Na bacia do Médio Juruá, região sudoeste do Amazonas, o óleo produzido com amêndoas de ucuuba, andiroba e murumuru é matéria-prima de indústria de cosméticos

Você já ouviu falar de ucuuba? É uma árvore da Amazônia ameaçada de extinção. E andiroba e murumuru, você conhece? Também são árvores que crescem na floresta amazônica e, assim como a ucuuba, produzem sementes oleaginosas. O óleo extraído dos três tipos de amêndoas tem garantido renda para mais 500 famílias que vivem nas comunidades ribeirinhas nas vizinhas Reserva Extrativista (Resex) Médio Juruá e Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, no município de Carauari (AM), a 790 quilômetros da capital Manaus. O trabalho de coleta é feito conforme a regulamentação ambiental, com o objetivo de contribuir para a preservação da floresta.

As famílias coletoras fornecem as castanhas para a Cooperativa de Desenvolvimento Agro-Extrativista e de Energia do Médio Juruá (Codaemj), que extrai o líquido viscoso em agroindústria montada na Comunidade do Roque e vende para a empresa de cosméticos Natura. A matéria-prima é utilizada na fabricação de sabonetes, xampus, cremes de cabelo e hidratantes corporais, entre outros produtos.

O projeto é fruto da parceria entre a Fundação Banco do Brasil com o Fundo Amazônia,  gerido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com investimento social de R$ 600 mil, por meio do Programa Ecoforte Extrativismo. A ação é desenvolvida em Unidade de Conservação de Uso Sustentável, gerenciada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O investimento social permitiu o crescimento de 35% da produção, de 20 toneladas, em 2017, para 27 toneladas, em 2018, informa o presidente da Codaemj, Sebastião Feitosa. “O recurso, além de ter aumentado a produção de sementes, aumentou pelo menos em 30% o número de famílias envolvidas, e também proporcionou uma qualidade de óleo melhor”, disse Sebastião Feitosa, presidente da Codaemj. 

“Este ano a Codaemj adquiriu muitas "latas" de castanha, a gente podia juntar a quantidade que quisesse que eles pagavam. O que achei melhor foi que esse trabalho que nós fizemos com o mururu ajudou a construir nossa casa”, destacou o coletor Reginaldo Silva. E sua mulher, Antônia Jéssica, acrescentou: “Meu sonho era construir minha casa, e eu fiz minha casa só com o recurso da semente”.

Assista ao depoimento dos dois coletores e de outros entrevistados no vídeo abaixo. 

 

 

Além da compra de sementes, o recurso também permitiu a construção de um galpão com aproximadamente 300m2, capacitação de jovens e mulheres em gestão e finanças de cooperativas. “Dentro dos objetivos da Codaemj está o envolvimento de jovens e de mulheres, entendendo que esse é o futuro da organização”, explica o assessor técnico da entidade, Edervan Vieira.

Fundo Amazônia
O projeto desenvolvido pela Codaemj é um dos 33 projetos apoiados pelo Ecoforte Extrativismo, que tem por objetivo fortalecer empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta.
O Ecoforte Extrativismo tem recursos da parceria Fundação Banco do Brasil e Fundo Amazônia, que ja apoiou 51 projetos, com investimento de R$ 33 milhões, e envolveu mais de 14 mil participantes.

O Fundo Amazônia, criado em 2008, tem a finalidade de captar recursos financeiros para o uso sustentável e o combate ao desmatamento na Amazônia Legal. Além das sementes oleaginosas, são apoiadas as cadeias produtivas do açaí, borracha natural, manejo da pesca e da madeira, entre outras.

 

Colaboração com imagens Bruno Bimbato, do ICMBio.

 

 

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Fundação BB investiu R$ 600 mil nas cadeias produtivas do açaí e da andiroba e na produção de biocosméticos

As famílias ribeirinhas que vivem às margens do Rio Araguari, próximo ao município de Porto Grande (AP), já descobriram que a exploração sustentável dos recursos naturais pode render muito mais do que eles têm hoje. Pertencente à demarcação reconhecida como Mosaico da Amazônia Oriental, a região, que é uma unidade de conservação nacional, abriga 96 famílias que vivem da pesca, de pequenas plantações e da coleta de frutos e sementes da floresta, a exemplo do açaí e andiroba. A perspectiva é que em breve esses produtos sejam responsáveis pela mudança nas condições de vida e no resgate do conhecimento tradicional.

Essa oportunidade vem da parceria da Associação dos Agroextrativistas Ribeirinhos do Rio Araguari (Bom Sucesso) com a Fundação Banco do Brasil, por meio do Ecoforte Extrativismo, que investiu R$ 600 mil no projeto “Bom Sucesso Sustentável: cadeias produtivas do açaí e da andiroba gerando trabalho e renda na floresta nacional do Amapá”. O recurso está sendo aplicado na estruturação e no fortalecimento da gestão da associação por meio da capacitação de 200 pessoas em coleta, beneficiamento e comercialização dos produtos e na produção de biocosméticos.

A associação já desenvolve um trabalho com as famílias na difusão de boas práticas de manejo dos açaizais e das andirobeiras, assim como de outros produtos típicos da região, como breu branco, fava e pracaxi. As matérias-primas dessas cadeias produtivas são transformadas pela rede de mulheres em biocosméticos, que são vendidos nas feiras e comércio local - velas de andiroba; óleos; sabonetes de breu branco, andiroba, copaíba e fava; pomadas de gergelim preto, andiroba e tintura de pracaxi (produto que ajuda a aliviar as dores e a ação do veneno da cobra até chegada ao médico).

De acordo com o consultor ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marcos Pinheiro, o projeto está contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar, para que, em breve, a associação tenha condições de firmar parcerias com o poder público, a exemplo do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA e do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, e com ações que garantam a permanência das famílias na região, oferecendo, sobretudo, condições para envolvimento da juventude. "É uma oportunidade de evolução da organização social dos ribeirinhos do rio Araguari, visando a construção de um ciclo virtuoso de geração de trabalho e renda. Além disso, as lições e as experiências que estão sendo vivenciadas aqui, graças ao projeto, poderão ser irradiadas para outras comunidades e aldeias envolvidas com o mosaico de áreas protegidas do Amapá", destacou o consultor.

Há um ano, a jovem Aline Silva Leal, de 20 anos, passou a fazer parte da Associação Bom Sucesso. Ela conta que o trabalho da mãe na entidade lhe serviu de inspiração e que, assim como ela, outros 35 jovens também foram convencidos a fazer parte do projeto e a dar continuidade ao trabalho dos pais. “Aqui eu faço um pouco de tudo, ajudo na colheita, no beneficiamento e na fabricação dos biocosméticos. É uma boa oportunidade para todos, principalmente para os jovens, porque aqui a gente trabalha no que gosta, no lugar que a gente nasceu e foi criado”.

O projeto foi selecionado pelo Ecoforte Extrativismo, com apoio do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e conta também com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e o Instituto de Estudos e Pesquisas do Amapá (IEPA).

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Terça, 27 Fevereiro 2018 11:19

Do Amazonas para o mundo

Com investimento social de R$ 600 mil da Fundação BB, cooperativa fortalecerá as cadeias produtivas do cacau e castanha, com manejo adequado e produção sustentável

Constituída em 2003, a Cooperar (Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus) propõe a conservação do meio ambiente por meio da capacitação da população local na exploração sustentável dos recursos naturais, com geração de emprego e renda. O público atendido, formado por um grupo de 150 pessoas, é constituído por ribeirinhos dos municípios de Boca do Acre, Pauini e Lábrea (AM), cuja população tem elevada incidência de pobreza e baixa escolaridade.

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O manejo adequado e a produção sustentável do cacau e da castanha do Brasil são justamente os objetivos da parceria firmada entre a Fundação Banco do Brasil e a Cooperar, com o apoio do Fundo Amazônia, que é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O investimento de R$ 600 mil irá fortalecer as cadeias produtivas por meio de sistemas agroflorestais na região de Purus, localizada ao sul do estado do Amazonas.  

"Essa parceria com a Fundação BB será fundamental para o crescimento e manutenção da Cooperar. Trabalhamos com pessoas que vivem na pobreza e com o nível de escolaridade muito baixo. Além disso, para desenvolver qualquer atividade aqui é trabalhoso, devido a dificuldade de logística e comunicação. A gente precisa de investimento para desenvolver a produção florestal, e a Fundação chegou para nos ajudar a levar recursos para essas famílias isoladas e gerar riqueza a partir da floresta. Essa é uma grande oportunidade de mudar o cenário da região com atividades que ajudem a conservar a floresta”, disse Alexandre Lins, presidente da entidade.

Exportação para Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Bolívia
Com o projeto a cooperativa pretende ampliar o número de clientes, produzindo em maior escala. Atualmente, a Cooperar comercializa cacau para o estado de São Paulo e exporta cacau nativo para a Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Bolívia. Selecionada no edital Ecoforte Extrativismo, a iniciativa prevê a construção de fábrica e aquisição de equipamentos para o beneficiamento do cacau, castanha do Brasil, madeira e de outros frutos da região. Os recursos também serão destinados para compra de barcos para comercialização de produtos e para assistência técnica voltada à certificação de acordo com os critérios de qualidade para o manejo florestal da FSC (Forest Stewardship Council).

O colaborador do projeto Geraldo Tramin explica que o transporte dos produtos dará autonomia aos produtores locais com a redução dos custos com o frete. O recolhimento da produção da cooperativa leva em torno de 3 a 5 dias para percorrer os pontos de coleta das comunidades.

A agricultura familiar além de responsável pela produção de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, atravessa o Oceano Atlântico, apresentando sabores típicos do Brasil. Com o intuito de ampliar o mercado consumidor, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), levou nove empreendimentos que foram selecionados por meio de chamada pública para a Biofach 2018. O evento aconteu entre os dias 14 e 17 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha.

A Cooperar foi um dos nove empreendimentos brasileiros presentes na Biofach 2018 - considerada a maior e mais importante feira de orgânicos do mundo, que aconteceu entre os dias 14 e 17 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha. Para o Stande Brasil - Family Farming, a entidade levou óleos vegetais e cacau. “A Feira abriu novas portas para a comercialização dos produtos extraídos da Amazônia, como a primeira parceria para a exportação de castanha que a cooperativa fará para o Peru, além de gerar interesses de clientes europeus nos produtos”, declarou Alexandre.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto reduz incidência de doenças como malária e verminoses e aumenta frequência das crianças nas escolas

A Fundação Banco do Brasil e a Brasilcap reuniram esforços para garantir o acesso à água com qualidade para as famílias extrativistas dos municípios de Jutaí e Barcelos, no Amazonas, permitindo benefícios à saúde e ao bem-estar. Trata-se da reaplicação da tecnologia social “Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas”.

Para a implantação de 74 unidades da tecnologia nas Reservas Extrativistas de Jutaí e Rio Unini, as entidades firmaram parceria com o Memorial Chico Mendes, para o Projeto Sanear, no valor de R$ 1,2 milhão. As primeiras unidades foram implantadas em abril deste ano e dois meses depois os resultados já eram percebidos - na qualidade e redução no tempo de coleta da água, melhoria na qualidade de vida das mulheres - com redução no tempo de execução das tarefas domésticas e privacidade no banho; redução na incidência doenças como malária e verminoses e ainda, redução nos atrasos e aumento de frequência dos estudantes nas escolas.

O Sistema consiste na instalação nos domicílios de um reservatório para captação de água de chuva com capacidade de mil litros e a construção de um banheiro com fossa que isola a dispersão do esgoto. O processo se completa com a implantação de um reservatório comunitário, abastecido com recurso hídrico do subsolo ou de um rio mais próximo. Após a captação, a água passa por tratamento e é distribuída às casas conectadas à tecnologia. Nos períodos de estiagem, quando a água captada nas residências não é suficiente para abastecer a família, a rede comunitária é acionada.

“Tivemos uma resposta positiva logo que iniciamos a reaplicação da tecnologia. As famílias daquela região precisam muito da nossa atenção. O isolamento torna as coisas muito difíceis, tanto que para chegar nessas comunidades, a distância fluvial é de no mínimo 32 horas”, disse Núbia Gonzaga, supervisora do projeto.

Vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015, na categoria "Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária", o método começou a ser implantado em 2009 pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari - Asproc, nas comunidades do Médio Juruá, no Amazonas. Em 2014 foi adotada como política pública pelo Governo Federal. Além do Amazonas, a reaplicação foi estendida para os estados do Acre, Amapá e Pará, com a colaboração de outras entidades parceiras.

Este ano, para facilitar a disseminação e implementação dessa tecnologia e de outras sete propostas vencedoras, finalistas e certificadas pelo Prêmio, a Fundação BB produziu manuais digitais com noções e diretrizes relativas às técnicas. Elas foram sistematizadas com o intuito de orientar seus reaplicadores, tendo por base experiências bem sucedidas. A proposta consiste em disponibilizar as soluções aos interessados nessas metodologias.

Acesse o manual digital da TS Sanear aqui

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Parceria entre a Fundação BB e entidade local vai atender 70 famílias em comunidade do município de Moju

Os moradores do quilombo de São Manoel têm sonhos em comum: novas oportunidades de trabalho e acesso à água potável. A comunidade localizada no Território do Jambuaçu, a 42 quilômetros do município de Moju (PA), possui um único reservatório com capacidade de dez mil litros, com mais de 20 anos de uso e insuficiente para a população atual.

Uma parceria inédita entre a Associação Quilombola dos Agricultores de São Manoel e a Fundação Banco do Brasil traz esperança de transformação social. Com investimento de R$ 250 mil, o projeto “Potencializando Direitos e Levando Dignidade para a Comunidade Quilombola de São Manoel” irá construir um microssistema de abastecimento de água com poço artesiano, instalação de caixa d’água central e encanamentos. A estrutura tem capacidade para atender o consumo das 70 famílias que vivem no local.

O presidente da associação, Manoel Almeida, destaca a importância de garantir o abastecimento de água na região. “Apesar da abundancia de água na comunidade, ela não é própria para o consumo. Essa questão vinha nos preocupado bastante”, disse.

Além do sistema de abastecimento, o projeto também prevê a implementação de um atelier de corte e costura, onde serão ministrados cursos de capacitação. Trabalhar com corte e costura é um desejo antigo das mulheres da comunidade que sonham com a possibilidade de resgatarem a cultura e a autonomia familiar.

“Estamos bem otimistas com esse projeto, pois vai atender toda família, beneficiando os mais jovens, que são a grande maioria. Queremos que eles encontrem um meio de sustento aqui, para que não precisem buscar oportunidades nas grandes cidades. Esperamos que consigam trabalhar e criar seus filhos em nossa terra”, concluiu Manoel.

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Objetivo é reaplicar iniciativas que melhorem a saúde e as condições sanitárias das famílias participantes com atenção dedicada à infância

A reaplicação da Tecnologia Social “HB – Combate à anemia ferropriva” durante os últimos três meses tem trazido ótimos resultados à comunidade de Axinim, em Borba (AM). Em medição realizada na última semana, constatou-se a redução expressiva do índice de anemia em crianças da Escola Municipal Francisco Bezerra: de 60% para 3% dos alunos. A taxa está abaixo do percentual de ocorrência aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 5%.

Em março, quando foram iniciados os testes por meio da Tecnologia Social HB nos 249 alunos, foi detectada uma alta incidência da doença. A partir desse diagnóstico, as equipes de saúde começaram o tratamento com acompanhamento médico, suplementação de sulfato ferroso e vermífugo.

A anemia ferropriva é causada pela falta de ferro na alimentação, sendo a carência nutricional mais frequente em todo o mundo, que afeta diretamente o desempenho mental e motor. Segundo a OMS, ela atinge 25% da população mundial, sendo crianças e gestantes os grupos mais vulneráveis.

A intervenção da anemia ferropriva faz parte do projeto “Tecnologias Sociais no Amazonas, (TSA)”, uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A finalidade é reaplicar tecnologias sociais para combater problemas de saúde e sanitários que atingem famílias ribeirinhas e rurais, com foco especial dedicado à primeira infância.

A tecnologia HB integra o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil. Foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação (IPTI) especialmente para permitir o rápido diagnóstico, tratamento e controle da anemia ferropriva em alunos de escolas públicas.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, reforçou a importância de investir em soluções de fácil aplicação e com alta efetividade, como as tecnologias sociais. " Mobilizar esforços para fazer a diferença na vida das pessoas por meio de ações simples. Com a parceria do Idis, a Fundação busca contribuir para que crianças da região cresçam com saúde e tenham um futuro melhor."

“Estamos muito entusiasmados com os resultados da aplicação dessa nova tecnologia social. Acreditamos que os efeitos do tratamento serão sentidos em todos os aspectos da vida das crianças, especialmente no desenvolvimento físico e cognitivo. Esperamos obter o mesmo sucesso nas demais tecnologias que estão sendo implantadas para enfrentar outros problemas das comunidades ribeirinhas”, disse Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS.

Além da tecnologia "Hb: Tecnologia Social de Combate à Anemia Ferropriva", estão sendo replicadas as iniciativas "SODIS (desinfecção de água)" e o "Banheiro Ecológico, alternativa sustentável de saneamento" nas cidades amazonenses de Borba, Nova Olinda do Norte e Itacoatiara.

A realização deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Iniciativa já chegou a 1,7 mil famílias, a maior parte ribeirinhas, nos estados do Amazonas, Acre, Amapá e Pará

Uma tecnologia social desenvolvida no Amazonas permite o acesso a água potável e a banheiro dentro de casa para mais de 1,7 mil famílias extrativistas em comunidades no interior do próprio estado e também no Acre, Amapá e Pará. A iniciativa - “Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas” - idealizada pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), foi vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015, na categoria "Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária". O projeto reduziu em 80 por cento a incidência de verminose nas crianças. Até o final de 2018, o sistema deverá atender 3.317 famílias, a maior parte ribeirinhas, em contratos de reaplicação da metodologia firmados com o Governo Federal.

Faça a inscrição para o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017

A tecnologia consiste na instalação nos domicílios de um reservatório para captação de água de chuva com capacidade de mil litros e a construção de um banheiro com fossa que isola a dispersão do esgoto. O processo se completa com a implantação de um reservatório comunitário, o abastecimento de água do subsolo ou de um rio mais próximo, o tratamento recurso hídrico acumulado e a distribuição em rede comunitária em períodos de estiagem. As famílias participantes recebem capacitação para a construção dos reservatórios, o uso racional da água, e a adoção de práticas de higiene, saúde e preservação ambiental.

"A gente ouve das comunidades o quanto muda a vida das pessoas, que antes tinham que andar mais de 100 metros para pegar água, não podiam tomar um banho em privacidade, tendo que fazer as necessidades no mesmo espaço que galinhas e porcos", explicou o presidente associação, Manoel Cosme Siqueira. Com a tecnologia, as famílias passaram a ter água encanada e banheiro próprio, além de os dejetos terem descarte correto, evitando a contaminação do solo e de rios e igarapés.

De acordo com Siqueira, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015 foi um estímulo para vencer novos editais e ampliar o número de moradores atendidos pela metodologia. "O prêmio veio para agregar mais experiência e visibilidade à associação", afirmou.

Com a própria Fundação Banco do Brasil foram assinados dois convênios para a reaplicação de mais 74 unidades da tecnologia social para comunidades dos municípios de Manaus, Jutaí, e Fonte Boa, no Amazonas. O investimento social é de R$ 1,1 milhão, em convênio assinado com o Memorial Chico Mendes, entidade parceira da Asproc.

Política pública

A associação começou a implantação do sistema em 2009, nas comunidades do Médio Juruá, no Amazonas. Em 2014, a metodologia foi adotada como política pública pelo Governo Federal, em contrato com a organização não governamental Memorial Chico Mendes. Além do Amazonas, a reaplicação foi estendida para os estados do Acre, Amapá e Pará, com a colaboração de outras entidades parceiras.

Confira o manual da TS “Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas”

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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