Entidades selecionadas têm até o dia 14 de junho para enviar documentação a ser analisada na etapa 3

A Fundação Banco do Brasil divulga o resultado da Etapa 2 do Edital Ecoforte Extrativismo, publicado nesta quarta (24) no Diário Oficial da União. A seleção é voltada a entidades sem fins lucrativos que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais de uso sustentável no Bioma Amazônia.

Após a análise de recursos, as entidades selecionadas têm até o dia 14 de junho para enviar a documentação da Etapa 3 prevista no item 8.3 do edital. Esta etapa, de caráter eliminatório, consiste na análise dos orçamentos e dos documentos que confirmam a aprovação, por parte das entidades executoras e comunidades envolvidas, das ações previstas no projeto.

Os documentos devem ser entregues pessoalmente ou enviados via postal em um único envelope lacrado, encaminhado para a Comissão de Seleção, no endereço da Fundação BB: SCN Quadra 01, Bloco A, Edifício Number One, 10º andar, Brasília, DF, CEP: 70.711-900, com AR (Aviso de Recebimento).

Investimento
O investimento social será de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A seleção vai apoiar empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta.

Para acessar o resultado definitivo da Etapa 2, clique aqui.
Para acessar a ata de julgamento dos recursos da Etapa 2, clique aqui.
Para acessar a página do Edital Ecoforte Extrativismo, clique aqui.

A realização deste projeto contempla quatro Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidascom metas para o ano de 2030

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Associados emprestam para plantar e depois devolvem, permitindo a manutenção dos costumes locais e da biodiversidade

Uma rede comunitária de intercâmbio de sementes foi implantada em 12 municípios dos Territórios de Sobral e Vales do Curu e Aracatiaçu, no Ceará. O objetivo é garantir a segurança alimentar de agricultores familiares, por meio da prática agroecológica. O projeto envolve cerca de mil pessoas, em 49 comunidades. A iniciativa da Cáritas Diocesana de Sobral é uma das selecionadas via edital no Programa Ecoforte e conta com o investimento social de R$ 1,1 milhão da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto implantou 20 Casas de Sementes e Mudas e reestruturou outras 15. As casas emprestam as sementes crioulas – utilizadas tradicionalmente pelos antepassados – para os associados. Eles cultivam hortaliças, plantas medicinais e mandioca, entre outros vegetais. Após o crescimento inicial, devolvem as sementes para a casa comunitária, de forma que fique garantida a manutenção do acervo para o uso coletivo.

De acordo com o coordenador do projeto, Erivan Camelo, as casas de intercâmbio ajudam a manter a biodiversidade dos vegetais ao mesmo tempo em que torna os agricultores familiares independentes das grandes indústrias de sementes. "É um movimento de resgate e continuidade da vida, movimento contra-hegemônico das corporações atuais. Preservando as sementes, eles estão preservando a cultura camponesa, a alimentação diversificada e a farmácia viva."
Em regime de mutirão, as famílias também formaram dez roçados comunitários agroecológicos, onde cultivam hortaliças, milho, feijão, melancia, jerimum, plantas nativas, e plantas forrageiras, que são recuperadoras do solo e servem de alimento para os animais. A fim de garantir a irrigação nos períodos de estiagem, foram implantadas dez cisternas para captação e armazenamento de água da chuva.

O projeto vai contar ainda com seis unidades comunitárias de criação de galinha caipira, previstas para iniciar em dezembro. As unidades ficarão sob a responsabilidade de grupos de mulheres, com cerca de 80 participantes.
Os agricultores familiares já realizaram visita a iniciativa similar no município de Ouricuri (PE) e dois encontros de intercâmbio com as doze cidades envolvidas. Nessas oportunidades os participantes trocam conhecimentos e experiências a fim de aprimorar as práticas de manejo das sementes e do solo.
A escolha das soluções foi baseada em um diagnóstico sobre a necessidade das comunidades, segundo a coordenadora do projeto Maria Erlândia Gomes Pereira. O diagnóstico foi realizado com o envolvimento de associações de moradores e sindicatos locais. Os municípios abrangidos são Bela Cruz, Forquilha, Frecheirinha, Irauçuba, Marco, Massapê, Morrinhos, Santana do Acaraú, Sobral, Itapipoca, Trairi e Tururu.

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Projeto Promovendo Agroecologia em Rede, que tem o apoio da Fundação BB, apresenta estudo sobre juventude e agroecologia

A agroecologia desempenha um importante papel nos sistemas produtivos de conservação dos recursos naturais e no abastecimento da população com alimentos saudáveis e de qualidade. Este trabalho é desenvolvido pelo homem do campo, que, com o passar dos anos, está envelhecendo. Assim, surge uma questão preocupante que precisa ser discutida: como vai ser o futuro deste trabalho?

Em busca de respostas, o caderno Juventudes e Agroecologia: a construção da permanência no campo na Zona da Mata Mineira faz uma reflexão: "há um aspecto sensível na reprodução da agricultura familiar camponesa no que diz respeito às perspectivas de permanência da juventude no campo, seja como agricultores propriamente ditos, seja em alguma outra atividade que contribua na construção da agricultura no futuro”.

O material foi produzido pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), em parceria com o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM) e faz parte do projeto Promovendo Agroecologia em Rede, realizado com o apoio da Fundação Banco do Brasil (FBB) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES).

De acordo com Natália Faria de Moura, uma das autoras da publicaçãoos levantamentos ajudaram a identificar fatores que podem fortalecer o espírito de pertencimento da juventude campesina. “O que mais nos marcou nesse projeto foi perceber a importância da educação do campo como principal fator motivador da permanência juvenil no meio rural. Os estudos e a agroecologia oferecem uma oportunidade e grande parte dos entrevistados têm interesse em dar continuidade ao trabalho da família, mas precisam de apoio, de uma formação, de incentivo e de políticas públicas.”

Para Flavia Londres, da ANA, o estudo tem o objetivo de sistematizar uma experiência concreta a partir de uma reflexão sobre a permanência do jovem no campo e criar um documento que sirva de subsidio para organizações que trabalhem com agroecologia e agricultura familiar

A publicação aponta algumas dificuldades enfrentadas pelos jovens para permanecer no campo, como a falta de autonomia nos trabalhos da propriedade, a ausência de renda pelos serviços prestados à família, a invisibilidade e a não valorização do trabalho. Além disso, o caderno apresenta algumas experiências de educação e formações em feminismo, assim como o acesso a políticas públicas.

O material é gratuito e está disponível no site a Agência Nacional de Agroecologia. Acesse aqui 

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Quinta, 01 Setembro 2016 16:12

Parcerias

O relacionamento com parceiros é um tema chave na estratégia da Fundação Banco do Brasil. O contato transparente, harmonioso e produtivo, bem como a participação ativa dos nossos parceiros, é tratado como prioridade no planejamento e execução das nossas ações.

Por meio do apoio dos nossos parceiros estratégicos, viabilizamos o desenvolvimento das ações que transformam a vida dos participantes dos nossos programas e projetos sociais.

A estratégia revisada em 2017 prevê a concentração do investimento social nas áreas de Educação e Meio Ambiente, em programas estruturados segmentados por ações em temas como Água, Agroecologia, Agroindústria, Educação e Resíduos Sólidos, e para a inclusão socioprodutiva e a superação da exclusão social. Essa atuação também tem como orientadores a promoção da transformação social, a disseminação de tecnologias sociais, a valorização de redes, a sinergia de ações com os parceiros estratégicos, dentre outros.

BNDES - Fundo Social

O estabelecimento da parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ocorreu em 08 de setembro de 2009, por meio da formalização do Acordo de Cooperação Técnica e Financeira nº 09.2.0708-1, e ampliada em 2015, por meio do Acordo de Cooperação Técnica e Financeira nº 15.2.0773-1 com o objetivo de implementar ações sociais voltadas à estruturação de empreendimentos solidários urbanos e rurais em cadeias produtivas, na reaplicação de tecnologias sociais e no desenvolvimento territorial com foco em inclusão socioprodutiva e desenvolvimento sustentável. O BNDES disponibiliza recursos do Fundo Social, destinados ao cumprimento desses objetivos.

Até 2017, as ações resultaram no apoio de 441 projetos sociais, beneficiando mais de 210 mil pessoas, totalizando investimentos sociais na ordem de R$ 247 milhões, com recursos paritários da Fundação BB e do BNDES. Desses projetos sociais destaca-se a atuação na região Nordeste para a qual foram recebidos investimentos sociais de 162 projetos, seguido da região Sudeste com 159 e demais regiões com 171. Decorrente disso, dos R$ 247 milhões referentes ao investimento social realizado, R$ 97,4 milhões foram aplicados em projetos nos estados do Nordeste e Norte do país, R$ 79,4 milhões para o Sudeste e o restante nas regiões Centro-Oeste e Sul.

Acompanhe os projetos

BNDES - Fundo Amazônia

A parceria entre a Fundação BB e o Fundo Amazônia foi formalizada em 18 de junho de 2012, por meio da celebração do Acordo de Cooperação Técnica e Financeira nº 12.2.0435-1, entre a Fundação BB e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, gestor do Fundo Amazônia.

O objetivo é atuar em projetos que promovam o desenvolvimento de atividades produtivas, alinhados à conservação e ao uso sustentável do Bioma Amazônia.

A parceria possibilitou a realização do investimento social integrado às diversas estratégias e ações promovidas pelos entes públicos no Bioma Amazônia, dentre os quais se destacam os programas governamentais, Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal - PPCDAm, Plano Amazônia Sustentável - PAS, Programa Arco Verde Terra Legal, Bolsa Verde e ATER Extrativista do Governo Federal.

A atuação da Fundação BB com os projetos no Bioma Amazônia está de acordo com as suas diretrizes estratégicas, considerando que se trata de uma região ainda carente de apoios institucionais públicos e privados e que possui potencialidade para a realização de ações de desenvolvimento de cadeias da sociobiodiversidade e disseminação de tecnologias sociais agroecológicas, visando a promoção da inclusão socioeconômica e produtiva.

A priorização da temática extrativista no fomento de projetos para o Bioma Amazônia alinha-se também à demanda da sociedade civil pelo reconhecimento do serviço ambiental prestado pelos povos extrativistas e promove condições para o desenvolvimento econômico social sustentável do Bioma, com respeito ao ser humano e ao meio ambiente.

O Ecoforte - Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia e Produção Orgânica apoia as iniciativas da Rede Maniva de Agroecologia do Amazonas e Rede Encauchados de Vegetais da Amazônia, além da estruturação de 33 empreendimentos econômicos coletivos de beneficiários de Unidades de Conservação Federais de Uso Sustentável localizadas no Bioma Amazônia para beneficiamento e comercialização de produtos da sociobiodiversidade.

Até 2017 foram celebrados 52 convênios com a predominância de iniciativas nos estados do Amazonas, Rondônia, Amapá e Pará, alcançando 23.296 participantes distribuídos entre povos indígenas, extrativistas, agricultores familiares e assentados da reforma agrária.

Acompanhe os projetos

Água

Em 2017, a Fundação BB e o BNDES investiram R$ 10 milhões para construção de 726 cisternas de água de produção, ampliando o número de famílias atendidas nos Estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Água de Produção Contrato
Água de Produção - Lista de Beneficiários
Água de Consumo - Lista de Beneficiários
Água de Consumo - Lista de Beneficiários - Projeto 15500
Água de Consumo - Lista de Beneficiários - Projeto 15500 - Aditivo
Água de Produção - Lista de Beneficiários - Projeto 16.421

Agroecologia

A parceria apoia as ações do Ecoforte - Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica. O objetivo do programa é diversificar e ampliar a capacidade produtiva, intensificar as práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. Em 2017, foram investidos cerca de R$ 12,3 milhões nos projetos selecionados no âmbito do Edital Ecoforte Extrativismo.

Ecoforte Extrativismo - Lista de Beneficiários - Projeto 14847

Ecoforte Redes - Lista de Participantes - Projeto 14531

Ecoforte Redes - Lista de Beneficiários - Projeto 14535

Ecoforte Redes - Lista de Beneficiários - Projeto 14537

Ecoforte Redes - Lista de Participantes - Projeto 14546

Ecoforte Redes - Lista de Participantes - Projeto 14558 

Ecoforte Redes - Lista de Beneficiários - Projeto 14638

Ecoforte Redes - Lista de Beneficários - Projeto 14656

Ecoforte Redes - Lista de Beneficiários - Projeto 14680

Ecoforte Redes - Lista de Beneficiários - Projeto 14779

Ecoforte Redes - Lista de Beneficiários - Projeto 14836

Ecoforte Redes - Lista de Beneficiários - Projeto 14837

Ecoforte Redes - Lista de Beneficiários - Projeto 14961

Ecoforte Redes - Lista de Beneficiários - Projeto 14989

Ecoforte Redes - Lista de Beneficiários - Projeto 14599

Ecoforte Redes - Lista de Beneficiários - Projeto 14746

Ecoforte Redes - Lista de Participantes - Projeto 14767

Ecoforte Redes - Lista de Participantes - Projeto 14598

Ecoforte Redes - Lista de Participantes - Projeto 14606

Ecoforte Redes - Lista de Participantes - Projeto 14586

Ecoforte Redes - Lista de Participantes - Projeto 14631

Agroindústria

O Programa Terra Forte tem por objetivo apoiar a implantação de empreendimentos coletivos agroindustriais em projetos de assentamentos da reforma agrária, criados ou reconhecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA.

O Programa atende a três cooperativas, dentre as dez que tiveram projetos aprovados pelo Comitê de Investimentos do Programa Terra Forte.

Cooperativa dos Produtores de Erva-Mate Ltda - Coopermate - Ampliação e modernização da agroindústria de erva mate e mix de chás para infusão;

Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita - Coopan - Estruturação de abatedouro e frigorífico de suíno e bovino;

Cooperativa da Agricultura Familiar de Paraíso - Cooapar - Estruturação da cadeia produtiva do leite em assentamentos de reforma agrária da região de Andradina – Laticínio e tanques de expansão.

Terra Forte Contrato

Terra Forte Reporte - Setembro/2018

Terra Forte Reporte - Outubro/2018


Resíduos Sólidos

O Programa Cataforte, em sua terceira fase, tem como objetivo estruturar as redes solidárias de empreendimentos de catadores de materiais recicláveis, de modo a possibilitar avanços na cadeia produtiva de valor e inserção no mercado da reciclagem.

Cataforte - Participantes - Projeto 12535

Cataforte - Participantes - Projeto 12308

Cataforte - Participantes - Projeto 12307

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Iniciativa da Rede Terra vai estruturar 75 unidades de referência em agroecologia e envolver 400 pessoas da área rural de Goiás e Distrito Federal

Convênios assinados pelo programa Ecoforte Redes com entidades que reúnem cooperativas e associações de agricultura orgânica e extrativismo sustentável ajudam a promover essas práticas pelo país. O edital de seleção realizado pela Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), habilitou e atende 28 redes em todo o Brasil, com investimento social de R$ 34,6 milhões.

O aporte tem como objetivo fortalecer projetos territoriais voltados à intensificação das práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica, como é o caso do projeto realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Apoio à Agricultura Familiar (Rede Terra).

Em Goiás e no Distrito Federal, a entidade estrutura 75 unidades de referência em agroecologia que estão em fase de implantação. Os espaços são destinados para a produção orgânica, extrativista e de base agroecológica, sendo 25 unidades de hortas ecológicas e 50 de quintais diversificados. O projeto com investimento social de R$1,2 milhão visa atender diretamente 400 pessoas de povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária e agricultores familiares.

A iniciativa já realizou capacitações, encontros, visitas de campo e estruturação das unidades de referência de criação de pequenos animais, hortas, pomares e cultivos diversos, todos de base agroecológica e orgânica, em propriedades de agricultores familiares.

Além disso, o projeto estruturou a comercialização dos produtores, com venda para o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, do governo federal, e com um circuito de quitandas, que são espaços de venda direta ao consumidor.

“Na sabedoria da cultura goiana e caipira, buscamos os elementos da natureza e os saberes populares para proporcionar qualidade de vida para as famílias de agricultores familiares e quilombolas. Para a Rede Terra, a essência do Ecoforte é isso: cultura e agroecologia. Tudo junto e misturado”, destacou Zizo Simion, coordenador da Rede Terra.

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