Projetos vão atender cerca de 7 mil pessoas das cinco regiões do país

Vinte e oito entidades sem fins lucrativos foram habilitadas pela Fundação Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Programa Ecoforte Redes, para investirem em projetos de agroecologia nas cinco regiões do país. As contempladas foram escolhidas nas seleções públicas 2017/030 e 2017/031, que disponibilizam recursos no valor de R$ 25 milhões do Fundo Social e do Fundo Amazônia administrados pelo BNDES. 

A seleção tem como objetivo, apoiar projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, voltados à intensificação das práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. Os projetos vão atender cerca de 7 mil pessoas diretamente.

No Edital 2017/030, que é voltado para atender propostas novas de redes de agroecologia ou à consolidação das atendidas pelo certame de 2014 foram habilitadas 21 entidades..

Enquanto o Regulamento número 2017/031, uma chamada direta para melhoria de organizações de agroecologia conveniadas pelo edital de 2014, vai atender sete entidades.

Conheça aqui as vencedoras.

Programa Ecoforte
Criado em 2013, o Ecoforte possibilitou a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes

Publicado em Notícias
Quinta, 05 Julho 2018 10:16

Moinho de possibilidades

Estrutura construída com apoio da Fundação BB irá possibilitar a diversificação de produtos do milho

Uma das especialidades da Associação Agricultores Guardiões da Agrodiversidade (Agabio), sediada em Tenente Portela, município na região noroeste do Rio Grande do Sul, é o plantio agroecológico do milho - sem o uso de agrotóxicos e com sementes crioulas -, e a produção de derivados do cereal. Mesmo com uma gama diversificada de produtos, faltava ainda uma infraestrutura adequada para o beneficiamento de insumos.

O grande sonho da associação era ter o próprio moinho, pois utilizam estrutura de terceiros para produzir farinha, com custo de R$ 30 por balde de milho. Essa despesa tinha alto impacto para os agricultores, cuja a renda média varia entre R$ 500 e 600.

Em 2015, a partir de seleção no edital Juventude Rural, o moinho foi edificado com o investimento de R$ 200 mil. Foram dois anos de obras, concluídas recentemente com a instalação elétrica para operação das máquinas. Agora, um novo projeto da Fundação, com o investimento de R$ 205 mil, possibilitará também a aquisição de veículo, insumos agroecológicos, capacitação, construção de fornos à lenha e kits para a construção de canteiros. "Com o novo projeto, acreditamos que a nossa renda irá aumentar” afirma a presidente da entidade Marivone Schepp.

A agricultora Luciane Ritter conta que chegou a mudar para a cidade por três anos após se casar. “Meu pai trabalha há mais de 50 anos com agricultura, criou minhas irmãs na roça. Sempre gostei desse trabalho, voltei para ajudá-los”. Ela acredita que, assim como o moinho, as capacitações serão muito importantes para ampliar e aperfeiçoar a produção. “Agora teremos como produzir a nossa farinha e desenvolver novos produtos”, conclui.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável - ODS 2

A Agabio se destaca por oferecer alimentos saudáveis por meio de práticas sustentáveis. Ela também preserva as tradições no manejo com a terra por meio do cultivo sementes crioulas como forma de garantir a soberania alimentar e erradicação da fome. Além do milho, as 19 famílias que participam da associação também plantam hortaliças, legumes e frutas.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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