Ações geram oportunidades de trabalho e contribuem para a segurança alimentar em comunidades de Icapuí, no litoral do estado

Um conjunto de iniciativas de baixo custo estão mudando a realidade das comunidades de Icapuí, no litoral do Ceará. A tecnologia social “De Olho na Água, desenvolvida pela Fundação Brasil Cidadão para Educação Cultura Tecnologia e Meio Ambiente (FBC) produziu conhecimento científico, desenvolveu práticas sustentáveis, gerou atividades econômicas de baixo impacto e provocou a mudança de atitude nos moradores da região.

A metodologia possibilitou a implantação de canteiros bio-sépticos (ou fossas biológicas) e de cisternas para captação e armazenamento de água pluvial em oito comunidades, evitando a contaminação dos lençóis freáticos pelo esgoto doméstico, com efetiva melhora da qualidade hídrica dos mananciais e preservação dos recursos naturais.

Somam-se a essas conquistas, a recuperação de nove hectares de mangue com mais de 100 mil mudas produzidas e plantadas; o cultivo sustentável de algas marinhas; a implantação de 200 colmeias de abelhas nativas sem ferrão, a mobilização de todas as 34 comunidades e escolas públicas por meio da educação ambiental; criação de banco de dados e 18 publicações na área, além de duas trilhas ecológicas e uma passarela sobre o mangue. O conjunto de iniciativas formam a chamada "Teia da Sustentabilidade", com ações relacionadas e influência mútua. Quando um projeto é afetado, ele compromete os demais.

Com a replicação e divulgação da tecnologia social, o "De olho na Água" tornou-se referência e recebe visitas de pessoas do Brasil e de outros países. As ações também geram oportunidades de trabalho e contribuem para a segurança alimentar e melhora da renda das famílias.

"Nunca imaginei que chegaríamos a esse patamar. O município tem grande sentimento de pertencimento. O projeto é um ponto de passagem com muito aprendizado, incentivando a educação na comunidade, inclusive com estudantes cursando o mestrado e o doutorado. A nossa missão é ser facilitador, porque quem faz tudo é a comunidade. O trabalho coletivo mantém as pessoas mais fortes e produtivas”, declarou Maria Leinad Carbognin, responsável pela tecnologia.

A socióloga e coordenadora de projetos da FBC, Ana Paula Lima, conta que a sua ligação com a entidade se deu após participar de atividades e capacitações, e que seus trabalhos de pesquisa, tanto na graduação como no mestrado foram voltados para os projetos. “A entidade abriu as portas para mim e possibilitou a minha inserção no mestrado. Assim como eu, muitos outros jovens tiveram a chance de galgar para outros patamares. O trabalho desenvolvido não encanta só os moradores da região, mas também os milhares de visitantes”.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro e tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Quilombolas, assentados da reforma agrária e agricultores familiares são mobilizados para a produção sustentável de alimentos

Seja por questões de saúde ou para a preservação do meio ambiente, os alimentos agroecológicos têm despertado cada vez mais o interesse da sociedade. No município de Ilhéus, o trabalho desenvolvido pela Associação Povos da Mata Atlântica do Sul da Bahia de Certificação Participativa, aponta o sistema agroecológico como o melhor caminho, não só para a produção de alimentos saudáveis, mas também para transformar as famílias em protagonistas da conservação ambiental e do desenvolvimento socioeconômico das comunidades.

A entidade formou a “Rede de Agroecologia Povos da Mata”, com a participação de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas, quilombolas, agricultores em geral e consumidores, também chamados de coprodutores. A Rede é a primeira da Bahia a ser credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para emitir certificados e selos orgânicos de produtos agrícolas e de seus derivados.

A certificação é realizada em estações distribuídas em quatro territórios baianos: Litoral Sul (Ilhéus e Itabuna); Baixo Sul (Ibirapitanga e Morro de São Paulo); Costa Descobrimento (Porto Seguro); e Caatinga (Irecê). Para obter a certificação, o agricultor tem que se comprometer com a produção de agricultura orgânica em conformidade com a legislação vigente e normas estabelecidas pela organização. Ao todo, são 700 famílias incluídas no processo - 250 já são credenciadas e o restante está em fase de certificação.

“Apoiamos e capacitamos produtores a certificarem e a comercializarem seus produtos, oferecendo aos consumidores mercadorias com garantia de origem”, declarou Tatiane Botelho da Cruz, presidente da Rede. Tatiane explica que o consumidor recebe o nome de coprodutor devido à participação dele no processo. “Quando o consumidor faz a opção de consumir alimentos sem agrotóxicos, ele está ajudando a cuidar dos rios, da mata e deixando de poluir o meio ambiente e, consequentemente, se torna nosso parceiro”.

A Rede, que é finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social na categoria Agroecologia, vai muito além da certificação. Ela atua no incentivo ao associativismo, na produção e no consumo de produtos orgânicos, na aproximação solidária de agricultores e consumidores, no intercâmbio, no resgate e na valorização do saber popular e em atividades de formação socioculturais, ambientais e de cidadania.
Na propriedade da agricultora e integrante da Rede Maria da Conceição Mendes de Jesus, que fica próxima à cidade de Ilhéus, desde 2006, não entra uma gota de produtos químicos. A trabalhadora conta que depois que aprendeu a trabalhar com alimentos naturais tudo mudou. São 13 hectares com plantações de cacau, banana, mandioca e hortas. “Por longos anos trabalhei com química e não tinha conhecimento dos perigos. Depois que comecei a trabalhar com o alimento natural vi os benefícios que faz para a nossa saúde e dos nossos clientes e para o meio ambiente”. Os produtos agroecológicos da rede são comercializados em 19 feiras orgânicas de venda direta.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. O concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.


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Sistema de filtragem de água utilizada nas casas ajuda na irrigação de hortas e evita a contaminação do solo, no Semiárido Baiano

Um sistema de reaproveitamento de água de uso doméstico, ou água cinza, tem sido alternativa para as famílias do semiárido baiano na convivência com a seca. O Projeto Águas de Valor e Sabor do Semiárido Baiano, da Associação de Pequenos Agricultores do Jacó, Poço Dantas, Boa Vista da Pimenteira e Serrinha, está ajudando as famílias a produzir alimentos e reduzir a contaminação do solo.

A metodologia consiste na filtragem dos resíduos presentes na água resultante da lavagem de roupa, louças e banho, com o uso de matéria orgânica composta de microrganismos e minhocas, que permitem a devolução da água para o meio ambiente, sem prejudicá-lo, como na irrigação de hortaliças. Toda a ação privilegia o envolvimento das famílias, com treinamento para o manejo e a manutenção da tecnologia. A iniciativa, também conhecida como Bioágua Catingueiro, é finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil, na Categoria Água e Meio Ambiente,

Cleiton Andrade, morador da comunidade Poço Dantas, a 30 quilômetros da cidade de Planalto (BA), conta que, a partir de 2012, a região passou a conviver com uma seca mais severa e com o baixo índice de chuvas. A média que era de 700 mm ao ano, caiu para aproximadamente 400 mm, o que resultou na redução expressiva da produção agrícola e criadores de animais tiveram que se desfazer dos rebanhos para diminuir gastos e evitar prejuízos.

Ao perceber a importância do projeto, Cleiton mobilizou outros moradores a implantarem a tecnologia. “Desde que fui escolhido para assumir a implantação do sistema, tive clareza sobre a minha responsabilidade. Optei por seguir esse caminho e farei o possível para que as famílias também usem a tecnologia. Não hesitarei em ajudá-las com os conhecimentos que adquiri”, relata.

Em 2015, a família de Vanessa Andrade recebeu uma unidade do Bioágua Catingueiro na sua propriedade na comunidade Craúno. Assim como ela, alguns agricultores familiares de Poções receberam unidades do sistema. A implantação contou também com a parceria da Associação de Moradores Produtores Rurais da Região de Crauno e Água Branca.  Aos 22 anos e cursando graduação em Pedagogia, a jovem conta que ajuda os pais na produção de hortaliças e verduras, e que não vislumbra oportunidades na cidade grande.

Ela defende a permanência dos jovens no campo e quer ser exemplo para os conterrâneos. "Depois que me formar, pretendo aplicar os conhecimentos na minha terra, porque acredito que temos futuro aqui. Antes do sistema era complicada a produção de alimentos aqui. Hoje a gente tem alimentos de qualidade o ano inteiro e o resultado é visto na cor, no tamanho e no sabor", diz. Ela destaca ainda que a tecnologia trouxe também melhorias no orçamento familiar, com a venda do excedente na feira. "Queremos mostrar que é possível trabalhar e morar aqui com dignidade”.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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"Arte na Palha Crioula", Iniciativa de Guapiara (SP) que resgata a tradição cultural e contribui para melhoria da renda das famílias, é finalista do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social

A tecnologia social “Arte na Palha Crioula: Banco de Milhos Crioulos”, do município de Guapiara, interior de São Paulo, traz na palha do milho, que normalmente é descartada, o grande segredo de sucesso. Naturalmente colorida em tons de vermelho e roxo, a palha do milho é usada na produção de artesanatos decorativos e utilitários de alta qualidade.

Mas para garantir o sucesso da metodologia, o trabalho das mulheres da Associação Arte e Vida de Mulheres Artesãs,finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na Categoria Agroecologia, começa bem antes, com a escolha das melhores sementes, seguida da preparação do solo para a plantação. E para garantir uma boa cultura,também verifica-se as fases da lua, sendo que a minguante é a recomendada, principalmente na última semana de julho e entre os meses de setembro a dezembro. Todo esse processo faz parte de um trabalho de resgate na plantação das sementes crioulas, que foram utilizadas pelas agricultores de gerações anteriores e passaram pela seleção natural de milhares de anos, com grãos mais resistentes e menos dependentes de substâncias sintéticas.

Nascida na roça, a idealizadora da tecnologia, Alice de Oliveira Almeida, viu no oficio que aprendeu com o pai, uma forma de valorizar o artesanato local e de diversificar as atividades de geração de renda para as mulheres da região. Em 2005, Alice foi convidada pela prefeitura local para ministrar a arte do trançado para um grupo de mulheres.

O trabalho - totalmente artesanal - é feito com auxílio de uma agulha de arame, que também é confeccionada pelas artesãs. As palhas menores são utilizadas na produção de flores de variados modelos e tamanhos e as mais largas na produção de bonecas. Na lista de produtos, há também cestarias, vasos, santos, galinhas, jogos americanos, petecas, bolsas, chapéus e revestimento para móveis.

“Passei para as mulheres as técnicas que aprendi em casa e hoje colhemos do fruto do nosso trabalho. Essa arte ajuda no fortalecimento das mulheres e na continuidade das sementes crioulas". Alice comentou também que as novas gerações estão iniciando na produção. "As filhas das artesãs já se mostram interessadas no trabalho das mães. Muitas já ajudam na confecção das peças e no orçamento familiar", acrescentou. Hoje todo trabalho com a cadeia produtiva é realizado pelo grupo.

Alice explica ainda que, no manejo das sementes crioulas, é preciso esperar seis meses após o plantio para a colheita do milho seco e para a retirada das palhas para produção do artesanato. Nessa fase, se faz a seleção das sementes para um novo plantio e as que sobram podem ser utilizadas na produção de fubá, farinha quirera (milho mais quebrado, usado na alimentação de galinhas) ou para consumo animal.

Com o intuito de diversificar ainda mais a produção, sempre que participam de feiras, as mulheres fazem trocas de sementes crioulas com agricultores de outras regiões, indígenas e quilombolas. Para assegurar a continuidade do projeto, as mulheres já participaram de diversos cursos de capacitação, como de viabilidade econômica, formação de preços e designer de produtos.

Maria Aparecida da Silveira, de 74 anos, mais conhecida como dona Cida, é a artesã mais velha do grupo. Ela conta que aprendeu a trabalhar com palha ainda criança, aos seis e sete anos, e que continua até hoje, com amor pelo que faz. Eu via aquelas espigas bonitas e comecei a fazer as bonecas. Quando me casei parei para cuidar dos filhos, mas assim que eles cresceram retomei meu trabalho. Eu mesma crio as minhas peças e com a venda delas já realizei muitos sonhos”, disse.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Sobre o Prêmio

No total, 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional concorrem ao Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. O evento de premiação será realizado em novembro. Entre as 735 inscritas neste ano, 173 foram certificadas e passaram a constar no Banco de Tecnologias Sociais (BTS), um acervo online gratuito mantido pela Fundação BB.

Nesta edição, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 
Veja aqui a lista das 173 certificadas 
Visite o site do Prêmio

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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No total, são 18 iniciativas do Brasil e três da América Latina na disputa pelo troféu

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social divulgou nesta terça–feira,15, as 18 iniciativas finalistas das categorias nacionais e três internacionais. Nove das selecionadas para a fase final são do estado de São Paulo. Dentre as outras metodologias, três são da Bahia, duas do Ceará, duas do Distrito Federal, uma da Paraíba e uma do Rio de Janeiro. Já na categoria internacional, duas tecnologias são da Argentina e uma de El Salvador.

Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio 

Veja aqui a lista das 173 certificadas 


As propostas foram classificadas por seis categorias nacionais, Agroecologia, Água e/ou Meio Ambiente, Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital, Economia Solidária, Educação, Saúde e Bem-Estar e uma categoria internacional.

Todas as tecnologias inscritas foram avaliadas por comissão composta por assessores da Fundação BB e representantes da Unesco, Banco Mundial, Ministério do Desenvolvimento Social, Secretaria da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário e o Governo do Distrito Federal.

As categorias da premiação estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas para a Agenda 2030. O Prêmio tem como objetivo promover as tecnologias sociais como ferramentas de baixo custo e com envolvimento das comunidades para o desenvolvimento sustentável.

A próxima etapa é a escolha das vencedoras em cada categoria. As vencedoras nacionais receberão a premiação de R$ 50 mil, um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Já as 21 finalistas serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), em novembro deste ano. O evento contará com a presença de especialistas no tema, assim como de integrantes de tecnologias certificadas, do Banco de Tecnologias Sociais (BTS). O objetivo do encontro é debater o conceito de tecnologia social como instrumento do desenvolvimento sustentável. 

Antes de ser classificada para a fase final, cada tecnologia foi avaliada conforme os parâmetros de mérito da transformação social, efetividade, reaplicabilidade, interação com a comunidade, inovação social, respeito aos valores de protagonismo social, cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica, e ainda, com validação dos documentos exigidos noregulamento ato de inscrição.

Para valorizar o empoderamento feminino, as iniciativas que apresentaram o engajamento de mulheres e meninas receberam bonificação na pontuação total obtida pela avaliação.

Na edição de 2017, o Prêmio buscou a integração com os países da América Latina e Caribe, como forma de trazer soluções inovadoras para serem reaplicadas no Brasil.

“Identificar e reconhecer tais metodologias é muito importante, pois as tecnologias sociais constituem-se em valioso instrumento de transformação social", declarou Asclepius Soares, presidente da Fundação BB.

Esta edição do Prêmio tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Banco de Tecnologias Sociais

Da lista inicial composta por 735 inscrições, 173 tecnologias sociais passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil, uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Hoje são 995 iniciativas aptas e disponíveis para reaplicação.

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Entidades sem fins lucrativos podem inscrever soluções para desafios sociais até 31 de maio

Com seis categorias nacionais e uma internacional, todas relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social vai reconhecer e premiar projetos considerados modelos de soluções para transformação social no Brasil e nos países da América Latina e Caribe. As inscrições para esta edição seguem abertas até o dia 31 deste mês.

Nas categorias nacionais, os interessados podem inscrever seus trabalhos nas áreas "Água e Meio Ambiente"; "Agroecologia"; "Economia Solidária"; "Educação"; "Saúde e Bem-Estar" e "Cidades Sustentáveis e Inovação Digital". O primeiro lugar de cada categoria irá receber R$ 50 mil e as 18 instituições finalistas, troféu e vídeo retratando sua iniciativa.

Na categoria internacional, a modalidade disponível é "Água e Meio Ambiente, Agroecologia ou Cidades Sustentáveis", destinada a iniciativas realizadas nos países da América Latina e do Caribe, e que possam ser reaplicadas no Brasil. A participação é aberta a instituições sem fins lucrativos, como fundações, organizações da sociedade civil e instituições de ensino e pesquisa. As tecnologias sociais que promovem o protagonismo e o empoderamento feminino vão receber um bônus de cinco por cento na pontuação total obtida.

“Com o Prêmio, buscamos prestigiar a capacidade do povo brasileiro em encontrar soluções para problemas sociais. Neste ano, em especial, estamos apostando também em experiências desenvolvidas na América Latina e no Caribe. A ideia é identificar tecnologias sociais capazes de serem reaplicadas em outras localidades", declara o gerente de Parcerias Estratégicas e Modelagem de Programas e Projetos, João Júnior.

Atualmente, uma série de tecnologias sociais certificadas, finalistas e vencedoras do Prêmio estão sendo reaplicadas pela Fundação BB e seus parceiros, a exemplo das cisternas de placas no Semiárido, e de outras tecnologias sociais que são implantadas nos residenciais do programa Minha Casa Minha Vida: “Bibliotecas Comunitárias Vaga Lume”; “Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana - Revolução dos Baldinhos”; “Produção Agroecológica de Alimentos em Meio Urbano”; “Rede Criar – Joias Sustentáveis na Ilha das Flores”; “Transformando Realidades por meio da Mobilização e Organização Comunitária”.

Outras três tecnologias estão sendo reaplicadas para combater problemas que atingem cerca de duas mil famílias ribeirinhas e rurais do Amazonas, com foco especial na primeira infância, “Hb: Tecnologia Social de Combate à Anemia Ferropriva”, “SODIS (desinfecção de água)”, “Banheiro Ecológico: saneamento descentralizado para comunidades ribeirinhas”.

Com dezesseis anos de existência e em sua nona edição, o Prêmio é considerado uma das principais iniciativas que premiam ações sociais realizadas no País. Concedido pela Fundação BB, este ano o concurso tem a cooperação da UNESCO no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Representantes das experiências finalistas participarão também do Fórum Internacional de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), em novembro deste ano, que contará com a presença de especialistas no tema. Entidades de tecnologias certificadas, integrantes do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), também serão convidadas. O objetivo do encontro é debater o conceito de tecnologia social como instrumento do desenvolvimento sustentável.

Para serem certificadas, as iniciativas precisam ser reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, já implementadas em âmbito local, regional ou nacional e passíveis de serem reaplicadas.

As metodologias certificadas farão parte do BTS da Fundação BB, que já tem 850 iniciativas. O banco é uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. O conteúdo está disponível também nas versões em inglês, francês e espanhol e pode ser consultado no celular, pelos sistemas operacionais iOS e Android.

Os resultados de cada etapa do Prêmio de TS serão divulgados no site da Fundação Banco do Brasil (www.fbb.org.br) e no BTS (tecnologiasocial.fbb.org.br).

A leitura do regulamento e o procedimento de inscrição podem ser feitos no site: www.fbb.org.br/premio

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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