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As espécies usadas foram melhoradas geneticamente e podem dobrar a produção se seguidas todas as orientações de correção do so
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Duas espécies de açaí; BRS-Pará e Chumbinho estão ajudando no reflorestamento do reassentamento Riacho Azul e entorno. A região fica localizada à margem do rio Madeira, cerca de 20 quilômetros da capital Porto Velho (RO), e abriga 130 famílias de agricultores familiares que viviam em outro assentamento que foi ocupado pelas águas do reservatório da Usina Hidrelétrica Santo Antônio.

A nova parceria da Organização Raiz Nativa e Fundação Banco do Brasil, iniciada em maio de 2018, atua por meio do projeto de implantação de um viveiro de mudas para reflorestamento da nova moradia das famílias. A área, onde foi construído o reassentamento, era usada por fazendeiros na plantação de capim e se encontrava bastante degradada e improdutiva. O projeto atua com práticas agroecológicas, buscando estabelecer um modelo sustentável de reflorestamento consorciado nas propriedades e nas matas ciliares. Além disso, permite a comercialização de mudas, visando geração de renda para a comunidade.

Com o investimento social da Fundação Banco do Brasil de R$ 403 mil foi construído um viveiro, com capacidade para receber 100 mil plantas, além da aquisição de um trator e equipamentos para serem usados no trabalho dos moradores e no preparo das roças. As espécies escolhidas para o viveiro são melhoradas geneticamente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e o processo de produção das plantas é iniciado a partir do terceiro ano do plantio definitivo no campo.

De acordo com a responsável técnica do projeto e membro do conselho deliberativo da Organização Raiz Nativa, Neide Faccin, com um bom preparo e a correção do solo, a produção anual do açaí chega a dobrar, garantindo melhor renda aos produtores.

Durante a execução do projeto, as famílias receberam mudas para o reflorestamento de suas propriedades. Os plantios são feitos consorciados com outras culturas como mandioca, banana, abacaxi como uma forma de garantir renda para os agricultores familiares. Com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sindicato do Trabalhador Rural, também foram capacitados viveiristas na comunidade.

A Organização Raiz Nativa é uma entidade sem fins lucrativos, constituída 2008. Desde 2010 a ONG atua em assentamentos nas margens do Rio Madeira, na região perimetral urbana de Porto Velho (RO).

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Terça, 24 Abril 2018 16:57

Cuidado com o jacaré

Manejo sustentável do animal na reserva de Lago do Cuniã (RO) gera renda para os moradores

A Reserva Extrativista do Lago do Cuniã (Resex Cuniã) é uma região rica em igarapés e lagos, com grande diversidade da fauna silvestre amazônica. Situada às margens do Rio Madeira no município de Porto Velho (RO), duas espécies de crocodilos se destacam na paisagem: o jacaretinga (Caiman crocodilus) e o jacaré-açu (Melanosuchus niger).

No início dos anos 2000, a população de jacarés cresceu desordenadamente, pois não havia incidência de predadores naturais, além da abundância de alimentos como peixes e pequenos animais. Esse aumento proporcionou grande impacto ambiental e às atividades pesqueiras, além de ocorrências de ataques a seres humanos, principalmente crianças.

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A partir de 2011, um projeto do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade- ICMBio colocou em prática ações de manejo sustentável. No mesmo o ano, foi criada a Cooperativa de Pescadores, Aquicultores, Agricultores e Extrativistas da Resex do Lago do Cuniã – ( Coopcuniã), que hoje representa comercialmente toda a produção da Reserva.

Para equilibrar a população de jacarés, foi permitido o abate controlado. Um trabalho de monitoramento e pesquisa do Instituto organizou a cadeia produtiva para venda da carne, que tem textura semelhante ao peito de frango e sabor similar ao do peixe. Ela é rica em proteína e não possui colesterol. Além da carne, também é aproveitado o couro, com alto valor de mercado.

As famílias da região foram capacitadas para o beneficiamento dos produtos e gestão comunitária. O controle populacional é mantido por meio de censos e de técnicas de marcação e recaptura. Após a captura dos animais é realizada a sexagem, onde as fêmeas são soltas e os machos adultos, que já atingiram o tamanho ideal, são abatidos.

No passado, os moradores da reserva viam o jacaré como ameaça à vida das pessoas e dos animais. O controle da população e o beneficiamento de produtos possibilitaram a geração de renda complementar aos moradores. A carne, por exemplo, é comercializada em diversos tipos de corte, como a isca, costela, ponta de costela, coxa, sobre-coxa, filé do lombo e filé da cauda. No final de 2017, a Fundação Banco do Brasil investiu R$ 480 mil para adequar o frigorífico na cooperativa de acordo com as normas do Serviço de Inspeção Federal (SIF). A autorização do SIF vai possibilitar que a carne seja comercializada para outros estados e países. Além de fortalecer a relação comercial da pele. O projeto foi selecionado pelo Ecoforte Extrativismo, com apoio do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo o engenheiro agrônomo e analista ambiental do ICMBio João da Mata, a cooperativa abate cerca de 700 jacarés por ano, produzindo 3,2 toneladas de carne. No comércio local, o quilo sai por R$ 20 e o couro é vendido por R$ 130 a peça. “Com o recurso da Fundação BB, será possível adequar o frigorífico aos padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, com um túnel de congelamento, além de contratar consultorias.”, declarou.

Reserva Extrativista

Na Reserva Extrativista do Alto Cuniã, todas as atividades são planejadas de forma integrada, a partir da organização e desenvolvimento de cadeias produtivas. As 92 famílias residentes da região se sustentam por meio de atividade pesqueira artesanal; produção de mandioca; extração de frutos da floresta, como a castanha, açaí e piquiá; além da criação de animais de pequeno porte.

A divulgação deste assunto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Lançada este mês, parceria entre associação e Fundação BB garantirá recursos para melhorias que deverão triplicar a produção e a renda das famílias envolvidas, inclusive com maior participação de jovens e mulheres

Mesmo enfrentando dificuldades, nos últimos dois anos a Reserva Extrativista Federal do Rio Cautário produziu 21 toneladas de borracha natural do tipo Cernambi Virgem Prensado (CVP). Localizada em Costa Marques (RO), a Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé (Aguapé) se prepara para triplicar a produção nos próximos dois anos. A ampliação da safra é uma das metas do convênio assinado com a Fundação Banco do Brasil pelo Programa Ecoforte Extrativismo, no valor de R$ 500 mil, com recursos do Fundo Amazônia – gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES).

A safra extrativista de borracha natural é o principal meio de subsistência de populações tradicionais como as do Vale do Guaporé. O seringalista Romerito Pantoja dos Santos, presidente da Aguapé, explica que, mesmo produzindo açaí, farinha e castanha-do-pará, a comunidade tem na extração do látex sua principal fonte de sustento. Atualmente, o quilo da borracha natural oscila entre R$ 2 e R$ 2,50.

GoogleMaps

Os recursos oriundos da parceria com a Fundação BB “vão mudar muita coisa para melhor”, aposta Santos. O convênio do projeto “RO-39 Fronteira do Cernambi: estimulando a produção de borracha natural no Vale do Guaporé”, foi assinado em 8 de janeiro. Além de estimular a compra de equipamentos para extração, a parceria também possibilitará assessoria técnica e capacitação para pelo menos metade dos 120 seringueiros organizados na associação.

Também está prevista a aquisição de equipamentos e ferramentas para o manejo das árvores e melhorias na casa de farinha, além da estruturação da sede da entidade.

Sustentabilidade
Ainda segundo Santos, com os recursos do convênio será construído um viveiro para ajudar na recuperação de áreas degradadas. “Pretendemos plantar dez mil mudas de seringueiras e de frutas. Isso vai ampliar tanto a oferta de produtos para venda como para o nosso próprio sustento”. O viveiro será mantido e cultivado pela comunidade, em conjunto com a associação e o apoio do técnico contratado com os recursos da parceria. Aumentar a participação das mulheres na economia familiar e estimular o interesse dos jovens na prática do extrativismo são objetivos adicionais do projeto.

 
A divulgação deste assunto contempla cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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Projeto usa técnicas para preservação da água e do solo e produz alimentos mais saudáveis para o consumidor final


Agricultores familiares de Vilhena (RO) estão adotando, com sucesso, técnicas agroecológicas na produção de alimentos, com uso sustentável dos recursos naturais e sem uso de defensivos tóxicos. Essas técnicas propiciam a preservação da água e do solo, além de alimentos mais saudáveis ao consumidor final.

Esse método de produção vem sendo desenvolvido, desde dezembro do ano passado, pelo Projeto Semear em três unidades produtivas experimentais, com utilização de estufas e sistemas de irrigação apropriados. A iniciativa com investimento social de R$ 193 mil da Fundação BB e da Brasilcap foi selecionada por meio da Chamada Internada de Projetos de Inclusão Socioprodutiva de 2016.

Com os recursos, foi possível a aquisição de um veículo e a capacitação dos agricultores familiares nas áreas de produção, comercialização, mobilização social e a certificação de alimentos agroecológicos. O desenvolvimento do projeto também envolve a realização de 60 visitas de assistência técnica.

Segundo o engenheiro agrônomo, Gustavo Lisboa, um dos coordenadores técnicos do projeto, “as técnicas geram bastante curiosidade, mas os agricultores ainda têm dificuldades em eliminar o uso de ‘veneno’. Existem muitas barreiras a serem vencidas e as unidades demonstrativas estão mudando a percepção deles”.

A boa aceitação no mercado local já tem gerado mais renda aos agricultores. A agricultora Adriane Appelt percebeu a oportunidade e tem estimulado seus familiares a cultivarem hortaliças de acordo com as novas técnicas. Já estão sendo produzidos: cebolinha, coentro, salsa, alface, rúcula, tomate, couve, vagem, cenoura e outras hortaliças. “Estamos muito satisfeitos com nosso trabalho. Os clientes têm solicitado muitas encomendas e, por isso, estamos ampliando nossa oferta para atender a todos os pedidos”, destacou.

A divulgação deste projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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