Iniciativa tem recursos da Fundação BB, BNDES e Fundo Amazônia

Termina no dia 15/12/2017 o prazo de inscrições para o edital Ecoforte Redes, destinado a novas propostas de redes de agroecologia ou ao fortalecimento das já atendidas pela seleção do Ecoforte em 2014, desde que integrem novos grupos ou organizações produtivas.

A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Amazônia. Serão investidos até R$ 18,5 milhões, sendo R$ 16 milhões para novas organizações, com projetos de valores entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão. Os R$ 2,5 milhões restantes são destinados à consolidação e expansão de propostas já beneficiadas pelo Ecoforte, com aporte entre R$ 300 e 500 mil.

Os recursos poderão financiar a construção ou reforma de instalações; aquisição de máquinas, veículos e equipamentos; capacitações e serviços técnicos especializados; e gestão e assistência técnica dos projetos apoiados.

Confira mais informações sobre o edital em fbb.org.br/ecoforte2017

Assista ao vídeo da oficina sobre o Edital Ecoforte, com esclarecimentos sobre o processo de inscrição, realizado no VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia.

Programa Ecoforte
Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

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Entidades têm até o dia 27 de outubro para entrar com recurso na comissão de seleção

A Fundação Banco do Brasil divulga o resultado da Etapa 3 do Edital Ecoforte Extrativismo, publicado nesta segunda (23) no Diário Oficial da União. Foram selecionadas entidades sem fins lucrativos que reúnem produtores extrativistas em projetos em unidades de conservação federais de uso sustentável no Bioma Amazônia. As entidades participantes têm até o dia 27 para entrar com recurso na Comissão de Seleção.

O investimento social será de R$ 8 milhões, da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A seleção vai apoiar empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta.

Para acessar o resultado preliminar da Etapa 3, clique aqui

Para acessar o formulário de interposição de recursos da Etapa 3, clique aqui 

Para acessar a página do Edital Ecoforte Extrativismo, clique aqui.

A realização deste projeto contempla quatro Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidascom metas para o ano de 2030

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Prazo para edital foi ampliado para 15 de dezembro; propostas para regulamento têm data limite até 27 de outubro

As inscrições para os dois processos seletivos do Ecoforte, voltados para redes de organizações de extrativismo ou produção orgânica com base na agroecologia, foram prorrogadas. A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Amazônia.

O edital, destinado a novas propostas de redes ou à consolidação das já atendidas pelo certame do Ecoforte realizado em 2014, desde que integrem novos grupos ou organizações produtivas, teve o prazo estendido para 15 de dezembro. Serão investidos até R$ 18,5 milhões, sendo que R$ 2,5 milhões destinados à consolidação e expansão de propostas já beneficiadas pelo Ecoforte, com aporte entre R$ 300 e 500 mil; e R$ 16 milhões para novas organizações, com projetos de valores entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão.

A outra seleção é o regulamento (chamada direta) dirigido à implantação e melhoria de empreendimentos econômicos coletivos de organizações já conveniadas pelo edital de 2014 – a data limite para inscrição foi ampliada para 27 de outubro. Estão previstos até R$ 6,5 milhões para projetos de R$ 300 mil a R$ 500 mil.

No total, serão investidos R$ 25 milhões de recursos não reembolsáveis, dos quais R$ 5 milhões serão destinados exclusivamente para o apoio a projetos localizados na Amazônia Legal.
As redes já conveniadas só devem se inscrever em um dos dois processos, conforme a característica do empreendimento. Os recursos poderão financiar a construção ou reforma de instalações; aquisição de máquinas, veículos e equipamentos; capacitações e serviços técnicos especializados; e gestão e assistência técnica dos projetos apoiados.

O lançamento desses processos resgata o caráter estruturante do Programa Ecoforte e visa atender as necessidades de ampliação da capacidade produtiva, a inclusão socioprodutiva, a maturação de empreendimentos e a geração de insumos para a produção. Além disso, permite a continuidade das ações de mobilização, capacitação e intercâmbio de conhecimentos.

Encontre mais informações na página das seleções: fbb.org.br/ecoforte2017

Confira o vídeo da oficina sobre o Edital Ecoforte, realizado no VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia, com esclarecimentos sobre o processo de inscrição.

Programa Ecoforte
Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

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O objetivo da apresentação, dias 12 e 13, é explicar como as redes de agricultores familares podem participar da seleção

A Fundação Banco do Brasil apoia e participa do Congresso de Agroecologia 2017, realizado em Brasília, de 12 a 15 de setembro. O congresso reúne três eventos: o VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia; o X Congresso Brasileiro de Agroecologia; e o V Seminário de Agroecologia do DF e Entorno. Durante os quatro dias, cerca de 4 mil participantes terão a oportunidade de conhecer mais sobre os princípios da Agroecologia e sua aplicação prática em temas importantes para a sociedade como água, sociobiodiversidade, saúde e alimentação.

Nos dias 12 e 13, a Fundação Banco do Brasil vai realizar uma apresentação aberta ao público sobre o Edital Ecoforte Redes, que está com inscrições abertas até o dia 2 de outubro. No dia 12, das 18 as 20h, a atividade será na Tenda da Sociobiodiverdidade. E no dia 13, no mesmo horário, a apresentação será na Tenda das Tecnologias Sociais.

Os atuais projetos realizados dentro do Programa Ecoforte Redes serão abordados no evento também, durante a Roda de Conversa "Diálogo entre as Redes ECOFORTE", no dia 13.09, das 13h15 às 16 horas, no estande da CIAPO – Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica.

O Programa Ecoforte Redes visa o fortalecimento da agricultura familiar com base na agroecologia, extrativismo e produção orgânica. Até 2016, por meio de edital, habilitou 28 redes em todo o Brasil. A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e parceiros, com investimento social total de R$ 34,6 milhões.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Na próxima semana serão lançadas duas seleções voltadas para empreendimentos novos e também já conveniados

A Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Amazônia, divulga hoje (3) processos seletivos, que serão lançados na próxima semana, no âmbito do Programa de Ampliação e Fortalecimento das Redes de Agroecologia e Produção Orgânica. Serão investidos R$ 25 milhões de recursos não reembolsáveis para apoio a projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica. 

Serão duas chamadas públicas. Uma denominada Regulamento que tem como objeto a seleção e o apoio a projetos para implantação e/ou melhoria de empreendimentos econômicos coletivos relacionados à produção de base agroecológica, extrativista e orgânica das redes já conveniadas no âmbito do Edital 2014/005 - Redes ECOFORTE. Nessa modalidade, estão previstos R$ 6,5 milhões para projetos de R$ 300 mil até R$ 500 mil.

O outro instrumento é o Edital que envolve a consolidação das redes atendidas, desde que integrem novos grupos ou organizações produtivas e a inclusão de novas redes. Neste certame, serão R$ 18,5 milhões investidos, sendo que R$ 2,5 milhões destinados à consolidação e expansão de redes, com aporte entre R$ 300 a 500 mil; e R$ 16 milhões para novas organizações, com projetos de valores entre R$ 800 mil a R$ 1 milhão.

As redes conveniadas só poderão se inscrever em um dos dois processos, conforme a característica do empreendimento. Os recursos poderão financiar a construção ou reforma de instalações; aquisição de máquinas, veículos e equipamentos; capacitações e serviços técnicos especializados; e gestão e assistência técnica dos projetos apoiados.

O lançamento desses processos resgata o caráter estruturante do Programa Ecoforte e visa atender as necessidades de ampliação da capacidade produtiva, a inserção socioprodutiva, a maturação de empreendimentos e a geração de insumos para a produção. Além disso, permite a continuidade das ações de mobilização, capacitação e intercâmbio de conhecimentos.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, destaca que "ao dar continuidade ao Programa Ecoforte, a Fundação BB, em parceria com o BNDES, contribui para fortalecimentos das organizações agroecológicas, gerando renda, promovendo a segurança alimentar e hídrica e dinamizando territórios. Essas ações permitem que mais agricultores familiares, assentados da reforma agrária e extrativistas participem do ciclo virtuoso de desenvolvimento sustentável"

Programa Ecoforte 

Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Curso técnico em regime integral divide o ensino entre a sala de aula e a propriedade rural e prepara os alunos para planejar e monitorar atividades agropecuárias

Mais informação e conhecimentos técnicos para gerar oportunidades de emprego e renda no campo. Esse é o principal objetivo da Casa Familiar Rural (CFR), localizada no interior de Santa Catarina, com investimento social de R$ 195 mil da Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Brasilcap.

Os recursos do projeto foram destinados para construção de um refeitório, ampliação da oferta de vagas em capacitações da entidade e para aquisição de mobiliário, equipamentos e veículo para acompanhamento das atividades práticas.

Atualmente, os participantes estudam em regime integral técnicas agrícolas e agropecuárias, alternando semanalmente aulas teóricas na escola com aplicações práticas em suas propriedades. Durante as ações, os professores realizam visitas para acompanhar o desempenho dos alunos. Os cursos são regulamentados e integrados ao Ensino Médio.

Ao final, os jovens tornam-se capacitados para planejar, elaborar, implantar e monitorar projetos agropecuários. Eles podem atuar em propriedades rurais, empresas de assistência técnica, extensão rural e pesquisa, empresas comerciais e estabelecimentos agroindustriais. Além disso, podem desenvolver projetos autônomos para um negócio próprio.

Neste ano, estão matriculados cerca de setenta e sete estudantes de 14 a 18 anos, todos provenientes de famílias de agricultores. No total, são 240 participantes, incluindo os familiares, dos municípios do oeste catarinense: Riqueza, Caibi, Palmitos, Cunha Porã, Iraceminha e Mondaí. A intenção é ajudar no trabalho do dia a dia nas lavouras de milho, soja, fumo, feijão, cana de açúcar, trigo, e também da criação de porcos, aves, peixes e gado de leite e corte.

Constituída em 1995, a CFR é uma entidade privada sem fins lucrativos, considerada pioneira no ensino técnico rural para jovens no estado de Santa Catarina. Segundo um dos coordenadores da entidade Claudinei Furlan, a atuação da instituição é inteiramente voltada para criar condições para que os jovens vivam bem, próximos aos seus familiares e com boas oportunidades de trabalho. “Capacitamos esses rapazes e moças para que eles possam proporcionar melhor qualidade de vida às suas famílias, com alimentação de qualidade e conhecimentos técnicos. Também possibilitamos que eles escolham funções que antes eram ocupadas por pessoas que vinham de outras regiões”.

De acordo com o Censo de 2010, o Brasil possui oito milhões de jovens no campo com idade entre 15 e 29 anos, o que representa um quarto da população rural do país. Taís Caroline Scherer, de 14 anos, está no primeiro semestre do curso técnico. Moradora do município de Riqueza, a jovem se diz feliz e determinada na escolha que fez para sua vida. “Decidi fazer esse curso, porque quero ampliar e tocar a propriedade dos meus pais. Eles trabalham com criação de gado de leite e suínos e quero continuar fazendo isso, trabalhando no meu próprio negócio”, disse

Tais Caroline

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Programa Ecoforte realizará quarta seleção voltada a fortalecer práticas agroecólogicas que promovem geração de renda e sustentabilidade

Entidades formadas por agricultores familiares terão nova oportunidade, em breve, de obter investimento social para agroecologia. A Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão investir R$ 25 milhões no Programa Ecoforte, voltado para apoiar redes de agroecologia em todo o país. O investimento será destinado a novas iniciativas e também ao fortalecimento dos projetos já participantes do primeiro edital, realizado em 2014. Ainda não há previsão para realização das seleções.

O anúncio foi feito durante o Seminário Nacional sobre o Programa Ecoforte - Redes de Agroecologia para o Desenvolvimento dos Territórios, que reuniu representantes das 28 redes de agroecologia participantes do primeiro edital do programa. O evento foi realizado em Campinas (SP), de 3 a 5 de julho, com o objetivo de promover o intercâmbio entre as experiências de rede já implantadas.

A realização do evento - pela ANA - Articulação Nacional de Agroecologia - faz parte de um projeto apoiado pelo Ecoforte. A iniciativa prevê a sistematização das experiências de rede que estão em execução para que sirvam de referência para futuras iniciativas e para formulação de políticas públicas fomentadoras da expansão da agroecologia no Brasil.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Social da Fundação BB, Rogério Biruel, a sistematização é importante para explicitar os resultados positivos do Ecoforte para a agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável. "Procuramos aprimorar a formulação de indicadores objetivos dos investimentos para mensurar a efetividade dos projetos."

Sobre o Ecoforte - O Programa Ecoforte, que integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) e visa o fortalecimento e a ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

O investimento social no Ecoforte foi possível com o diálogo e articulação com órgãos do governo e movimentos sociais do campo, valorizando conhecimentos tradicionais e as diversas tecnologias sociais que viabilizam a agricultura de base agroecológica em comunidades rurais. De 2014 a 2016 foram lançados três editais, com um investimento total de R$ 42,6 milhões, em parceria entre a Fundação BB e o BNDES, atendendo a 39,3 mil agricultores familiares.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Livros lançados pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) oferecem novos olhares sobre o tema

Articular, qualificar e divulgar iniciativas desenvolvidas junto a grupos de agricultores familiares no âmbito nacional. Foi este o objetivo da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), ao executar o projeto “Promovendo Agroecologia em Rede”. O resultado deste trabalho está em duas publicações desenvolvidas durante o projeto: Olhares Agroecológicos – análise econômico-ecológica de agroecossistemas em sete territórios brasileiros e, Método de análise econômico-ecológica de agroecossistemas.

O projeto, que recebeu o apoio da Fundação Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi selecionado por meio do edital Ecoforte Redes, que visa o fortalecimento e ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

A proposta das publicações nasceu a partir do 3º Encontro Nacional de Agroecologia, realizado em 2014, na Bahia. Com isso, foram realizados estudos de caso em sete regiões brasileiras: Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Sertão do Araripe, localizado em Pernambuco, Alto do Rio Pardo no Semiárido Mineiro, Sudoeste de Mato Grosso, Mesorregião Leste de Rondônia e Santarém.

Os dois livros foram lançados simultaneamente, no final de março, no Rio de Janeiro, em cerimônia que contou com a presença dos autores. Na ocasião também foi realizado um debate sobre agroecologia.

O processo de elaboração dos estudos gerou intensa mobilização envolvendo organizações e grupos de cada território, e os resultados das pesquisas, que estão sintetizados no livro, trazem à luz a história, a riqueza e os caminhos que as experiências de agroecologia apresentam para a agricultura familiar e o desenvolvimento dos territórios.

Segundo Flávia Londres, membro da Secretaria Executiva da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e coordenadora do projeto “Promovendo Agroecologia em Rede”, a organização social empodera e fortalece a luta das mulheres e contribui para que jovens conquistem espaço nas tomadas de decisões e oportunidades de geração de renda. Ao invés de enriquecer grandes complexos agroindustriais, a riqueza gerada no campo pela agroecologia contribui para o desenvolvimento dos territórios onde vivem as comunidades rurais.

Apesar disso, para a autora existe uma carência de informações quantificadas e sistematizadas para comprová-las. “Os métodos de pesquisa econômica-convencionais não dão conta de evidenciar esses aspectos”, explica.

Flávia ressalta que os resultados das pesquisas elaboradas a partir do Lume, como foi chamado o método, mostram a complexidade da interação entre os componentes que integram o agroecossistema - um tipo de agricultura que não foca apenas na produção agrícola, mas na relação da área cultivada com todos os agentes naturais do entorno, incluindo a fauna, a flora, o solo, a água e até os micro-organismos.

Buscando demonstrar as vantagens para a sociedade em apoiar a Agroecologia, os pesquisadores desenvolveram um Método de Avaliação Econômico-ecológico de Agroecossistemas, em que resgatam informações históricas e a configuração socioeconômica e ambiental do território. O método possibilita a visualização de dados como o valor agregado da produção e do autoconsumo conforme os locais pesquisados, a repartição desse valor agregado por gênero e esfera de trabalho, entre outros dados econômicos. A interação com as políticas públicas e aspectos da sustentabilidade dos agroecossistemas também são evidenciados, como o grau de autonomia e resiliência (capacidade de adaptação a condições adversas), a participação social dos membros da família e a equidade de gênero (protagonismo das mulheres).

A obra proporciona uma análise profunda e oferece um olhar ousado sobre os rumos e os avanços da agroecologia, imprimindo um verdadeiro raio-x dos territórios em estudo, além de documentar toda a metodologia aplicada. Ao mesmo tempo destaca a criatividade e o conhecimento utilizados na agricultura camponesa e dos povos e comunidades tradicionais como importante ferramenta e que se reinventa com o passar dos anos, recursos por vezes, ocultado pelo pensamento econômico convencional, segundo os autores.

Para acessar os livros, clique nos links abaixo:

Olhares Agroecológicos – análise econômico-ecológica de agroecossistemas em sete territórios brasileiros

Método de análise econômico-ecológica de agroecossistemas

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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No Dia Internacional de Combate às Drogas, 26 de junho, a Fundação BB anuncia a parceria com a organização não governamental Salve a Si, com o investimento social de R$ 244,6 mil. O recurso será utilizado na realização de capacitação de homens em recuperação de dependência química, na Cidade Ocidental (GO).

Estão previstos treinamentos em horticultura, piscicultura, viveirismo, produção de insumos orgânicos, jardinagem, paisagismo, irrigação, e noções básicas em agroecologia. A intenção é que os acolhidos possam desenvolver habilidades e conhecimentos para inserção no mercado de trabalho. Eles vão atuar na produção de frutas, legumes, verduras, hortaliças e plantas ornamentais em sistema agroecológico (integrados ao meio ambiente e sem agrotóxicos e adubos químicos) e na criação de peixes.

Com os cursos, os internos poderão atuar na produção da fazenda e contribuir para a manutenção das atividades do abrigo, que conta, atualmente, com recursos de doações e de subsídio do Governo do Distrito Federal. .

"Queremos mostrar aos acolhidos a capacidade que eles têm de serem membros produtivos da sociedade, por meio de cursos profissionalizantes, e tornar a fazenda sustentável", afirma o fundador da Ong e coordenador geral do projeto, José Henrique França.

Desde 2008, quando foi criada, a Salva a Si já atendeu mais de 2 mil homens em situação de vulnerabilidade social e dependência química e tem capacidade para acolher 120 residentes ao mesmo tempo. O trabalho de recuperação é desenvolvido em uma fazenda de 33 hectares, que possui nascentes, rios e infraestrutura como granja, chiqueiro, mudário de plantas exóticas e medicinais, produção de agricultura orgânica e piscicultura.

O tratamento dura de seis a 12 meses com integração de várias abordagens terapêuticas e metodologias de superação de dependência, como Alcóolicos Anônimos, e o desenvolvimento de espiritualidade ecumênica, assim como atividades para a promoção de autocuidado, sociabilidade, aprendizagem e capacitação. A entidade também realiza um programa de orientação e acompanhamento para as famílias dos pacientes, com sala de atendimento perto da rodoviária metropolitana, na região central de Brasília.

Saiba mais sobre o projeto no site da Ong Salve a Si.

 

A divulgação deste projeto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto usa técnicas para preservação da água e do solo e produz alimentos mais saudáveis para o consumidor final


Agricultores familiares de Vilhena (RO) estão adotando, com sucesso, técnicas agroecológicas na produção de alimentos, com uso sustentável dos recursos naturais e sem uso de defensivos tóxicos. Essas técnicas propiciam a preservação da água e do solo, além de alimentos mais saudáveis ao consumidor final.

Esse método de produção vem sendo desenvolvido, desde dezembro do ano passado, pelo Projeto Semear em três unidades produtivas experimentais, com utilização de estufas e sistemas de irrigação apropriados. A iniciativa com investimento social de R$ 193 mil da Fundação BB e da Brasilcap foi selecionada por meio da Chamada Internada de Projetos de Inclusão Socioprodutiva de 2016.

Com os recursos, foi possível a aquisição de um veículo e a capacitação dos agricultores familiares nas áreas de produção, comercialização, mobilização social e a certificação de alimentos agroecológicos. O desenvolvimento do projeto também envolve a realização de 60 visitas de assistência técnica.

Segundo o engenheiro agrônomo, Gustavo Lisboa, um dos coordenadores técnicos do projeto, “as técnicas geram bastante curiosidade, mas os agricultores ainda têm dificuldades em eliminar o uso de ‘veneno’. Existem muitas barreiras a serem vencidas e as unidades demonstrativas estão mudando a percepção deles”.

A boa aceitação no mercado local já tem gerado mais renda aos agricultores. A agricultora Adriane Appelt percebeu a oportunidade e tem estimulado seus familiares a cultivarem hortaliças de acordo com as novas técnicas. Já estão sendo produzidos: cebolinha, coentro, salsa, alface, rúcula, tomate, couve, vagem, cenoura e outras hortaliças. “Estamos muito satisfeitos com nosso trabalho. Os clientes têm solicitado muitas encomendas e, por isso, estamos ampliando nossa oferta para atender a todos os pedidos”, destacou.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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