Portal Interno   Milho Crioulo

Empreendimento de uso coletivo será usado para o incentivo da produção, resgate e conservação do milho crioulo na região

 As sementes crioulas desempenham um papel importante na soberania alimentar dos agricultores familiares da região de São João do Triunfo (PR). Elas ajudam no processo de salvaguarda dos saberes e práticas agroecológicas, dando autossuficiência às propriedades agrícolas e condições para uma maior independência econômica das famílias.

Apesar do município ter tradição na conservação e produção das variedades de milho crioulo, os agricultores familiares enfrentavam dificuldades para a comercialização dos produtos. E foi pensando em aprimorar a produção do milho e de seus derivados, que a Fundação Banco do Brasil investiu na implementação da Unidade Agroindustrial de Beneficiamento do Milho Crioulo Ecológico e Livre de Transgênicos. A iniciativa contribuiu  para a diversificação produtiva e na comercialização desses alimentos em mercados locais e para suprir as necessidades de FOTO4uma alimentação saudável, principalmente na merenda das escolas da região. 

A unidade, localizada na comunidade Guaiaca dos Pretos, foi inaugurada no dia 23 de outubro e recebeu investimento social de  R$ 208 mil da Fundação BB, viabilizado no âmbito do Programa Trabalho e Cidadania, Inclusão que transforma. O recurso foi utilizado para construir e equipar a agroindústria e também para  capacitação e formação dos agricultores. O projeto foi apresentado pela Agricultura Familiar e Agroecologia -  AS-PTA, em construção conjunta com o Coletivo Triunfo e apoiado pela Prefeitura Municipal.

De acordo com André Jantara, assessor técnico da AS-PTA, os participantes do projeto são selecionados dentre os grupos de agricultores que participaram de atividades promovidas pelo Coletivo Triunfo, os integrantes da Cooperativa de Agricultores Familiares do Município de São João do Triunfo (Coaftril), Cooperativa de Famílias de Agricultores Ecológicos de São Mateus do Sul (Cofaeco), da  Associação de Produtores Agroecológicos de Palmeira (Apepe) e a  Rede de Guardiões das Sementes.  

Hoje, cerca de 50 agricultores familiares são atendidos com uma perspectiva de aumento para 150 agricultores até a conclusão do projeto, previsto para 2020.

 “Essa parceria veio para ajudar na preservação das sementes crioulas, e é também uma maneira de resistir à contaminação causada pelo milho transgênico, e de resguardar as sementes puras. O projeto foi pensado para ajudar na melhoria da renda das famílias, porque teremos condições de entregar um produto diferenciado, de qualidade, superior ao que existe no mercado”, declarou o assessor.

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Projeto de agroindústria cria oportunidades de inclusão social de agricultoras e suas famílias na região do Rio Doce

"Depois que a gente começou a vender para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a prefeitura a gente ficou mais independente. Antes as mulheres não tinham seu próprio dinheiro e agora já podem comprar o que querem", comemora Adriana de Paiva, moradora da comunidade do Barbosa, no município de Sem Peixe (MG), na região do Rio Doce.

Adriana, sua mãe e irmã fazem parte das 16 famílias de agricultores familiares beneficiadas pelo projeto de estruturação de uma cozinha comunitária para fabricação de doces, bolos, pães e biscoitos – conhecidos como quitandas de Minas – além do processamentos de frutas. A agroindústria foi inaugurada no dia 10 de maio pelo Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Barbosa. A iniciativa é uma parceria da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Econômico e Desenvolvimento Social (BNDES), com o investimento social de R$110 mil.

O conselho surgiu há 20 anos com o objetivo de melhorar as condições de vida das mulheres, conforme explica Aparecida das Graças de Paiva, mãe de Adriana, e uma das fundadoras da entidade. Na época, ao planejar a produção de doces para venda, Aparecida deu o pontapé inicial para firmar uma proposta de projeto coletivo. Com a agroindústria, elas pretendem também gerar oportunidades para os jovens. "Muitos saíram de casa e voltaram porque não encontraram condições para viver na cidade. Com o projeto, estou vendo o futuro deles com a conquista da própria renda", afirma Aparecida.

O conselho prevê ainda profissionalizar e ampliar a produção, que atualmente está localizada nas residências, com vendas na feira livre. Os insumos vêm do cultivo das famílias - além de frutas, também há plantação de hortaliças e legumes, que são fornecidos para programas do governo federal e municipal.

Para aprimorar o processamento, eles vão passar por capacitações oferecidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), nas áreas de processamento de doces e quitandas, de custos de produção, confecção do rótulo e tabela nutricional e de boas práticas de fabricação.

Tecnologias sociais e recuperação de nascentes em Barbosa

A comunidade rural de Barbosa também foi beneficiada por outro projeto apoiado pela Fundação BB e o BNDES, para a recuperação de recursos hídricos de efluentes do Rio Doce. O investimento social foi de cerca de R$ 135 mil, em convênio com a Associação da Escola Família Agrícola de Camões.

Foram implantadas 21 unidades de experimentação que tiveram a aplicação de tecnologias sociais para tratar o esgoto doméstico, conter a enxurrada e permitir a penetração mais lenta da água no solo. As tecnologias são fossas sépticas, caixas secas e barraginhas, entre outras. Aliadas ao plantio de mudas, as técnicas ajudaram a recuperar áreas degradadas e nascentes de rios.

"A gente recuperou várias nascentes e a visão das pessoas mudou muito em relação ao cuidado com o uso da terra, de entender que é preciso cuidar da propriedade como um todo. O boi não pode pisar na água diretamente, o uso de agrotóxico é prejudicial, por exemplo", destacou Alessandra de Lima.

Com o recurso do convênio, também houve a implantação de um viveiro de mudas com sistema de irrigação, a contratação de um técnico e a realização de cursos de capacitação para os agricultores em técnicas de recuperação do solo, saneamento rural e produção agroecológica e sistemas agroflorestais. O projeto também conta com as parcerias da Emater e da Universidade Federal de Viçosa.

A divulgação deste projeto está relacionada aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS:

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Associação contará com duas novas agroindústrias e a aquisição de máquinas e equipamentos para melhorar e aumentar produção

A construção de duas novas unidades de processamento do babaçu irá fortalecer e empoderar mulheres do assentamento Maracá/Retrato e povoado Riacho do Conrado, no município de Miguel Alves (PI), localizado a 112 quilômetros da capital Teresina (PI). Com o investimento social de R$ 250 mil da Fundação BB, a Associação das Mulheres Quebradeiras irá adquirir também máquinas e equipamentos para melhorar o modo de produção com aproveitamento de todos as partes do babaçu, ampliando o potencial de sua cadeia produtiva.

A região de Miguel Alves possui uma extensa floresta de babaçu, onde as atividades de extração e beneficiamento da fruta são geralmente desenvolvidas pelas famílias de forma artesanal com ampla participação das mulheres. São extraídos em média 200 litros de azeite do coco por mês e 150 quilos de mesocarpo, que é uma matéria-prima utilizada para a fabricação de farinha, biscoito, broa, pão de ló, cocada de coco babaçu, manjar e creme de galinha. Até a casca é aproveitada e destinada para a produção de carvão.

A Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco do Município de Miguel Alves, conta hoje com 45 mulheres associadas, com idades médias entre 30 e 50 anos. A entidade, juntamente com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) desenvolve um trabalho de luta pelo empoderamento das mulheres, com valorização e resgate da autoestima, na construção da equidade de gênero, fortalecimento da economia solidária e a defesa do extrativismo sustentável do babaçu, melhorando a qualidade de vida das famílias.

“Embora ainda exista uma depreciação pelo trabalho, as mulheres têm orgulho de serem quebradeiras de coco. Mesmo com as mãos calejadas e marcadas pelo machado, elas não têm mais vergonha da profissão que exercem e com isso estão transformando o que era visto como miséria em riqueza”,declarou irmã Ana Lúcia, coordenadora do projeto.

Participam da solenidade de assinatura do convênio, o presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, o vice-presidente de Governo do Banco do Brasil, José Eduardo Pereira Filho, o diretor-executivo de Desenvolvimento Social da Fundação BB, Rogério Biruel e o superintendente do Banco do Brasil no Piauí, Pio Gomes.

Chapadinha (MA)
No Maranhão, 528 famílias serão beneficiadas com a construção de agroindústria de extração de óleo do babaçu no assentamento Canto do Ferreira, localizado em Chapadinha. O convênio entre a Associação das Quebradeiras de Coco dos Projetos de Assentamentos de Chapadinha e a Fundação Banco do Brasil (FBB) foi assinado no dia 15 e abrange três projetos de assentamento de reforma agrária e um em comunidade quilombola. O projeto tem como objetivo ampliar a renda de extrativistas com a produção e comercialização de subprodutos do coco babaçu. O investimento social da Fundação BB será de R$ 238 mil. Outros parceiros dos projeto são a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) – Centro de Ciências Agrárias e Ambientais (CCAA), Campus de Chapadinha; a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (AGERP); a Prefeitura Municipal de Chapadinha; a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA); o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE); e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).

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Curso técnico em regime integral divide o ensino entre a sala de aula e a propriedade rural e prepara os alunos para planejar e monitorar atividades agropecuárias

Mais informação e conhecimentos técnicos para gerar oportunidades de emprego e renda no campo. Esse é o principal objetivo da Casa Familiar Rural (CFR), localizada no interior de Santa Catarina, com investimento social de R$ 195 mil da Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Brasilcap.

Os recursos do projeto foram destinados para construção de um refeitório, ampliação da oferta de vagas em capacitações da entidade e para aquisição de mobiliário, equipamentos e veículo para acompanhamento das atividades práticas.

Atualmente, os participantes estudam em regime integral técnicas agrícolas e agropecuárias, alternando semanalmente aulas teóricas na escola com aplicações práticas em suas propriedades. Durante as ações, os professores realizam visitas para acompanhar o desempenho dos alunos. Os cursos são regulamentados e integrados ao Ensino Médio.

Ao final, os jovens tornam-se capacitados para planejar, elaborar, implantar e monitorar projetos agropecuários. Eles podem atuar em propriedades rurais, empresas de assistência técnica, extensão rural e pesquisa, empresas comerciais e estabelecimentos agroindustriais. Além disso, podem desenvolver projetos autônomos para um negócio próprio.

Neste ano, estão matriculados cerca de setenta e sete estudantes de 14 a 18 anos, todos provenientes de famílias de agricultores. No total, são 240 participantes, incluindo os familiares, dos municípios do oeste catarinense: Riqueza, Caibi, Palmitos, Cunha Porã, Iraceminha e Mondaí. A intenção é ajudar no trabalho do dia a dia nas lavouras de milho, soja, fumo, feijão, cana de açúcar, trigo, e também da criação de porcos, aves, peixes e gado de leite e corte.

Constituída em 1995, a CFR é uma entidade privada sem fins lucrativos, considerada pioneira no ensino técnico rural para jovens no estado de Santa Catarina. Segundo um dos coordenadores da entidade Claudinei Furlan, a atuação da instituição é inteiramente voltada para criar condições para que os jovens vivam bem, próximos aos seus familiares e com boas oportunidades de trabalho. “Capacitamos esses rapazes e moças para que eles possam proporcionar melhor qualidade de vida às suas famílias, com alimentação de qualidade e conhecimentos técnicos. Também possibilitamos que eles escolham funções que antes eram ocupadas por pessoas que vinham de outras regiões”.

De acordo com o Censo de 2010, o Brasil possui oito milhões de jovens no campo com idade entre 15 e 29 anos, o que representa um quarto da população rural do país. Taís Caroline Scherer, de 14 anos, está no primeiro semestre do curso técnico. Moradora do município de Riqueza, a jovem se diz feliz e determinada na escolha que fez para sua vida. “Decidi fazer esse curso, porque quero ampliar e tocar a propriedade dos meus pais. Eles trabalham com criação de gado de leite e suínos e quero continuar fazendo isso, trabalhando no meu próprio negócio”, disse

Tais Caroline

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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