Segunda, 15 Janeiro 2018 14:49

Associação aposta em ampliação de estrutura para aumentar a produção de peixes Destaque

Escrito por Dalva de Oliveira
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Foto acervo Astruj Foto acervo Astruj

Pesca sustentável no Baixo Juruá garante fonte de renda e manutenção de biodiversidade

Os moradores da Reserva Extrativista do Baixo Juruá (Resex), no Amazonas, aproveitam as lagoas criadas pelo Rio Juruá para a captura do pirarucu e do tambaqui, usados na alimentação e na melhoria da renda das famílias.

Há quase 20 anos a Associação dos Trabalhadores Rurais de Juruá - Astruj foi criada para implantar um modelo de desenvolvimento sustentável na região, que tem como principais fontes econômicas a pesca, o cultivo da mandioca para produção de farinha e a produção de hortaliças, plantadas nas várzeas dos rios.

Atualmente a captura do pirarucu e do tambaqui na Resex é resultado da atividade de manejo nos lagos que são formados pelo rio. A produção de pescado das 150 famílias gira em torno de 40 toneladas por ano, porém a estrutura usada pela associação é considerada precária, o que prejudica os resultados da produção.

Neste mês, a Astruj formalizou uma parceria com a Fundação Banco do Brasil e o Fundo Amazônia (gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES) no valor de R$ 526 mil para o projeto “Fortalecimento da Atividade de Manejo Sustentável de Pirarucu e Tambaqui na Reserva Extrativista do Baixo Juruá (AM)”.  A parceria faz parte do Programa Ecoforte Extrativismo. O recurso será destinado para aquisição de duas embarcações, que serão usadas no transporte do pescado até os pontos de comercialização, caixas isotérmicas removíveis, máquinas de gelo para conservação do pescado; geradores de energia, além de material de pesca e matéria-prima. O projeto contará também com consultores técnicos e capacitação em gestão de empreendimentos coletivos para os associados.

Água e peixes em abundância 
O pirarucu e o tambaqui são espécies consideradas de maior importância comercial na cadeia produtiva do pescado da região amazônica. Segundo opresidente do Memorial Chico Mendes e consultor do projeto, Adevaldo Dias, os moradores estão autorizados a abaterem apenas  trinta por cento dos peixes adultos. O restante deve permanecer nos rios para reprodução. “O projeto vai garantir o manejo correto, com preservação das espécies, diminuição dos custos, porque agora não precisam mais alugar embarcações para transportar os peixes, irá melhorar a qualidade do pescado e, consequentemente, o aumento da renda dos associados", disse.

O projeto conta também com a parceria do Memorial Chico Mendes e do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio).



A divulgação deste assunto contempla três 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Ler 18907 vezes Última modificação em Quinta, 18 Janeiro 2018 16:45

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