A Ong Litro de Luz já instalou mais de 400 postes com iluminação gratuita, por meio de energia solar

 

“Pode levar, não preciso mais desta lanterna. Agora tenho luz em frente a minha casa”. Foi com este gesto que Pedrinho*, menino da comunidade de Ferraz de Vasconcelos, no interior de São Paulo, agradeceu ao voluntário da Ong Litro de Luz, quando viu pela primeira vez, um poste de luz iluminando a sua rua.

O agradecimento não foi em vão. Pelo menos três comunidades da cidade viviam completamente no escuro, sem a previsão de energia elétrica: Vila Santa Margarida, Brejo e Cidade de Deus. Agora eles contam com postes e lampiões que geram luz através de energia solar. Uma solução eficiente, barata e que agora concorre ao Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social.

No Brasil desde 2014, a Litro de Luz desenvolve soluções ecológicas e economicamente sustentáveis para combater a falta de iluminação nas cinco regiões do país e já impactou diretamente mais de cinco mil pessoas. Foi por meio de uma solução acessível criada pelo brasileiro Alfredo Moser, em 2002 - que usou garrafas pet abastecidas com água e alvejante para solucionar o problema da falta de luz dentro de casa – que o movimento global Liter of Light foi criado nas Filipinas, em 2011.

Segundo Laís Higashi, presidente da Litro de Luz, a Ong conta atualmente com cerca de  150 voluntários entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campina Grande, Manaus e Florianópolis. A sede fica em Vila Prudente, em São Paulo. “Uma equipe é responsável pelas demandas e análises das comunidades que serão atendidas. Depois disso, há o contato e o treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto”, explica.

A estrutura do poste é toda montada com canos de PVC para facilitar a colocação de cimento e fixação no solo, e possibilitar a passagem de fiação elétrica. Dentro de uma caixa hermética fixada ao corpo do poste, coloca-se a bateria e o circuito responsável pelo acionamento da lâmpada e pela transferência da energia que é captada pela placa solar para recarga da bateria. Finalmente, a placa solar é presa no topo e, para a proteção do led, é utilizada uma garrafa pet. Para arcar com os custos de material a Litro de Luz trabalha com iniciativas como workshops, voluntariado corporativo e ações específicas patrocinadas por parceiras. As garrafas plásticas especificamente são recolhidas por voluntários antes das ações.

Desde o início do projeto a Ong já levou luz para 15 comunidades de sete cidades. E os planos não param por aí. Para 2017 estão previstas instalações em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e para a comunidade Kalunga, maior comunidade quilombola do Brasil, localizada na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Além dos postes solares, que serão colocados nas áreas públicas, serão entregues também lampiões para iluminar ambientes internos e que são fáceis de transportar, permitindo que os moradores os levem de um lugar ao outro. Todas as soluções serão construídas em conjunto, pelos voluntários da Litro de Luz e pelos moradores, que aprendem todo o processo, incluindo a montagem, instalação e manutenção dos postes e dos lampiões.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Finalista do Prêmio de Tecnologia Social

Foi através da internet que os voluntários da Litro de Luz souberam das inscrições e resolveram participar  do Prêmio. A instituição foi selecionada entre 735 propostas e recebeu a certificação de tecnologia social. Agora é uma das finalistas na categoria “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital” e concorre ao prêmio principal de R$ 50 mil, que será entregue ao primeiro colocado de cada categoria do prêmio, em novembro. “Todos os voluntários estão extremamente animados e sentiram-se reconhecidos com a certificação na primeira fase do Prêmio”, diz Higashi.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir a iniciativa Poste de Luz Solar: Litro de Luz Brasil no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB acessando https://goo.gl/v4k6bD


(*) Pedrinho é um nome fictício.

 A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

 

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Iniciativa que tem o apoio da Fundação BB formou 120 alunos em empreendedorismo, culinária, corte e costura e estética capilar

O projeto Sustentabilidade em Movimento – que capacita moradores do Varjão (DF) para o mercado de trabalho - realizou um desfile de modas inclusivo, no dia 29, para mostrar o trabalho desenvolvido pelos alunos. Modelos da comunidade desfilaram roupas confeccionadas pelos alunos da oficina de corte e costura, oferecida pelo projeto, no Centro Social Comunitário Tia Angelina.
Outras três oficinas abertas aos moradores do Varjão foram culinária, estética capilar e empreendedorismo. Todas os cursos abordaram princípios de sustentabilidade e preservação ambiental e incentivaram o uso de produtos e conceitos da agroecologia. Os 120 participantes receberam os certificados logo após o desfile.

A iniciativa tem o investimento de R$ 180 mil da Fundação Banco do Brasil e da Brasilcap, com o objetivo de ampliar o campo de trabalho e a geração de renda local.

Além dos cursos na sede da entidade, o projeto realizou oficinas de intercâmbio de economia solidária e ações sociais de prestação de serviços gratuitos, como corte de cabelos e preparação de alimentos, em eventos comunitários na Cidade Estrutural, Paranoá, Brazlândia e no próprio Varjão.

O coordenador do projeto, Elkin Paez, afirma que a iniciativa trouxe vários benefícios: contribuiu no desenvolvimento de autoestima, de talentos e de empreendedorismo, além de ajudar a movimentar a economia local. "Superamos as metas iniciais do projeto na qualificação formativa. Conseguimos que as pessoas saíssem com mais do que o básico, com ferramentas reais para poder trabalhar", afirmou orgulhoso.

Os exemplos são vários, relata Paez. Salões de cabeleireiros do Varjão se comprometeram a empregar participantes da oficina de estética capilar. Três alunos conseguiram empregos em salões da Asa Norte, em Brasília. Outros estão montando um espaço de atendimento em suas próprias casas, e mulheres que trabalham com faxina em residências estão garantindo uma renda extra prestando serviços de cabeleireiros para as patroas.

Dener Alves Pereira, aluno do curso de estética capilar, deixou o trabalho como pedreiro e montou um salão dentro de casa. "É mais uma profissão que eu vou botar em prática. O projeto é muito bom, porque é algo que vai acrescentar na vida das pessoas", afirma Dener.

Os alunos de corte e costura acreditam que o desfile ajudou a  divulgar o trabalho na comunidade e vai ajudar nas vendas.

O projeto também está estimulando iniciativas de crédito comunitário, formando grupos de autopoupança, que iniciaram com a participação de 25 alunos. Eles já mobilizaram o valor de R$ 5 mil na compra de equipamentos para dois alunos de estética capilar. O coordenador faz planos para que os grupos de autopoupança evoluam para a criação de cooperativas no futuro. "O projeto contribuiu na formação de consciência solidária agroecológica e sustentável, em uma comunidade que está em processo de superação de situação de vulnerabilidade", concluiu Paez.
Centro Social

O Varjão, na extremidade norte de Brasília, próximo ao Lago Norte, apresenta índices de vulnerabilidade social, relacionados a desemprego, baixa escolaridade e condições precárias de inclusão social dos cerca de 12 mil moradores. Com mais de 20 anos de atuação, o Centro Social Comunitário Tia Angelina é referência na prestação de serviços sociais e educacionais na localidade. Além de diferentes projetos, a instituição oferece creche, reforço escolar, serviço de convivência, divulga serviços de utilidades gratuitos e vagas de emprego.

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 gerlania e fabricio dener e professora

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

 

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Livros lançados pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) oferecem novos olhares sobre o tema

Articular, qualificar e divulgar iniciativas desenvolvidas junto a grupos de agricultores familiares no âmbito nacional. Foi este o objetivo da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), ao executar o projeto “Promovendo Agroecologia em Rede”. O resultado deste trabalho está em duas publicações desenvolvidas durante o projeto: Olhares Agroecológicos – análise econômico-ecológica de agroecossistemas em sete territórios brasileiros e, Método de análise econômico-ecológica de agroecossistemas.

O projeto, que recebeu o apoio da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi selecionado por meio do edital Ecoforte Redes, que visa o fortalecimento e ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

A proposta das publicações nasceu a partir do 3º Encontro Nacional de Agroecologia, realizado em 2014, na Bahia. Com isso, foram realizados estudos de caso em sete regiões brasileiras: Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Sertão do Araripe, localizado em Pernambuco, Alto do Rio Pardo no Semiárido Mineiro, Sudoeste de Mato Grosso, Mesorregião Leste de Rondônia e Santarém.

Os dois livros foram lançados simultaneamente, no final de março, no Rio de Janeiro, em cerimônia que contou com a presença dos autores. Na ocasião também foi realizado um debate sobre agroecologia.

O processo de elaboração dos estudos gerou intensa mobilização envolvendo organizações e grupos de cada território, e os resultados das pesquisas, que estão sintetizados no livro, trazem à luz a história, a riqueza e os caminhos que as experiências de agroecologia apresentam para a agricultura familiar e o desenvolvimento dos territórios.

Segundo Flávia Londres, membro da Secretaria Executiva da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e coordenadora do projeto “Promovendo Agroecologia em Rede”, a organização social empodera e fortalece a luta das mulheres e contribui para que jovens conquistem espaço nas tomadas de decisões e oportunidades de geração de renda. Ao invés de enriquecer grandes complexos agroindustriais, a riqueza gerada no campo pela agroecologia contribui para o desenvolvimento dos territórios onde vivem as comunidades rurais.

Apesar disso, para a autora existe uma carência de informações quantificadas e sistematizadas para comprová-las. “Os métodos de pesquisa econômica-convencionais não dão conta de evidenciar esses aspectos”, explica.

Flávia ressalta que os resultados das pesquisas elaboradas a partir do Lume, como foi chamado o método, mostram a complexidade da interação entre os componentes que integram o agroecossistema - um tipo de agricultura que não foca apenas na produção agrícola, mas na relação da área cultivada com todos os agentes naturais do entorno, incluindo a fauna, a flora, o solo, a água e até os micro-organismos.

Buscando demonstrar as vantagens para a sociedade em apoiar a Agroecologia, os pesquisadores desenvolveram um Método de Avaliação Econômico-ecológico de Agroecossistemas, em que resgatam informações históricas e a configuração socioeconômica e ambiental do território. O método possibilita a visualização de dados como o valor agregado da produção e do autoconsumo conforme os locais pesquisados, a repartição desse valor agregado por gênero e esfera de trabalho, entre outros dados econômicos. A interação com as políticas públicas e aspectos da sustentabilidade dos agroecossistemas também são evidenciados, como o grau de autonomia e resiliência (capacidade de adaptação a condições adversas), a participação social dos membros da família e a equidade de gênero (protagonismo das mulheres).

A obra proporciona uma análise profunda e oferece um olhar ousado sobre os rumos e os avanços da agroecologia, imprimindo um verdadeiro raio-x dos territórios em estudo, além de documentar toda a metodologia aplicada. Ao mesmo tempo destaca a criatividade e o conhecimento utilizados na agricultura camponesa e dos povos e comunidades tradicionais como importante ferramenta e que se reinventa com o passar dos anos, recursos por vezes, ocultado pelo pensamento econômico convencional, segundo os autores.

Para acessar os livros, clique nos links abaixo:

Olhares Agroecológicos – análise econômico-ecológica de agroecossistemas em sete territórios brasileiros

Método de análise econômico-ecológica de agroecossistemas

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Recurso será investido na compra de veículo e equipamentos, que vão contribuir para melhores condições no escoamento dos materiais recicláveis

A Associação Unidos na Reciclagem (Assur), vai receber da Fundação Banco do Brasil investimento social de R$ 120 mil para ampliar o trabalho dos catadores de materiais recicláveis em Campo Largo (PR). Os recursos serão destinados ao projeto “Elos da Sustentabilidade, que promove a inclusão social e o reconhecimento dos catadores como parte importante na cadeia produtiva da reciclagem.

A formalização da parceria aconteceu na última terça-feira, 4, no plenário da Câmara de Vereadores do município. O investimento social será usado na compra de novos equipamentos - prensa, esteira e um veículo - para melhorar as condições de trabalho dos 17 associados e facilitar o escoamento dos materiais recicláveis. Espera-se que o projeto contribua para a diminuição do volume de resíduos enviado ao aterro sanitário. “Sem os equipamentos necessários nosso trabalho fica muito limitado. Pretendemos aumentar o volume de material coletado e melhorar a renda dos associados”, declarou Naraci de Deus Paula, presidente da Assur.

Desde sua criação, em 2007, a associação incentiva o trabalho e a comercialização de material reciclável coletado nos pontos de origem - empresas públicas e privadas, escolas e condomínios. Com esse trabalho, em parceria com a prefeitura, a entidade promove a emancipação social e econômica dos catadores de forma sustentável e contribui para o aprimoramento do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) de Campo Largo (PR).

Em 2015, o município de Campo Largo foi um dos vencedores da terceira edição do Prêmio Cidade Pró-Catador, com a iniciativa “Elos da Sustentabilidade”, apresentada pela Assur . A proposta tinha como finalidade, ampliar a capacidade produtiva da associação, por meio da aquisição de veículo utilitário para apoio logístico, máquinas e equipamentos para reciclagem, visando a melhoria da atividade produtiva e aumento da renda dos catadores. Na ocasião, o município recebeu R$ 120 mil como prêmio.

O Prêmio Cidade Pró-Catador foi promovido pela Secretaria de Governo da Presidência da República em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB). Os projetos foram avaliados por um comitê julgador composto por membros do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A divulgação deste projeto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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As iniciativas serão avaliadas por comissão de funcionários da Fundação BB de acordo com critérios do regulamento

Encerrou-se nesta semana a primeira etapa da nona edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Foram inscritas ao todo 735 iniciativas da América Latina. A próxima fase da premiação é a análise das experiências inscritas, que serão avaliadas por uma comissão - composta por técnicos da Fundação BB - de acordo com os critérios do regulamento. As tecnologias certificadas serão divulgadas no dia 17 de julho e passarão a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação BB, que atualmente tem 850 iniciativas.

O BTS é uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. O objetivo do acervo é estimular que as tecnologias sejam reaplicadas em outras comunidades.

Após a certificação, as iniciativas serão classificadas para a premiação. Serão 21 finalistas - três por categoria – que vão receber um troféu e um vídeo documentário da metodologia. Além disso, as entidades serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), em novembro deste ano.

As categorias voltadas para experiências no Brasil são "Água e Meio Ambiente"; "Agroecologia"; "Economia Solidária"; "Educação"; "Saúde e Bem-Estar" e "Cidades Sustentáveis e Inovação Digital". As vencedoras nacionais vão receber R$ 50 mil. Já as iniciativas da América Latina e do Caribe vão concorrer na categoria "Água e Meio Ambiente, Agroecologia ou Cidades Sustentáveis". A divulgação das finalistas será no dia 31 de julho. Já as vencedoras serão conhecidas na cerimônia de premiação, em novembro, em Brasília.

As categorias do Prêmio estão relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao longo do processo de análise, serão bonificadas tecnologias sociais que promoverem o protagonismo e o empoderamento feminino, que terão pontuação acrescida de cinco por cento. 

Realizado a cada dois anos, o Prêmio é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Esta edição, tem a cooperação da UNESCO no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Acompanhe os resultados de cada etapa do Prêmio no site da Fundação Banco do Brasil (www.fbb.org.br) e no BTS (www.tecnologiasocial.fbb.org.br).

Veja o regulamento no site: www.fbb.org.br/premio

A divulgação deste prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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