Quinta, 10 Janeiro 2019 11:48

De olho na geração nem-nem

Oficinas educativas incentivam a inclusão de jovens no mercado de trabalho em Santa Catarina

Você já ouviu a expressão geração "nem-nem"? É um termo usado para designar uma geração de jovens que nem trabalham e nem estudam. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este grupo corresponde a cerca de 23% do total de jovens no país, ou seja, dos 48,5 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, aproximadamente 11 milhões não trabalham e não estudam.

Atenta a esses números, a organização Verde Vida, de Chapecó identificou que a falta de infraestrutura e de políticas públicas impacta diretamente na vida destes jovens, gerando um desinteresse pelo mundo do trabalho e do estudo. Criada em 1994, a instituição percebeu que os bairros onde havia carência de escolas, hospitais e espaços de lazer, além da exposição de jovens à violência e ao pouco vinculo afetivo familiar, gerava um percentual enorme de evasão escolar e, consequentemente, menor oportunidade no mercado de trabalho.

Diante deste cenário, a ideia foi criar oficinas socioeducativas para atender jovens em situação de vulnerabilidade social nos bairros São Pedro e Bom Pastor e colaborar com a comunidade e com o poder público para reverter os índices de jovens "nem-nem". Odair Balen, coordenador da área de educação da Verde Vida, afirma que após a implementação do projeto a autoestima e o engajamento dos jovens melhoraram. “Oferecemos curso de informática, rotinas administrativas e depois eles são encaminhados para o mercado de trabalho, o que gera um orgulho para os jovens e os pais”, avalia Odair.

Parceria com a Fundação BB

O apoio firmado com a Fundação Banco do Brasil, por meio do edital Voluntariado BB, veio em 2018 para fortalecer ainda mais este trabalho que já é desenvolvido há quase 25 anos . O gerente geral da agência de Chapecó, Luciano Tumelero, foi o responsável por conduzir o projeto até a aprovação. “Eu fui pessoalmente. Vi que há muitos jovens em situação de vulnerabilidade social e acompanhei a conclusão do projeto, já que a Verde Vida é uma entidade muito séria e reconhecida pela sociedade de Chapecó pelas ações que faz na área de educação”, ­afirma.

A parceria intitulada Verde Vida Programa Oficina Educativa vai atender 60 jovens em situação de vulnerabilidade social com capacitação para o mercado de trabalho e depois eles serão encaminhados para as empresas locais que são parceiras da instituição. O aporte de 90 mil reais será investido para pagar os professores e também para a aquisição de computadores, notebook, impressora, projetor, bem como itens de mobília, divisórias e climatizador.

O jovem Eduardo das Neves, 16 anos, é um dos alunos da Verde Vida que reconhecem a importância da educação para motivação pessoal. “O Verde Vida é um lugar onde aprendo muitas coisas, uma delas é sobre a educação, Aprendi também que tudo na vida não é muito fácil, que a gente tem que correr atrás do que queremos, às vezes exige muito esforço para conseguir alcançar o que a gente quer, mas se eu me dedicar e aproveitar as oportunidades, eu consigo”, diz Eduardo.

Já Patrícia Federle era uma adolescente muito tímida e que tinha dificuldade de falar em público, o que poderia prejudica-la em uma entrevista de emprego “consegui perder um pouco da minha timidez para falar em público. Consegui ser espontânea com as pessoas. O Verde Vida foi uma base de conhecimento para mim, uma base para minha vida profissional. Assim como eu, os adolescentes que participam do programa, devem aproveitar ao máximo as oportunidades, o programa e as atividades oferecidas” , conclui Patricia.

As oficinas oferecidas pela Verde Vida em parceria com a Fundação BB atenderam 40 adolescentes e a instituição espera atender mais 60 jovens no ano de 2019. “Esperamos assim contribuir para a redução de jovens que nem trabalham e nem estudam”, avalia o coordenador Odair Balen.

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Músicos da Estrutural participam da programação junto a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional e do saxofonista americano Branford Marsalis

Música erudita e jazz juntos, com uma pegada de inclusão social. O projeto CCBB in Concert traz a Brasília o saxofonista estadunidense Branford Marsalis, que subirá ao palco acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, em única apresentação no dia 16 de junho, na área externa do CCBB Brasília.

Os concertos se iniciam a partir das 16h com os jovens instrumentistas do Instituto Reciclando Sons, uma iniciativa certificada como tecnologia social e premiada em 2015 no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na categoria Juventude. Em atividade na Cidade Estrutural, o projeto tem como objetivo promover a inclusão social, por meio da música, de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Em seguida, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional sobe ao palco, tocando obras de Bach, Villa-Lobos, John Williams (trilha sonora de Star Wars) e muito mais. Antes de iniciar o repertório de jazz, o saxofonista estadunidense apresenta algumas músicas em conjunto com a orquestra brasiliense.

No evento, haverá um área exclusiva com cadeiras em frente ao palco, cujo acesso é condicionado à doação de 1kg de alimento não perecível.

Sobre o saxofonista

Nascido em Nova Orleans e filho de pianista, Branford Marsalis começou a atividade na música ao tocar clarinete – o que abriu as portas para o saxofone, sua especialidade. O amor do jazz se intensificou ainda mais quando entrou na faculdade. Entre os trabalhos feitos pelo músico, está a participação em shows de Sting, vocalista da banda inglesa The Police. Ele também já participou de uma turnê em homenagem aos 50 anos da morte de Heitor Villa-Lobos, que passou pelos Estados Unidos com a Orquestra Philarmonica Brasileira, conduzida por Gil Jardim. Em 2010, fez a primeira participação na Orquestra Filarmônica de Nova Iorque, onde chegou a atuar como solista em uma série de concertos.

Programação:

- 16h - Reciclando Sons;

- 18h - Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional;

- 20h - Branford Marsalis;

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Parceria da Fundação BB, BB e o maestro João Carlos Martins pretende integrar 5 mil músicos pelo País

“O sonho do maestro Villa-Lobos era fechar o Brasil em forma de coração com a música. Por meio da música, quero realizar este sonho”. Com este desejo, o maestro João Carlos Martins lançou o projeto Orquestrando o Brasil, hoje (17), em São Paulo, ao lado do presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, do presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, e do diretor de Estratégia e Organização do BB, Carlos Netto.

Diante de jornalistas especializados em música e cultura, o Orquestrando o Brasil foi apresentado como uma iniciativa que irá apoiar, capacitar e divulgar orquestras, bandas e conjuntos musicais de todo país. Trata-se de uma expansão do projeto Orquestrando São Paulo, que mobilizou e capacitou 100 grupos musicais no estado de São Paulo, em 70 cidades diferentes, e possibilitou a organização de 20 orquestras.

Nesta expansão, pretende-se alcançar o número de 500 grupos musicais de comunidades carentes no Brasil. Na primeira etapa, será realizado levantamento e cadastro de bandas e conjuntos musicais com potencial para o projeto e, na segunda etapa, haverá o desenvolvimento de uma plataforma digital, que irá promover e disseminar conteúdos, capacitações para regentes e músicos, além de proporcionar a constituição de redes para troca de experiências e intercâmbio.

Dentre os grupos cadastrados no portal, 50 serão selecionados para atendimento por consultoria customizada, sendo priorizado o acesso de mulheres e jovens regentes nos cursos de formação. O projeto terá o investimento social de R$ 1,6 milhão em parceria da Fundação BB, Banco do Brasil e Fundação Educacional, Cultural e Artística Eleazar de Carvalho.

Durante o lançamento, o presidente Cafarelli ressaltou que o BB é parceiro da cultura brasileira há muito tempo e acredita que investir na música clássica e popular brasileira pode transformar o mundo cultural. Ele destacou o investimento nos Centros Culturais Banco do Brasil, que possuem sede em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. "A riqueza da programação cultural que oferecemos à sociedade brasileira é impar neste propósito de buscar a inclusão social no Brasil."

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, destaca que o projeto pode melhorar a vida das pessoas, que é o cerne da FBB. “Iremos identificar 50 grupos musicais de jovens e mulheres em comunidades carentes para capacitação em música. A Fundação servirá como aceleradora destes grupos”, destaca.

Ao longo do projeto, serão realizados seis eventos regionais que terão apresentação dos grupos selecionados com a regência de João Carlos Martins e a participação da Orquestra Filarmônica Bachiana.

Transformação Digital alinhada a projetos sociais e a inovação

O Orquestrando o Brasil integra o eixo Cultura Digital da causa de sustentabilidade do Banco do Brasil: Inclusão e Transformação Digital da Sociedade Brasileira, que visa estimular, desenvolver, integrar e evidenciar iniciativas do Banco e de seus parceiros que contribuam para a inclusão digital no País.

O projeto em conjunto com a Revitalização do Programa AABB Comunidade, Digitalização do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, passeios virtuais dos CCBBs, patrocínio do Prêmio Jovem Cientista, assim como as contribuições de outras iniciativas, como o BB Integra e o Ourocard Cidades, reforçam o compromisso do Banco do Brasil com a responsabilidade socioambiental e a inovação. “O Orquestrando Brasil é um projeto maravilhoso que o BB se orgulha muito em fazer parte”, finaliza Cafarelli.

 A divulgação deste projeto está relacionada ao seguinte Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Novo veículo adquirido com recursos da Fundação Banco do Brasil ajudará no deslocamento de crianças e jovens participantes do Instituto Reciclando Sons

O Instituto Reciclando Sons recebeu nessa terça, 5, mais uma importante ferramenta de apoio ao trabalho realizado junto às crianças e adolescentes da Cidade Estrutural (DF). Trata-se de uma van personalizada, adquirida por meio de investimento social no valor de R$ 148,3 mil, recebido da Fundação Banco do Brasil, por meio do projeto Inclusão Socioprodutiva Sustentabilidade, Planejamento e Organização para Reaplicar.

O novo veículo possibilitará que os alunos se apresentem e participem de atividades culturais em outras regiões do DF, além de dar mais visibilidade ao projeto. “A van chama atenção por onde passa. Então, é mais que um veículo de deslocamento, é também um meio de divulgação e de fomento ao relacionamento sócio cultural dos participantes", afirma Rejane Pacheco, maestrina e responsável pelo Instituto.

A verba que antes era utilizada no aluguel do transporte dos alunos será investida na inicialização musical de cerca de 150 estudantes carentes. O apoio para a compra da van dará continuidade aos resultados obtidos por meio da difusão cultural e educacional que o instituto se propõe a realizar em benefício de comunidades vulneráveis.

Em 16 anos de existência, o Instituto Reciclando Sons já atendeu mais de 2.700 pessoas. Além da educação básica extracurricular, o Instituto prepara os moradores da Cidade Estrutural para o exame da Ordem dos Músicos do Brasil. Os estudantes que se formam no ensino superior ou aqueles com aptidões para atividades de apoio são contratados para o quadro de funcionários do Instituto, iniciativa que gera renda e emprego à população local.

Todas as atividades são custeadas por meio de doações e das apresentações realizadas em eventos, empresas e órgãos públicos. Para saber mais, acesse www.reciclandosons.org.br.

A Fundação BB é parceira do Instituto desde 2013, quando a entidade ganhou o Prêmio Fundação Banco do Brasil com a Tecnologia Social de Educação Musical Modular, na categoria Juventude. O prêmio reconheceu a metodologia inédita adotada na musicalização de crianças a partir de nove anos que vivem em situação de vulnerabilidade social.

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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