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Aquisição do veículo está prevista no projeto “Quitanda sobre Rodas”, que beneficiará 140 produtoras familiares de Cataguases

Brevemente, o tradicional Café Rural produzido por agricultoras familiares de Cataguases (320 Km de Belo Horizonte), em Minas Gerais, ganhará ruas e eventos locais com o food truck que a Associação de Mulheres Rurais de Cataguases (AMURC) está adquirindo com apoio da Fundação Banco do Brasil. Orçado em R$ 298 mil, o projeto “Quitanda sobre Rodas” também possibilitará a estruturação de uma cozinha industrial e equipamentos para o box que a entidade mantém no Mercado do Produtor.

Maria Inês Oliveira Rocha, vice-presidente da AMURC, afirma que a execução do projeto impactará positivamente cerca de 140 famílias de pequenas produtoras em nove comunidades. Atualmente, a renda obtida com a comercialização dos produtos gera um incremento médio de 30% na renda familiar das associadas, calcula.

Produzidas com matéria-prima orgânica, as broas, biscoitos, bolos e o pastel de angu, entre outras quitandas, já foram reconhecidas por consultores da Associação das Cidades Histórias de Minas Gerais (ACHMG) como histórica e culturalmente autênticas, passando a compor o roteiro turístico da região. Além dos itens do Café Rural, as produtoras comercializam compotas, doces em barra e cristalizados, geleias, polpadas (espécie de doce de colher utilizado como sobremesa, recheio de bolos e acompanhamento de biscoitos) e licores, entre outros itens culinários produzidos com mão-de-obra familiar.

Atualmente, os alimentos são feitos nas cozinhas das produtoras e transportados em carros fretados, sem nenhuma estrutura para tal. Marlene Aparecida do Carmo Soares comercializa o Café Rural para eventos há cerca de 15 anos, junto com a amiga Vanderli Docelino Moisés. Moradora da comunidade da Glória, ela aposta na iniciativa para aumentar o lucro e facilitar o transporte até os locais dos eventos. “Hoje a gente paga até R$ 130 de frete, sem falar que os carros não são próprios para isso. Com esse food truck, a gente espera melhorar o ganho, a produção e a qualidade de vida”.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Produção em comunidade de Paço do Lumiar (MA) poderá dobrar com as novas máquinas

“Este projeto foi uma oportunidade muito boa porque podemos aumentar a nossa produção. Para nós, foi uma benção e estamos muito felizes”. O depoimento do presidente da Associação de Agricultores e Agricultoras Familiar da Vila Residencial Nova Canaã, Raimundo Silva, traduz a satisfação do agricultor com a recém parceria firmada entre a Fundação BB e a entidade de Paço de Lumiar, cidade localizada na região metropolitana de São Luís (MA).

O projeto “Produção Agroecológica HortCanaã” tem como objetivo melhorar a capacidade produtiva e logística das 95 famílias participantes. Por meio da iniciativa, será adquirido maquinário que irá agilizar a produção das famílias. Atualmente, o trabalho manual em um canteiro de aproximadamente 30 metros quadrados leva quatro semanas para ser concluído. Com os equipamentos, a mesma tarefa poderá ser realizada em apenas duas horas.

“O trator, a roçadeira, o arado e a enxada rotativa eram máquinas que há muito tempo precisávamos, assim como um veículo para transportar a produção, porque usávamos o da prefeitura”, avalia o coordenador do projeto Vinicius Morais.

As principais culturas produzidas pelos agricultores da HortCanaã são alface, rúcula, couve, tomate e pepino. Com as máquinas agrícolas, os agricultores pretendem cultivar novos produtos, como mamão, cebola, banana, macaxeira, melancia. Também devem ser agregadas as culturas de milho, acerola, limão e quiabo. A produção será realizada por um coletivo de 25 pessoas no lote onde a associação está instalada.

“As máquinas aumentam a nossa produção em 200%. Com o trabalho manual, não conseguíamos atender todas as demandas. Já recebemos pedidos de um grande supermercado de São Luís, que não pudemos atender”, afirma Morais.

Feiras Orgânicas
Os produtos dos agricultores familiares da HortCanaã abastecem escolas, restaurantes populares e entidades assistenciais. Desde 2013, a associação é parceria dos programas governamentais: Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Com o aumento da plantação, a associação já planeja a participação em feiras livres itinerantes. O projeto, inclusive, oferece suporte com barracas, caixas e balanças. “Com os programas que somos parceiros, temos uma renda entre R$ 900 e R$ 1200. Quando começarmos a trabalhar nos lotes da associação, esperamos que a nossa renda aumente para R$ 2000 a R$ 2500. Pretendemos vender os orgânicos em feiras livres itinerantes e em condomínios fechados da região”, explica o presidente da associação.

A divulgação deste assunto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Segunda, 25 Junho 2018 10:42

Babaçu e a força do trabalho feminino

Projeto em Miguel Alves recebe apoio da Fundação BB para beneficiar produtos de quebradeiras de coco

Da palmeira do babaçu, tudo se aproveita. Da folha, que pode chegar a 20 metros de altura, faz-se telhado para casas, móveis, cestas e outros objetos artesanais. O caule pode ser aproveitado na fabricação de adubo e em estrutura de construções. Da casca do coco faz-se carvão, do mesocarpo, farinha, e da amêndoa do coco extrai-se o óleo, que é usado, sobretudo, na alimentação, mas também como combustível, lubrificante e na fabricação de sabão e cosméticos.

Em Miguel Alves, município localizado ao norte do Piauí, um grupo composto por 29 mulheres está dando um novo rumo na vida das famílias que trabalham com a cadeia produtiva do babaçu. As agricultoras fazem parte da Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco, que recebeu da Fundação Banco do Brasil R$ 250 mil, usados na construção de duas unidades de processamento e na compra de máquinas e equipamentos.

O projeto “Mulheres Quebradeiras de Coco de Miguel Alves - Um sonho que se torna realidade” está contribuindo para o empoderamento das mulheres, o fortalecimento da economia solidária e a defesa do extrativismo sustentável do babaçu, melhorando a qualidade de vida das famílias associadas. Ao todo, 150 pessoas serão beneficiadas, além de um grande número de consumidores que vão adquirir os produtos manipulados pelas mulheres do babaçu. Na região, o quilo da amêndoa do coco é vendido por R$ 2,30, um valor considerado muito abaixo se comparado com o cobrado em outras regiões do país.

Para a coordenadora do projeto, irmã Ana Lúcia Corbani, ainda persiste a percepção de que o trabalho das quebradeiras de coco vale pouco. Mesmo carregando muito peso nas costas ou na cabeça, o esforço não é recompensado com valor justo. A religiosa explica que, na contramão da desvalorização da mão de obra, existe uma grande expectativa com as novas unidades de beneficiamento, com as quais as mulheres organizadas poderão melhorar a qualidade dos produtos, além de ampliar a produção.

Merenda escolar
No segundo semestre deste ano, a Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco passará a fornecer os produtos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), por meio da Secretaria de Agricultura e Educação do município. Serão 800 quilos de farinha de mesocarpo e 600 quilos de biscoitos de mesocarpo para as escolas da rede municipal de ensino de Miguel Alves. Também existe um diálogo bem avançado com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Piauí - SDR para acessar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e obter maior visibilidade nas feiras de agricultura familiar e economia solidária que periodicamente acontecem na região.

Homenagens
As unidades de processamento entregues nas comunidades de Conrado e Retrato receberam nomes de personagens locais. Em Conrado, o empreendimento foi batizado com o nome de Dona Paixão - em memória à quebradeira de coco, pioneira do grupo organizado de mulheres em Miguel Alves. Ela ajudou a conceber as Comunidades Eclesiais de Base na região. Dona Paixão faleceu há três anos.
Já na comunidade de Retrato, a unidade foi apelidada de Expedita Araújo, uma agente pastoral, que ainda vive e que sempre abraçou a causa da terra e, em especial, a mulheres camponesas.

O projeto tem o apoio também das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Comissão Pastoral da Terra Piauí, Sindicato de Trabalhadores Rurais e Paróquia de Miguel Alves.

A divulgação deste assunto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Projeto de melhoramento genético participativo desenvolvido pela Embrapa Cerrados tem o apoio da Fundação Banco do Brasil há 13 anos

Uma mandioca de cor amarela forte, mais bonita, nutritiva em vitamina A, que exige menor tempo de cozimento, e com maior produtividade para os agricultores. Esse é o resultado de um trabalho de melhoramento genético participativo desenvolvido pela Embrapa Cerrados, desde 2005. O projeto tem o apoio da Fundação BB, com o investimento de cerca de R$ 1 milhão.

A pesquisa começou há 13 anos, na Embrapa em Planaltina (DF), e depois envolveu cerca de 800 propriedades de agricultores familiares, no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O trabalho prosseguiu em 2015 com 25 produtores do Distrito Federal. Os pesquisadores testaram quais as variedades que melhor se adaptavam às condições da região e que foram mais aceitas pelos agricultores, além de identificar as principais demandas deles.

"O próprio produtor faz um ranking classificando essas variedades, de acordo com preferência. A melhor classificada tem alta probabilidade de ser usada pelos produtores", explica o pesquisador Josefino Fialho.

O programa de melhoramento participativo desenvolveu três variedades de mandioca com polpa amarela e uma de cor creme. Para orientar os produtores, foram realizados treinamentos e elaborados diversos materiais didáticos, como cartilhas, livros, vídeos e apostilas.
Conheça a publicação "Mandioca no Cerrado, Questões Práticas".

O agricultor Paulo César Gonçalves tem uma propriedade em Planaltina de Goiás, onde cultiva a raiz de tipo amarela. Ele conta que a produtividade aumentou bastante. "É uma mandioca muito resistente a pragas, muito mais rápida para colher e muito produtiva. Antes, um pé produzia uns quatro quilos. Nessa variedade nova dá seis, sete quilos por pé".

As mandiocas de polpa amarela estão à venda nas feiras livres pelo Distrito Federal. O projeto também desenvolveu dois tipos de mandioca de cor rosada, que contêm elevados teores de licopeno, uma substância antioxidante que ajuda a prevenir o envelhecimento das células e doenças como câncer. Mas essa variedade precisa de conscientização para ser consumida.

"Aqui no DF os consumidores estão mais acostumados com as mandiocas de polpa amarela. Agora as mandiocas com polpa da raiz rosa são uma novidade. Então muitos consumidores não consomem por acharem que se trata de um produto estragado, por não conhecerem", conta o pesquisador Eduardo Alano.

Na cantina Italiana Pepe Nero, no centro histórico de Planaltina DF, o proprietário e chefe de cozinha Gianfranco Giannella fez um teste. Preparou um prato de nhoque com mandioca amarela e outro com a rosa. "Hoje tinha no cardápio nhoque de mandioca rosa e pedi para experimentar. Eu adorei! É muito saborosa!", disse a cliente Sarah Loreto.

Outra cliente do restaurante, Eunice Resende Correia, também quis provar a novidade junto com outras duas amigas. Elas gostaram. "Uma delícia!", disse Eunice, que já conhecia os dois tipos de mandioca e até já havia levado para a mãe experimentar. "Ela gostou muito das duas, da qualidade, da facilidade para cozinhar e do sabor".

A ideia é estabelecer qual o momento exato de realizar a irrigação, qual a quantidade de água que a cultura precisa e quais as condições para gastar o mínimo possível de recursos hídricos e de energia.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Projeto de agroindústria cria oportunidades de inclusão social de agricultoras e suas famílias na região do Rio Doce

"Depois que a gente começou a vender para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a prefeitura a gente ficou mais independente. Antes as mulheres não tinham seu próprio dinheiro e agora já podem comprar o que querem", comemora Adriana de Paiva, moradora da comunidade do Barbosa, no município de Sem Peixe (MG), na região do Rio Doce.

Adriana, sua mãe e irmã fazem parte das 16 famílias de agricultores familiares beneficiadas pelo projeto de estruturação de uma cozinha comunitária para fabricação de doces, bolos, pães e biscoitos – conhecidos como quitandas de Minas – além do processamentos de frutas. A agroindústria foi inaugurada no dia 10 de maio pelo Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Barbosa. A iniciativa é uma parceria da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Econômico e Desenvolvimento Social (BNDES), com o investimento social de R$110 mil.

O conselho surgiu há 20 anos com o objetivo de melhorar as condições de vida das mulheres, conforme explica Aparecida das Graças de Paiva, mãe de Adriana, e uma das fundadoras da entidade. Na época, ao planejar a produção de doces para venda, Aparecida deu o pontapé inicial para firmar uma proposta de projeto coletivo. Com a agroindústria, elas pretendem também gerar oportunidades para os jovens. "Muitos saíram de casa e voltaram porque não encontraram condições para viver na cidade. Com o projeto, estou vendo o futuro deles com a conquista da própria renda", afirma Aparecida.

O conselho prevê ainda profissionalizar e ampliar a produção, que atualmente está localizada nas residências, com vendas na feira livre. Os insumos vêm do cultivo das famílias - além de frutas, também há plantação de hortaliças e legumes, que são fornecidos para programas do governo federal e municipal.

Para aprimorar o processamento, eles vão passar por capacitações oferecidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), nas áreas de processamento de doces e quitandas, de custos de produção, confecção do rótulo e tabela nutricional e de boas práticas de fabricação.

Tecnologias sociais e recuperação de nascentes em Barbosa

A comunidade rural de Barbosa também foi beneficiada por outro projeto apoiado pela Fundação BB e o BNDES, para a recuperação de recursos hídricos de efluentes do Rio Doce. O investimento social foi de cerca de R$ 135 mil, em convênio com a Associação da Escola Família Agrícola de Camões.

Foram implantadas 21 unidades de experimentação que tiveram a aplicação de tecnologias sociais para tratar o esgoto doméstico, conter a enxurrada e permitir a penetração mais lenta da água no solo. As tecnologias são fossas sépticas, caixas secas e barraginhas, entre outras. Aliadas ao plantio de mudas, as técnicas ajudaram a recuperar áreas degradadas e nascentes de rios.

"A gente recuperou várias nascentes e a visão das pessoas mudou muito em relação ao cuidado com o uso da terra, de entender que é preciso cuidar da propriedade como um todo. O boi não pode pisar na água diretamente, o uso de agrotóxico é prejudicial, por exemplo", destacou Alessandra de Lima.

Com o recurso do convênio, também houve a implantação de um viveiro de mudas com sistema de irrigação, a contratação de um técnico e a realização de cursos de capacitação para os agricultores em técnicas de recuperação do solo, saneamento rural e produção agroecológica e sistemas agroflorestais. O projeto também conta com as parcerias da Emater e da Universidade Federal de Viçosa.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Iniciativa em Arinos, região Noroeste de Minas Gerais, oferece opções para atuar em hortas comunitárias, apicultura, plantio e processamento de baru, produção de fungicidas e repelentes biológicos

Warllei Oliveira tem 26 anos e um futuro promissor à frente. Técnico agrícola, o morador de Arinos (MG) é visto na região como referência na organização e mobilização das famílias para o manejo correto do extrativismo do baru, fruto típico do cerrado.

Entre 2016 e 2017, ele e outros 29 jovens de 15 a 26 anos receberam incentivo do projeto Juventude Rural para atuar em atividades que estimulassem a permanência do jovem no campo, com melhoria da renda, por meio da diversificação de empreendimentos econômicos voltados à agricultura familiar e de base agroecológica. Os participantes são filhos de agricultores familiares dos municípios de Arinos, Uruana de Minas e Riachinho, região do Urucuia Grande Sertão, no Noroeste de Minas, e estudantes do Instituto Federal Norte de Minas (IFNM) Campus Arinos, com vocação para o trabalho rural. O IFNM colaborou na implantação do projeto e no acompanhamento das atividades produtivas, com auxílio de professores nas atividades de formação, pesquisa e extensão.

O projeto é realizado pela Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (Copabase), em parceria com a Fundação Banco do Brasil, que investiu R$ 200 mil na implantação de cinco hortas comunitárias, uma unidade de processamento de baru e um núcleo de produção de fungicidas e repelentes biológicos. O recurso foi investido também na compra de equipamentos e insumos para uma unidade de produção de mel.

Na oportunidade oferecida pelo projeto, Warllei percebeu uma chance de crescer profissionalmente, assim como melhorar a vida da sua família e daqueles que estavam à sua volta. "Quando a Copabase nos ofereceu a chance de trabalhar no projeto, não tive dúvidas na escolha do baru, porque já tinha uma familiaridade com a cadeia produtiva. Logo em seguida, formei um grupo com seis famílias e me associei à cooperativa”, disse. 

Após ingressar na iniciativa, o jovem mineiro contabilizou conquistas pessoais e coletivas. Ajudou a Copabase a aumentar o número de jovens cooperados de 6 para 30 e, com isso, melhorar os resultados em todas as atividades. Em 2017, a cooperativa coletou e comercializou 94 mil quilos de baru, vendidos para os Estados Unidos. A produção de castanha de baru ficou em 10 toneladas, sendo que 80% foram comercializadas para indústrias de alimentos orgânicos da cidade de São Paulo e os 20% restantes passaram por beneficiamento no galpão da cooperativa e vendidas em eventos, feiras e para consumidores finais.

Warllei conta com orgulho que o projeto lhe abriu um leque de possibilidades, com os cursos e capacitações. Ele conseguiu comprar uma chácara de 2 hectares, distante 3 quilômetros da cidade, onde já plantou 160 pés de baru e outras culturas. “Já colhi maracujá e mandioca na minha propriedade. O próximo passo é construir uma casa para tirar meus pais do aluguel”, concluiu.  

Parceria de sucesso
Com quase dez anos de existência, a Cooperativa da Agricultura Familiar com Base na Economia Solidaria – COPABASE já executou mais de 25 convênios em parceria com a Fundação Banco do Brasil, com o objetivo de melhorar a vida das famílias. A entidade é constituída por cooperados que são, a maioria, agricultores familiares dos municípios da região do Vale do Rio Urucuia: Arinos, Bonfinópolis, Buritis, Chapada Gaúcha, Formoso, Pintópolis, Riachinho, Urucuia e Uruana de Minas. As atividades consistem principalmente em administrar e gerenciar o funcionamento das unidades de processamento de mel e frutas, além de comercialização e organização da produção de polpas de frutas, mel, baru, óleo de pequi, açúcar mascavo, farinha de mandioca e outros produtos da agricultura familiar. 

Juventude Rural
O Juventude Rural surgiu para apoiar projetos de cooperativas e associações que buscam estruturar empreendimentos econômicos de grupos de jovens rurais de 15 a 29 anos. Com a parceira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram investidos R$ 8 milhões em projetos que estimulem o protagonismo dos jovens do campo, que fortaleçam práticas sustentáveis de cultivo agroecológico e uso da sociobiodiversidade. Ao todo, foram apoiados 48 projetos  em todo país, selecionados via edital.

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Projeto recebeu da Fundação Banco do Brasil R$ 248 mil para beneficiar moradores da zona rural 

Com a implementação de tecnologias sociais, a Fundação Banco do Brasil deu mais um passo na melhoria do saneamento básico e incentivo à produção agroecológica das comunidades rurais de Caratinga (MG). A iniciativa é um projeto de inclusão socioprodutiva na região da Bacia do Rio Doce, para implantação e recuperação de atividades produtivas e acesso à água nos municípios afetados pelo rompimento da barragem do Fundão, em 2015. 

Entre 2016 e dezembro de 2017, 134 agricultores familiares receberam em suas propriedades unidades de Fossas Sépticas Biodigestoras e Quintais Agroecológicos - soluções para tratamento de esgoto e produção de alimentos sem o uso de agrotóxicos. As famílias beneficiadas são moradoras do Córrego dos Dias, Córrego do Mono e Córrego São Vicente, que participaram de capacitações em meio ambiente, sustentabilidade e geração de renda. A Parceria da Fundação BB no projeto foi com a Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas que recebeu recurso no valor de R$ 248 mil. 

A chácara de 1,6 m² de Valquíria Braga e do esposo Fabrício da Silva fica  no Córrego do Mono, cerca de três quilômetros do centro de Caratinga. Contemplado com o projeto, o jovem casal agora tem no quintal uma fossa que trata o esgoto doméstico, além de uma produção diversificada de arvores frutíferas e nativas -  laranja, carambola, ameixa, pupunha, açaí, acerola, goiaba, amora, figo, ipê e pau brasil. 

“O projeto está proporcionando bem-estar para todos. Com as fossas deixamos de poluir o principal córrego da região. Antes, fazíamos uso de fossas negras e algumas famílias nem fossas tinham. Em breve, veremos os resultados dos quintais, com variedades de frutas sem produtos químicos”, declarou Valquíria.

De acordo com Izânia Neves, técnica em agroecologia da Rede, o projeto envolveu a comunidade e trouxe conscientização para as famílias sobre a necessidade de tratar o esgoto, de cuidar da limpeza do córrego da região e de produzir alimentos saudáveis. Ela conta que poucas famílias conheciam a produção em agroecologia, e que a partir do projeto foi possível sensibilizá-las. “Essa parceria com a Fundação BB foi essencial para que pudéssemos fazer o acompanhamento e assessoria técnica nas propriedades. Além disso, conseguimos trabalhar com as famílias a questão dos agrotóxicos, um assunto que muitos desconheciam, e os danos que eles podem causar ao meio ambiente e à saúde”, disse. O projeto contou ainda com a parceria da Organização do Povo que Luta (OPL) e do Sindicato dos Produtores Rurais de Caratinga. O projeto Agroecologia e Saneamento: Alternativas no Cultivo de Água e Alimentos para a Agricultura Familiar conta também com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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O seminário será dividido em 3 painéis com os temas “Contextualizando a Inovação no Mundo e no Brasíl”, “Tendências Globais da Inovação Social”  e “Tendências Nacionais da Inovação Social”

Acontece em Brasília, entre os dias 07 e 08 de março, o Seminário Internacional Inovação Social em Políticas Públicas que irá promover o intercâmbio de práticas de inovação social no âmbito das políticas públicas no Brasil e no exterior, que contribuam para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). A Fundação BB participará do evento por meio de palestra do gerente Rogério Miziara (Gepem), na quinta-feira (8), às 9 horas, que levará ao painel 3 - Tendências nacionais da inovação social - experiências de sucesso por meio das tecnologias sociais

Serão apresentadas as tecnologias sociais aliadas às políticas públicas que tiveram implementação em parceria com a Fundação BB: o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), um projeto de convivência com o semiárido, que assegura acesso à terra e à água, tanto para consumo da família e dos animais e promove a soberania e a segurança alimentar e nutricional das famílias agricultoras e fomenta a geração de emprego e renda.

A outra experiência que será mostrada é o “Sistema de Acesso à Água Pluvial (Sanear) para Consumo de Comunidades Extrativistas”. A tecnologia social permite o abastecimento de água potável às famílias ribeirinhas do Amazonas e ajuda a reduzir a incidência de verminoses. O sistema consiste na instalação nos domicílios de um reservatório para captação de água de chuva com capacidade de mil litros e a construção de um banheiro com fossa que isola a dispersão do esgoto.

O seminário será dividido em 3 painéis com os temas “Contextualizando a Inovação no Mundo e no Brasíl”, “Tendências Globais da Inovação Social” e “Tendências Nacionais da Inovação Social”. Além disso, terá 3 mesas redondas que vão debater os cases: "Inovação Social nas Politicas Sociais", "Inovação Social para Educação de Qualidade, Trabalho Decente" e "Crescimento Econômico Inclusivo e Inovação Social e Desenvolvimento Territoriais". Todos os palestrantes, debatedores e coordenadores do seminário são especialistas renomados do Brasil e de outros países. A programação completa e o perfil dos palestrantes estão disponíveis no endereço www.secretariadegoverno.gov.br/seminario-2018.

A abertura será nesta quarta-feira (07) e contará com a presença do ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov), Carlos Marun e outras autoridades.

Transmissão

O Seminário Internacional Inovação Social em Políticas Públicas será transmitido pelo canal do Tribunal de Contas da União no Youtube (www.youtube.com/user/Tribunal de Contas da União).

O evento é uma realização da Secretaria de Governo da Presidência da República (SEGOV) por meio da Secretaria Nacional de Articulação Social (SNAS), com a parceria do Banco Interamericano Desenvolvimento (BID), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Synergos, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União (ISC/TCU), Fundação Banco do Brasil (FBB), Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional) e Furnas Centrais Elétricas S.A.


Serviço:
Seminário Internacional Inovação Social em Políticas Públicas
Dias: 07 e 08 de março/2018
Horário: 08h00 às 18h00
Local: Instituto Serzedello Corrêa
Endereço: Setor de Clubes Sul, Trecho 3, Pólo 8, Lote 3
Painel 3 - Tendências nacionais da inovação social - Rogério Miziara - 08/03 - 9h

A divulgação deste assunto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto oferece práticas sustentáveis na agricultura familiar na região de Cunha (SP)

Entre colinas e montanhas, a falta de perspectivas para a sustentabilidade cultural e socioeconômica de famílias de pequenos proprietários rurais de Cunha, em São Paulo, resultou na parceria entre a Fundação Banco do Brasil e a Serra Acima – Associação de Cultura e Educação Ambiental, que beneficia a agricultura familiar da região.

Com investimento social de R$ 228 mil da Fundação BB, o projeto ‘Desenvolvimento Agroecológico da Agricultura Familiar’, firmado em 5 de março de 2018, vai privilegiar jovens, filhos de agricultores, que poderão contribuir com a produção agroecológica de alimentos para a renda familiar, evitando assim a evasão para a zona urbana do Vale do Paraíba e demais cidades.

O projeto visa construir 24 hortas agroecológicas para contribuir com a segurança alimentar, estimular o consumo dos produtos e práticas sustentáveis, além de estimular o protagonismo direto de 66 jovens e a continuidade na propriedade das unidades rurais produtivas. A associação também receberá um veículo para ajudar nos deslocamentos dos produtos e a contratação de uma equipe com coordenador, administrador, técnico de campo e estagiário.

A presidente da Serra Acima, Marina Marcos Valadão, destaca que o trabalho da associação é inspirado em oferecer oportunidades para crianças e jovens do município, que enfrenta a evasão da população para as cidades há mais de 20 anos. Segundo ela, a agricultura familiar na região possui todos os componentes naturais para alavancar a agroecologia. Porém, afirma que ainda existem agricultores tradicionais usando agrotóxicos nas plantações. Mesmo assim, ressalta que associação tem a missão de compartilhar o conhecimento da sustentabilidade e da viabilidade financeira da agricultura orgânica, que o modo tradicional não proporciona.

“Com esse projeto, que foca os jovens, a valorização da propriedade da família e a oportunidade de produzir alimentos de qualidade 100% orgânicos irá trazer novas perspectivas para desenvolver até novos projetos no futuro. Gostaríamos, inclusive, que esses potenciais jovens fossem nossos monitores mais adiante. Queremos empoderá-los para valorizarem seu patrimônio cultural e territorial, favorecendo uma renovação geracional da agricultura familiar em moldes ecológicos”, reforça Marina Valadão.

Independência e compromisso

Nascida em Cunha, Roseli Pereira (37), mãe de Lucas, conta que o filho ficou sabendo do projeto na escola e chegou em casa empolgado dizendo que queria ter uma horta. “Eu disse que não teria como, pois não temos quintal. Mas o patrão do meu marido, cedeu um terreno. Ele ficou todo contente! A intenção dele, mais para a frente, é vender as verdurinhas, ter seu próprio dinheiro e ser mais independente. Esse projeto vai ajudar muitas famílias, pois hoje os jovens terminam a escola e querem ir embora para a cidade. Acho que é um incentivo muito bom para eles aprenderem a ter compromisso e seu próprio negócio”, afirma Roseli.

Com apenas 16 anos, Lucas Gabriel Pereira Massiere, diz que ficou bastante animado quando assistiu a palestra da presidente da Serra Acima sobre o projeto das hortas agroecológicas. “Fiquei interessado em fazer algo novo. Ter a nossa horta vai ajudar na renda da família e não precisaremos mais comprar. É uma grande oportunidade!”, disse.

Serra Acima

Fundada em 1999, a Serra Acima – Associação de Cultura e Educação Ambiental tem a missão de investir e atuar pela melhoria da qualidade de vida, incentivando de forma participativa a geração de conhecimentos e práticas ambientalmente sustentáveis e socialmente justas, com ênfase na agroecologia e desenvolvimento humano. Atualmente, a entidade realiza projetos em parceria com escolas públicas do município, oferecendo oportunidades de articulação do projeto pedagógico às atividades teóricas e práticas desenvolvidas junto a agricultores familiares.

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Terça, 27 Fevereiro 2018 11:19

Do Amazonas para o mundo

Com investimento social de R$ 600 mil da Fundação BB, cooperativa fortalecerá as cadeias produtivas do cacau e castanha, com manejo adequado e produção sustentável

Constituída em 2003, a Cooperar (Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus) propõe a conservação do meio ambiente por meio da capacitação da população local na exploração sustentável dos recursos naturais, com geração de emprego e renda. O público atendido, formado por um grupo de 150 pessoas, é constituído por ribeirinhos dos municípios de Boca do Acre, Pauini e Lábrea (AM), cuja população tem elevada incidência de pobreza e baixa escolaridade.

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O manejo adequado e a produção sustentável do cacau e da castanha do Brasil são justamente os objetivos da parceria firmada entre a Fundação Banco do Brasil e a Cooperar, com o apoio do Fundo Amazônia, que é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O investimento de R$ 600 mil irá fortalecer as cadeias produtivas por meio de sistemas agroflorestais na região de Purus, localizada ao sul do estado do Amazonas.  

"Essa parceria com a Fundação BB será fundamental para o crescimento e manutenção da Cooperar. Trabalhamos com pessoas que vivem na pobreza e com o nível de escolaridade muito baixo. Além disso, para desenvolver qualquer atividade aqui é trabalhoso, devido a dificuldade de logística e comunicação. A gente precisa de investimento para desenvolver a produção florestal, e a Fundação chegou para nos ajudar a levar recursos para essas famílias isoladas e gerar riqueza a partir da floresta. Essa é uma grande oportunidade de mudar o cenário da região com atividades que ajudem a conservar a floresta”, disse Alexandre Lins, presidente da entidade.

Exportação para Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Bolívia
Com o projeto a cooperativa pretende ampliar o número de clientes, produzindo em maior escala. Atualmente, a Cooperar comercializa cacau para o estado de São Paulo e exporta cacau nativo para a Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Bolívia. Selecionada no edital Ecoforte Extrativismo, a iniciativa prevê a construção de fábrica e aquisição de equipamentos para o beneficiamento do cacau, castanha do Brasil, madeira e de outros frutos da região. Os recursos também serão destinados para compra de barcos para comercialização de produtos e para assistência técnica voltada à certificação de acordo com os critérios de qualidade para o manejo florestal da FSC (Forest Stewardship Council).

O colaborador do projeto Geraldo Tramin explica que o transporte dos produtos dará autonomia aos produtores locais com a redução dos custos com o frete. O recolhimento da produção da cooperativa leva em torno de 3 a 5 dias para percorrer os pontos de coleta das comunidades.

A agricultura familiar além de responsável pela produção de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, atravessa o Oceano Atlântico, apresentando sabores típicos do Brasil. Com o intuito de ampliar o mercado consumidor, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), levou nove empreendimentos que foram selecionados por meio de chamada pública para a Biofach 2018. O evento aconteu entre os dias 14 e 17 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha.

A Cooperar foi um dos nove empreendimentos brasileiros presentes na Biofach 2018 - considerada a maior e mais importante feira de orgânicos do mundo, que aconteceu entre os dias 14 e 17 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha. Para o Stande Brasil - Family Farming, a entidade levou óleos vegetais e cacau. “A Feira abriu novas portas para a comercialização dos produtos extraídos da Amazônia, como a primeira parceria para a exportação de castanha que a cooperativa fará para o Peru, além de gerar interesses de clientes europeus nos produtos”, declarou Alexandre.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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