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Terça, 27 Fevereiro 2018 11:19

Do Amazonas para o mundo

Com investimento social de R$ 600 mil da Fundação BB, cooperativa fortalecerá as cadeias produtivas do cacau e castanha, com manejo adequado e produção sustentável

Constituída em 2003, a Cooperar (Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus) propõe a conservação do meio ambiente por meio da capacitação da população local na exploração sustentável dos recursos naturais, com geração de emprego e renda. O público atendido, formado por um grupo de 150 pessoas, é constituído por ribeirinhos dos municípios de Boca do Acre, Pauini e Lábrea (AM), cuja população tem elevada incidência de pobreza e baixa escolaridade.

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O manejo adequado e a produção sustentável do cacau e da castanha do Brasil são justamente os objetivos da parceria firmada entre a Fundação Banco do Brasil e a Cooperar, com o apoio do Fundo Amazônia, que é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O investimento de R$ 600 mil irá fortalecer as cadeias produtivas por meio de sistemas agroflorestais na região de Purus, localizada ao sul do estado do Amazonas.  

"Essa parceria com a Fundação BB será fundamental para o crescimento e manutenção da Cooperar. Trabalhamos com pessoas que vivem na pobreza e com o nível de escolaridade muito baixo. Além disso, para desenvolver qualquer atividade aqui é trabalhoso, devido a dificuldade de logística e comunicação. A gente precisa de investimento para desenvolver a produção florestal, e a Fundação chegou para nos ajudar a levar recursos para essas famílias isoladas e gerar riqueza a partir da floresta. Essa é uma grande oportunidade de mudar o cenário da região com atividades que ajudem a conservar a floresta”, disse Alexandre Lins, presidente da entidade.

Exportação para Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Bolívia
Com o projeto a cooperativa pretende ampliar o número de clientes, produzindo em maior escala. Atualmente, a Cooperar comercializa cacau para o estado de São Paulo e exporta cacau nativo para a Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Bolívia. Selecionada no edital Ecoforte Extrativismo, a iniciativa prevê a construção de fábrica e aquisição de equipamentos para o beneficiamento do cacau, castanha do Brasil, madeira e de outros frutos da região. Os recursos também serão destinados para compra de barcos para comercialização de produtos e para assistência técnica voltada à certificação de acordo com os critérios de qualidade para o manejo florestal da FSC (Forest Stewardship Council).

O colaborador do projeto Geraldo Tramin explica que o transporte dos produtos dará autonomia aos produtores locais com a redução dos custos com o frete. O recolhimento da produção da cooperativa leva em torno de 3 a 5 dias para percorrer os pontos de coleta das comunidades.

A agricultura familiar além de responsável pela produção de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, atravessa o Oceano Atlântico, apresentando sabores típicos do Brasil. Com o intuito de ampliar o mercado consumidor, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), levou nove empreendimentos que foram selecionados por meio de chamada pública para a Biofach 2018. O evento aconteu entre os dias 14 e 17 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha.

A Cooperar foi um dos nove empreendimentos brasileiros presentes na Biofach 2018 - considerada a maior e mais importante feira de orgânicos do mundo, que aconteceu entre os dias 14 e 17 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha. Para o Stande Brasil - Family Farming, a entidade levou óleos vegetais e cacau. “A Feira abriu novas portas para a comercialização dos produtos extraídos da Amazônia, como a primeira parceria para a exportação de castanha que a cooperativa fará para o Peru, além de gerar interesses de clientes europeus nos produtos”, declarou Alexandre.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Incentivo à extração sustentável permite a valorização da castanha e sua preservação no meio ambiente

Inaugurada nessa quinta-feira, 18, nova agroindústria para processamento da castanha do baru. O projeto vai atender diretamente 50 extrativistas e agricultores familiares do município de Arinos (MG), com participação de jovens do meio rural, além de cem famílias indiretamente.

Com investimento social de R$ 333 mil da Fundação BB em dois projetos – Juventude Rural e Programa Ecoforte -, a Cooperativa de Agricultura Familiar Sustentável com Base na Economia Solidária (Copabase) construiu uma unidade de beneficiamento de 105 metros quadrados e adquiriu máquinas, como torradeira, seladora, balanças, despolpadora e quebradeira de frutos.

O novo empreendimento irá ampliar a capacidade produtiva, com meta de beneficiar dez toneladas já neste ano. O recurso também viabilizou a plantação de 3.450 pés do baru em 23 áreas de Arinos e de outros dois municípios vizinhos, Riachinho e Uruana. A gerente e coordenadora de projetos da Copabase, Dionete Figueiredo, explicou que essa intervenção foi necessária devido ao desaparecimento do baru na região, por conta dos trabalhos nas carvoarias.

A partir da inauguração da unidade, a Copabase iniciará campanha de promoção da castanha no movimento Slow Food - que promove melhoria na qualidade da alimentação e uma produção que valorize o produto, o produtor e a preservação da biodiversidade. Trata-se do programa Fortaleza do Baru, que divulgará os benefícios nutricionais do baru e sua extração limpa e justa por agricultores familiares.

“Os projetos e o apoio da Fundação BB por meio da Cooperativa Copabase foi um divisor de águas para o extrativismo na região do Vale do Rio Urucuia, principalmente para a cadeia do baru, que se tornou uma das atividades de geração de renda para diversas famílias e agora ganha mais força com o envolvimento de jovens”, declarou a coordenadora.

Segundo ela, o baru da região já é comercializado em todos os mercados locais e regionais, no varejo e por e-commerce. Também é vendido para o Mercado de Pinheiros (SP) e distribuidoras em São Paulo e Brasília. Recentemente ganhou destaque na gastronomia nacional ao ser utilizado por renomados chefs, como Alex Atala, ao integrar receitas populares, como os cookies, molho pesto, pães e bolos.

Sobre o Ecoforte - O Ecoforte Redes habilitou e atendeu 28 redes em todo o Brasil. O programa visa o fortalecimento da agricultura familiar com base na agroecologia, extrativismo e produção orgânica. A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e parceiros, com investimento social total de R$ 34,6 milhões.

Sobre o Juventude Rural - desenvolvido na parceria entre Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES e Secretaria Nacional de Juventude - SNJ/SGPR, originou-se de ação emergencial voltada para a ampliação de direitos da Juventude Rural e está estruturado dentro do Programa de Fortalecimento da Autonomia Econômica e Social (Pajur). O projeto tem como objeto o apoio a projetos voltados à estruturação de empreendimentos econômicos coletivos, visando ao fortalecimento da autonomia econômica e social da juventude rural de base familiar.

A divulgação deste projeto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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