Iniciativa prevê uso de minhoca gigante na formação de compostagem para produção de mudas nativas, compra de materiais e equipamentos e capacitações

Situada a 400 quilômetros de Boa Vista (RR), no município de Caroebe, a Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Banana entre Rios – Aprupers prioriza o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável do município.  

A entidade recebeu investimento social da Fundação Banco do Brasil para o projeto “Agroecologia”, que tem como público alvo indígenas da etnia Wai Wai e agricultores familiares não indígenas, que vivem às margens da rodovia BR-210 – Perímetro Norte, e que trabalham na produção de banana.  A iniciativa vai privilegiar a produção agroecológica, com a valorização e cuidado com o meio ambiente.

De acordo com Samuel Carlos de Santana, engenheiro agrônomo e coordenador do projeto, a integração dos indígenas tem grande relevância, devido suas formas tradicionais de organização, de ocupação da terra e de uso dos recursos naturais, e que ao mesmo tempo, eles carecem de apoio para suas atividades.  “Aqui temos a presença dos índios em todos os cantos. Eles são fortes na extração e venda da castanha do Brasil, sabem como ninguém os conceitos da agroecologia e precisamos dessa união entre os povos para que todos sejam beneficiados” declarou.

As famílias já comercializam seus produtos na Feira da Agricultura Familiar, em Caroebe, mas enfrentam dificuldade de retirada de seus lotes em função da falta de transporte para escoamento da produção, levando a grandes perdas e impactando negativamente a renda dos associados.

O recurso no valor de R$ 200 mil será usado na aquisição de um caminhão com carroceria, kits para irrigação, materiais para viveiros de mudas, despolpadoras, carrinhos de mão, trituradores de resíduos, sacos plásticos transparentes, entre outros materiais para adequação de uma estufa de propagação de plantas e enraizamento de partes de vegetais (estacas).

Estão previstas também capacitações para o aprimoramento e empoderamento dos agricultores familiares, em sementes, florestais tropicais, compostagem orgânica e produção de polpas de frutas.

Uma curiosidade do projeto é o uso da minhocuçu ou minhoca gigante na formação da compostagem orgânica. O coordenador explica que as minhocas ainda estão sendo estudadas pelo Departamento de Biologia da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e escolas da rede estadual de ensino, e que chegam a medir um metro de comprimento. O húmus produzido pelas minhocas é usado também na produção de mudas de árvores nativas da região como a castanha do Brasil, andiroba, açaí, patuá, bacaba e a camu camu. 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Investimento social da Fundação BB possibilitará a qualificação técnica de cafeicultores da região do Circuito das Águas Paulistas

 

Aumentar a produção de café reduzindo o uso de agrotóxicos é um dos principais objetivos da parceria entre a FBB e a Associação de Cafeicultura Orgânica do Brasil (ACOB). Com um projeto orçado em R$ 400 mil, a iniciativa possibilitará formação e compra de equipamentos que beneficiarão diretamente cerca de 250 cafeicultores na região do Circuito das Águas Paulista, a cerca de 150 Km da capital São Paulo - precisamente, nos municípios de Serra Negra e Socorro. Indiretamente, o público impactado será de 1.500 produtores.

O foco do projeto é desenvolver a cafeicultura familiar por meio de práticas agroecológicas que permitam a redução dos custos econômicos e socioambientais, do plantio à pós-colheita, incentivando a produção de café especial. A expectativa é de que cada produtor economize até R$ 40 por saca (60 quilos). O melhoramento do produto, por sua vez, abre a expectativa de elevação do preço da saca em até R$ 40. “Isso traz uma perspectiva muito positiva de aumento da renda dessas famílias, que vivem basicamente da cafeicultura”, aposta o engenheiro agrônomo Cássio Franco Moreira, diretor executivo da associação.

O engenheiro observa que um café “que usa menos veneno ou nenhum veneno” consegue se inserir em muitos mercados que privilegiam produtos limpos. “Embora nosso objetivo primordial não seja transformar toda a produção daquela região em orgânica, disseminar práticas agroecológicas é estratégico para aumentar a lucratividade e a renda daquelas famílias”. Para tanto, a ACOB aplicará a tecnologia social “Disseminação inovadora de tecnologias sustentáveis para pequenos cafeicultores”, certificada pela FBB em 2017.

A parceria também possibilitará a instalação de três unidades de referência em pós-colheita, estrategicamente localizadas no município de Serra Negra. Equipamentos como descascadores, elevadores, módulos de terreiro suspenso e secadores, entre outros, melhorarão não só o trabalho como a qualidade do grão. “É uma iniciativa fantástica. A nossa região é muito carente de informação. Apesar de produzirmos grão de excelente qualidade, muitas vezes o produto final é prejudicado tanto por falta de conhecimento quanto de equipamento adequado, principalmente no processo de secagem”, afirma Sílvia Fonte, produtora de café orgânico. A propriedade dela é uma das que vão sediar as unidades de pós-colheita.

Sílvia produz café há dez anos, mas foi somente após a aposentadoria, em 2016, que buscou melhorar a qualidade da produção. Desde 2017 sua safra é toda orgânica. “Isso deu um ótimo incremento no preço do produto. Hoje, as pessoas estão muito mais conscientes da necessidade de preservar os recursos naturais ao mesmo tempo em que procuram uma alimentação mais saudável”, observa.

A produtora conta que abriu seu sítio para turismo ecológico e desde então a procura pelo seu café tem sido grande. Além de não utilizar nenhum agroquímico, a produção é toda irrigada por gotejamento. “Temos muita consciência da importância da preservação ambiental e isso agrega mais valor ao nosso produto. Quando a gente melhora a qualidade do grão desperta o interesse do comprador final, e isso é muito positivo”, observa Sílvia.

 

Empoderamento de mulheres produtoras

O projeto também tem foco no empoderamento das mulheres produtoras, priorizando esse público nas capacitações e ações previstas. O projeto foi selecionado no âmbito da Chamada Interna Projetos de Inclusão Sócio Produtiva – PIS 01/2018 e terá duração de 18 meses, com início da execução previsto para o fim de julho de 2018.

Café especial x café orgânico

Para ser considerado especial, o café passa por criteriosa avaliação da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês) em dez itens que recebem, cada um, até dez pontos. O grão que atingir um mínimo de 80 pontos já é classificado como especial. Quanto mais próxima de cem for a pontuação, mais valorizado é o produto. Já o café orgânico é aquele produzido agroecologicamente, sem nenhum produto químico. O café pode ser orgânico especial, somente especial ou somente orgânico.

Veja abaixo como é realizado o processo de abanamento do café (vídeo).

 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Produção em comunidade de Paço do Lumiar (MA) poderá dobrar com as novas máquinas

“Este projeto foi uma oportunidade muito boa porque podemos aumentar a nossa produção. Para nós, foi uma benção e estamos muito felizes”. O depoimento do presidente da Associação de Agricultores e Agricultoras Familiar da Vila Residencial Nova Canaã, Raimundo Silva, traduz a satisfação do agricultor com a recém parceria firmada entre a Fundação BB e a entidade de Paço de Lumiar, cidade localizada na região metropolitana de São Luís (MA).

O projeto “Produção Agroecológica HortCanaã” tem como objetivo melhorar a capacidade produtiva e logística das 95 famílias participantes. Por meio da iniciativa, será adquirido maquinário que irá agilizar a produção das famílias. Atualmente, o trabalho manual em um canteiro de aproximadamente 30 metros quadrados leva quatro semanas para ser concluído. Com os equipamentos, a mesma tarefa poderá ser realizada em apenas duas horas.

“O trator, a roçadeira, o arado e a enxada rotativa eram máquinas que há muito tempo precisávamos, assim como um veículo para transportar a produção, porque usávamos o da prefeitura”, avalia o coordenador do projeto Vinicius Morais.

As principais culturas produzidas pelos agricultores da HortCanaã são alface, rúcula, couve, tomate e pepino. Com as máquinas agrícolas, os agricultores pretendem cultivar novos produtos, como mamão, cebola, banana, macaxeira, melancia. Também devem ser agregadas as culturas de milho, acerola, limão e quiabo. A produção será realizada por um coletivo de 25 pessoas no lote onde a associação está instalada.

“As máquinas aumentam a nossa produção em 200%. Com o trabalho manual, não conseguíamos atender todas as demandas. Já recebemos pedidos de um grande supermercado de São Luís, que não pudemos atender”, afirma Morais.

Feiras Orgânicas
Os produtos dos agricultores familiares da HortCanaã abastecem escolas, restaurantes populares e entidades assistenciais. Desde 2013, a associação é parceria dos programas governamentais: Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Com o aumento da plantação, a associação já planeja a participação em feiras livres itinerantes. O projeto, inclusive, oferece suporte com barracas, caixas e balanças. “Com os programas que somos parceiros, temos uma renda entre R$ 900 e R$ 1200. Quando começarmos a trabalhar nos lotes da associação, esperamos que a nossa renda aumente para R$ 2000 a R$ 2500. Pretendemos vender os orgânicos em feiras livres itinerantes e em condomínios fechados da região”, explica o presidente da associação.

A divulgação deste assunto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano 2030.

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Com apoio da Fundação BB, aldeias vão adquirir máquinas e equipamentos para o cultivo e escoamento de mandioca feijão, banana e amendoim


Mãtsisipatã Nukun Yunu Xarabú Banakin - você conhece o significado dessa frase? Na língua do povo indígena Huni Kui, quer dizer: Desenvolvendo Nossa Agricultura Orgânica. Esse é o nome dado ao projeto da Federação do Povo Huni Kui, do estado do Acre, que tem parceria com a Fundação BB. No Brasil, os Huni Kuis estão concentrados na região amazônica, principalmente no estado do Acre. Eles têm cultura, costumes, valores e língua própria, pertencente ao tronco linguístico Pano, e desenvolvem atividades econômicas, como caça, pesca, coleta e plantio de grande variedade de espécies.

O projeto com a Fundação BB visa melhorar a produção agroecológica, garantindo às famílias uma alimentação nutritiva e saudável por meio do fortalecimento do cultivo de mandioca, feijão, banana e amendoim. A iniciativa vai beneficiar os indígenas das aldeias Txanayá e Nova Mudança - situadas nos municípios de Feijó e Santa Rosa do Purus - com apoio logístico ao escoamento da produção, além da contribuição ao desenvolvimento econômico aliado à preservação do meio ambiente. O investimento social da Fundação Banco do Brasil, no valor de R$ 204 mil, será utilizado na aquisição de máquinas, ferramentas e dois barcos. Também serão realizadas capacitações voltadas para o aperfeiçoamento da produção e comercialização dos produtos.

As aldeias onde as ações serão implementadas ficam distantes dos grandes centros e servirão de unidades de referência para a região. A Txanayá, onde vivem aproximadamente 170 pessoas, fica a oito horas de barco do município de Feijó. Já a Nova Mudança faz parte da primeira aldeia do território Indígena do Alto Purus, é habitada por cerca de 80 indígenas e fica localizada a seis horas de barco do município de Santa Rosa do Purus (AC), 300 quilômetros da capital Rio Branco.

Joana Euda Barbosa é descendente do povo munduruku do Tapajós do Pará e foi escolhida para assessorar o projeto devido à experiência em outros projetos sociais. Ela explica que as mulheres e os jovens terão uma participação ativa na iniciativa. “No dia a dia, todos têm suas obrigações, conforme a distribuição das tarefas nas aldeias. Agora com o projeto, eles passarão a ter ainda mais responsabilidades. Em especial, as mulheres que atuarão nas plantações, colheitas e em breve no ensacamento dos produtos excedentes que serão comercializados”.

 

 

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Sexta, 22 Junho 2018 17:09

Morango hidropônico, já ouviu falar?

Projeto apoiado pela Fundação BB dinamiza o trabalho desenvolvido por associação de Nova Friburgo (RJ)

A parceria estabelecida entre a Fundação BB e a Associação dos Agricultores Familiares Produtores de Morango de Nova Friburgo (Amorango) possibilitou melhorias no cultivo e no transporte da produção. O projeto “Estufas para cultivo protegido de morango e melhorias na estrutura de comercialização” teve o investimento social de R$ 400 mil para a aquisição de estufas e de caminhão refrigerado. O objetivo é fortalecer a agricultura familiar de base agroecológica, com ênfase na produção e comercialização.

O morango produzido no sistema tradicional, em contato com o solo, é colhido no período entre agosto e dezembro já o cultivo no sistema semi-hidropônico proporciona a ampliação da época de produção. As mudas são cultivadas em estufas e plantadas em sacos plásticos apropriados, chamados de bags ou slabs com a capacidade de abrigar até 14 pés cada. Outra especificidade em relação ao plantio tradicional é que as plantas ficam elevadas em cavaletes facilitando o manuseio aos agricultores.

A Amorango, constituída em 2009, incentiva a agroecológica com alta qualidade e baixo impacto ambiental e promove em Nova Friburgo (RJ) eventos dedicados à cadeia produtiva do morango abrangendo os parceiros locais. O evento de destaque é a Festa do Morango com Chocolate, com apoio da Prefeitura Municipal. A entidade iniciou em 2011 convênio com o Banco Mundial com a aquisição de sacos com substrato para cultivo do morango sem o contato com o solo, os “slabs”. Este material é indispensável para o cultivo semi-hidropônico diminuindo de forma expressiva o uso de agrotóxicos e de água.

Apesar do apoio, os produtores precisavam de estufas para a produção suspensa no lugar da tradicional que prevê o crescimento do morango no solo. A Amorango apresentava também dificuldades de transporte e distribuição de grande parte da produção. Fernando Lima Hottz, presidente da associação, destacou que as novas estufas e caminhão de câmara fria irão ampliar a capacidade de produção e comercialização. Atualmente, a produção é vendida para municípios vizinhos como Teresópolis (RJ) e da grande Rio. “Atendemos hotéis, confeitarias, padarias, horti-fruttis, supermercados, assim como fábricas que utilizam a fruta para a produção de sucos e geleias”, afirmou.

A associação trabalha com 3 variedades de morango, que se adaptaram melhor à região, dentre as 20 existentes atualmente. Eles possuem 700 mil plantas, que proporcionam a colheita de 700 toneladas por ano. O cultivo hidropônico é realizado na água, sendo que a associação produz no processo semi-hidropônico. “Conhecemos esta experiência em uma feira de exposições em Caxias do Sul (RS), e começamos este trabalho em 2011. Atualmente 90 % dos associados produzem com este sistema”, declarou.

A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Iniciativa tem recursos da Fundação BB, BNDES e Fundo Amazônia

A Fundação Banco do Brasil divulgou o resultado preliminar dos dois últimos processos seletivos do Ecoforte, voltados para redes de organizações de extrativismo ou produção orgânica com base na agroecologia.

O Edital número 2017/030 é destinado a novas propostas de redes ou à consolidação das já atendidas pelo certame do Ecoforte realizado em 2014, desde que integrem novos grupos ou organizações produtivas.

Confira o resultado preliminar, clique aqui.

Serão investidos até R$ 18,5 milhões, sendo que R$ 2,5 milhões destinados à consolidação e expansão de propostas já beneficiadas pelo Ecoforte, com aporte entre R$ 300 e 500 mil; e R$ 16 milhões para novas organizações, com projetos de valores entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão.

A outra seleção que teve o resultado preliminar divulgado é o Regulamento de número 2017/031, uma chamada direta voltada à implantação e melhoria de empreendimentos econômicos coletivos de organizações já conveniadas pelo edital de 2014. Estão previstos até R$ 6,5 milhões para projetos de R$ 300 mil a R$ 500 mil.

Confira o resultado preliminar do regulamento, clique aqui.

O lançamento desses processos resgata o caráter estruturante do Programa Ecoforte e visa atender as necessidades de ampliação da capacidade produtiva, a inclusão socioprodutiva, a maturação de empreendimentos e a geração de insumos para a produção. Além disso, permite a continuidade das ações de mobilização, capacitação e intercâmbio de conhecimentos.
Encontre mais informações na seguinte página: https://www.fbb.org.br/pt-br/ecoforte2017

A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Amazônia.

Os recursos poderão financiar a construção ou reforma de instalações; aquisição de máquinas, veículos e equipamentos; capacitações e serviços técnicos especializados; e gestão e assistência técnica dos projetos apoiados.

Confira mais informações sobre o edital em fbb.org.br/ecoforte2017

Assista ao vídeo da oficina sobre o Edital Ecoforte, com informações sobre o processo de inscrição, realizado no VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia.

Programa Ecoforte
Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

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Projeto recebeu da Fundação Banco do Brasil R$ 248 mil para beneficiar moradores da zona rural 

Com a implementação de tecnologias sociais, a Fundação Banco do Brasil deu mais um passo na melhoria do saneamento básico e incentivo à produção agroecológica das comunidades rurais de Caratinga (MG). A iniciativa é um projeto de inclusão socioprodutiva na região da Bacia do Rio Doce, para implantação e recuperação de atividades produtivas e acesso à água nos municípios afetados pelo rompimento da barragem do Fundão, em 2015. 

Entre 2016 e dezembro de 2017, 134 agricultores familiares receberam em suas propriedades unidades de Fossas Sépticas Biodigestoras e Quintais Agroecológicos - soluções para tratamento de esgoto e produção de alimentos sem o uso de agrotóxicos. As famílias beneficiadas são moradoras do Córrego dos Dias, Córrego do Mono e Córrego São Vicente, que participaram de capacitações em meio ambiente, sustentabilidade e geração de renda. A Parceria da Fundação BB no projeto foi com a Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas que recebeu recurso no valor de R$ 248 mil. 

A chácara de 1,6 m² de Valquíria Braga e do esposo Fabrício da Silva fica  no Córrego do Mono, cerca de três quilômetros do centro de Caratinga. Contemplado com o projeto, o jovem casal agora tem no quintal uma fossa que trata o esgoto doméstico, além de uma produção diversificada de arvores frutíferas e nativas -  laranja, carambola, ameixa, pupunha, açaí, acerola, goiaba, amora, figo, ipê e pau brasil. 

“O projeto está proporcionando bem-estar para todos. Com as fossas deixamos de poluir o principal córrego da região. Antes, fazíamos uso de fossas negras e algumas famílias nem fossas tinham. Em breve, veremos os resultados dos quintais, com variedades de frutas sem produtos químicos”, declarou Valquíria.

De acordo com Izânia Neves, técnica em agroecologia da Rede, o projeto envolveu a comunidade e trouxe conscientização para as famílias sobre a necessidade de tratar o esgoto, de cuidar da limpeza do córrego da região e de produzir alimentos saudáveis. Ela conta que poucas famílias conheciam a produção em agroecologia, e que a partir do projeto foi possível sensibilizá-las. “Essa parceria com a Fundação BB foi essencial para que pudéssemos fazer o acompanhamento e assessoria técnica nas propriedades. Além disso, conseguimos trabalhar com as famílias a questão dos agrotóxicos, um assunto que muitos desconheciam, e os danos que eles podem causar ao meio ambiente e à saúde”, disse. O projeto contou ainda com a parceria da Organização do Povo que Luta (OPL) e do Sindicato dos Produtores Rurais de Caratinga. O projeto Agroecologia e Saneamento: Alternativas no Cultivo de Água e Alimentos para a Agricultura Familiar conta também com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto oferece práticas sustentáveis na agricultura familiar na região de Cunha (SP)

Entre colinas e montanhas, a falta de perspectivas para a sustentabilidade cultural e socioeconômica de famílias de pequenos proprietários rurais de Cunha, em São Paulo, resultou na parceria entre a Fundação Banco do Brasil e a Serra Acima – Associação de Cultura e Educação Ambiental, que beneficia a agricultura familiar da região.

Com investimento social de R$ 228 mil da Fundação BB, o projeto ‘Desenvolvimento Agroecológico da Agricultura Familiar’, firmado em 5 de março de 2018, vai privilegiar jovens, filhos de agricultores, que poderão contribuir com a produção agroecológica de alimentos para a renda familiar, evitando assim a evasão para a zona urbana do Vale do Paraíba e demais cidades.

O projeto visa construir 24 hortas agroecológicas para contribuir com a segurança alimentar, estimular o consumo dos produtos e práticas sustentáveis, além de estimular o protagonismo direto de 66 jovens e a continuidade na propriedade das unidades rurais produtivas. A associação também receberá um veículo para ajudar nos deslocamentos dos produtos e a contratação de uma equipe com coordenador, administrador, técnico de campo e estagiário.

A presidente da Serra Acima, Marina Marcos Valadão, destaca que o trabalho da associação é inspirado em oferecer oportunidades para crianças e jovens do município, que enfrenta a evasão da população para as cidades há mais de 20 anos. Segundo ela, a agricultura familiar na região possui todos os componentes naturais para alavancar a agroecologia. Porém, afirma que ainda existem agricultores tradicionais usando agrotóxicos nas plantações. Mesmo assim, ressalta que associação tem a missão de compartilhar o conhecimento da sustentabilidade e da viabilidade financeira da agricultura orgânica, que o modo tradicional não proporciona.

“Com esse projeto, que foca os jovens, a valorização da propriedade da família e a oportunidade de produzir alimentos de qualidade 100% orgânicos irá trazer novas perspectivas para desenvolver até novos projetos no futuro. Gostaríamos, inclusive, que esses potenciais jovens fossem nossos monitores mais adiante. Queremos empoderá-los para valorizarem seu patrimônio cultural e territorial, favorecendo uma renovação geracional da agricultura familiar em moldes ecológicos”, reforça Marina Valadão.

Independência e compromisso

Nascida em Cunha, Roseli Pereira (37), mãe de Lucas, conta que o filho ficou sabendo do projeto na escola e chegou em casa empolgado dizendo que queria ter uma horta. “Eu disse que não teria como, pois não temos quintal. Mas o patrão do meu marido, cedeu um terreno. Ele ficou todo contente! A intenção dele, mais para a frente, é vender as verdurinhas, ter seu próprio dinheiro e ser mais independente. Esse projeto vai ajudar muitas famílias, pois hoje os jovens terminam a escola e querem ir embora para a cidade. Acho que é um incentivo muito bom para eles aprenderem a ter compromisso e seu próprio negócio”, afirma Roseli.

Com apenas 16 anos, Lucas Gabriel Pereira Massiere, diz que ficou bastante animado quando assistiu a palestra da presidente da Serra Acima sobre o projeto das hortas agroecológicas. “Fiquei interessado em fazer algo novo. Ter a nossa horta vai ajudar na renda da família e não precisaremos mais comprar. É uma grande oportunidade!”, disse.

Serra Acima

Fundada em 1999, a Serra Acima – Associação de Cultura e Educação Ambiental tem a missão de investir e atuar pela melhoria da qualidade de vida, incentivando de forma participativa a geração de conhecimentos e práticas ambientalmente sustentáveis e socialmente justas, com ênfase na agroecologia e desenvolvimento humano. Atualmente, a entidade realiza projetos em parceria com escolas públicas do município, oferecendo oportunidades de articulação do projeto pedagógico às atividades teóricas e práticas desenvolvidas junto a agricultores familiares.

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Iniciativa tem apoio da Fundação BB e prevê oportunidades de emprego para a parcela mais jovem da população rural

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) registra Setubinha, distante cerca de 580 quilômetros de Belo Horizonte, no Vale do Mucuri, como o município com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Minas Gerais. Grande parte da população de cerca de 12 mil pessoas trabalha em atividades de subsistência e sofre com a escassez de emprego, principalmente a parcela mais jovem. Por isso, a aprovação do projeto de criação de uma fábrica de polpa de frutas pela Fundação Banco do Brasil tem potencial transformador para aquela comunidade, cuja renda média per capita mensal da população rural é de R$ 142 (dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE).

Orçado em R$ 250 mil, o projeto é uma iniciativa da Associação Comunitária de Desenvolvimento Rural dos Agricultores Familiares do Córrego Santo Antônio (Acodersa). A fábrica é uma demanda antiga daquela localidade, onde vivem cerca de 105 famílias. “Depois de concluir o ensino médio, muitos jovens precisam migrar para municípios vizinhos em busca de emprego, como Nova Serrana, onde encontram trabalho nas fábricas de sapato. Nossa expectativa é de que essa fábrica gere emprego e renda para essas pessoas”, explica o secretário da Acodersa, Luciano Coelho Nascimento.

Manga, acerola, abacaxi, pinha, laranja, goiaba - a variedade é grande, conta Nascimento. “Todo mundo que vive na comunidade produz, mas nem sempre consegue obter alguma renda”, observa. De acordo com ele, 33 jovens já estão cadastrados no projeto. A fábrica deverá estar funcionando em meados de 2018. O estabelecimento será instalado num terreno adquirido há cerca de três anos pela Associação. O evento que formaliza a parceria será realizado no dia 28, ás 14h, na Quadra Poliesportiva Municipal, em Setubinha.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto em execução garante compra de mini trator e implementos para auxiliar produção de frutas e hortaliças e de utilitário para transporte da produção até o Mercado Municipal

Dobrar a produção de cerca de 500 quilos mensais e expandir a comercialização de frutas e hortaliças produzidas por agricultores familiares são os principais objetivos da parceria entre a Associação Casa de Ervas Barranco de Esperança e Vida (Acebev) e a Fundação Banco do Brasil.

Orçado em cerca de R$ 70 mil, o projeto “Agroecológicos – Saúde para as pessoas e para o meio ambiente” viabilizará a compra de um mini trator e um veículo utilitário pela Acebev. Ainda em fase inicial de execução, a iniciativa proporcionará aumento de renda para 42 pequenos produtores agroecológicos associados à entidade.

Localizada em Porteirinha (MG) e distante 582 Km de Belo Horizonte, a Associação atende cerca de quatro mil agricultores por ano, com ações em áreas como economia solidária, bioconstrução, terapias naturais e agroecologia, entre outras.

De acordo com o engenheiro agrônomo Jorge Carlos Cantuária, vice-presidente da associação, a aquisição do mini trator deverá permitir aos agricultores participantes da iniciativa duplicar a produção de alface, couve, coentro, abóbora, laranja, tangerina, limão e uva, entre outros produtos.

Atualmente, a produção é vendida na própria sede da Acebev. Com a camionete, os produtos poderão ser comercializados no Mercado Municipal, o que possibilitará a ampliação do público consumidor e maior visibilidade dos produtos.

A iniciativa da Acebev surgiu da busca de minimização dos efeitos da estiagem sobre a economia local, que nos últimos nove anos impactaram principalmente a agricultura familiar organizada em cooperativas e associações e a bovinocultura de corte e leite, que são as principais atividades econômicas da região.

Com a redução de 50% do rebanho nesse período, os criadores têm enfrentado queda na renda e consequente piora nas condições de vida, saúde e alimentação. “Acreditamos muito na melhoria das condições de produção e de comercialização a partir desse apoio”, afirma Cantuária.

O projeto foi apresentado à Fundação BB por meio da Chamada Interna Projeto Voluntários BB FBB Aposentados 2016. 

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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