Parceria da Fundação BB e IDIS completa um ano de reaplicação de tecnologias sociais

No início de 2017, a Fundação Banco do Brasil e o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – IDIS se uniram para minimizar problemas relacionados às áreas de saneamento básico, tratamento de água e saúde de famílias ribeirinhas nos municípios de Borba, Nova Olinda e Itacoatiara, no Amazonas. Após um ano de atuação, o projeto “Tecnologias Sociais no Amazonas” já apresenta resultados surpreendentes na melhoria das condições de vida das pessoas atendidas.

Os principais problemas identificados na região são a falta de saneamento básico adequado e de água potável. Apesar da abundância de recursos hídricos, a água disponível é imprópria ao consumo, e é uma das causas apontadas para os altos índices de diarreia e doenças correlacionadas nas localidades. Como solução - eficaz e de baixo custo - foi escolhida a iniciativa Sodis – Desinfecção Solar da Água, um purificador de água por meio da luz solar.

A iniciativa já beneficiou 1.900 pessoas. O método destrói os micro-organismos causadores de doenças e funciona de forma simples: a água é colocada em uma garrafa plástica transparente ou de vidro e deve ficar exposta ao sol durante seis horas. A luz solar trata o conteúdo por meio de radiação e aumento de temperatura.

Cerca de 380 pessoas já foram capacitadas para implantar a técnica: 50 moradores de comunidades de Borba, 135 em Nova Olinda e 195 em Itacoatiara. Além da Sodis, o projeto reaplicou outras duas metodologias do Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação BB - a HB: Combate à Anemia Ferropriva e o Banheiro Ecológico Ribeirinho. O investimento social é de R$ 1 milhão e atende cerca de 2 mil famílias. Também apoiam a iniciativa a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

A reaplicação da tecnologia HB: Combate à Anemia Ferropriva  teve como finalidade o combate à anemia por carência de ferro em alunos de escolas públicas. A ação resultou na diminuição da incidência em crianças de 36% para 2,8% – abaixo do índice aceitável estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que é de até 5%. Com um aparelho portátil, é realizado o diagnóstico da deficiência de ferro. As informações detectadas são transcritas para um aplicativo, que calcula a suplementação necessária de sulfato ferroso e ingestão de vermífugos.

Em Borba, 60% das crianças foram diagnosticadas com anemia, retrato dos problemas relacionados à indisponibilidade de água tratada e de saneamento básico. Mírian, moradora da comunidade de Axinim, está muito satisfeita com a melhora da saúde do filho, após tratamento e acompanhamento recebido para cura da anemia. Confira o depoimento da mãe no vídeo abaixo. 



O Banheiro Ecológico Ribeirinho consiste em um pequeno cômodo de madeira, equipado com um vaso sanitário e uma estrutura impermeável para a coleta de dejetos. Foram contempladas comunidades compostas por casas suspensas, que tiveram a instalação da estrutura acima do nível do chão para evitar a contaminação de cursos de água superficiais e subterrâneos. Até agora, estima-se que 300 pessoas já foram atendidas.

Sobre o BTS – É uma base de dados que reúne as metodologias reconhecidas pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Atualmente, a plataforma online conta com cerca de 1 mil iniciativas disponíveis.

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A Fundação Banco do Brasil e o Banco do Brasil participam do evento apresentando o Banco de Tecnologias Sociais - BTS, em especial as tecnologias sociais de recursos hídricos

O que podemos fazer sem água? Nada! Sem acesso à água é impossível garantir a dignidade humana. Estimativas pessimistas relatam que, se não houver uma mudança sistêmica na gestão da água, haverá em breve uma nova crise de refugiados, onde milhões de pessoas migrarão em busca de recursos hídricos – cada vez mais escassos - para atividades básicas do cotidiano.
 
Em meio a esta perspectiva, Brasília sediará entres os dias 18 e 23 de março, o 8º Fórum Mundial da Água. É a primeira vez que a sede do evento é localizada no hemisfério sul. Já estão confirmadas a presença de dez chefes de estado e representantes de 150 países para os fóruns de discussão. A expectativa é de mais de 40 mil pessoas visitem os espaços do evento, divididos no Estádio Nacional Mané Garrincha e o Centro de Convenções no centro da capital federal.
 
A Fundação Banco do Brasil e o Banco do Brasil participam do evento na Feira, um espaço aberto ao público e de acesso gratuito, que será no Estádio Nacional Mané Garrincha. Um dos temas de atuação da Fundação BB é justamente a Água, com destaque para a reaplicação das cisternas de placas no semiárido brasileiro. Desde 2012, a Fundação Banco do Brasil em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e entidades parceiras já investiu R$ 340 milhões na construção de mais de 100 mil cisternas, beneficiando 400 mil famílias na convivência com as condições extremas da seca.

A programação abrange mais de 300 debates e sessões paralelas sobre o uso dos recursos hídricos e experiências de gestão sustentável da água. O tema deste ano é "Compartilhando Água" e tem como finalidade estabelecer compromissos políticos, incentivando o uso racional, a conservação, a proteção, o planejamento e a gestão da água em todos os setores da sociedade.
 
O primeiro Fórum Mundial da Água foi realizado em 1997, em Marrakesh, no Marrocos. A partir de então, ocorre a cada 3 anos em um país diferente. Já foram sede as cidades de Haia (Holanda, 2000), Kyoto (Japão, 2003), Cidade do México (México, 2006), Istambul (Turquia, 2009), Marselha (França, 2012) e Daegu (Coreia do Sul, 2015).
 
Além das cisternas, também serão apresentadas outras tecnologias sociais sobre recursos hídricos, catalogadas no Banco de Tecnologias Sociais - BTS. O BTS é uma base de dados online com soluções para problemas sociais e dispõe de 70 iniciativas certificadas sobre a água. Destaca-se entre uma das vencedoras do ano passado, “Dessalinizador Solar” na Categoria Água e/ou Meio Ambiente.
 
O acervo também tem experiências para reuso de água nas atividades domésticas; a contenção em açudes para manter a umidade do solo e evitar enxurradas e erosão; o bombeamento para aumentar a captação e a pressão na torneira, entre outras alternativas.

Resíduos

A Associação dos Catadores Recicladores de Resíduos Sólidos Brazlândia (Acobraz) vai trabalhar na separação e destino do lixo reciclável do 8º Fórum Mundial da Água. Dez cooperados farão a triagem. Do local, os materiais – plástico, garrafas pet e de água mineral, latinhas, papelão - serão transportados diretamente para as empresas recicladoras.  A Acobraz, que tem 38 cooperados, se especializou em trabalhar em eventos e também é encarregada de fazer a separação do lixo seco de toda a coleta feita na Região Administrativa de Brazlândia. A associação faz parte da rede Centcoop-DF, composta por 24 cooperativas e que foi beneficiada pelo Programa Cataforte 3, com a participação em capacitações de catadores e a aquisição de caminhões para transporte dos resíduos."

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A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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O seminário será dividido em 3 painéis com os temas “Contextualizando a Inovação no Mundo e no Brasíl”, “Tendências Globais da Inovação Social”  e “Tendências Nacionais da Inovação Social”

Acontece em Brasília, entre os dias 07 e 08 de março, o Seminário Internacional Inovação Social em Políticas Públicas que irá promover o intercâmbio de práticas de inovação social no âmbito das políticas públicas no Brasil e no exterior, que contribuam para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). A Fundação BB participará do evento por meio de palestra do gerente Rogério Miziara (Gepem), na quinta-feira (8), às 9 horas, que levará ao painel 3 - Tendências nacionais da inovação social - experiências de sucesso por meio das tecnologias sociais

Serão apresentadas as tecnologias sociais aliadas às políticas públicas que tiveram implementação em parceria com a Fundação BB: o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), um projeto de convivência com o semiárido, que assegura acesso à terra e à água, tanto para consumo da família e dos animais e promove a soberania e a segurança alimentar e nutricional das famílias agricultoras e fomenta a geração de emprego e renda.

A outra experiência que será mostrada é o “Sistema de Acesso à Água Pluvial (Sanear) para Consumo de Comunidades Extrativistas”. A tecnologia social permite o abastecimento de água potável às famílias ribeirinhas do Amazonas e ajuda a reduzir a incidência de verminoses. O sistema consiste na instalação nos domicílios de um reservatório para captação de água de chuva com capacidade de mil litros e a construção de um banheiro com fossa que isola a dispersão do esgoto.

O seminário será dividido em 3 painéis com os temas “Contextualizando a Inovação no Mundo e no Brasíl”, “Tendências Globais da Inovação Social” e “Tendências Nacionais da Inovação Social”. Além disso, terá 3 mesas redondas que vão debater os cases: "Inovação Social nas Politicas Sociais", "Inovação Social para Educação de Qualidade, Trabalho Decente" e "Crescimento Econômico Inclusivo e Inovação Social e Desenvolvimento Territoriais". Todos os palestrantes, debatedores e coordenadores do seminário são especialistas renomados do Brasil e de outros países. A programação completa e o perfil dos palestrantes estão disponíveis no endereço www.secretariadegoverno.gov.br/seminario-2018.

A abertura será nesta quarta-feira (07) e contará com a presença do ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov), Carlos Marun e outras autoridades.

Transmissão

O Seminário Internacional Inovação Social em Políticas Públicas será transmitido pelo canal do Tribunal de Contas da União no Youtube (www.youtube.com/user/Tribunal de Contas da União).

O evento é uma realização da Secretaria de Governo da Presidência da República (SEGOV) por meio da Secretaria Nacional de Articulação Social (SNAS), com a parceria do Banco Interamericano Desenvolvimento (BID), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Synergos, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União (ISC/TCU), Fundação Banco do Brasil (FBB), Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional) e Furnas Centrais Elétricas S.A.


Serviço:
Seminário Internacional Inovação Social em Políticas Públicas
Dias: 07 e 08 de março/2018
Horário: 08h00 às 18h00
Local: Instituto Serzedello Corrêa
Endereço: Setor de Clubes Sul, Trecho 3, Pólo 8, Lote 3
Painel 3 - Tendências nacionais da inovação social - Rogério Miziara - 08/03 - 9h

A divulgação deste assunto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto reduz incidência de doenças como malária e verminoses e aumenta frequência das crianças nas escolas

A Fundação Banco do Brasil e a Brasilcap reuniram esforços para garantir o acesso à água com qualidade para as famílias extrativistas dos municípios de Jutaí e Barcelos, no Amazonas, permitindo benefícios à saúde e ao bem-estar. Trata-se da reaplicação da tecnologia social “Sistema de Acesso à Água Pluvial para Consumo de Comunidades Extrativistas”.

Para a implantação de 74 unidades da tecnologia nas Reservas Extrativistas de Jutaí e Rio Unini, as entidades firmaram parceria com o Memorial Chico Mendes, para o Projeto Sanear, no valor de R$ 1,2 milhão. As primeiras unidades foram implantadas em abril deste ano e dois meses depois os resultados já eram percebidos - na qualidade e redução no tempo de coleta da água, melhoria na qualidade de vida das mulheres - com redução no tempo de execução das tarefas domésticas e privacidade no banho; redução na incidência doenças como malária e verminoses e ainda, redução nos atrasos e aumento de frequência dos estudantes nas escolas.

O Sistema consiste na instalação nos domicílios de um reservatório para captação de água de chuva com capacidade de mil litros e a construção de um banheiro com fossa que isola a dispersão do esgoto. O processo se completa com a implantação de um reservatório comunitário, abastecido com recurso hídrico do subsolo ou de um rio mais próximo. Após a captação, a água passa por tratamento e é distribuída às casas conectadas à tecnologia. Nos períodos de estiagem, quando a água captada nas residências não é suficiente para abastecer a família, a rede comunitária é acionada.

“Tivemos uma resposta positiva logo que iniciamos a reaplicação da tecnologia. As famílias daquela região precisam muito da nossa atenção. O isolamento torna as coisas muito difíceis, tanto que para chegar nessas comunidades, a distância fluvial é de no mínimo 32 horas”, disse Núbia Gonzaga, supervisora do projeto.

Vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015, na categoria "Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária", o método começou a ser implantado em 2009 pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari - Asproc, nas comunidades do Médio Juruá, no Amazonas. Em 2014 foi adotada como política pública pelo Governo Federal. Além do Amazonas, a reaplicação foi estendida para os estados do Acre, Amapá e Pará, com a colaboração de outras entidades parceiras.

Este ano, para facilitar a disseminação e implementação dessa tecnologia e de outras sete propostas vencedoras, finalistas e certificadas pelo Prêmio, a Fundação BB produziu manuais digitais com noções e diretrizes relativas às técnicas. Elas foram sistematizadas com o intuito de orientar seus reaplicadores, tendo por base experiências bem sucedidas. A proposta consiste em disponibilizar as soluções aos interessados nessas metodologias.

Acesse o manual digital da TS Sanear aqui

A divulgação deste assunto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Os filmes sobre os trabalhos apaixonantes das 21 iniciativas finalistas no Prêmio Fundação Banco do Brasil 2017 já estão disponíveis para o público. O material, produzido pela Fundação BB e parceiros, faz parte do enxoval entregue aos representantes das tecnologias sociais e reúne histórias de superação, mobilização e de inclusão social.

“Gostaríamos de agradecer a Fundação Banco do Brasil, seus apoiadores e parceiros por esse momento. Ontem a gente chorou ao assistir ao vídeo, que está lindo! Eu recomendo que assistam, porque é gratificante e retrata o nosso trabalho”, disse, durante a cerimônia de premiação, Tatiane Botelho, uma das coordenadoras da vencedora da Bahia na categoria Agroecologia, “Redes de Agroecologia Povos da Mata”, da cidade de Ilhéus (BA).

Então, que tal seguir a sugestão de Tatiane?

Confira os vídeos das tecnologias finalistas, disponíveis em nosso canal youtube.com/FundacaoBB.

Categoria Agroecologia

Rede de Agroecologia Povos da Mata, (BA)  - VENCEDORA
Arte na Palha Crioula: Banco de Milhos Crioulos
, (SP)
Implantação de SAFs-Sistemas Agroflorestais para composição de Reserva Legal, (DF)

Categoria Água e/ou Meio Ambiente
Dessalinizador Solar, (PB) - VENCEDORA
De Olho na Água, (CE)
Projeto Águas de Valor e Sabor do Semiárido Baiano, (BA)

Categoria - Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital
Poste de Luz Solar - Litro de Luz Brasil, (SP)VENCEDORA
Ciclorrotas - Metodologia cidadã de planejamento cicloviário
, (RJ)
Noosfero: Plataforma Web Livre para a Criação de Redes Sociais Autônomas, (BA)

Categoria - Economia Solidária
Rede Bodega de Comercialização Solidária, (CE)VENCEDORA   
Banco Comunitário União Sampaio
, (SP)
Criação e Estruturação de Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSA) – (SP)


Categoria Educação
Fast Food da Política - Educação Política Acessível e Lúdica, (SP)VENCEDORA
A Organização e Pedagogia Transformadoras
, (SP)
Escola Comunitária de Comunicação, (SP)

Categoria Saúde e Bem-Estar
Uma Sinfonia Diferente, (DF)VENCEDORA
Grupo nÓs: Trabalho de Preparação para a Vida Autônoma
, (SP)
Tecnologia Assistiva de Baixo Custo para Pessoas com Deficiência, (SP)

Categoria Internacional
Caminos de la Villa, (Argentina) - VENCEDORA
Escuelas Sostenibles a Nivel Municipal, (El Salvador)
Programa Mi Huerta, (Argentina)

 

A divulgação deste assunto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Na lista das tecnologias sociais campeãs há iniciativas do Brasil e da Argentina, reconhecida pela primeira vez

Numa noite marcada por emoção, os vencedores do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social foram anunciados em cerimônia no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, nessa quinta-feira (23). O público de quase 700 pessoas também aplaudiu a notícia de mais investimentos em tecnologias sociais. Foi anunciado o edital inédito, de R$ 10 milhões, para reaplicação das tecnologias sociais disponíveis no acervo do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), em parceria da Fundação BB com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com lançamento previsto para o início do próximo ano.

Durante a cerimônia, sete tecnologias sociais levaram o troféu de vencedoras. As premiadas do Brasil receberam R$ 50 mil cada, destinados à expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da metodologia. Nesta edição, iniciativas da América Latina e do Caribe concorreram na categoria Internacional.

As tecnologias sociais premiadas são:

Categoria Agroecologia
Rede de Agroecologia Povos da Mata (Bahia);
Categoria Água e/ou Meio Ambiente
Dessalinizadores Solar (Paraíba);
Categoria - Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital,
Poste de Luz Solar - Litro de Luz Brasil (São Paulo);
Categoria Economia Solidária
Rede Bodega de Comercialização Solidária (Ceará);
Categoria Educação
Fast Food da Política (São Paulo);
Categoria Saúde e Bem-Estar
Uma Sinfonia Diferente (Distrito Federal);
Categoria Internacional
Caminos de la Villa (Argentina)

A seleção seguiu critérios de interação com a comunidade, transformação social e potencial de reaplicabilidade. As finalistas foram escolhidas entre 173 tecnologias sociais certificadas esse ano, selecionadas dos 735 projetos inscritos. As iniciativas certificadas passaram a integrar o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, falou da importância do Prêmio em reconhecer iniciativas transformadoras que irão contribuir para o cumprimento dos desafios propostos pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “A tecnologia social é apaixonante. É a possibilidade que as comunidades têm de serem protagonistas de suas histórias, de terem a capacidade de mudarem a sua realidade”, disse.

“Vamos tratar de inovações aqui hoje. Nós queremos soluções que possam agregar valor e oferecer melhores oportunidades. As inovações precisam ser integradoras, inovadoras, e sobretudo inclusivas para um Brasil melhor, declarou Aroldo Machado, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

"É muito simbólico receber este prêmio neste momento no Brasil. Significa que a gente pode sim discutir politica, e que a gente pode e deve fazer isso dentro e fora da escola", disse, Julia Carvalho, da tecnologia vencedora Fast Food na Política.

A cerimônia contou ainda com representantes dos parceiros do Prêmio: Representação da Unesco no Brasil, Banco de Desenvolvimento da América Latina – CAF, no Brasil, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Banco Mundial, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Brasilcap Capitalização. Realizado a cada dois anos, o Prêmio é considerado uma das principais ferramentas de identificação e reconhecimento de tecnologias sociais em todo o País.

A divulgação deste assunto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Quinta, 23 Novembro 2017 09:47

Vencedores serão anunciados em Brasília

Com 173 certificadas e 21 finalistas, chegou a hora de conhecer as melhores iniciativas do Brasil e América Latina

A cerimônia de premiação da 9ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social será na noite dessa quinta-feira (23), no CICB - Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. O anúncio das iniciativas vencedoras será feito na presença de representantes das 21 finalistas, dos parceiros do Prêmio e convidados. Os ganhadores nacionais receberão premiação de R$ 50 mil, que devem ser destinados à expansão e melhoria das tecnologias. Todas as finalistas receberão troféu e um filme documentário retratando a iniciativa. A cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal youtube.com/fundacaobb, com a cantora e compositora Paula Lima como mestre de cerimônia.

Nesta edição, o Prêmio foi dividido em seis categorias voltadas para experiências no Brasil: "Água e Meio Ambiente"; "Agroecologia"; "Economia Solidária"; "Educação"; "Saúde e Bem-Estar" e "Cidades Sustentáveis e Inovação Digital". Já as iniciativas da América Latina e do Caribe concorreram na categoria Internacional. Cada categoria tem três finalistas, somando 21.

As tecnologias finalistas foram avaliadas por uma comissão julgadora, composta por técnicos da Fundação BB, especialistas de organizações da sociedade civil e por representantes de entidades privadas e governamentais, segundo critérios de interação com a comunidade, possibilidade de reaplicação e, especialmente, pela efetiva transformação social. Auditados pela KPMG Auditores Independentes, os nomes dos vencedores só serão conhecidos durante a cerimônia, com início marcado para às 20 horas.

Realizado desde 2001, o Prêmio é considerado uma das principais ferramentas de identificação e reconhecimento de tecnologias sociais em todo o País. Só este ano, foram 735 inscrições da América Latina. Dessas, 173 receberam certificação e passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil, uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Hoje são cerca mil iniciativas identificadas, aptas e disponíveis para reaplicação.

Este ano, a premiação tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

A divulgação deste assunto contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Quilombolas, assentados da reforma agrária e agricultores familiares são mobilizados para a produção sustentável de alimentos

Seja por questões de saúde ou para a preservação do meio ambiente, os alimentos agroecológicos têm despertado cada vez mais o interesse da sociedade. No município de Ilhéus, o trabalho desenvolvido pela Associação Povos da Mata Atlântica do Sul da Bahia de Certificação Participativa, aponta o sistema agroecológico como o melhor caminho, não só para a produção de alimentos saudáveis, mas também para transformar as famílias em protagonistas da conservação ambiental e do desenvolvimento socioeconômico das comunidades.

A entidade formou a “Rede de Agroecologia Povos da Mata”, com a participação de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas, quilombolas, agricultores em geral e consumidores, também chamados de coprodutores. A Rede é a primeira da Bahia a ser credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para emitir certificados e selos orgânicos de produtos agrícolas e de seus derivados.

A certificação é realizada em estações distribuídas em quatro territórios baianos: Litoral Sul (Ilhéus e Itabuna); Baixo Sul (Ibirapitanga e Morro de São Paulo); Costa Descobrimento (Porto Seguro); e Caatinga (Irecê). Para obter a certificação, o agricultor tem que se comprometer com a produção de agricultura orgânica em conformidade com a legislação vigente e normas estabelecidas pela organização. Ao todo, são 700 famílias incluídas no processo - 250 já são credenciadas e o restante está em fase de certificação.

“Apoiamos e capacitamos produtores a certificarem e a comercializarem seus produtos, oferecendo aos consumidores mercadorias com garantia de origem”, declarou Tatiane Botelho da Cruz, presidente da Rede. Tatiane explica que o consumidor recebe o nome de coprodutor devido à participação dele no processo. “Quando o consumidor faz a opção de consumir alimentos sem agrotóxicos, ele está ajudando a cuidar dos rios, da mata e deixando de poluir o meio ambiente e, consequentemente, se torna nosso parceiro”.

A Rede, que é finalista no Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social na categoria Agroecologia, vai muito além da certificação. Ela atua no incentivo ao associativismo, na produção e no consumo de produtos orgânicos, na aproximação solidária de agricultores e consumidores, no intercâmbio, no resgate e na valorização do saber popular e em atividades de formação socioculturais, ambientais e de cidadania.
Na propriedade da agricultora e integrante da Rede Maria da Conceição Mendes de Jesus, que fica próxima à cidade de Ilhéus, desde 2006, não entra uma gota de produtos químicos. A trabalhadora conta que depois que aprendeu a trabalhar com alimentos naturais tudo mudou. São 13 hectares com plantações de cacau, banana, mandioca e hortas. “Por longos anos trabalhei com química e não tinha conhecimento dos perigos. Depois que comecei a trabalhar com o alimento natural vi os benefícios que faz para a nossa saúde e dos nossos clientes e para o meio ambiente”. Os produtos agroecológicos da rede são comercializados em 19 feiras orgânicas de venda direta.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. O concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.


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Sistema de filtragem de água utilizada nas casas ajuda na irrigação de hortas e evita a contaminação do solo, no Semiárido Baiano

Um sistema de reaproveitamento de água de uso doméstico, ou água cinza, tem sido alternativa para as famílias do semiárido baiano na convivência com a seca. O Projeto Águas de Valor e Sabor do Semiárido Baiano, da Associação de Pequenos Agricultores do Jacó, Poço Dantas, Boa Vista da Pimenteira e Serrinha, está ajudando as famílias a produzir alimentos e reduzir a contaminação do solo.

A metodologia consiste na filtragem dos resíduos presentes na água resultante da lavagem de roupa, louças e banho, com o uso de matéria orgânica composta de microrganismos e minhocas, que permitem a devolução da água para o meio ambiente, sem prejudicá-lo, como na irrigação de hortaliças. Toda a ação privilegia o envolvimento das famílias, com treinamento para o manejo e a manutenção da tecnologia. A iniciativa, também conhecida como Bioágua Catingueiro, é finalista no Prêmio Fundação Banco do Brasil, na Categoria Água e Meio Ambiente,

Cleiton Andrade, morador da comunidade Poço Dantas, a 30 quilômetros da cidade de Planalto (BA), conta que, a partir de 2012, a região passou a conviver com uma seca mais severa e com o baixo índice de chuvas. A média que era de 700 mm ao ano, caiu para aproximadamente 400 mm, o que resultou na redução expressiva da produção agrícola e criadores de animais tiveram que se desfazer dos rebanhos para diminuir gastos e evitar prejuízos.

Ao perceber a importância do projeto, Cleiton mobilizou outros moradores a implantarem a tecnologia. “Desde que fui escolhido para assumir a implantação do sistema, tive clareza sobre a minha responsabilidade. Optei por seguir esse caminho e farei o possível para que as famílias também usem a tecnologia. Não hesitarei em ajudá-las com os conhecimentos que adquiri”, relata.

Em 2015, a família de Vanessa Andrade recebeu uma unidade do Bioágua Catingueiro na sua propriedade na comunidade Craúno. Assim como ela, alguns agricultores familiares de Poções receberam unidades do sistema. A implantação contou também com a parceria da Associação de Moradores Produtores Rurais da Região de Crauno e Água Branca.  Aos 22 anos e cursando graduação em Pedagogia, a jovem conta que ajuda os pais na produção de hortaliças e verduras, e que não vislumbra oportunidades na cidade grande.

Ela defende a permanência dos jovens no campo e quer ser exemplo para os conterrâneos. "Depois que me formar, pretendo aplicar os conhecimentos na minha terra, porque acredito que temos futuro aqui. Antes do sistema era complicada a produção de alimentos aqui. Hoje a gente tem alimentos de qualidade o ano inteiro e o resultado é visto na cor, no tamanho e no sabor", diz. Ela destaca ainda que a tecnologia trouxe também melhorias no orçamento familiar, com a venda do excedente na feira. "Queremos mostrar que é possível trabalhar e morar aqui com dignidade”.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
Este ano, o Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir as finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

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Criada no Brasil, em software livre, a iniciativa é finalista do Premio Fundação BB de Tecnologia Social

A união entre a economia solidária e as novas tecnologias resultou na criação do Noosfero, uma plataforma web de mídia livre para criação de redes sociais, educacionais, de economia solidária e cidadania que possui diversas funcionalidades, como blogs, sites, além de gestão de conteúdos multimídia e comércio eletrônico.

A iniciativa surgiu em 2005 durante o Fórum Brasileiro de Economia Solidária, a partir de proposta para a elaboração de canal para compartilhar as informações sobre economia solidária para a Colivre Cooperativa de Trabalho em Tecnologias Livres, que desenvolveu a rede Cirandas. No mesmo ano, a Colivre atendeu um pedido para criação de sistema para publicação de conteúdo digital de projetos de inclusão digital na África. A convergência e aperfeiçoamento entre esses dois sistemas resultou no Noosfero.

Desde então a plataforma não parou mais de expandir, alcançando vários usuários no Brasil e no mundo, como as Universidades de São Paulo (USP) e a de Brasília (UnB), e a rede japonesa World Museum Project. Agora o Noosfero concorre como finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social na categoria Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital.

Sediada em Salvador (BA), com mais de dez anos de atuação e especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas para web, a Colivre tem expertise em projetos de desenvolvimento em software livre. “O fato de trabalharmos com softwares livres proporciona maior independência tecnológica, além da diminuição dos custos de aperfeiçoamento do software, dada a contribuição dos usuários”, esclarece Matheus de Mendonça Sampaio, jornalista e sócio da Colivre. Ele explica que “o Noosfero é um projeto de software livre que nasceu para permitir que coletivos e instituições nacionais e internacionais se tornassem provedores autônomos de serviços de mídia livre e social na rede mundial de computadores”.


Outro grande diferencial do Noosfero é reunir diversas funcionalidades conforme perfil do usuário. O que é inserido na plataforma pode ser compartilhado de acordo com os métodos de cada instituição.

O professor do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, Fabio Kon, explica que em 2012 a tecnologia utilizada pela USP já estava defasada. “Fizemos uma pesquisa de softwares livres que permitiriam a implantação de sistema de colaboração com qualidade. Chegamos ao Noosfero, que trouxe uma série de funcionalidades que nenhuma outra rede especializada poderia oferecer”.

Além do sistema educacional, o Noosfero também atua como plataforma para empreendimentos. Neste perfil, existem funcionalidades para o comércio eletrônico e catálogo de produtos e serviços, que adotam os princípios de preço aberto e comércio justo da economia solidária. Isso é o que ajuda Mário Sérgio, diretor comercial da cooperativa de produção de brinquedos educativos Art Gravatá, de Pernambuco. Para ele, a rede ajuda muito a vender seu produto. “O site atua praticamente como uma loja virtual. É um sistema que sei usar. É só logar e colocar as fotos e isso nos ajuda muito”, explica.

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social

O Prêmio Fundação BB tem 18 finalistas nas categorias nacionais e três na internacional. O evento de premiação será realizado em novembro. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD.

Você pode conferir essa iniciativa e outras finalistas acessando fbb.org.br/finalistas.

A divulgação deste projeto contempla dois Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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