Projeto apoiado pela FBB gera renda para comunidades de matriz africana no Piauí

“Conhecer nossa cultura, nossa religião, nossos turbantes, colares, pulseiras; o que há de belo na cultura negra”. É desta forma, que Lusineide de Souza, participante do projeto Sustentabilidade das Comunidades de Matriz Africana, narra a experiência ao participar do desfile Piauí Moda House 2018, na última semana.

As peças exibidas no evento trazem o resgate cultural da identidade negra e reforçam a importância dos movimentos de resistência dos quilombos no Brasil. No desfile, mulheres de 10 terreiros apresentaram roupas com identidade, cor e arte afro-brasileira produzidas por meio do projeto Sustentabilidade das Comunidades de Matriz Africana, apoiado pela Fundação BB e com participantes de 20 quilombos, localizados nas proximidades de Teresina (PI).

Com investimento social de R$ 350 mil, o projeto atende prioritariamente mulheres, 80% do público atendido. Elas costuram, bordam e rendam, resgatando tradições repassadas de geração em geração. “Era um trabalho feito pelas nossas ancestrais para sobreviverem”, ressalta Lusineide.

Segundo Vinicius Queiroz, gerente do projeto, a iniciativa apoia a produção de artesanato, costura e adereços com apelo simbólico dos grupos de matrizes africanas. Também resgata a ancestralidade africana, perpetuada no Brasil.

Em parceria com a Secretaria Municipal de Economia Solidária (Semest), o projeto gera oportunidades de emprego e renda para as mulheres quilombolas, que tinham dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Após a implementação, foi possível atuar em dois eixos: a gestão solidária com capacitação em empreendedorismo e a criação de novos produtos.

Durante toda a cadeia de produção – da concepção da roupa, à costura e da venda da peça – é perceptível o envolvimento e participação das mulheres. “Elas estão se sentido representadas e com autoestima elevada. É um sonho estar lá” ressalta Vinicius.

Ele informa que está em fase de conclusão a construção de 20 ateliês e que 170 participantes passarão por capacitação com carga horária de 120 horas. Também já foram adquiridas cinco máquinas – entre costura e de bordar –, além de tecidos.

Orgulhosa, Lusineide destaca dois vestidos produzidos por meio do projeto e que participaram dos desfiles: um para moda casual com bordados das cores do estado do Piauí, turbante e bolsa e outro para atividades religiosas, branco com símbolos africanos e colares. “Este projeto ajuda dar visibilidade, combater o preconceito e traz prosperidade. Ele também mostra que somos capazes de criar desde uma bolsa a uma roupa artesanal sofisticada”.

A divulgação deste assunto contempla os seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030:

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Parceria entre a Fundação BB e entidade local vai atender 70 famílias em comunidade do município de Moju

Os moradores do quilombo de São Manoel têm sonhos em comum: novas oportunidades de trabalho e acesso à água potável. A comunidade localizada no Território do Jambuaçu, a 42 quilômetros do município de Moju (PA), possui um único reservatório com capacidade de dez mil litros, com mais de 20 anos de uso e insuficiente para a população atual.

Uma parceria inédita entre a Associação Quilombola dos Agricultores de São Manoel e a Fundação Banco do Brasil traz esperança de transformação social. Com investimento de R$ 250 mil, o projeto “Potencializando Direitos e Levando Dignidade para a Comunidade Quilombola de São Manoel” irá construir um microssistema de abastecimento de água com poço artesiano, instalação de caixa d’água central e encanamentos. A estrutura tem capacidade para atender o consumo das 70 famílias que vivem no local.

O presidente da associação, Manoel Almeida, destaca a importância de garantir o abastecimento de água na região. “Apesar da abundancia de água na comunidade, ela não é própria para o consumo. Essa questão vinha nos preocupado bastante”, disse.

Além do sistema de abastecimento, o projeto também prevê a implementação de um atelier de corte e costura, onde serão ministrados cursos de capacitação. Trabalhar com corte e costura é um desejo antigo das mulheres da comunidade que sonham com a possibilidade de resgatarem a cultura e a autonomia familiar.

“Estamos bem otimistas com esse projeto, pois vai atender toda família, beneficiando os mais jovens, que são a grande maioria. Queremos que eles encontrem um meio de sustento aqui, para que não precisem buscar oportunidades nas grandes cidades. Esperamos que consigam trabalhar e criar seus filhos em nossa terra”, concluiu Manoel.

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Fundação Banco do Brasil firma convênio com Instituto ATÁ para inserção do produto na alta gastronomia e inclusão social e geração de renda na comunidade quilombola

O presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, e o chef e presidente do Instituto ATÁ, Alex Atala, assinaram convênio para manejo e beneficiamento da Baunilha do Cerrado na comunidade quilombola Vão das Almas, próximo à cidade de Cavalcante (GO), região turística a 320 quilômetros de Brasília (DF).

Os kalungas, como são conhecidos os descendentes de quilombolas, irão trocar conhecimentos da biodiversidade local, participar de capacitações e empregar técnicas agroecológicas para beneficiamento do produto com alto teor aromático e grande potencial para a gastronomia. O investimento social de R$ 382 mil tem como finalidade promover o desenvolvimento social na comunidade e a geração de renda para cerca de 200 famílias.

O projeto vai implantar viveiros para produção de mudas e realizar cursos sobre o manejo adequado e beneficiamento da baunilha. A Central do Cerrado, instituição que reúne diversas cooperativas, é parceira da iniciativa e auxiliará na organização social e comercialização.

A cerimônia de assinatura ocorreu nesta terça-feira (20), em Brasília, com a presença de moradores de Vão das Almas. O presidente da Associação Quilombo Kalunga, Vilmar Souza, disse que o projeto é importante para manter os jovens no local e valorizar a cultura deles. "É muito bom a Fundação Banco do Brasil estar desenvolvendo esse projeto porque vai trazer a geração de renda. Porque a gente tem vontade que os nossos jovens não saiam da comunidade. A gente quer permanecer no território, manter nossa cultura e nossas tradições".

Para o presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, o projeto busca criar uma identidade entre o consumidor e a melhoria de vida de povos tradicionais. "Para os clientes dos restaurantes do Alex Atala, é um prazer saber que aquilo que eles estão consumindo, está mudando a vida das pessoas para melhor. É isso que nós temos que buscar, essa identidade, é isso que a Fundação Banco do Brasil faz".

O presidente do Instituto ATÁ, Alex Atala, afirmou durante o evento que "a comida é a maior rede social do mundo. Ela tem a capacidade de integrar os mais de 7 bilhões de habitantes da Terra". Segundo ele o projeto vai tornar a baunilha mais acessível. "O primeiro passo fundamental é a ajuda da Fundação Banco do Brasil ao tornar um ideal em realidade. Por mais que esta baunilha fosse conhecida em alguma parte do Brasil, ela não tinha acesso aos mercados."

Saiba mais sobre o projeto Baunilha do Cerrado, clique aqui

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