Projeto com o apoio da Fundação BB vai oferecer capacitações e atendimento jurídico e psicossocial

Oferecer um espaço de acolhimento, integração, atendimento jurídico e psicossocial e capacitação para imigrantes e refugiados é o objetivo da Casa de Direitos, inaugurada nesta quinta-feira (8), em Brasília, pela Cáritas Brasileira, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, a Cáritas Suíça e o Departamento de Estado dos Estados Unidos (PRM).

No espaço será realizado o Projeto de Educação e Capacitação para Refugiados e Migrantes no Distrito Federal e Cidades do Entorno, que vai oferecer acompanhamento psicossocial, formação em língua portuguesa, cultura brasileira, legislação trabalhista, economia solidária, empreendedorismo e inclusão digital.

As inscrições para o curso de língua portuguesa, que tem 40 vagas, estão abertas até o dia 14 de novembro. “Os cursos vão dar uma base fundamental para essas pessoas poderem se integrar melhor aqui em Brasília. Já existe uma procura grande por esses cursos”, afirma Cristina dos Anjos, assessora para Migração e Refúgio, da Cáritas Brasileira. Já houve inscrições de migrantes do Chile, Venezuela, Haiti, Colômbia, Afeganistão e Senegal.

O senegalês Abdoul Aziz, de 27 anos, é um dos que se inscreveu no curso de português. Abdoul está no Brasil há um ano e oito meses e deixou no país de origem a mãe e dois irmãos menores, em busca de emprego. Ele já trabalhou como mecânico de automóveis por um período, mas está sem trabalho no momento. O senegalês se comunica com dificuldade em português e acredita que o curso vai ajudar. "Espero conseguir trabalho", afirma.

Já Andrerobert Lunga, de 36 anos, veio da República Democrática do Congo há oito anos. Ele fala português fluente, mas foi convidado a participar do curso pra ajudar na integração dos outros imigrantes. Veja ele comentando como vai participar.




Na Casa de Direitos também vai funcionar o Programa Pana, que tem como objetivo ser referência na acolhida, proteção e integração de imigrantes no Brasil. O Pana também estará presente em outras seis capitais do país – Boa Vista, Porto Velho, Recife, São Paulo, Curitiba e Florianópolis.

A palavra pana significa amigo na língua do povo indígena venezuelano Warao, os primeiros a atravessar a fronteira com a Roraima em busca de ajuda e formas de sobrevivência.

O Pana propiciará acesso à moradia, por meio do aluguel subsidiado de casas ou apartamentos para imigrantes que serão alocados de Roraima, oportunidade de formação em vista de trabalho e renda, assistência jurídica e psicológica. Para complementar as ações, no campo emergencial, os migrantes em situação de vulnerabilidade social terão acesso a itens de primeira necessidade como alimentos e kits de higiene pessoal e de limpeza e roupas.

As iniciativas contam com a parceria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH); Cátedra Sérgio Vieira de Mello, da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional das Migrações (OIM).

Serviço:
Inscrições: na Cáritasno, endereço: CONIC - Edifício Venâncio II – SDS Bloco H - 1º Andar - Salas – 101 a 104
Telefone para informações: (61) 3521-0350 - com Juliana Sangoi 

 

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Cáritas Brasileira vai revitalizar feiras livres e estimular participação social em 22 municípios na Bahia, Maranhão, Paraíba e Piauí

Nos municípios interioranos, as feiras livres são os principais pontos comerciais e locais por onde circula boa parte dos moradores. Para fortalecer as feiras livres como espaços socioculturais de convivência, a Cáritas Brasileira vai realizar o projeto "Reconstruindo os espaços populares de socialização nos municípios a partir da implantação de tecnologias sociais".

A proposta é revitalizar os espaços das feiras com diagnóstico, mobilização social e educação financeira. As ações também preveem a revitalização da infraestrutura utilizada pelos feirantes e a gestão de resíduos sólidos, para reduzir a quantidade produzida e organizar de forma adequada o que for gerado. As capacitações em educação financeira envolverão, além dos feirantes, professores e alunos das escolas públicas locais.

Para incentivar o envolvimento dos participantes, será reaplicada a tecnologia social Jogo Oásis, que terá a finalidade de mobilizar 660 agricultores familiares, feirantes e catadores de materiais recicláveis. A iniciativa tem o apoio da Fundação Banco do Brasil, com investimento social de R$ 2,2 milhões, e será implantada em 22 municípios de quatro estados do Nordeste: Bahia, Maranhão, Paraíba e Piauí. O convênio entre a Cáritas Brasileira e a Fundação BB foi assinado na última sexta-feira, 18, em Brasília.

Jaime Conrado, assessor de projetos da Cáritas Brasileira, comentou sobre o Jogo Oásis, metodologia vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2013, na categoria Gestores Públicos, e que estimula a criatividade na solução de problemas da comunidade, a cooperação e o empreendedorismo social.“Ela ajuda os grupos a se fortalecerem com a reivindicação de direitos e o acesso a políticas públicas para que eles possam exercer a cidadania e melhorar de vida.”

Conrado relatou que a mobilização envolve prefeitos, comerciantes locais, gestores das dependências bancárias, organizações de feirantes e catadores. “Nós vamos fazer um diagnósticos nos 22 municípios para a estruturação das feiras populares. Queremos saber o que é vendido, se os comerciantes utilizam tecnologia, por que eles a utilizam ou por que não a utilizam”, comentou.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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