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Com o apoio da Fundação BB e da Cáritas Brasileira 60 feirantes foram beneficiados

“Para ajudar a complementar a renda familiar, comecei a fazer lanches, produzir artesanato e montei uma barraca para vender na feira da cidade. Há quatro anos faço isto e por final de semana consigo ganhar em torno de 350 a 400 reais”. Foi assim que Maria do Socorro Farias começou a trabalhar na feira livre de Demerval Lobão, município localizado na grande Teresina, no Piauí.

Ela é uma das 60 feirantes beneficiadas com a reinauguração da feira que ocorreu no último domingo, 18. Os feirantes receberam novas barracas, jalecos e balanças digitais e mecânicas. No Mercado Público, onde ocorre a feira, foram instaladas lixeiras e containers para a gestão dos resíduos sólidos.

A iniciativa faz parte do projeto Nossa Feira Popular e Solidária que tem o apoio da Fundação Banco do Brasil e da Cáritas Brasileira. O objetivo do projeto é contribuir com o desenvolvimento econômico dos municípios e reconhecer a importância das feiras livres enquanto ponto comercial, por onde circula representativa parcela da população e também por ser um espaço de fortalecimento cultural.

A reinauguração também recebeu atividades culturais e educacionais. Uma banda de forró da região tocou ao lado dos estudantes das escolas municipais da cidade. A ideia surgiu do gerente de relacionamento do Banco do Brasil local, Francys Van Regis.

“Tentamos envolver a questão cultural e social no evento para fortalecer a cultura popular porque entendemos que a feira é um espaço que vai além do comércio. Para nós já é um patrimônio cultural”, avalia o gerente.

Francys também foi responsável por ministrar três encontros de educação financeira para os feirantes e repassou noções de controle de custo, fluxo de caixa e a importância do uso do cartão como meio de pagamento. “Toda a avaliação do processo é positiva, desde o envolvimento da prefeitura, a mobilização dos feirantes e agora, com a reinauguração da feira. Estamos muito orgulhosos”, finaliza.

Investimento Social

O Nossa Feira Popular e Solidária recebeu investimento social no valor de R$ 10 milhões da Fundação BB e vai atender 21 municípios em quatro estados do Nordeste Bahia, Maranhão, Paraíba e Piauí.

O projeto está inserido na estratégia Município Mais que Digital ação do Banco do Brasil em parceria com os municípios, com o objetivo de fortalecer as economias locais, por meio do estímulo às soluções digitais de pagamento, sendo uma abordagem territorial de promoção do desenvolvimento sustentável e que beneficia os atores locais.

Estiveram presentes no evento de reinauguração o prefeito municipal, Junior Carvalho, servidores municipais, secretários e representantes do Banco do Brasil e da Cáritas Brasileira. No estado do Piauí, além de Demerval Lobão, a cidade de Castelo do Piauí teve a feira revitalizada em abril deste ano. Leia aqui como foi.

 

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As cidades de São Félix, Crisópolis e Pau Brasil receberam investimento do Projeto Nossa Feira Popular e Solidária

Tombado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2010 por seu conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico, e localizado há 110 quilômetros da capital Salvador, o município baiano de São Félix foi a terceira cidade baiana a receber o Nossa Feira Popular e Solidária. Em julho outras duas cidades também tiveram suas feiras revitalizadas no estado: Nordestina e Abaíra.

“Muita coisa mudou desde 2017, quando começamos a fazer o diagnóstico da situação dos feirantes em São Félix. A reinauguração da feira é só um marco simbólico porque há muitas conquistas decorrentes desta mobilização: a revitalização da praça pública, a aquisição do transporte para os expositores que residem longe da cidade e agora, a criação da associação dos feirantes”, avalia Renata Guedes, gerente geral da agência do Banco do Brasil da cidade.

Renata é uma das pessoas que estavam presentes na reinauguração da feira que aconteceu no dia 9 de agosto. Ela participou de todo o processo de revitalização da feira e afirmou que estava muito feliz com as conquistas dos feirantes. “Eles conseguiram muita coisa com a prefeitura por causa desta união. Até apoio jurídico para montar a associação, eles alcançaram. É uma satisfação muito grande”, comemora.

Os feirantes receberam novas barracas e jalecos e foram instaladas lixeiras e containers para a gestão de resíduos sólidos na praça onde ocorre a feira. Ao todo, 83 feirantes foram beneficiados e muitos já trabalham com os cartões de débito e crédito, diversificando os meios de pagamento e contribuindo para o crescimento econômico da cidade.

A feirante Ana Claudia Silva, que trabalha há 12 anos no local, é uma das participantes do projeto. A agricultora familiar, que produz hortaliças com o esposo e os quatro filhos, diz que no começo muitos comerciantes estavam descrentes, mas após o desenvolvimento das ações, houve a adesão de mais sete feirantes. “Eu espero que melhore ainda mais porque a maioria aqui é produtor rural e a abertura da associação, com mais de 90 participantes, vai nos ajudar a ter mais benefícios”, avalia.

Inauguração em Crisópolis

Crisópolis foi a quarta cidade baiana que teve a feira revitalizada. O município está localizado no nordeste do estado, tem 57 anos de fundação e coincidentemente o mesmo tempo de existência da feira tradicional.

A reinauguração ocorreu no dia 14 e beneficiou 142 feirantes. Para o subsecretário de agricultura de Crisópolis, Gilson Alves, o sucesso do projeto foi a mobilização e conscientização dos feirantes que está permitindo uma mudança de cultura desde a criação da feira agroecológica, há dois anos, passando pelo uso das máquinas de débito e crédito. “A feira daqui é regional, inclusive com pessoas que vêm de Sergipe. Os feirantes daqui comercializam desde hortifrutigranjeiros a roupas, então o desafio foi conscientizar e mobilizar as pessoas sobre a importância de revitalizar a feira”, conta Gilson.

A feira tradicional da cidade ocorre semanalmente com o início da montagem ao meio dia de terça-feira e o auge é na quarta-feira de manhã, quando fica completa. Já a feira agroecológica ocorre aos sábados e o mercado para comercialização de carnes também atende os clientes nas, quartas, sábados e domingos.

Feira de Pau Brasil também foi reinaugurada

A cidade de Pau Brasil foi a quinta a ter a feira revitalizada. Localizada no sul do estado, na região de Ilhéus e Itabuna, a cerimônia de reinauguração ocorreu no dia 17 e teve a participação de cerca de 80 feirantes, além de representantes do Banco do Brasil, da Cáritas Brasileira e autoridades locais.

Cleidiane de Jesus é agricultora familiar e uma das feirantes e líderes do projeto na cidade. Desde criança ela acompanhava a mãe na feira e nestes 40 anos percebeu inúmeras mudanças. “Nós trabalhamos ao ar livre. Tomávamos chuva. O chão virava lama e as barracas ficavam expostas, com o risco de contaminação dos alimentos. Eram condições bem precárias”, conta.

Há quatro anos os feirantes já trabalham em um espaço com cobertura, que foi oferecido pela prefeitura, e agora o projeto possibilitou a padronização do espaço além de ofertar o serviço de gestão dos resíduos sólidos. Com um ganho de R$ 200 por semana, Cleidiane que já adquiriu a máquina para pagamento com cartão de crédito, espera que as mudanças continuem melhorando a feira de Pau Brasil. “Queremos montar uma associação para que a feira tenha um diferencial e sirva de exemplo para outros municípios”, finaliza.

O projeto

O Nossa Feira Popular e Solidária está inserido na estratégia Município Mais que Digital, ação do Banco do Brasil em parceria com prefeituras. O objetivo é fortalecer as economias locais, por meio do estímulo às soluções digitais de pagamento, sendo uma abordagem territorial de promoção do desenvolvimento sustentável.

O projeto recebeu investimento social no valor de R$ 10 milhões da Fundação BB e a iniciativa reconhece a importância das feiras livres enquanto ponto comercial, por onde circula representativa parcela da população e também por ser um espaço de fortalecimento cultural nos municípios brasileiros. O Nossa Feira Popular e Solidária vai atender 21 municípios em quatro estados do Nordeste brasileiro: Bahia, Maranhão, Paraíba e Piauí.

Nos últimos dez anos, a Fundação BB investiu mais de R$ 147 milhões no estado da Bahia. Foram 653 projetos, em 183 municípios e mais de 251 mil pessoas foram atendidas.

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Sexta, 15 Fevereiro 2019 09:12

Feiras livres com tecnologias sociais

Fundação BB e Cáritas revitalizam feiras livres em quatro estados do Nordeste

Nos últimos anos houve um aumento de arrombamento e explosões em agências bancárias em várias localidades do Brasil, conforme levantamento registrado pelas secretarias estaduais em todo o país. Geralmente, a forma de atuação das quadrilhas consiste em atacar cidades médias e pequenas, com pouco efetivo policial, usando caminhonetes, explosivos para arrombarem caixas eletrônicos e cofres. Depois recolhem o dinheiro e fogem sem ser localizadas.

Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, em dois anos, houve 202 ataques com explosivos a bancos no estado. Na Bahia, no mesmo período, foram 132; na Paraíba 61 e no Maranhão 27 ataques a estabelecimentos bancários, conforme dados contabilizados pelo Sindicato dos Bancários desses estados.

Essas ações criminosas impactam todos os atores do município ao interromper de forma abrupta o atendimento bancário, gerando prejuízo para as instituições financeiras e para as cidades, avalia o assessor do Banco do Brasil, Marco Caixeta. “Como as pessoas não estão preparadas para essa ruptura, começam a se deslocar para sacar seus benefícios, gastam o que recebem nas cidades vizinhas e o comércio da cidade de origem padece, sem recurso”, diz.

Neste cenário os comerciantes que atuam em feiras livres têm sido prejudicados porque sofrem com a falta de papel moeda. Para encontrar uma solução, a Fundação Banco do Brasil em parceria com a Cáritas Brasileira criou o projeto Nossa Feira Popular e Solidária. O objetivo é contribuir na reconstrução dos espaços populares, implantando tecnologias sociais nas feiras livres.

Reaplicação de tecnologias sociais

Em várias cidades médias e pequenas no Brasil as feiras livres são espaços que não existem apenas para comercialização de produtos. Há interação, criação de laços afetivos e apropriação cultural. Algumas são tombadas como patrimônio histórico, como na cidade histórica de Cachoeira (BA). Com quase 600 feirantes, a feira ocorre semanalmente e é possível encontrar de tudo: comidas típicas, legumes, verduras, roupas e calçados.

Jaime de Oliveira, coordenador do projeto, explica que a iniciativa está sendo implementada em 21 municípios de quatro estados do Nordeste: Bahia, Maranhão, Paraíba e Piauí. As três tecnologias sociais implantadas são: Oásis, Educação Financeira e Gestão dos Resíduos Sólidos. “Os municípios estão recebendo a cartilha de educação financeira para serem distribuídas nas escolas, Já os feirantes serão capacitados para darem destinação correta aos resíduos e não descartarem as sobras nas calçadas. Para isso, o projeto prevê a instalação de lixeiras com rodinhas” diz Jaime.

Os feirantes também receberão incentivo para substituírem o uso de cédulas por máquinas de cartão. . Segundo dados levantados pela Cáritas Brasileira e Fundação BB, antes da implementação do projeto, dos 1980 feirantes entrevistados, 96% não trabalhavam com cartão. “A maquininha vai facilitar a vida do feirante e vai ajudar a dinamizar a economia dos municípios”, avalia Jaime.

Outra ação será a revitalização das feiras com padronização das barracas, definindo os espaços de cada produto com o apoio de um arquiteto que vai trabalhar em conjunto com feirantes. O projeto arquitetônico vai adequar os espaços conforme os tipos de produtos. Jaime diz que “tem feirante que gosta da inovação. Uma feira moderna, bonita, para poder aumentar o fluxo de pessoas agora tem gente que tem mais resistência porque já está há mais de 30 anos no mesmo local”.

Apesar do impacto inicial, o coordenador do projeto avalia que os feirantes estão muito felizes. “Quando explicamos que eles irão receber uma barraca, com material resistente, os olhos deles brilham. É muito bonito isto”, finaliza.

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Cáritas Brasileira vai revitalizar feiras livres e estimular participação social em 22 municípios na Bahia, Maranhão, Paraíba e Piauí

Nos municípios interioranos, as feiras livres são os principais pontos comerciais e locais por onde circula boa parte dos moradores. Para fortalecer as feiras livres como espaços socioculturais de convivência, a Cáritas Brasileira vai realizar o projeto "Reconstruindo os espaços populares de socialização nos municípios a partir da implantação de tecnologias sociais".

A proposta é revitalizar os espaços das feiras com diagnóstico, mobilização social e educação financeira. As ações também preveem a revitalização da infraestrutura utilizada pelos feirantes e a gestão de resíduos sólidos, para reduzir a quantidade produzida e organizar de forma adequada o que for gerado. As capacitações em educação financeira envolverão, além dos feirantes, professores e alunos das escolas públicas locais.

Para incentivar o envolvimento dos participantes, será reaplicada a tecnologia social Jogo Oásis, que terá a finalidade de mobilizar 660 agricultores familiares, feirantes e catadores de materiais recicláveis. A iniciativa tem o apoio da Fundação Banco do Brasil, com investimento social de R$ 2,2 milhões, e será implantada em 22 municípios de quatro estados do Nordeste: Bahia, Maranhão, Paraíba e Piauí. O convênio entre a Cáritas Brasileira e a Fundação BB foi assinado na última sexta-feira, 18, em Brasília.

Jaime Conrado, assessor de projetos da Cáritas Brasileira, comentou sobre o Jogo Oásis, metodologia vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2013, na categoria Gestores Públicos, e que estimula a criatividade na solução de problemas da comunidade, a cooperação e o empreendedorismo social.“Ela ajuda os grupos a se fortalecerem com a reivindicação de direitos e o acesso a políticas públicas para que eles possam exercer a cidadania e melhorar de vida.”

Conrado relatou que a mobilização envolve prefeitos, comerciantes locais, gestores das dependências bancárias, organizações de feirantes e catadores. “Nós vamos fazer um diagnósticos nos 22 municípios para a estruturação das feiras populares. Queremos saber o que é vendido, se os comerciantes utilizam tecnologia, por que eles a utilizam ou por que não a utilizam”, comentou.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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