da Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana). Com a legalização, a expectativa é aumentar a taxa de reciclagem, hoje em torno de 300 toneladas ao dia.

Para a inclusão de pessoas em situação de rua, há dois projetos. O convênio com a Rede Cidadã busca mobilizar empresas, movimento sociais e o poder público para preparar e encaminhar cerca de 2 mil pessoas em situação de rua para o mercado de trabalho ou atividades empreendedoras.
O segundo projeto voltado à população de rua é para capacitação e implantação de uma horta-escola agroecológica em espaço urbano ocioso. Os 200 participantes serão certificados e podem ser encaminhados ao mercado de trabalho. A parceria é com a Associação de Resgate à Cidadania por Amor à Humanidade (ARCAH).
O plantio de hortas também está presente em outro projeto, desta vez em 200 escolas da rede municipal de ensino. O objetivo é oferecer formação para 600 educadores implantarem os canteiros orgânicos com a participação dos alunos para melhorar os hábitos alimentares e promover a educação ambiental. A entidade parceira é a Associação Paulista Dos Gestores Ambientais (Apgam).

Já o convênio com a Secretaria Municipal De Habitação (Sehab Sp) vai realizar capacitações entre os moradores do Empreendimento Habitacional de Interesse Social América Sul, no bairro do Grajaú, Zona Sul da capital, com 1.188 moradias inauguradas em março deste ano. Serão oferecidos cursos de agente comunitário, capacitação e gestão condominial, desenvolvimento social e empoderamento de mulheres e jovens, resolução de conflitos comunitários. A ideia é estimular o interesse, o conhecimento e a responsabilidade pela gestão do condomínio, ampliando a representatividade dos moradores. O projeto prevê a formação de 600 pessoas.

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Instituição em Guararema (SP) oferece cursos para lideranças comunitárias, camponeses, agentes de saúde, jovens, indígenas e quilombolas

Da ideia de proporcionar uma formação integral gratuita a agricultores familiares e integrantes de movimentos sociais nasceu a Escola Nacional Florestan Fernandes, no município de Guararema, região metropolitana de São Paulo. A metodologia de ensino une conhecimentos da cultura e da experiência dos participantes com conceitos teóricos em filosofia, história, economia política, relações sociais, direitos humanos e manifestações artísticas. Além dos debates em sala de aula, fazem parte da formação o trabalho doméstico, na limpeza e manutenção da escola, e o produtivo, nas hortas, pomares, jardinagem e na programação cultural, que permite aos participantes mostrar expressões artísticas de suas comunidades. A iniciativa é finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Educação.

Os cursos têm conteúdos semelhantes com formato adaptado ao público: pode ser turma de jovens, de mulheres camponesas, de cooperados de entidades de agricultura familiar ou turma de lideranças comunitárias, por exemplo. Há também cursos de formação de agentes comunitários de saúde e os voltados a atender educandos de outros países, principalmente da América Latina.

Gabriela Giacomelli, que faz parte da Organização Pátria Grande, em Córdoba, na Argentina, já fez um curso para lideranças e, atualmente, frequenta a pós-graduação em estudos sociais latino-americanos. "A escola tem uma pedagogia popular baseada em princípios de participação e horizontalidade, que reconhece experiências dos sujeitos e a questão de gênero. Além disso, oferece formação bem ampla, com troca de expressões culturais e linguagem artísticas de diversos países. Isso qualifica muito nossas intervenções na realidade. Desse método, a gente aprende a construir espaços de formação onde a gente atua", afirma Gabriela.

A duração dos cursos varia de uma semana a três meses. As turmas formadas por trabalhadores rurais residentes no Brasil costumam ter alternância de período – duas semanas na escola e dois a três meses em casa. "A alternância facilita colocar em prática cada etapa do que está aprendendo aqui. No retorno, os alunos trazem as dificuldades que encontraram em sua comunidade e têm oportunidade de rever o conteúdo", explica a coordenadora geral da escola, Rosana Cebalho Fernandes.

Construção coletiva
O projeto político pedagógico começou há 12 anos com o envolvimento de cerca de mil voluntários, de diversos estados brasileiros, para construir as dependências da escola. Os recursos vieram da venda do livro-disco “Terra”, composto por fotos de Sebastião Salgado, texto de José Saramago e músicas de Chico Buarque. Atualmente, os recursos para a manutenção e funcionamento são obtidos por meio de doações de organizações e movimentos sociais, além da colaboração individual voluntária.

Até 2016, a Escola Nacional Florestan Fernandes realizou mais de 500 atividades, entre visitas, cursos nacionais, cursos internacionais, encontros e seminários, beneficiando mais de 40 mil pessoas.

Sobre o Prêmio

A fase final do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social irá selecionar vencedoras entre 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em 23 de novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito de soluções para problemas sociais mantido pela Fundação BB.

Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Visite a tecnologia social no BTS 

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas

Visite o site do Prêmio

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Prazo para edital foi ampliado para 15 de dezembro; propostas para regulamento têm data limite até 27 de outubro

As inscrições para os dois processos seletivos do Ecoforte, voltados para redes de organizações de extrativismo ou produção orgânica com base na agroecologia, foram prorrogadas. A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Amazônia.

O edital, destinado a novas propostas de redes ou à consolidação das já atendidas pelo certame do Ecoforte realizado em 2014, desde que integrem novos grupos ou organizações produtivas, teve o prazo estendido para 15 de dezembro. Serão investidos até R$ 18,5 milhões, sendo que R$ 2,5 milhões destinados à consolidação e expansão de propostas já beneficiadas pelo Ecoforte, com aporte entre R$ 300 e 500 mil; e R$ 16 milhões para novas organizações, com projetos de valores entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão.

A outra seleção é o regulamento (chamada direta) dirigido à implantação e melhoria de empreendimentos econômicos coletivos de organizações já conveniadas pelo edital de 2014 – a data limite para inscrição foi ampliada para 27 de outubro. Estão previstos até R$ 6,5 milhões para projetos de R$ 300 mil a R$ 500 mil.

No total, serão investidos R$ 25 milhões de recursos não reembolsáveis, dos quais R$ 5 milhões serão destinados exclusivamente para o apoio a projetos localizados na Amazônia Legal.
As redes já conveniadas só devem se inscrever em um dos dois processos, conforme a característica do empreendimento. Os recursos poderão financiar a construção ou reforma de instalações; aquisição de máquinas, veículos e equipamentos; capacitações e serviços técnicos especializados; e gestão e assistência técnica dos projetos apoiados.

O lançamento desses processos resgata o caráter estruturante do Programa Ecoforte e visa atender as necessidades de ampliação da capacidade produtiva, a inclusão socioprodutiva, a maturação de empreendimentos e a geração de insumos para a produção. Além disso, permite a continuidade das ações de mobilização, capacitação e intercâmbio de conhecimentos.

Encontre mais informações na página das seleções: fbb.org.br/ecoforte2017

Confira o vídeo da oficina sobre o Edital Ecoforte, realizado no VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia, com esclarecimentos sobre o processo de inscrição.

Programa Ecoforte
Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

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Escola de Comunicação Comunitária oferece formação e oportunidade de trabalho e renda para estimular a mobilização social de jovens

Um espaço de aprendizagem em que todos aprendem com todos. Um local onde a afetividade, a criatividade e a capacidade crítica são valorizadas e as tecnologias de comunicação usadas para o desenvolvimento pessoal e o conhecimento da comunidade e da cultura local. Assim nasceu e se consolidou a Escola Comunitária de Comunicação, por onde já passaram mais de 130 jovens de 16 a 24 anos de escolas públicas e privadas, no bairro Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. A experiência concorre ao Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Educação.

O bairro está entre os campeões em número de homicídios na capital paulistana e tem grande concentração de jovens. Para oferecer a eles oportunidades de crescimento pessoal, geração de renda e de contribuir com o desenvolvimento da comunidade, um grupo de jovens criou o projeto como uma ferramenta para a mobilização juvenil e transformação social.

A formação em produção comunicativa tem duração de três anos, sendo dividida em três ciclos. No primeiro ciclo, os jovens são estimulados a fazer uma pesquisa sobre o ambiente familiar, escolar e da comunidade local, por meio da metodologia investigação apreciativa. A partir daí, são desenvolvidas histórias adaptadas para quatro diferentes mídias: jornal, rádio, fotografia e vídeo. No segundo ciclo, os participantes são monitorados por profissionais de comunicação para exercitar os conceitos aprendidos de maneira prática. Na última fase, os estudantes passam a atuar na produtora do projeto, já como atividade profissional.

Leonardo Pereira dos Santos, iniciou sua experiência aos 16 anos e descobriu sua aptidão e habilidade para trabalhar com desenho pelo projeto. Agora, aos 20 anos, ele é diretor da Escola Comunitária. "É muito instigante ver as pessoas descobrindo que o próprio talento pode mudar muito as nossas comunidades."

Nas cinco turmas formadas, os participantes produziram documentários sobre moradores de Campo Limpo, curtas-metragens, fanzines, exposições, blogs, rádio novela, telejornal e grafitagem de muro. Além disso, foram firmadas parcerias com organizações sociais como Projeto Arrastão, Periferia em Movimento, União Popular de Mulheres, Brechoteca, I Love Laje, Sarau do Binho, e espaços públicos como o Parque Santo Dias, Casa de Cultura do Campo Limpo e Subprefeitura.

Saiba mais sobre a tecnologia social neste vídeo

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Prêmio
No total, 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional concorrem ao Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. O evento de premiação será realizado em novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito mantido pela Fundação BB. Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Visite a Escola Comunitária de Comunicação no BTS

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio

Veja aqui a lista das 173 certificadas

Visite o site do Prêmio

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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