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Prêmio da Fundação BB identifica soluções do Brasil e da América Latina a cada dois anos


O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, considerado um dos principais do terceiro setor no Brasil, divulgou a lista dos finalistas da edição de 2019. As três tecnologias internacionais são da Colômbia, Guatemala e da República Dominicana.

Representando a Colômbia a tecnologia finalista foi Programa Ondas Atlántico para la Generación temprana de Vocaciones Cientificas, da Universidad Simón Bolívar, da cidade de Barranquilla. A iniciativa estimula o pensamento científico, tecnológico e inovador em crianças e jovens das instituições de ensino de áreas rurais e urbanas do Departamento de Atlântico. A ideia é aplicar projetos pedagógicos que possibilitem a participação dos estudantes em pesquisas científicas, além de desenvolver espaços de treinamento e apropriação do conhecimento científico e da pesquisa.

A tecnologia da Guatemala é Las Compras Públicas para un Modelo territorial de Comunidades Indígenas Maya-Ch-órti, desenvolvida pela Asociación para el Desarrollo Integral de Productores del Área Chórti´, localizada na cidade de Chiquimula. O projeto visa melhorar o padrão de vida das comunidades indígenas tornando-as as principais fornecedoras de gêneros alimentícios para as escolas públicas da região. A iniciativa também combate a desnutrição infantil, melhora o aproveitamento de recursos naturais e educa sobre boas práticas agrícolas.

Já representando a República Dominicana a iniciativa finalista foi Escuelas Ambientalmente Sostenibles y Cultura 3R, do Instituto Nacional de Bienestar Estudantil (Inabie), sediada na capital Santo Domingo. A iniciativa promove a consciência ambiental e hábitos de gestão de resíduos sólidos em suas escolas e suas casas. Os 3 R representam reduzir, reciclar e reutilizar resíduos sólidos. Será aplicada uma metodologia nas escolas, identificando como é feito o manejo de resíduos e otimizando o processo, com a participação dos alunos.

As metodologias reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, já foram implementadas em âmbito local, regional ou nacional e são passíveis de serem reaplicadas no Brasil.

As três finalistas internacionais e as 21 brasileiras ganharão um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Além disso, as proponentes serão convidadas a participar do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (Brasil), antecedendo a noite de premiação das vencedoras , prevista para outubro.

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, o reconhecimento internacional garante mais visibilidade para a iniciativa. "Nosso objetivo é transformar a vida das pessoas através do reconhecimento e da reaplicação de tecnologias sociais que já deram certo em diversas localidades. Aproximamos a sabedoria popular ao conhecimento técnico para proporcionar o desenvolvimento social em escala", explicou.

Nesta edição, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Conheça todas as 24 tecnologias sociais finalistas

Confira a lista das 123 tecnologias sociais certificadas

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A Fundação Banco do Brasil e o Banco do Brasil participam do evento apresentando o Banco de Tecnologias Sociais - BTS, em especial as tecnologias sociais de recursos hídricos

O que podemos fazer sem água? Nada! Sem acesso à água é impossível garantir a dignidade humana. Estimativas pessimistas relatam que, se não houver uma mudança sistêmica na gestão da água, haverá em breve uma nova crise de refugiados, onde milhões de pessoas migrarão em busca de recursos hídricos – cada vez mais escassos - para atividades básicas do cotidiano.
 
Em meio a esta perspectiva, Brasília sediará entres os dias 18 e 23 de março, o 8º Fórum Mundial da Água. É a primeira vez que a sede do evento é localizada no hemisfério sul. Já estão confirmadas a presença de dez chefes de estado e representantes de 150 países para os fóruns de discussão. A expectativa é de mais de 40 mil pessoas visitem os espaços do evento, divididos no Estádio Nacional Mané Garrincha e o Centro de Convenções no centro da capital federal.
 
A Fundação Banco do Brasil e o Banco do Brasil participam do evento na Feira, um espaço aberto ao público e de acesso gratuito, que será no Estádio Nacional Mané Garrincha. Um dos temas de atuação da Fundação BB é justamente a Água, com destaque para a reaplicação das cisternas de placas no semiárido brasileiro. Desde 2012, a Fundação Banco do Brasil em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e entidades parceiras já investiu R$ 340 milhões na construção de mais de 100 mil cisternas, beneficiando 400 mil famílias na convivência com as condições extremas da seca.

A programação abrange mais de 300 debates e sessões paralelas sobre o uso dos recursos hídricos e experiências de gestão sustentável da água. O tema deste ano é "Compartilhando Água" e tem como finalidade estabelecer compromissos políticos, incentivando o uso racional, a conservação, a proteção, o planejamento e a gestão da água em todos os setores da sociedade.
 
O primeiro Fórum Mundial da Água foi realizado em 1997, em Marrakesh, no Marrocos. A partir de então, ocorre a cada 3 anos em um país diferente. Já foram sede as cidades de Haia (Holanda, 2000), Kyoto (Japão, 2003), Cidade do México (México, 2006), Istambul (Turquia, 2009), Marselha (França, 2012) e Daegu (Coreia do Sul, 2015).
 
Além das cisternas, também serão apresentadas outras tecnologias sociais sobre recursos hídricos, catalogadas no Banco de Tecnologias Sociais - BTS. O BTS é uma base de dados online com soluções para problemas sociais e dispõe de 70 iniciativas certificadas sobre a água. Destaca-se entre uma das vencedoras do ano passado, “Dessalinizador Solar” na Categoria Água e/ou Meio Ambiente.
 
O acervo também tem experiências para reuso de água nas atividades domésticas; a contenção em açudes para manter a umidade do solo e evitar enxurradas e erosão; o bombeamento para aumentar a captação e a pressão na torneira, entre outras alternativas.

Resíduos

A Associação dos Catadores Recicladores de Resíduos Sólidos Brazlândia (Acobraz) vai trabalhar na separação e destino do lixo reciclável do 8º Fórum Mundial da Água. Dez cooperados farão a triagem. Do local, os materiais – plástico, garrafas pet e de água mineral, latinhas, papelão - serão transportados diretamente para as empresas recicladoras.  A Acobraz, que tem 38 cooperados, se especializou em trabalhar em eventos e também é encarregada de fazer a separação do lixo seco de toda a coleta feita na Região Administrativa de Brazlândia. A associação faz parte da rede Centcoop-DF, composta por 24 cooperativas e que foi beneficiada pelo Programa Cataforte 3, com a participação em capacitações de catadores e a aquisição de caminhões para transporte dos resíduos."

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A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Caminhos da Favela, de Buenos Aires, e Programa Minha Horta, implantado por todo o país, concorrem na categoria internacional

A Argentina tem duas representantes entre as finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, na categoria Internacional: Caminhos da Favela" e o "Programa Minha Horta". A premiação, reconhecida com uma das principais do terceiro setor, tem o objetivo de identificar e reconhecer soluções para desafios sociais das comunidades onde são implantadas.

Caminhos da Favela
Caminhos da Favela é uma ferramenta multimídia online que mostra um diagnóstico comunitário das diferentes prestações de serviços e obras públicas realizadas pelo governo nas 20 favelas e assentamentos de Buenos Aires.

A plataforma permite que os usuários vejam por obra e bairro os orçamentos previstos e o status de execução já realizado. Também há uma seção para os moradores fazerem pedidos de informação às autoridades sobre o andamento das obras. Em outro espaço é possível postar comentários, apontar irregularidades e publicar imagens e vídeos para documentar as reclamações. Devido ao monitoramento dos gastos públicos, a plataforma se tornou uma ferramenta de participação cidadã.

A iniciativa é da Associação Civil pela Igualdade e Justiça (ACIJ), sediada em Buenos Aires. De acordo com a entidade, as condições dos serviços públicos nas favelas são críticas e o reconhecimento oficial foi decisivo para a realidade começar a mudar. "A ferramenta foi fundamental para exigir do governo da cidade a incorporação das moradias nos mapas oficiais".

A iniciativa tem amplo reconhecimento da cidade e se tornou uma política pública. A partir de 2015, o governo fez anúncios ambiciosos sobre o início dos processos de integração socioeconômica de quatro das principais favelas, uma reivindicação histórica da população", explica Pablo Vitale, um dos coordenadores da associação.

Saiba mais sobre Caminhos da Favela, clique aqui

Minha Horta
Uma em cada quatro crianças que moram na zona rural na Argentina têm apenas uma refeição por dia – a que é oferecida na escola – de acordo com o Observatório da Dívida Social Argentina. Além disso, a alimentação dos mais pobres é rica em carboidratos e deficitária em fibras, vitaminas e minerais. Para minimizar o problema de subnutrição, a Fundação Horta Niño passou a capacitar os moradores em diferentes comunidades para autoprodução de alimentos em hortas comunitárias agroecológicas, plantio sem o uso de agrotóxicos, integrado ao ecossistema.

Em cada comunidade, o Programa Minha Horta começa com o levantamento da realidade socioeconômica, condições ambientais, recursos e necessidades locais. Após a articulação com lideranças, professores, pais, alunos e moradores, é definida a quantidade de canteiros e os materiais necessários. Os materiais são adquiridos com fornecedores locais para facilitar o deslocamento e reduzir a emissão de gases do efeito estufa no transporte.

A preparação dos canteiros é feita em regime de mutirão pela comunidade – com participação de pais, vizinhos e até de voluntários de empresas. Eles fazem o cercamento e instalação de sistema de irrigação e de estufas, dependendo do clima local.

Saiba mais sobre Minha Horta, clique aqui

Prêmio
Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As finalistas internacionais vão receber troféu e vídeo retratando a iniciativa e também serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, programado para 21 e 22 de novembro em Brasília (DF), véspera da cerimônia de entrega.

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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