Escola foi a primeira do mundo a conquistar selo internacional que reconhece o uso de madeiras certificadas; proposta do projeto é fazer dos jovens multiplicadores de saberes na Amazônia

Com a parceria da Fundação Banco do Brasil, a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (OELA), da cidade de Manaus (AM), formou a primeira turma em luteria – processo de construção de instrumentos musicais de cordas - composta por 20 jovens da comunidade. O projeto recebeu investimento social da Fundação BB no valor de R$ 89 mil e permitiu que os alunos tivessem aulas gratuitas teóricas e práticas com o professor venezuelano e luthier, Jorge Montero. O mestre que tem formação musical na Orquestra Juan José Landaeta Ciudad Bolívar e no conservatório Simón Bolívar, de Caracas, ministrou o curso por quase um ano.

O recurso da Fundação BB foi usado também na capacitação de jovens em manutenção e restauração de instrumentos sinfônicos. A ideia é que esses jovens sejam multiplicadores, gerando uma rede de saberes na Amazônia.

Douglas Oliveira Nóbrega, músico e professor de violino, foi um dos participantes do curso. O jovem de 32 anos, que toca desde os 15 anos, faz parte da Orquestra Amazonas Filarmônica. “A minha torcida é para que a escola consiga novas parcerias para dar continuidade aos outros cursos da família das cordas - viola, violoncelo e contrabaixo, e permitir que outros jovens tenham a mesma oportunidade que eu tive”, disse.

A OELA foi criada em 1998 pelo luthier e professor Rubens Gomes que no início das atividades dividia o espaço da própria casa e o seu conhecimento para ensinar aos jovens a arte de construção de instrumentos musicais de cordas dedilhadas. Em 2000, a escola foi a primeira do mundo a conquistar o Selo Verde do Conselho de Manejo Florestal, o Forest Stewardship Council (FSC) e manteve a renovação desta certificação até os dias atuais, um reconhecimento importante que respalda a utilização de madeiras certificadas da Amazônia para a fabricação de instrumentos musicais.

A coordenadora de projetos da OELA, Jéssica Freitas, explicou que a entidade é conhecida como um centro de oportunidades. Além da luteria, são oferecidas atividades, como educação física, inclusão digital, cursos de qualificação profissional, educação ambiental, educação musical, idiomas, desenho artístico, acompanhamento psicossocial e pedagógico e oficina de segurança alimentar e nutricional.

Segundo a coordenadora, “anualmente, cerca de dois mil alunos são contemplados com os cursos. Eles possibilitam que crianças, adolescentes, jovens e adultos tenham opções para o crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional”.

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Cordas em Concerto atende cerca de 50 crianças, jovens e adultos na cidade de São Simão (SP)

Um lugar onde todos têm a mesma chance de aprender a tocar um instrumento musical de cordas, desde crianças até os idosos. O projeto Cordas em Concerto da Associação Simonense de Cultura – SOS Cultura, em São Simão (SP), procura democratizar os conhecimentos de instrumentos musicais eruditos.

Por meio da parceria com Fundação Banco do Brasil, a iniciativa recebeu investimento social de R$ 68 mil, que permitiu a continuidade das aulas de violino, violoncelo, viola erudita e contrabaixo, atendendo a 50 participantes. O recurso será usado também na recuperação de instrumentos musicais e na contratação de serviço de consultoria especializada para suporte técnico do projeto.

A Associação Simonense de Cultura - SOS Cultura foi criada em 2001, com o objetivo de recuperar o Theatro Carlos Gomes, construído em 1896 no município, e de dinamizar a cultura, tendo como enfoque principal a oferta de oportunidades para as camadas mais vulneráveis da sociedade, num trabalho de inserção social e cultural de crianças, jovens e adultos da comunidade local.

De acordo com Denise Gimenez de Oliveira, voluntária no projeto e aposentada do Banco do Brasil, não há pré-requisitos para participar das aulas. Basta o aluno escolher a qual o instrumento irá se dedicar. “Aqui nós atendemos todos que têm interesse em aprender. Depois dos testes, os estudantes irão avaliar suas aptidões e identificar o instrumento que mais gostam de tocar”. Segundo a voluntária, as aulas proporcionam a integração dos alunos buscam dentro das oportunidades oferecidas. onde todos buscam o entrosamento e se sentem iguais, com as mesmas chances.

“É uma satisfação testemunhar a parceria da Fundação BB. O projeto foi um marco para a nossa juventude e não pode parar. É gratificante ver adolescentes e jovens lendo partituras e executando instrumentos de cordas que não são tão simples de serem tocados”, declarou Luís Roberto Bimbati, ex-funcionário do Banco do Brasil e também voluntário do projeto

A divulgação deste projeto contempla um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.
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