Com apoio da Fundação BB, CUFA agrega novos cursos às atividades que valorizam a cultura da favela e da população negra

Reunir em um mesmo local atividades de educação, lazer, esporte, cultura e cidadania é o que tem feito há duas décadas a Central Única das Favelas – CUFA. Um espaço fascinante, especialmente para a juventude, e que funciona sob um viaduto - o Negrão de Lima, em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Para atender as necessidades dos jovens moradores da comunidade e dos bairros vizinhos, a entidade oferece capacitações e cursos – grafite, DJ, break, rap, audiovisual, capoeira, basquete de rua, literatura e oficinas de moda. Além disso, produz, distribui e veicula a cultura do hip hop, por meio de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições e debates. E para quem gosta de dançar, todas às quintas-feiras e sábados ainda tem o tradicional baile de charme.

Este ano, novas capacitações passaram a fazer parte da grade da instituição - criação de aplicativos, construção de sites e desenvolvimento de startups -, graças a uma parceria com a Fundação Banco do Brasil, que investiu R$ 405 mil no projeto Viaduto Tec. Com o investimento social, cerca de 300 jovens e adultos das comunidades serão atendidos. Os cursos prepararam profissionais para criarem seus próprios negócios na era digital, além de também ensinar marketing e vendas na Internet.

As primeiras turmas receberam jovens trabalhadores com vontade de ver seus negócios decolarem. Nayra Viegas, que faz palha italiana para vender, não pensou duas vezes quando viu a oportunidade de criar um site para alavancar o empreendimento. Hoje, ela mostra com orgulho a “Palhitas da Nay”, a página da sua marca na internet.

Quem também acabou de receber o certificado foi a Vânia Freire. Moradora do Meier e dona de um salão de beleza, ela conta que ficou sabendo das capacitações por meio do Sebrae e já está usando os conhecimentos adquiridos para divulgar seu trabalho e buscar novos clientes.

O instrutor de mídias sociais para negócios, Douglas da Costa, explica que a busca pelos cursos está grande, e que cada um que procura a CUFA tem o mesmo objetivo, tornar seu negócio conhecido. “Nós apresentamos a esses alunos empreendedores conteúdos de Instragram, Facebook e Whatsapp Business para ajudá-los a propagar seus negócios nas redes sociais. As pessoas vêm até nós para aprender a desenvolver sites e a divulgar seus negócios nas redes sociais a seus possíveis clientes”, diz.

                                                                                                   
                                                                                                                   




Durante o curso, os alunos também participam de palestras sobre os temas "Direitos Usando a Internet", "Juventude Conectada e Empreendedorismo Digital", "Coaching Aliado às Novas Tecnologias" e "Perfil Profissional do Desenvolvedor de Software". A abertura de novas turmas está prevista para setembro.

“A essência da CUFA é fazer esse tipo de iniciativa há mais de 20 anos. Nossa missão é sempre gerar oportunidade e capacitar pessoas que querem mudanças. Acreditamos que continuaremos fazendo revoluções sociais, agora, através da tecnologia. O envolvimento dos alunos e o interesse dos inscritos para as novas turmas têm mostrado a força do projeto”, disse Altair Martins, diretor executivo da CUFA.

A realização deste projeto contempla seis Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto em parceria com a Fundação BB possibilitará o funcionamento anual da Casa do Jongo

Um patrimônio cultural preservado por gerações tem permitido que jovens e crianças da comunidade de Serrinha, no Rio de Janeiro, tenham acesso à educação e ao lazer. Trata-se do Jongo, uma expressão afro-brasileira que agrega dança e percussão, trazida pelos negros escravizados do Congo e de Angola, que se fixaram na região sudeste do País. O movimento cultural foi reconhecido como Patrimônio Imaterial do Brasil, título concebido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2005.

A Casa do Jongo, sediada na comunidade, tem sido uma ferramenta de inclusão social, uma vez que há uma carência de equipamentos escolares e culturais na região. São apenas duas creches e duas escolas municipais de educação fundamental, deixando muitas crianças e jovens ociosos na maior parte do tempo.

A instituição oferece oficinas de capoeira, percussão afro, percussão de samba, teatro, cultura popular e jongo recreação. As atividades regulares têm mudado a realidade local e, ao mesmo tempo, incentivado os jovens e as crianças a resgatarem a cultura ancestral.

É o caso de Gabriel Nunes, 25. Frequentador assíduo dos cursos da Casa, desde os 11 anos, hoje é diretor de bateria e um dos fundadores do grupo Herdeiros do Jongo, com mais de 60 alunos. “Quando saía da escola, vinha para cá ao invés de ficar na rua. Acredito que não me envolvi com coisas erradas, devido a este centro cultural, que me acolheu e introduziu essa cultura linda na minha vida”, declarou.

Já a adolescente Maria Júlia Mendes também é grata à instituição que permitiu a ela assumir uma grande responsabilidade aos 16 anos de idade: ser diretora de bateria do grupo. “Estamos aqui para não deixar essa cultura morrer, para ensinar tudo que aprendemos a outras crianças”, disse.

Um dos ícones do espaço é também fundadora da entidade, Maria de Lourdes Mendes, de 97 anos, também conhecida como Tia Maria do Jongo. Ela é uma das principais responsáveis pela manutenção da memória dessa tradição e por transmitir às novas gerações os ensinamentos do ritmo, um dos precursores do samba. A casa já atua há mais de cinquenta anos.  

                                                                      


A parceria com a Fundação Banco do Brasil dará continuidade ao projeto, permitindo a preservação das atividades pedagógicas a 400 participantes no contraturno escolar. O investimento social é de R$ 497 mil.

A assessora da Fundação BB, Mariana Oliveira, destacou a importância do apoio à Casa do Jongo, que apesar de seu importante papel, chegou a ter suas atividades paralisadas por falta de recursos financeiros. “Quando fomos procurados por suas representantes, logo nos sensibilizamos. A Fundação Banco do Brasil, cumprindo seu papel de apoiar a educação como instrumento de transformação de vidas, imediatamente se comprometeu a viabilizar a continuidade das oficinas que proporcionará educação inclusiva e ações de aprendizagem dessas crianças e adolescentes".

 

A realização deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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