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Iniciativa mineira capacita comunidade de jovens empreendedores

Atitude, telas, tintas e muita criatividade. Esta é a base do Programa Bem Maior, uma tecnologia social que proporciona capacitação empreendedora e geração de renda a jovens em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa extensionista é realizada pela Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e tem como foco o reconhecimento e valorização do indivíduo, procurando fortalecer o conjunto de experiências que constituem o seu patrimônio, tanto com o trabalho em equipe quanto em relação aos participantes. Sua principal premissa é levar em consideração os saberes do outro, sua capacidade produtiva e seu repertório sociocultural.

Por meio de método e ferramentas de design participativo, o projeto é cocriado com as jovens lideranças locais desde o seu início, tendo como norte a economia da cultura. “Desta forma, eles se apropriam do projeto, se sentem valorizados, ouvidos em seus anseios e  adquirem autonomia criativa, uma vez que usam a cultura como subsídio para criar os produtos”, explica Maria Flávia Vanucci, idealizadora e coordenadora do projeto.

Em seções de cocriação são trabalhados conceitos, direcionamentos, sonhos e desejos do grupo, além da valorização do território e da cultura local. Nessas reuniões são definidas também as principais regras do projeto (quem pode participar, como será a divulgação no bairro, contratos de convivência e que tipo de produto querem desenvolver, por exemplo). A partir disso, a equipe reformula o projeto e dá início ao processo de divulgação na localidade para formar o grupo produtivo e trabalhar a capacitação técnica e empreendedora. Para apoio no campo financeiro, foram realizados workshops para trabalhar o tema da precificação, controle de estoque e gestão de negócios.

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Mão na massa

Para o projeto piloto, os participantes optaram por desenvolver uma coleção de camisetas em silk (estampa manual) e acessórios de madeira oriunda de shape de skate, tendo como inspiração a arte urbana, especialmente o grafite e o hip-hop, referências fortes para o grupo. Então, os jovens construíram os equipamentos necessários, tais como mesa de luz e de impressão, telas de gravação, quarto escuro, entre outros. Tiveram workshops de capacitação sobre  história da arte, cores, acabamento e valorização do território, para que pudessem desenvolver as artes da coleção de camisetas que teve como tema "Minha Quebrada", que falava do orgulho da origem deles e dos aspectos culturais.  

Reconhecimento

Certificado no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019, até o momento o projeto piloto impactou diretamente 30 jovens. “É muito gratificante ter reconhecimento do valor do projeto por meio de uma certificação de uma instituição tão importante como a Fundação Banco do Brasil. Acaba sendo uma vitrine e também fonte de inspiração para outras ações”, celebra a professora.

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