Quinta, 23 Maio 2019 09:30

Amor ao próximo é o melhor remédio

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Grupo voluntário oferece literatura, educação e acolhimento para quem busca atendimento ambulatorial ou internação no Rio de Janeiro

Na cidade do Rio de Janeiro (RJ), mulheres, crianças e adolescentes que procuram atendimento de saúde no Instituto Fernandes Figueira (IFF), bem como seus familiares acompanhantes, contam com o acolhimento diário de voluntários que promovem atividades de cultura e educação, utilizando a literatura como principal instrumento de lazer e entretenimento. São os voluntários do Napec - Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais . O Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira pertence à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e foi reconhecido em 2006 como hospital de ensino e em 2010 como centro nacional de referência pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Educação.

Neste espaço, os voluntários oferecem várias ações para as pessoas que frequentam o ambulatório ou precisam de internação. A ação nasceu em 2001, com o projeto Biblioteca Viva – que estimula o hábito da leitura, a criatividade, a organização do pensamento, além de transportar a criança e seus acompanhantes a momentos de magia e prazer, proporcionando viagens ao mundo da fantasia e da imaginação. A ação é realizada em ambulatórios e enfermarias.

Além da Biblioteca Viva, atualmente o grupo desenvolve outros oito projetos que funcionam de segunda a sexta-feira, em todos os espaços do IFF, como o Voluntário Acompanhante, que assiste crianças e adolescentes internados desacompanhados de seu responsável legal, o Reforço Escolar e Educação Informal, que visam minimizar as perdas decorrentes do afastamento do ambiente escolar, Inclusão na Sala de Espera, que facilita a aproximação entre pacientes com comprometimentos neurológicos e seus familiares, profissionais de saúde e outros usuários através da literatura e atividades de livre expressão, Música por toda parte, que introduz música para promover novas sensações como a alegria e o bem-estar e afasta a sensação de confinamento que a hospitalização provoca, Parquinho, que proporciona um ambiente promotor de saúde através de atividades lúdicas e pedagógicas, Videoteca, que oferta aparelhos portáteis para as crianças e adolescentes como distração para assistir filmes, shows ou musicais. Além disso, o grupo também atua com o Apoio à Alta Hospitalar, que busca colaborar com as famílias por meio de campanhas de arrecadação de alimentos, vestuário, itens infantis (carrinhos, berços, fraldas), artefatos tecnológicos (concentrador de oxigênio, aspiradores de traqueostomia), cadeira de rodas, além de suporte a reparos e melhorias das moradias das famílias, quando essas melhorias influenciam diretamente na possibilidade dos pacientes permanecerem em casa.

A bolsista e psicopedagoga Maria Magdalena de Oliveira é a coordenadora geral do Napec. Ela explica que o grupo reúne 125 voluntários recrutados anualmente em processos de seleção. “Oferecemos um ciclo de palestras e atividades de treinamento supervisionadas por coordenadores de projetos ou voluntários veteranos. Hoje o perfil dos nossos voluntários é majoritariamente feminino, na faixa etária de 20 a 80 anos e 96,3% tem nível superior”, relata.

Para a coordenadora, além de melhorar a qualidade na espera do atendimento, os projetos do Napec levam cultura e educação para os diferentes espaços do instituto. “Nos registros de mediação de leitura, os voluntários revelam que para cada livro lido, crianças, adolescentes, mulheres e acompanhantes têm reações na sua maioria prazerosa e de acolhimento. E que em cada registro fica o relato da certeza do trabalho voluntário no IFF ter sido uma feliz e compensadora escolha”, avalia.

O IFF atende usuários da rede pública e privada de saúde, de serviços filantrópicos e até mesmo de outros municípios, além do Rio de Janeiro. Os pacientes variam entre pessoas com risco ou necessidades especiais, muitas vezes dependentes de aparelhos tecnológicos disponíveis somente no ambiente hospitalar ou por meio de aluguel para o uso domiciliar.

Viva Voluntário

O Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira foi o vencedor do Prêmio Viva Voluntário 2018, na categoria Voluntariado no Setor Público, com o projeto desenvolvido pelo Napec. Com o investimento social de R$ 50 mil conferido na premiação por meio da Fundação Banco do Brasil, a coordenadora Maria Magdalena explica que foram adquiridos livros, jogos interativos e brinquedos. “Também pudemos custear o aluguel de alguns aparelhos para manter algumas crianças em casa, por um período de três meses”, revela. A expectativa agora é que a semente plantada pelos voluntários do Napec inspire voluntários para levar a ideia adiante. “Desejo que este tipo de trabalho possa ser replicado para outros hospitais agora”, afirma. O Prêmio Viva Voluntário é uma realização do Governo Federal com apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e faz parte do Programa Nacional Viva Voluntário que identifica e incentiva o desenvolvimento da cultura do voluntariado e de educação para a cidadania, com o objetivo de fortalecer as organizações da sociedade civil e promover uma participação ativa da sociedade.

Como ajudar 

O Napec pode ser ajudado durante as campanhas de leites especiais, roupas para bebês, crianças, adolescentes e mulheres. Acesse o portal para conhecer mais http://www.amigosdonapec.com.br ou visite o perfil no Facebook https://www.facebook.com/pg/amigosdoNAPEC

 

 

Confira aqui os outros vencedores do Prêmio Viva Voluntário:

Voluntariado nas Organizações da Sociedade Civil

Voluntariado no Setor Público

Líder Voluntário

 

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Com apoio da Fundação BB, CUFA agrega novos cursos às atividades que valorizam a cultura da favela e da população negra

Reunir em um mesmo local atividades de educação, lazer, esporte, cultura e cidadania é o que tem feito há duas décadas a Central Única das Favelas – CUFA. Um espaço fascinante, especialmente para a juventude, e que funciona sob um viaduto - o Negrão de Lima, em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Para atender as necessidades dos jovens moradores da comunidade e dos bairros vizinhos, a entidade oferece capacitações e cursos – grafite, DJ, break, rap, audiovisual, capoeira, basquete de rua, literatura e oficinas de moda. Além disso, produz, distribui e veicula a cultura do hip hop, por meio de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições e debates. E para quem gosta de dançar, todas às quintas-feiras e sábados ainda tem o tradicional baile de charme.

Este ano, novas capacitações passaram a fazer parte da grade da instituição - criação de aplicativos, construção de sites e desenvolvimento de startups -, graças a uma parceria com a Fundação Banco do Brasil, que investiu R$ 405 mil no projeto Viaduto Tec. Com o investimento social, cerca de 300 jovens e adultos das comunidades serão atendidos. Os cursos prepararam profissionais para criarem seus próprios negócios na era digital, além de também ensinar marketing e vendas na Internet.

As primeiras turmas receberam jovens trabalhadores com vontade de ver seus negócios decolarem. Nayra Viegas, que faz palha italiana para vender, não pensou duas vezes quando viu a oportunidade de criar um site para alavancar o empreendimento. Hoje, ela mostra com orgulho a “Palhitas da Nay”, a página da sua marca na internet.

Quem também acabou de receber o certificado foi a Vânia Freire. Moradora do Meier e dona de um salão de beleza, ela conta que ficou sabendo das capacitações por meio do Sebrae e já está usando os conhecimentos adquiridos para divulgar seu trabalho e buscar novos clientes.

O instrutor de mídias sociais para negócios, Douglas da Costa, explica que a busca pelos cursos está grande, e que cada um que procura a CUFA tem o mesmo objetivo, tornar seu negócio conhecido. “Nós apresentamos a esses alunos empreendedores conteúdos de Instragram, Facebook e Whatsapp Business para ajudá-los a propagar seus negócios nas redes sociais. As pessoas vêm até nós para aprender a desenvolver sites e a divulgar seus negócios nas redes sociais a seus possíveis clientes”, diz.

                                                                                                   
                                                                                                                   




Durante o curso, os alunos também participam de palestras sobre os temas "Direitos Usando a Internet", "Juventude Conectada e Empreendedorismo Digital", "Coaching Aliado às Novas Tecnologias" e "Perfil Profissional do Desenvolvedor de Software". A abertura de novas turmas está prevista para setembro.

“A essência da CUFA é fazer esse tipo de iniciativa há mais de 20 anos. Nossa missão é sempre gerar oportunidade e capacitar pessoas que querem mudanças. Acreditamos que continuaremos fazendo revoluções sociais, agora, através da tecnologia. O envolvimento dos alunos e o interesse dos inscritos para as novas turmas têm mostrado a força do projeto”, disse Altair Martins, diretor executivo da CUFA.

A realização deste projeto contempla seis Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

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A Ong Litro de Luz já instalou mais de 400 postes com iluminação gratuita, por meio de energia solar

 

“Pode levar, não preciso mais desta lanterna. Agora tenho luz em frente a minha casa”. Foi com este gesto que Pedrinho*, menino da comunidade de Ferraz de Vasconcelos, no interior de São Paulo, agradeceu ao voluntário da Ong Litro de Luz, quando viu pela primeira vez, um poste de luz iluminando a sua rua.

O agradecimento não foi em vão. Pelo menos três comunidades da cidade viviam completamente no escuro, sem a previsão de energia elétrica: Vila Santa Margarida, Brejo e Cidade de Deus. Agora eles contam com postes e lampiões que geram luz através de energia solar. Uma solução eficiente, barata e que agora concorre ao Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social.

No Brasil desde 2014, a Litro de Luz desenvolve soluções ecológicas e economicamente sustentáveis para combater a falta de iluminação nas cinco regiões do país e já impactou diretamente mais de cinco mil pessoas. Foi por meio de uma solução acessível criada pelo brasileiro Alfredo Moser, em 2002 - que usou garrafas pet abastecidas com água e alvejante para solucionar o problema da falta de luz dentro de casa – que o movimento global Liter of Light foi criado nas Filipinas, em 2011.

Segundo Laís Higashi, presidente da Litro de Luz, a Ong conta atualmente com cerca de  150 voluntários entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campina Grande, Manaus e Florianópolis. A sede fica em Vila Prudente, em São Paulo. “Uma equipe é responsável pelas demandas e análises das comunidades que serão atendidas. Depois disso, há o contato e o treinamento com os moradores locais, que também participam do projeto”, explica.

A estrutura do poste é toda montada com canos de PVC para facilitar a colocação de cimento e fixação no solo, e possibilitar a passagem de fiação elétrica. Dentro de uma caixa hermética fixada ao corpo do poste, coloca-se a bateria e o circuito responsável pelo acionamento da lâmpada e pela transferência da energia que é captada pela placa solar para recarga da bateria. Finalmente, a placa solar é presa no topo e, para a proteção do led, é utilizada uma garrafa pet. Para arcar com os custos de material a Litro de Luz trabalha com iniciativas como workshops, voluntariado corporativo e ações específicas patrocinadas por parceiras. As garrafas plásticas especificamente são recolhidas por voluntários antes das ações.

Desde o início do projeto a Ong já levou luz para 15 comunidades de sete cidades. E os planos não param por aí. Para 2017 estão previstas instalações em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e para a comunidade Kalunga, maior comunidade quilombola do Brasil, localizada na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Além dos postes solares, que serão colocados nas áreas públicas, serão entregues também lampiões para iluminar ambientes internos e que são fáceis de transportar, permitindo que os moradores os levem de um lugar ao outro. Todas as soluções serão construídas em conjunto, pelos voluntários da Litro de Luz e pelos moradores, que aprendem todo o processo, incluindo a montagem, instalação e manutenção dos postes e dos lampiões.

Conheça outras iniciativas finalistas do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2017 em fbb.org.br/finalistas

Finalista do Prêmio de Tecnologia Social

Foi através da internet que os voluntários da Litro de Luz souberam das inscrições e resolveram participar  do Prêmio. A instituição foi selecionada entre 735 propostas e recebeu a certificação de tecnologia social. Agora é uma das finalistas na categoria “Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital” e concorre ao prêmio principal de R$ 50 mil, que será entregue ao primeiro colocado de cada categoria do prêmio, em novembro. “Todos os voluntários estão extremamente animados e sentiram-se reconhecidos com a certificação na primeira fase do Prêmio”, diz Higashi.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Este ano, o concurso tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Você pode conferir a iniciativa Poste de Luz Solar: Litro de Luz Brasil no Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB acessando https://goo.gl/v4k6bD


(*) Pedrinho é um nome fictício.

 A divulgação deste projeto contempla três Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

 

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