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Solução desenvolvida na cidade de Cruz Alta será estendida para associações de catadores em mais três cidades da região
 
A tecnologia social Profissão Catador, desenvolvida na  cidade de Cruz Alta (RS), foi uma das contempladas pelo edital de reaplicação de tecnologias sociais (Reaplica TS), da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).Jucara Martins da Silva

Certificada pelo Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social em 2013 e 2015, a iniciativa é mantida pela incubadora Inactesocial/Unicruz, da Fundação Universidade de Cruz Alta, e atua na inclusão social dos catadores de materiais recicláveis, na geração de trabalho e na conscientização socioambiental, a partir da organização dos grupos em associações para comercialização de materiais recicláveis. O trabalho é voltado aos princípios da economia solidária e ao processo de autogestão,  e agora será adaptado também para outros três municípios gaúchos – Ibirubá, Salto do Jacuí e Tupanciretã – totalizando cerca de 200 profissionais cadastrados.
 
As mulheres catadoras desempenham um papel de destaque na iniciativa , inclusive assumindo posições de liderança nos projetos. Um exemplo é Juçara Martins da Silva, de 49 anos, presidente da Associação de Catadores Cidadania
Sustentável Ibirubá (ACCSI), entidade vinculada à Profissão Catador. Com mais de 10 anos de experiência com recicláveis e cinco  como presidente da ACCSI, Juçara é responsável pelo trabalho e produção dos 22 associados. Ela explica que cada catador consegue receber o equivalente a um salário mínimo por mês com a venda dos produtos. “Aqui na associação a gente aproveita tudo, papel, papelão, latinha, garrafas PET entre outros. Mas o material que mais dá lucro é o isopor, que a gente vende por um real  o quilo. A metodologia desempenha um papel muito importante na associação, pois nos auxilia com palestras, cursos, capacitações, formações, equipamentos e assistência social”, disse.  
 
O investimento social  foi de aproximadamente R$ 1 milhão, destinado à aquisição de um caminhão para fazer o transporte de resíduos sólidos, compra de equipamentos como prensa hidráulica, esteira e empilhadeira, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), materiais de escritório, divulgação das atividades, além da criação de novos uniformes. 
 
“Queremos fortalecer o trabalho associativo, ampliar as negociações para a coleta seletiva nos municípios de abrangência, promover uma maior conscientização socioambiental nas comunidades atendidas, ampliar as possibilidades de empoderamento e capacitação dos catadores para a prestação de serviços e negociação com o poder público e fortalecer a infraestrutura das associações de catadores”, destacou Enedina Teixeira, uma das coordenadoras do projeto. 
 
Reaplica TS
 
Além desta reaplicação em Cruz Alta, o edital selecionou entidades de todas as regiões do país - cinco do Nordeste, duas do Norte, duas do Sul, uma do Centro-Oeste e uma do Sudeste.  Os valores disponibilizados variam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão.  As entidades com diretorias compostas por, no mínimo, 50% de mulheres ou que possuam tecnologia social certificada pela Fundação BB receberam bonificação extra, conforme os critérios do certame. O investimento total na seleção foi de R$ 10 milhões.
 
Acesse aqui para conhecer todas entidades habilitadas no Reaplica TS.

Publicado em Notícias
Segunda, 28 Janeiro 2019 10:02

ReaplicaTS: resultado preliminar  

O resultado final está previsto para fevereiro

Nesta semana foi divulgada mais uma fase preliminar do edital #ReaplicaTS (etapa 2). Nove iniciativas foram selecionadas, cada uma contemplando os seguintes estados:  Amazonas, Ceará, Goiás, Pará, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. O estado de Pernambuco contou com duas iniciativas selecionadas. Veja aqui a lista aqui

O prazo para apresentação de recursos será de cinco dias úteis, contados a partir de hoje (28), até às 18 horas (horário de Brasília) do dia 1º de fevereiro.  O resultado final está previsto para fevereiro.

O investimento disponível é de R$ 10 milhões e as propostas devem ter valor de mínimo de R$ 500 mil e máximo de R$ 1 milhão. Para concorrer, as entidades sem fins lucrativos precisaram comprovar ter mais de dois anos de existência e sede ou experiência de atuação na região onde pretendem implantar o projeto. Além disso, a reaplicação deve ser necessariamente de iniciativas listadas no Banco de Tecnologias Sociais, acervo online que reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001.

Com o objetivo de selecionar e apoiar projetos de reaplicação de tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB, com foco na geração de trabalho e renda em qualquer parte do país, o ReaplicaTS teve início em 2018, a partir de uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e foi anunciado durante a 9a edição do Prêmio FundaçãoBB de Tecnologia Social.

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